Conecte Conosco

Mundo

Irã descarta volta das conversas com os Estados Unidos

A agência oficial de notícias iraniana Irna comunicou nesta segunda-feira (28) que não existem negociações agendadas entre o Irã e os Estados Unidos, apesar do ex-presidente Donald Trump ter sugerido uma possível retomada rápida dos diálogos.

Por outro lado, o canal estatal iraniano Irib divulgou que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, planeja se reunir hoje, em Nova York, com representantes do Catar.

O foco desse encontro deverá ser nas mensagens trocadas entre o Irã e os Estados Unidos mediadas por terceiros, especialmente sobre os termos estipulados pelo Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, conforme informado pela emissora.

Mais cedo, a Irna citou uma fonte próxima à delegação iraniana presente na Assembleia Geral da ONU, indicando que não há previsão de negociações com os Estados Unidos.

No domingo, o então presidente Donald Trump afirmou ao portal Axios que esperava a reinício das conversas em breve, um dia após rejeitar o plano do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz em uma semana.

Essa passagem estratégica, antes responsável por um quinto do trânsito mundial de hidrocarbonetos, tem sido cenário de conflito iniciado pelos Estados Unidos e Israel com ataques contra o Irã em fevereiro.

Desde então, o Irã reivindica controle sobre a região, enquanto Washington aplica um bloqueio aos portos iranianos como retaliação.

Além disso, os Estados Unidos implementaram sanções ao setor aéreo iraniano no início de setembro e ameaçaram penalidades a empresas estrangeiras que apoiarem companhias do Irã.

Com a imposição dessas medidas, principais aéreas iranianas tiveram que cancelar muitos voos, inclusive regionais.

Em resposta, o governo iraniano registrou uma queixa formal na Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), conforme reportado pela imprensa oficial nesta segunda-feira.

O diretor de aviação civil iraniano, Abuzar Shirudi, declarou que o Irã apresentou uma reclamação para proteger os direitos legítimos do setor aéreo e combater as restrições ilegais impostas pelos Estados Unidos.

A OACI, com sede em Montreal, é uma agência da ONU.

Abuzar Shirudi também informou que uma denúncia foi encaminhada à Corte Internacional de Justiça em Haia.

Para os iranianos que buscam sair ou retornar ao país, a Turquia permanece a principal rota. Vias com o Afeganistão, Paquistão, China, Rússia, Malásia e Tailândia continuam funcionando.

Publicidade
Clique aqui para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Manifestantes acampados em Madri prometem continuar pressão sobre Sánchez pela crise da moradia

Por

Após dois dias acampados no coração de Madri, grupos que protestam contra a crise habitacional afirmaram nesta segunda-feira (28) que irão persistir na cobrança ao governo de Pedro Sánchez. Eles solicitam uma legislação que garanta proteção diante do aumento dos custos dos imóveis.

O governo socialista de Sánchez tem sido alvo de críticas, inclusive de aliados, por não conseguir conter a alta nos preços de compra e aluguel de residências. A administração planeja apresentar um novo decreto na terça-feira, embora sua aprovação no Parlamento, onde não possui maioria, não esteja garantida.

“Reclamamos a publicação de um decreto-lei que proteja o direito à moradia e impeça despejos”, afirmou à AFP Carlota, manifestante de 29 anos que passou a noite entre cerca de cem barracas na famosa praça Puerta del Sol.

A artista descreveu a situação na Espanha como “grave” e pediu uma legislação que não priorize capital e fundos de investimento em detrimento das pessoas. Assim como sua amiga Violeta, ela dormiu cerca de cinco horas no acampamento, que reuniu dezenas de jovens ativistas e manifestantes.

O descontentamento com os valores elevados da habitação vem crescendo na Espanha, mas a revolta aumentou na semana passada após o despejo de Maricarmen Abascal, idosa de 87 anos de Madri. Ela teve de sair do apartamento onde morava há sete décadas devido à compra do imóvel por uma empresa de investimentos.

A cena de Maricarmen sendo retirada em uma maca por agentes da Justiça, enquanto manifestantes a apoiavam, gerou uma onda de comoção no país, pouco antes das eleições legislativas de 2027.

“Não conseguimos pagar as contas”

Os protestos seguiram o governo até Barcelona, onde manifestantes bloquearam parte da avenida Diagonal durante uma cerimônia que contou com a presença do premiê.

Com cartazes pedindo “Decreto Maricarmen já” e gritos como “os investidores são os invasores”, os manifestantes relataram as dificuldades para conseguir moradia.

Laura Requena, professora de 32 anos, disse ser impossível sair da casa dos pais sem dividir apartamento. “Estamos apertados e não conseguimos pagar o aluguel ao fim do mês”, lamentou.

Neus Llop, educadora de 37 anos, disse viver com o medo constante de ficar sem moradia. “Os preços só aumentam e as condições se deterioram, com mais pessoas vivendo em espaços pequenos”, afirmou.

Sánchez declarou que seu governo trabalha intensamente para apresentar ações na reunião ministerial de terça-feira.

Reação da cidade

O acampamento começou no sábado na simbólica Puerta del Sol, local histórico de protestos recentes, e ocorreu sob olhares atentos de turistas, sem interferência policial.

Ativistas distribuíram alimentos durante a manhã, com um clima de solidariedade e determinação. O slogan “Nenhuma Maricarmen a mais” refletiu a causa dos manifestantes.

Maricarmen, hospitalizada após o despejo, fez um apelo em vídeo para que todos tenham coragem e defendam seus direitos.

Nos últimos dez anos, o preço médio do aluguel na Espanha dobrou, chegando a valores altos por metro quadrado. Para compra, os valores subiram mais de 50%, segundo dados recentes.

Miriam Bue, porta-voz do sindicato de inquilinos, destacou a necessidade de uma mensagem firme e criticou a política habitacional da região de Madri, sob controle do Partido Popular.

Ela espera que o governo central adote contratos de aluguel por prazo indeterminado, substituindo os atuais de cinco anos. A dirigente avisou que o movimento vai crescer se não houver mudanças.

Continuar Lendo

Mundo

Canal do Panamá afrouxa regras após chuvas

Por

O Canal do Panamá anunciou na segunda-feira (28) uma flexibilização nas limitações para o trânsito de navios devido ao aumento dos níveis de água, resultado das chuvas recentes na região que abastece o canal.

Este canal, responsável por 5% do comércio marítimo global, utiliza água doce de dois lagos artificiais para operar, os quais tiveram seus níveis reduzidos pela seca causada pelo fenômeno climático El Niño.

Por esse motivo, a Autoridade do Canal do Panamá (ACP) havia diminuído gradualmente o número de navios que atravessam o canal diariamente, reduzindo de 36 para 32 nesta última fase.

No entanto, com a melhora das condições hídricas devido às precipitações, a partir de 15 de outubro, será permitido o trânsito de até 33 embarcações por dia, informou a ACP em comunicado oficial.

Essa liberação é destinada às embarcações Neopanamax, as maiores que utilizam o canal, com os maiores usuários sendo os países Estados Unidos e China.

Além disso, desde esta segunda-feira, o calado máximo permitido para os navios aumentou de 14,63 para 14,94 metros.

Em 14 de setembro, Ilya Espino de Marotta, administradora do canal, declarou que, caso a seca continue, a previsão para o ano fiscal que se inicia em outubro é de uma redução média para 29,5 transbordos diários.

Nos anos de 2023 e 2024, devido ao impacto do El Niño, o canal precisou limitar o número diário de travessias para 22.

Continuar Lendo

Mundo

Conflito entre traficantes deixa pelo menos sete mortos na Guatemala

Por

Pelo menos sete pessoas, incluindo uma menina, perderam a vida em um vilarejo no leste da Guatemala durante um confronto relacionado a uma disputa entre gangues de narcotráfico, segundo informaram as autoridades nesta segunda-feira (28).

O embate aconteceu na noite de domingo no município de Huité, localizado a cerca de 130 km a leste da Cidade da Guatemala. As vítimas faleceram em três locais diferentes, conforme comunicado da polícia.

De acordo com Nathalia Mollinedo, porta-voz do Exército, por meio de um vídeo divulgado no X, o confronto teve origem em disputas territoriais entre organizações transnacionais do crime organizado.

“Foi decidido não intervir no momento para evitar intensificar o conflito”, complementou Mollinedo.

O Ministério Público informou que uma caminhonete com três pessoas mortas, incluindo uma menor, foi encontrada em um dos acessos ao município.

Até o presente momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre os demais falecidos.

Vídeos compartilhados nas redes sociais e pela imprensa local mostraram a entrada de um grupo armado vestido com roupas e equipamentos militares.

Mollinedo afirmou que não se trata de militares guatemaltecos, salientando que o pessoal do Exército está identificado com os distintivos oficiais.

O incidente acontece uma semana após o Escudo das Américas, uma aliança regional antidrogas liderada pelos Estados Unidos e da qual a Guatemala participa, anunciar sanções contra cerca de 20 grupos criminosos, incluindo congelamento de bens e restrições de vistos.

Além disso, o episódio ocorre após o envio das primeiras armas vendidas por Washington à Guatemala após um embargo de cinquenta anos devido a violações dos direitos humanos, e uma parceria recente entre promotores dos dois países para reforçar o combate aos cartéis de droga.

O presidente da Guatemala, o social-democrata Bernardo Arévalo, é frequentemente criticado pela sua política de segurança, especialmente pela estratégia contra gangues, que resultou na morte de 11 policiais em janeiro deste ano.

O governo defende que a luta contra esses grupos criminosos deve ser conduzida sem abusos ou arbitrariedades, respeitando os direitos humanos.

Continuar Lendo

Trending