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Anvisa aprova nova caneta de insulina para diabetes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o registro do medicamento Kyinsu, uma caneta inovadora para o tratamento do diabetes que combina insulina e semaglutida.

A insulina icodeca, presente no medicamento, é pioneira por ser um análogo de insulina que requer administração apenas uma vez por semana, substituindo as injeções diárias tradicionais. Ela oferece um controle glicêmico superior e atua por um período prolongado.

A semaglutida é uma substância que imita a ação do hormônio GLP-1 no organismo, inicialmente desenvolvida para tratar diabetes, e que também tem sido reconhecida pela eficácia em promover a perda de peso.

O Kyinsu é o primeiro tratamento que une uma dose fixa de insulina basal e agonista do receptor GLP-1 para aplicação semanal, oferecendo uma nova opção para pacientes que necessitam intensificar o controle da glicose no sangue.

De acordo com a Anvisa, o medicamento é indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não alcançam o controle ideal usando insulina basal ou agonistas do GLP-1, complementando dieta e exercícios e outras medicações antidiabéticas orais.

O registro oficial do Kyinsu contém seis diferentes versões. Duas delas apresentam 300 U de insulina icodeca e 0,86 mg de semaglutida em uma solução de 0,43 ml, disponíveis com sistema aplicador, sendo uma das opções acompanhada de seis agulhas.

Outras quatro versões têm concentração de 700 U/ml de insulina icodeca e 2 mg/ml de semaglutida, em cartuchos de 1 ml ou 1,5 ml, alguns incluindo nove agulhas.

A aplicação do Kyinsu deve ser feita uma vez por semana, através de injeção subcutânea — sob a pele da coxa, braço ou abdômen — facilitando o controle do diabetes.

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Mundo

Manifestantes acampados em Madri prometem continuar pressão sobre Sánchez pela crise da moradia

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Após dois dias acampados no coração de Madri, grupos que protestam contra a crise habitacional afirmaram nesta segunda-feira (28) que irão persistir na cobrança ao governo de Pedro Sánchez. Eles solicitam uma legislação que garanta proteção diante do aumento dos custos dos imóveis.

O governo socialista de Sánchez tem sido alvo de críticas, inclusive de aliados, por não conseguir conter a alta nos preços de compra e aluguel de residências. A administração planeja apresentar um novo decreto na terça-feira, embora sua aprovação no Parlamento, onde não possui maioria, não esteja garantida.

“Reclamamos a publicação de um decreto-lei que proteja o direito à moradia e impeça despejos”, afirmou à AFP Carlota, manifestante de 29 anos que passou a noite entre cerca de cem barracas na famosa praça Puerta del Sol.

A artista descreveu a situação na Espanha como “grave” e pediu uma legislação que não priorize capital e fundos de investimento em detrimento das pessoas. Assim como sua amiga Violeta, ela dormiu cerca de cinco horas no acampamento, que reuniu dezenas de jovens ativistas e manifestantes.

O descontentamento com os valores elevados da habitação vem crescendo na Espanha, mas a revolta aumentou na semana passada após o despejo de Maricarmen Abascal, idosa de 87 anos de Madri. Ela teve de sair do apartamento onde morava há sete décadas devido à compra do imóvel por uma empresa de investimentos.

A cena de Maricarmen sendo retirada em uma maca por agentes da Justiça, enquanto manifestantes a apoiavam, gerou uma onda de comoção no país, pouco antes das eleições legislativas de 2027.

“Não conseguimos pagar as contas”

Os protestos seguiram o governo até Barcelona, onde manifestantes bloquearam parte da avenida Diagonal durante uma cerimônia que contou com a presença do premiê.

Com cartazes pedindo “Decreto Maricarmen já” e gritos como “os investidores são os invasores”, os manifestantes relataram as dificuldades para conseguir moradia.

Laura Requena, professora de 32 anos, disse ser impossível sair da casa dos pais sem dividir apartamento. “Estamos apertados e não conseguimos pagar o aluguel ao fim do mês”, lamentou.

Neus Llop, educadora de 37 anos, disse viver com o medo constante de ficar sem moradia. “Os preços só aumentam e as condições se deterioram, com mais pessoas vivendo em espaços pequenos”, afirmou.

Sánchez declarou que seu governo trabalha intensamente para apresentar ações na reunião ministerial de terça-feira.

Reação da cidade

O acampamento começou no sábado na simbólica Puerta del Sol, local histórico de protestos recentes, e ocorreu sob olhares atentos de turistas, sem interferência policial.

Ativistas distribuíram alimentos durante a manhã, com um clima de solidariedade e determinação. O slogan “Nenhuma Maricarmen a mais” refletiu a causa dos manifestantes.

Maricarmen, hospitalizada após o despejo, fez um apelo em vídeo para que todos tenham coragem e defendam seus direitos.

Nos últimos dez anos, o preço médio do aluguel na Espanha dobrou, chegando a valores altos por metro quadrado. Para compra, os valores subiram mais de 50%, segundo dados recentes.

Miriam Bue, porta-voz do sindicato de inquilinos, destacou a necessidade de uma mensagem firme e criticou a política habitacional da região de Madri, sob controle do Partido Popular.

Ela espera que o governo central adote contratos de aluguel por prazo indeterminado, substituindo os atuais de cinco anos. A dirigente avisou que o movimento vai crescer se não houver mudanças.

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Mundo

Canal do Panamá afrouxa regras após chuvas

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O Canal do Panamá anunciou na segunda-feira (28) uma flexibilização nas limitações para o trânsito de navios devido ao aumento dos níveis de água, resultado das chuvas recentes na região que abastece o canal.

Este canal, responsável por 5% do comércio marítimo global, utiliza água doce de dois lagos artificiais para operar, os quais tiveram seus níveis reduzidos pela seca causada pelo fenômeno climático El Niño.

Por esse motivo, a Autoridade do Canal do Panamá (ACP) havia diminuído gradualmente o número de navios que atravessam o canal diariamente, reduzindo de 36 para 32 nesta última fase.

No entanto, com a melhora das condições hídricas devido às precipitações, a partir de 15 de outubro, será permitido o trânsito de até 33 embarcações por dia, informou a ACP em comunicado oficial.

Essa liberação é destinada às embarcações Neopanamax, as maiores que utilizam o canal, com os maiores usuários sendo os países Estados Unidos e China.

Além disso, desde esta segunda-feira, o calado máximo permitido para os navios aumentou de 14,63 para 14,94 metros.

Em 14 de setembro, Ilya Espino de Marotta, administradora do canal, declarou que, caso a seca continue, a previsão para o ano fiscal que se inicia em outubro é de uma redução média para 29,5 transbordos diários.

Nos anos de 2023 e 2024, devido ao impacto do El Niño, o canal precisou limitar o número diário de travessias para 22.

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Brasil

Justiça exige ressarcimento dos custos do SUS com tratamento de vício em apostas

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A Advocacia-Geral da União (AGU) comunicou nesta segunda-feira (28) que entrou com uma ação judicial para solicitar o reembolso dos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao tratamento dos problemas causados pelos jogos de apostas online.

A ação civil pública foi apresentada na Justiça Federal em Pernambuco contra 17 plataformas de apostas esportivas, solicitando uma compensação mínima de R$ 1 bilhão em danos morais coletivos.

Além disso, a AGU pediu à Justiça a devolução em dobro dos valores apostados por pessoas que sofrem de ludopatia, uma condição caracterizada pelo vício compulsivo em jogos.

O órgão destacou que os custos do SUS para o tratamento dessas condições são superiores aos valores arrecadados em impostos pelas casas de apostas, que repassam aproximadamente R$ 50 milhões ao governo.

“As empresas envolvidas obtêm grandes lucros ao arrecadar recursos de milhões de apostadores, ao mesmo tempo em que deixam para o SUS e para a sociedade o ônus financeiro decorrente do impacto coletivo na saúde”, declarou a AGU.

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