Notícias
Genoma ajudando a diagnosticar doenças raras e prevenir problemas de saúde
Ter um bom autoconhecimento e reconhecer profundamente as próprias raízes é essencial para muitas pessoas sob o ponto de vista da identidade. Mas e se entender aquilo que é mais íntimo em nós, que revela quem somos, também pudesse salvar vidas e melhorar a qualidade delas?
O médico imunologista João Bosco explicou com exclusividade à Folha de Pernambuco como a genética e a medicina personalizada podem agilizar diagnósticos e indicar caminhos para a prevenção de doenças raras, incluindo o risco de câncer.
No Brasil, mais de 13 milhões de pessoas convivem com doenças raras, que abrangem cerca de 10 mil tipos diferentes, a maioria de origem genética.
Entre essas condições, uma ferramenta essencial é o sequenciamento completo do genoma — um teste genético amplo capaz de ler e analisar quase todo o DNA de um organismo. João Bosco, CEO da NeoGenomica e especialista em medicina personalizada, destaca a importância do acesso a essas informações.
“Cerca de 80% dessas doenças raras têm origem genética, ou seja, a pessoa nasce com uma condição genética. Por isso a genética é fundamental para um diagnóstico preciso”, explicou.
A medicina personalizada entra para oferecer um cuidado individualizado ao paciente, abrangendo desde o diagnóstico até a prevenção ou tratamento.
De acordo com João Bosco, quase 40% dos casos são solucionados rapidamente, desde a coleta da amostra até o resultado dos exames. Essa tecnologia ajuda a acabar com a longa espera por diagnósticos corretos.
“No Brasil, a peregrinação para um diagnóstico pode durar em média seis anos, com diversas consultas e diagnósticos errados no caminho. Ter uma ferramenta eficaz para diagnósticos rápidos é fundamental, e o SUS já iniciou a oferta desse exame”, afirmou.
Desde fevereiro de 2026, o Ministério da Saúde oferece gratuitamente o Sequenciamento Completo do Exoma (WES) no SUS, com a expectativa de reduzir o tempo de espera para cerca de seis meses.
“A genética na prevenção visa calcular o risco para doenças que podem ser tratadas. Com base nessas informações genéticas, podemos ajustar as estratégias de prevenção, o que também contribui para reduzir futuros custos com tratamento”, concluiu.
Notícias
Deputado Amilton Filho morre em acidente de carro em Goiás
O deputado estadual Amilton Filho (MDB) faleceu na madrugada deste sábado, 26, aos 41 anos, após um acidente automobilístico na BR-050, em Cristalina, região próxima ao Distrito Federal. Ele estava exercendo seu segundo mandato na Assembleia Legislativa de Goiás e disputava sua reeleição marcada para outubro.
De acordo com o gabinete do parlamentar, o carro em que Amilton estava colidiu com um caminhão próximo ao aeroporto de Cristalina. As circunstâncias do acidente ainda não foram reveladas. A Assembleia Legislativa de Goiás informou que a colisão aconteceu por volta das 1h30 da manhã e o veículo atingiu uma carreta que estava estacionada.
Havia três pessoas dentro do carro. O motorista e um videomaker que trabalhava com o deputado foram socorridos e levados para o Hospital Municipal Chaud Salles, em Cristalina. Amilton Filho não resistiu e morreu no local.
O gabinete informou que ele tinha compromissos de campanha na cidade naquele sábado. O presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (União Brasil), decretou luto oficial de cinco dias no Legislativo de Goiás e suspendeu os compromissos políticos previstos para aquele dia.
Amilton foi confirmado em agosto como candidato do MDB para tentar um terceiro mandato de deputado estadual. Natural de Anápolis, ele também atuava politicamente em Cristalina, onde participou de diversas atividades nos últimos meses.
Formado em Direito, iniciou sua carreira política em Anápolis sendo eleito vereador pela primeira vez em 2012, cumprindo dois mandatos na Câmara Municipal, inclusive presidindo-a no biênio 2017-2018.
Em 2018, conseguiu ser eleito deputado estadual pela primeira vez e, quatro anos depois, já no MDB, foi reeleito. Durante seu tempo na Assembleia Legislativa, presidiu a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e fez parte das comissões de Educação, Defesa dos Direitos do Consumidor e Organização dos Municípios.
Amilton Filho deixa esposa e dois filhos. O velório acontecerá em Anápolis, embora os horários ainda não tenham sido informados até a manhã de sábado.
Economia
Greve da Caixa prejudica venda de imóveis e financiamento de obras
A paralisação iniciada pelos colaboradores da Caixa Econômica Federal (CEF) em 10 de setembro já causa impactos no setor imobiliário.
As construtoras enfrentam diminuição nas vendas de imóveis durante esse período e atraso na liberação do crédito contratado para as construções, afetando diretamente seu fluxo financeiro.
A Caixa Econômica Federal é a principal responsável pelo setor imobiliário, respondendo por cerca de dois terços dos financiamentos habitacionais no país.
Além disso, a CEF gerencia todas as operações do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Diariamente, a Caixa conclui em média 3.200 contratos de financiamento imobiliário, totalizando aproximadamente R$ 920 milhões.
De acordo com estimativas conservadoras, se 20% desses contratos sofreram interrupção durante os 13 dias de greve, cerca de 8.300 vendas de imóveis foram comprometidas.
Em uma estimativa mais pessimista, com 50% dos contratos afetados, seriam cerca de 20.800 vendas prejudicadas.
O movimento grevista não suspendeu totalmente as operações da CEF. Na região metropolitana de São Paulo, 293 agências estão fechadas, conforme dados do Sindicato dos Bancários. Em muitas agências e departamentos, o atendimento foi reduzido, mas não cessou por completo. Ainda não há dados nacionais consolidados.
Impactos nas vendas e construções
O primeiro efeito da greve é a queda nas vendas de imóveis, que dependem diretamente do financiamento. Esse processo está fortemente atrelado à atividade nas agências bancárias, onde são abertas contas e encaminhados documentos para análise de crédito.
Os correspondentes bancários, que não aderiram à greve, auxiliam no início desse processo, porém a aprovação final do crédito depende das equipes internas da Caixa.
A situação se agrava no Minha Casa, Minha Vida, onde as construtoras encaminham o cliente para o financiamento bancário logo após a assinatura do contrato de compra e venda na planta (e não após a entrega das chaves). Sem essa tramitação, a venda não é confirmada, e o repasse de recursos para as empresas não ocorre.
Segundo José Urbano Duarte, especialista em crédito imobiliário e ex-vice-presidente de habitação da CEF: “Haverá um acúmulo significativo de operações. A contratação de novos financiamentos será mais impactada. Este processo é mais complexo e levará algum tempo para ser normalizado após o fim da greve.”
Outro efeito importante está na liberação dos financiamentos já contratados para as obras.
Os valores são liberados mensalmente conforme a verificação do progresso das construções, realizada por um inspetor, funcionário ou agente terceirizado da Caixa.
Em seguida, a medição é analisada pelas equipes internas do banco, que validam a liberação dos recursos.
Anderson Lopes Morais, diretor comercial da BRZ Empreendimentos, incorporadora especializada no MCMV com atuação em 32 cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, comenta: “A greve da Caixa afeta desde a assinatura da venda do imóvel até a liberação do dinheiro para obra.”
A BRZ calcula um impacto estimado em R$ 24 milhões no seu fluxo financeiro devido à greve. Destes, R$ 17 milhões correspondem a 196 vendas de apartamentos com contratos de financiamento retidos. Outros R$ 7 milhões referem-se a recursos para obras em 14 canteiros com medições atrasadas.
“Os impactos são significativos e prejudicam fortemente a geração de caixa de nossa empresa e do setor como um todo”, afirmou Morais. A empresa pretende priorizar o pagamento dos funcionários, enquanto fornecedores de serviços e materiais já estão sendo contatados para reavaliar prazos de pagamento.
Um executivo de uma grande construtora listada na bolsa, que preferiu manter sigilo, revelou que a situação é mais difícil nas cidades do interior, onde normalmente há apenas uma agência bancária, que foi fechada. Nas capitais, há alternativas de agências abertas. “A greve trouxe impactos negativos, a Caixa está operando muito mais lentamente. Em algumas cidades do interior, as operações pararam completamente, mas nas capitais o impacto é menor.”
Medições remotas
A expectativa era de que a greve terminasse na segunda-feira (21), mas não houve acordo entre a direção e os funcionários. Com a manutenção da paralisação, a Caixa comunicou às construtoras que passará a realizar medições remotas dos canteiros de obras, por meio do envio de planilhas online preenchidas pelas empresas.
Esse método será adotado enquanto a greve se prolongar. Após o término do movimento, os técnicos voltarão às medições presenciais.
Urbano comentou: “Este sistema foi implementado durante a pandemia e funcionou bem. Embora haja atrasos até o momento, acreditamos que a liberação das parcelas dos financiamentos seguirá de forma relativamente rápida a partir de agora.”
Até o fechamento desta matéria, em 23 de setembro, a Caixa não informou quantas agências permanecem fechadas.
Cultura
Vanessa Lopes estreia como cantora e recebe apoio dos familiares e namorado
Vanessa Lopes, ex-participante do BBB, influenciadora e dançarina, realizou seu primeiro show como cantora durante o Prêmio Jovem Brasileiro, promovido pelo Portal R7.
“Este é o começo de um sonho que tenho cultivado por muitos anos, em silêncio. Foram diversas etapas até chegar nesse momento, e meu coração está muito feliz por finalmente compartilhar tudo isso com vocês”, escreveu Vanessa em uma rede social na noite de sexta-feira, acompanhada de vídeos dos bastidores da apresentação.
No X, onde um trecho da performance circulou, Vanessa recebeu várias críticas. “Além de cantora, ela é uma excepcional dançarina”, comentou um usuário. Outro observou: “Admiro a coragem de cantar sem playback.” Um terceiro opinou: “Ela se entregou na performance, mas a parte vocal foi cansativa; talvez se estivesse parada cantasse melhor, ou se parasse de cantar e só fizesse a performance, também melhoraria.”
“Entrei para avaliar, mas apesar das desafinações, gostei dela, tem presença de palco”, destacou uma jovem. “Não tinha um técnico de som para auxiliar?”, questionou outro.
Vanessa aproveitou o evento para lançar seu single “Emocionado”. Ela já tinha lançado outro, intitulado “Sequência”.
No Instagram, Vanessa recebeu incentivo dos seus pais e do namorado, o cantor Lucas Mamede. “É incrível ver você conquistando tudo o que merece, minha princesa! Seus olhos brilham como estrelas”, escreveu o músico.
“Ela nasceu para brilhar”, comentou a mãe, Liziane Ramalho. “Como pai, acompanho de perto o empenho dela. Há muita energia, profissionalismo e atenção a cada detalhe no que faz. Nada disso é por acaso. Filha, sinto um imenso orgulho de você, da sua dedicação e da pessoa que você é. É uma alegria ver você vivendo essa nova fase! Te amo.”, declarou o pai, Alisson Ramalho.
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