Brasil
Exército faz simulado de defesa cibernética
O Exército Brasileiro está conduzindo, nesta semana, um simulado destinado a fortalecer a defesa do país contra invasões digitais. Esta atividade é organizada pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército, em cooperação com a Marinha e a Força Aérea Brasileira (FAB).
O evento ocorre de segunda-feira (21) a sexta-feira (25) em Brasília e em outras seis capitais: Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Recife, São Paulo e Curitiba.
Esta é a oitava edição da atividade, chamada Guardião Cibernético, que integra as forças armadas, entidades governamentais, órgãos reguladores e operadores de infraestruturas críticas, como água, energia, telecomunicações e setor financeiro. Mais de 1300 participantes de 300 organizações, incluindo representantes de 14 países, estão envolvidos.
Os participantes enfrentarão cenários de ataques cibernéticos complexos e coordenados, usando sistemas semelhantes aos das instituições envolvidas, com o objetivo de aprimorar a segurança nacional e testar planos de resposta a incidentes digitais.
Segundo o Exército, a defesa cibernética é uma das três áreas estratégicas da Estratégia Nacional de Defesa (END). Este setor abrange os sistemas informatizados que controlam equipamentos como computadores, rádios, radares, veículos militares e sistemas antiaéreos.
“Esta atividade conjunta entre instituições civis e militares representa um marco na preparação e cooperação, reafirmando nosso compromisso conjunto com a segurança e a soberania do país,” declarou o Exército em comunicado.
Brasil
Problema no GPS atrasa voos da Azul com aviões Embraer
A empresa aérea Azul informou na terça-feira, dia 22, que houve uma instabilidade global no sistema de GPS que afetou a operação de suas aeronaves Embraer E2. A fabricante Embraer ressaltou que essa situação não compromete a segurança dos voos e que monitora atentamente o caso junto às companhias aéreas e ao fabricante do equipamento.
Como medida de precaução, a Azul está implementando ações operacionais que podem causar ajustes na malha aérea e nos horários de determinados voos. A companhia orienta os passageiros com voos afetados a conferirem o status de suas reservas nos canais oficiais antes de se dirigirem ao aeroporto.
Houve registro de cancelamentos e atrasos na noite de terça-feira (22) em aeroportos como Brasília, Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
A Embraer, em comunicado, afirmou que tomou conhecimento de relatos sobre falhas no sistema de GPS que atingem alguns modelos de aeronaves, incluindo o E2. Apesar do impacto possível na programação dos voos, a segurança das operações não é comprometida, garantiu a empresa.
O fabricante está prestando suporte técnico aos clientes e aplicando as medidas necessárias para solucionar o problema. A frota mundial de aviões E2 conta com sistemas e protocolos de navegação que asseguram a continuidade das operações, mesmo em cenários de instabilidade no GPS, preservando a segurança e cumprindo as normas das autoridades civis de aviação.
A Latam afirmou que não identificou qualquer irregularidade em suas operações aéreas. A Gol informou que não utiliza aeronaves desse modelo em sua frota.
Brasil
Michelle Bolsonaro, ex-primeira dama, é internada por enxaqueca
Michelle Bolsonaro, ex-primeira dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal (PL-DF), foi internada na terça-feira (22), em Brasília, por causa de uma enxaqueca, conforme comunicado do hospital.
Michelle, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, está concorrendo a uma vaga no Senado nas eleições de 4 de outubro, dia em que seu enteado Flávio Bolsonaro disputará a presidência contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A candidata de 44 anos está recebendo atendimento clínico especializado e ainda não tem previsão para deixar a unidade hospitalar, informou o Hospital DF Star.
Há dois meses, Michelle já havia passado por tratamento de enxaqueca, coincidentemente quando lançou sua candidatura. Ela é muito popular entre mulheres conservadoras e liderou o diretório feminino do Partido Liberal (PL). Segundo pesquisas, possui boas chances de conquistar seu primeiro cargo eletivo.
Em junho, Michelle revelou publicamente desentendimentos com seu enteado Flávio Bolsonaro, a quem acusou de falta de respeito em debate sobre as alianças partidárias. Apesar de terem resolvido as diferenças, setores da direita permaneceram críticos ao apoio moderado dela à campanha do enteado.
Brasil
Previdência mostra contradição ao anunciar fim da fila do INSS, avalia diretor da IFI
O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, Marcus Pestana, destacou que a alegação da equipe econômica sobre uma folga nas despesas com Previdência contrasta com o anúncio do governo de que a fila de espera para concessão de benefícios do INSS foi zerada, sendo que em fevereiro essa fila ultrapassava 3 milhões de pedidos.
“É aguardado o relatório de avaliação de receitas e despesas primárias desta semana. Ainda assim, estrategicamente, permanece essa troca de informações contraditórias, mas o resultado fiscal efetivo está longe do necessário para estabilizar a dívida e propiciar a redução dos juros,” disse Pestana à Broadcast. A IFI estima que o superávit primário necessário deveria ser de 2% do PIB, aproximadamente R$ 260 bilhões. “O que temos são supostos espaçamentos na ordem de R$ 19,6 bilhões, considerando tolerâncias e descontos em despesas para cumprimento da meta fiscal,” criticou.
Na segunda-feira (21), o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o governo federal identificou um espaço fiscal de R$ 19,6 bilhões no orçamento atual, possibilitando o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, como anunciado recentemente.
Pestana comenta que o governo habitualmente mantém uma margem em despesas, como em pessoal, e observa que a receita do petróleo, beneficiada pela continuidade do conflito no Irã, contribuiu para ampliar o espaço fiscal.
Em entrevista ao portal G1, Moretti ressaltou quedas nas projeções referentes às despesas previdenciárias, BPC, gastos com pessoal e subsídios, com a maior redução ocorrendo nos benefícios previdenciários, em cerca de R$ 11,5 bilhões.
O Ministério da Previdência utiliza dois principais critérios para afirmar que a fila do INSS está zerada: o tempo médio de concessão, que foi de 34 dias em agosto, e a consideração da capacidade do INSS em analisar novos pedidos, chamado de fluxo de atendimento. Em agosto, o número de pedidos iniciais pendentes ficou abaixo dos novos pedidos recebidos, o que é interpretado como um fluxo equilibrado.
Contudo, mesmo reconhecendo melhorias na gestão da fila, especialmente após a saída do ex-ministro Carlos Lupi, especialistas questionam a declaração oficial, já que o aumento dos indeferimentos pode provocar o retorno do acúmulo nos próximos meses.
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