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Takaichi apoia tribunal internacional e alerta para ameaça da Coreia do Norte

Sanae Takaichi, a primeira-ministra do Japão, reafirmou o comprometimento do país com o Tribunal Penal Internacional (TPI) e expressou preocupação com o avanço dos programas nuclear e de mísseis da Coreia do Norte. Em um discurso e entrevista coletiva realizados na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na terça-feira, 22, ela destacou que essas ações violam resoluções do Conselho de Segurança e representam um risco crescente para a paz mundial.

Takaichi ressaltou que o Japão mantém um apoio firme ao TPI, em contraposição às críticas recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recomendou que países membros deixassem a Corte. Embora tenha evitado críticas diretas a Washington, a primeira-ministra mencionou uma conversa franca com Trump sobre o assunto, durante encontros paralelos à Assembleia Geral, nos quais discutiram ainda temas econômicos e segurança em cadeias produtivas, como a de semicondutores. Sobre o Irã, Takaichi destacou a importância de garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

No início do seu discurso, a premiê japonesa afirmou que a ordem internacional enfrenta diversos desafios e destacou que a presença da ONU é fundamental para promover a paz e a estabilidade globais. Ela garantiu que o Japão continuará assumindo papéis importantes dentro da organização. Em termos jurídicos, Takaichi mencionou que desde o final da Segunda Guerra Mundial o Japão tem dado prioridade ao respeito às leis na resolução de conflitos, demonstrado pelo apoio ao TPI e pelo envio de juízes a tribunais internacionais.

A premiê também expressou preocupação com o aumento da cooperação militar entre a Rússia e a Coreia do Norte. Ela classificou os avanços dos programas nucleares e de mísseis norte-coreanos como violações claras das resoluções do Conselho de Segurança e denunciou o uso de ataques cibernéticos, incluindo o roubo de criptomoedas, como formas de financiamento ilícito. Takaichi pediu a solução urgente das questões das abduções atribuídas a Pyongyang e afirmou estar disposta a dialogar e tomar medidas concretas, destacando que a Coreia do Norte representa uma ameaça séria à segurança mundial.

Adicionalmente, Takaichi defendeu reformas na ONU, propondo a remoção das cláusulas que consideram alguns Estados como inimigos na Carta da organização e sugerindo a expansão dos assentos permanentes e não permanentes no Conselho de Segurança, argumentando que a configuração atual ainda reflete o equilíbrio político de 1945.

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Houthis avisam que vão atacar interesses dos Estados Unidos se apoiarem a Arábia Saudita

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Os houthis do Iêmen afirmaram que tomarão medidas contra os interesses americanos na região caso os Estados Unidos forneçam suporte à Arábia Saudita ou tentem intervir no Estreito de Bab el-Mandeb, segundo declaração de um conselheiro militar à AFP.

“Se os Estados Unidos tentarem agir militarmente, enviando suas frotas ou tentando controlar Bab el-Mandeb, isso será uma linha que eles não poderão ultrapassar, para nós e para qualquer outro”, disse Abed Mohamed al Thawr na terça-feira (22) em Sanaa.

Ele acrescentou: “Se arriscarem a ajudar a Arábia Saudita com ataques aéreos ou suporte aéreo, consideraremos como alvo qualquer interesse americano que esteja próximo de nós”.

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Ataques russos atingem instalações civis na Ucrânia e deixam duas vítimas fatais

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A Ucrânia denunciou nesta quarta-feira (23) que a Rússia aumentou as ações contra a infraestrutura de transporte civil, após ataques contra postos de combustíveis, transporte marítimo e ferrovias, resultando em pelo menos duas mortes.

Em Kiev, a capital, ataques com drones russos causaram a morte de um homem de 42 anos em um posto de combustível. Outras sete pessoas ficaram feridas, conforme informou o prefeito Vitali Klitschko.

O diretor do serviço ferroviário ucraniano, Oleksandr Pertsovsky, declarou que a malha ferroviária de Kiev enfrentava forte bombardeio e solicitou aos passageiros para que redobrem a atenção.

Kiev, que possui quase três milhões de habitantes, tem sido alvo de ataques intensos com drones nos últimos dias.

O presidente Volodimir Zelensky acusou a Rússia de buscar paralisar a economia e prejudicar a vida da população.

Na região sul, em Odessa, um ataque russo atingiu um navio cargueiro sob a bandeira de Antígua e Barbuda, matando seu capitão ucraniano, informou o governador Oleg Kiper.

Esse ataque também danificou várias instalações e causou incêndios em depósitos que armazenavam medicamentos e alimentos, segundo o comunicado do governador no Telegram.

O aumento dos ataques russos neste ano tem causado quase um bloqueio total nas exportações ucranianas pelo Mar Negro, trazendo sérios danos à economia nacional.

Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, pelo menos 226 embarcações civis e comerciais foram afetadas no Mar Negro, conforme dados da Câmara de Comércio Marítimo da Turquia, Imeak.

Cerca de 70% dessas ações (163 ataques) ocorreram nos primeiros oito meses deste ano.

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Presidente da China vai aos Estados Unidos para encontro com Trump

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Xi Jinping, presidente da China, partiu nesta quarta-feira (23) para os Estados Unidos com o objetivo de participar de uma importante reunião com o seu equivalente americano, Donald Trump. O encontro buscará fortalecer o relacionamento entre as duas principais potências mundiais.

Xi viajou em um avião especial, acompanhado pela sua esposa, Peng Liyuan, pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e pelo membro do Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista, Cai Qi, além de outros altos dirigentes, conforme comunicado pela emissora estatal CCTV.

O desembarque está previsto para a noite de quarta-feira (23), considerando o horário local de Washington.

A pauta da visita dá prioridade a temas como comércio e inteligência artificial. No entanto, existem diversas questões delicadas entre Pequim e Washington, como os conflitos no Irã e na Ucrânia, as reivindicações chinesas sobre Taiwan, a competição em tecnologia, e o fornecimento de semicondutores.

No ano anterior, as duas maiores economias globais enfrentaram uma guerra comercial que teve impactos mundiais. Em outubro de 2025, durante um evento na Coreia do Sul, Trump e Xi concordaram em uma trégua, reforçada em maio com a visita do presidente americano à China.

Esta será a primeira visita de Xi à Casa Branca em mais de uma década. No jantar de quinta-feira, Trump oferecerá uma recepção oficial, e no dia seguinte, haverá uma cerimônia para o chá e uma visita aos Arquivos Nacionais.

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