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Candidatos ao governo criticam apostas online

As casas de apostas pela internet, conhecidas como Bets, foram o foco principal da campanha dos dois concorrentes mais fortes ao governo de Pernambuco. A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), reafirmou sua rejeição a esse tipo de jogo e fez críticas à administração do Recife por ter diminuído o imposto dessas casas de apostas.

Por sua vez, o ex-prefeito do Recife e postulante pelo PSB, João Campos, manifestou apoio à iniciativa do presidente Lula (PT) para acabar com as Bets em todo o país.

Comentários e posicionamentos

Raquel Lyra falou sobre o tema durante uma entrevista para a Associação de Empresas de Tecnologia Aponti. Ao ser questionada sobre as declarações recentes do presidente Lula a respeito, ela mostrou disposição para colaborar com o governo federal na tentativa de extinguir as apostas online. Ela também criticou a redução do imposto durante a gestão de João Campos na Prefeitura do Recife.

“Sou contra as Bets e sempre fui. Não aceito nenhum tipo de patrocínio estadual relacionado às Bets. Elas representam um problema duplo: afetam a saúde pública, pois muita gente fica doente e se endivida, e também a segurança pública, pois tais ambientes fortalecem a lavagem de dinheiro. Isso é uma decisão política. Recife optou por ser a capital das Bets, reduzindo o imposto de 5% para 2%”, explicou a governadora.

Um dia antes de receber o presidente Lula para reforçar sua campanha, João Campos reafirmou sua rejeição total aos jogos de azar e apostas em entrevista na Rádio Maranata. Ele declarou apoio à medida que o presidente Lula pretende anunciar para extinguir as Bets no Brasil.

“Tenho uma posição absolutamente contrária a qualquer tipo de jogo de azar ou aposta que possa causar vício. Apoio a iniciativa que o presidente Lula vai divulgar para o fim das Bets, que está em fase final de preparação”, disse o socialista.

Questões fiscais e regulamentação

A diminuição do imposto sobre serviços de loterias e apostas para 2%, aplicada no início de 2025, foi justificada por João Campos como uma medida para que o município consiga arrecadar com essa atividade, que foi regulamentada pelo governo federal no final de 2023, depois de ter sido legalizada em 2018.

“Assim como a regulamentação feita pelo Recife se baseia em uma lei federal, o dinheiro dessas atividades, que antes poderia ser enviado para paraísos fiscais fora do Brasil, passa a ser arrecadado no próprio país”, explicou.

Compromissos dos candidatos

A governadora Raquel Lyra começou o dia participando do Conselho Deliberativo do Grupo Atitude, que contou com a presença do presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro, da vice-presidente do jornal, Mariana Costa, e da diretora do Grupo EQM, Joanna Costa.

Ao ser questionada sobre a crise de confiança nas instituições brasileiras, a governadora aproveitou para defender sua atuação no governo e afirmou não ter preocupação alguma com o caso do Banco Master, que disse desconhecer antes do escândalo.

“Não sou sócia de nenhuma empresa. Quero ser parceira, mas como governadora e você como empreendedor. Essa é a diferença. Não tenho qualquer preocupação com o Banco Master, que não conhecia. Pensava que Master era apenas cartão de crédito. Isso não me afeta, nem afeta meu governo”, afirmou.

No mesmo dia, o candidato da Frente Popular de Pernambuco realizou um contato direto com os moradores da comunidade Entra a Pulso, na Zona Sul do Recife. Lá, reforçou o apoio do presidente Lula e demonstrou otimismo em relação à vitória nas eleições estaduais. A caminhada com o presidente ocorre hoje no Bairro do Recife, a partir das 8h.

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Notícias

Lula e Flávio Bolsonaro planejam usar exército digital para vencer nas redes sociais

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Luiz Inácio Lula da Silva, presidente, e o senador Flávio Bolsonaro estão apostando em um exército digital para conquistar espaço nas redes sociais na reta final da corrida presidencial.

Ambos lançaram projetos inéditos em escala nacional para mobilizar voluntários na internet, buscando fortalecer suas mensagens e influenciar eleitores nas plataformas digitais.

A importância das redes sociais na política do Brasil nunca foi tão evidente, embora as iniciativas gerem dúvidas sobre a conformidade com as regras eleitorais vigentes.

Gustavo Gayer, deputado do Partido Liberal (PL) e aliado de Flávio Bolsonaro, convocou apoiadores para integrar o grupo Direita Já. Esse projeto, lançado em julho, oferece conteúdos prontos para compartilhamento em redes sociais, incluindo críticas ao PT, relacionadas à segurança pública, custo dos alimentos e corrupção.

O site Direita Já atua como um catálogo de publicações filtráveis, com cerca de 200 posts disponíveis, que os usuários podem replicar em suas redes para auxiliar a campanha do senador.

Já o presidente Lula impulsiona o projeto Porta-vozes de Lula, que também utiliza grupos no WhatsApp para enviar diariamente missões de engajamento digital a uma base de mais de 140 mil voluntários, incentivando a promoção de suas propostas e a crítica ao adversário principal.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ressaltou que o objetivo é conquistar espaço nas redes sociais, onde a direita historicamente apresenta maior força.

Especialistas apontam que a estratégia representa uma mudança nas campanhas políticas, migrando o foco da televisão para as redes sociais para alcançar especialmente o eleitor indeciso, que é crucial para definir o resultado das eleições.

Outros candidatos também adotam táticas digitais inovadoras, como o uso de aplicativos para engajamento e gamificação entre apoiadores.

Apesar do sucesso, as iniciativas enfrentam questionamentos legais no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com acusações mútuas entre as campanhas de possível violação da legislação eleitoral.

A advogada eleitoralista Nahomi Helena de Santana explica que a mobilização digital voluntária é permitida, mas pode se tornar ilegal se houver pagamento ou benefício econômico em troca da divulgação ou se for usada para disseminar conteúdos ilícitos, como desinformação ou ofensas.

Além disso, redes organizadas para distribuir conteúdo ilícito podem enfrentar sanções mais severas.

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Economia

Incc-m desacelera para 0,25% em setembro, após alta de 0,85% em agosto, diz Fgv

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O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-M) apresentou um ritmo mais lento de crescimento, chegando a 0,25% em setembro, depois de ter registrado um aumento de 0,85% em agosto, conforme dados da Fundação Getulio Vargas. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice totaliza uma valorização de 6,61%.

Os preços de Materiais e Equipamentos mostraram desaceleração, passando de 0,33% em agosto para 0,17% em setembro. Da mesma forma, o custo dos serviços também diminuiu a taxa de aumento, indo de 0,33% no mês anterior para 0,15% agora, segundo informações da FGV.

A variação do custo com Mão de Obra indicou um alívio significativo, reduzindo de 1,56% em agosto para 0,37% nesta medição.

Fatores que influenciaram a desaceleração

Os principais fatores que contribuíram para a diminuição do INCC-M incluem a queda nos preços de vergalhões e arames de aço carbono (de 0,19% para -0,27%); tubos e conexões de PVC (de 2,92% para -0,48%); placas cerâmicas para revestimento (de -1,37% para -0,32%); estruturas temporárias na obra, como barracão/container (de 0,19% para -1,07%); e mangueiras, incluindo caixas para mangueiras (de -0,07% para -0,48%).

Por outro lado, alguns itens pressionaram o índice para cima, como o trabalho do pedreiro (redução da taxa de 1,10% para 0,44%); condutores elétricos, que aumentaram de 1,86% para 2,34%; eletricista, de 1,27% para 0,43%; engenheiro, de 1,89% para 0,44%; e carpinteiro, de 1,66% para 0,44%.

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Mundo

Partido de Putin ganha eleição legislativa na Rússia com grande vantagem

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A Rússia divulgou na sexta-feira (25) os resultados finais das eleições legislativas realizadas na semana anterior, confirmando uma vitória expressiva para o partido do presidente Vladimir Putin e a eleição de 46 soldados ou veteranos do conflito na Ucrânia como deputados.

Durante uma coletiva de imprensa, a Comissão Eleitoral Central informou que 349 das 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento, pertencem ao partido Rússia Unida, associado a Putin.

Esse é o maior número de cadeiras conquistado pelo partido desde que Putin assumiu o poder no final de 1999. O recorde anterior foi nas eleições de 2016, com 343 cadeiras.

As eleições ocorreram entre os dias 18 e 20 de setembro, incluindo também os territórios ucranianos controlados e anexados pela Rússia.

Somente partidos favoráveis a Putin e ao prosseguimento do conflito na Ucrânia puderam participar. O partido abertamente contrário à guerra, Yabloko, foi proibido.

O jornal investigativo no exílio Novaya Gazeta Europa, banido na Rússia por ser classificado como uma “organização indesejável”, relatou ter entrevistado observadores, candidatos e membros de partidos que apontaram várias fraudes nas eleições.

Entre as irregularidades mencionadas estavam pressão sobre eleitores, problemas nas cédulas, falhas na contagem dos votos e limitações no acesso dos observadores ao processo eleitoral.

De acordo com os dados oficiais, o Partido Comunista da Federação Russa (KPRF) conquistou 37 cadeiras, o partido nacionalista LDPR, 23, o partido Novo Povo, 19, o partido Rússia Justa, 17, e o partido Rodina (“Pátria”), 1 cadeira.

Além disso, quatro cadeiras foram preenchidas por deputados independentes.

Estas eleições também destacam a entrada no Parlamento de indivíduos que combatiam na Ucrânia.

Conforme a Comissão Eleitoral, 46 deputados eleitos, correspondendo a mais de 10% do total, são participantes ou veteranos da ação militar contra a Ucrânia.

Desses, 41 pertencem ao partido Rússia Unida, conforme informado pela mesma fonte.

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