Conecte Conosco

Notícias

Boca de urna é crime no dia da eleição: saiba o que é permitido e proibido

No domingo, dia 4, quando ocorre o primeiro turno das Eleições 2026, é ilegal pedir votos, distribuir panfletos ou abordar eleitores para influenciar suas escolhas. Essas ações são consideradas boca de urna e são proibidas em todo o Brasil durante o horário de votação. Caso haja segundo turno para presidente e governador nos municípios, as mesmas regras valerão no dia 25 de outubro.

A legislação proíbe qualquer tipo de persuasão em favor de candidatos, partidos ou coligações. Entre as práticas vedadas estão o uso de alto-falantes, realização de comícios, carreatas, e entrega de santinhos. Também não é permitida a reunião de pessoas com roupas padronizadas ou utilizando materiais de campanha que configuram manifestações coletivas.

Manifestação individual

Por outro lado, a lei assegura o direito ao voto manifestado de forma individual e silenciosa. O eleitor pode ir à seção eleitoral com broches, adesivos, bandeiras ou roupas nas cores preferidas, desde que isso não ocorra de maneira organizada em grupo.

No meio digital, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) proíbe a publicação de novos conteúdos e o impulsionamento de postagens nas redes sociais no dia da votação. Conteúdos publicados anteriormente podem ficar disponíveis. Quem descumprir as normas pode ser punido com detenção de seis meses a um ano, que pode ser substituída por serviços comunitários, além de multa.

Canais para denúncias

Irregularidades eleitorais podem ser denunciadas pelo aplicativo Pardal, ferramenta gratuita da Justiça Eleitoral para Android e iOS, que permite o envio de fotos, vídeos, áudios e localização dos fatos. Denúncias também podem ser feitas ao Ministério Público Eleitoral, à Polícia Militar, Polícia Federal e Tribunais Regionais Eleitorais.

*Informações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE)

Publicidade
Clique aqui para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias

Deputados Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato batem recorde de votos

Por

Nikolas Ferreira, deputado federal por Minas Gerais, e Lucas Pavanato, vereador de São Paulo, ambos do PL, tornaram-se os candidatos a deputado federal com maior número de votos da história do Brasil, alcançando mais de 3 milhões de votos cada. Nikolas obteve 3.119.318 votos, enquanto Lucas recebeu 3.038.438, com todas as urnas apuradas.

Esses números superam as votações anteriores de maior destaque, como a de Eduardo Bolsonaro, que teve 1,84 milhão em 2018, e de Enéas Carneiro, que obteve 1,57 milhão em 2002.

Segundo as projeções, o PL ampliou sua presença na Câmara dos Deputados, conseguindo eleger pelo menos 120 deputados, um aumento em relação aos 98 parlamentares atuais. Por outro lado, espera-se um recuo das legendas de esquerda, cuja federação entre PCdoB, PT e PV deve reduzir seu número de cadeiras para 78, uma diminuição de dez mandatos. A aliança entre PP e União, núcleo do Centrão, deve cair de 98 para 69 vagas.

Durante a apuração, Lucas Pavanato expressou surpresa com o resultado e comentou: “Nem de longe imaginei chegar a esse número. Pensava que no melhor dos casos faria de 1,3 a 1,5 milhão de votos. Deus é maravilhoso”.

O novo deputado afirmou que atuará com afinco no combate ao crime organizado e não mostrará indulgência com marginais. Além disso, prometeu enfrentar abusos de autoridades no Judiciário e resistir à agenda ideológica da chamada extrema esquerda.

Lucas também declarou: “O PT deve se preparar, pois teremos a Câmara, o Senado e mais parlamentares corajosos para dizer o que precisa ser dito”. Ele ainda agradeceu o apoio de Nikolas e ressaltou que juntos elegeram a maior bancada jovem de direita do país.

Esta foi a primeira candidatura de Lucas Pavanato a deputado federal. Em 2024, ele já havia sido o vereador eleito com maior número de votos em São Paulo, com 161 mil sufrágios. Com 28 anos, ele deixa o cargo para assumir seu novo mandato.

Já Nikolas Ferreira, reeleito como o deputado federal mais votado do Brasil, dobrou sua votação em comparação com 2022, passando de 1,49 milhão para mais de 3,1 milhões de votos. Ele tem 30 anos e inicia seu segundo mandato consecutivo.

A terceira candidata com maior votação para deputado federal em 2026 foi a deputada Erika Hilton (PSOL), que frequentemente se envolve em debates acalorados com Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira nas redes sociais.

Continuar Lendo

Notícias

O Futuro Começa Hoje

Por

Ontem, o Brasil viveu um momento decisivo, indo às urnas. Alguma coisa mudará, e outra permanecerá igual. A diferença estará nos homens responsáveis pelo futuro da nação, na integridade e competência que carregam.

Este é um ponto crítico na trajetória do Brasil, uma encruzilhada que nos une em dúvidas coletivas e pessoais sobre nosso compromisso social, que é responsabilidade de todos, cada um contribuindo na construção do nosso destino comum.

Podemos tirar ensinamentos de outras nações, como a França. Li recentemente O Peso da Responsabilidade, de Tony Judt (Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2014), que narra a vida e obra de três figuras públicas: Léon Blum, Albert Camus e Raymond Aron.

Léon Blum, líder do Partido Socialista Francês entre as Guerras Mundiais, foi duas vezes primeiro-ministro na Frente Popular, opositor ferrenho do regime de Vichy e da ocupação nazista. Condenado e enviado à prisão, com o tempo tornou-se uma das maiores autoridades políticas da França.

Raymond Aron, formado na École Normale Supérieure, destacou-se como filósofo, professor no Collège de France e crítico do comunismo. Autor prolífico e respeitado, seus escritos influenciaram o pensamento político francês do século XX.

Albert Camus, originário da Argélia, ganhou fama como intelectual e escritor em Paris, famoso por obras como O Estrangeiro e A Peste. Premiadoo com o Nobel de Literatura de 1957, defendia a verdade acima de tudo, mesmo rompendo com figuras como Jean-Paul Sartre.

Estas três personalidades, com visões distintas mas convergentes no interesse público, ajudaram a construir uma França resiliente e brilhante, símbolo do patrimônio cultural representado pela pirâmide do Museu do Louvre. Se o Brasil, renascido de seus desafios recentes, contar com cidadãos assim, encontrará um caminho promissor.

A experiência histórica internacional indica a necessidade de princípios morais sólidos. A Grécia nos ensinou ética; Roma, o conceito de república; a Renascença, a valorização da beleza; e o Iluminismo fortaleceu a razão. Esses fundamentos – ética, república, beleza e razão – sustentam a estrutura das sociedades justas. O Brasil, esta terra abençoada, deve incorporar esses valores para moldar um projeto futuro coerente e digno.

Continuar Lendo

Notícias

Vitória expressiva da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, no Recife

Por

Mais do que alcançar 53,27% dos votos válidos – que corresponde a 2,8 milhões de eleitores – a conquista da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) teve um significado simbólico importante no Recife.

A capital, que em 2024 elegeu com folga o prefeito João Campos (PSB) com 78,11% dos votos na reeleição, surpreendeu desta vez. O Recife e sua Região Metropolitana eram os focos principais da oposição para tentar virar o resultado.

Desde o começo da apuração, a governadora permaneceu à frente no estado. Com 35% das urnas contabilizadas, os apoiadores de João Campos ainda aguardavam uma reviravolta vinda da 9ª Zona Eleitoral, que abrange o bairro de Casa Amarela e uma grande parte dos morros do Recife.

João Campos venceu na capital, mas por uma diferença menor que o esperado: 49,94% (473.994 votos) contra 46,07% (437.301 votos) da governadora. Nem os aliados dela esperavam um resultado tão forte na cidade.

Em seu discurso, a governadora usou palavras de agradecimento e reafirmou seu compromisso. Garantiu que, após a comemoração da vitória que durou até tarde da noite, os palanques serão desmontados para focar em um trabalho constante.

João Campos, por sua vez, reconheceu o resultado, ligou para cumprimentar a adversária e recebeu um retorno amistoso.

Mesmo reeleita, a governadora ainda não declarou seu voto para a presidência: “Sempre afirmei que ser pernambucano significa colocar Pernambuco em primeiro lugar, independentemente das circunstâncias”.

Marco inédito no Senado

A vitória da governadora Raquel Lyra (PSD) no primeiro turno trouxe um fato histórico para o estado: pela primeira vez recentemente, quem ocupa o Palácio das Princesas não conseguiu eleger nenhum dos dois senadores.

A derrota da chapa governista ficou clara com o quarto lugar de Eduardo da Fonte (PP) e a sexta de Túlio Gadêlha (PSD), que teve até a candidatura do novato Carlos Sant’Anna (Novo) à frente.

Em contrapartida, a Frente Popular, ainda que não tenha eleito João Campos (PSB), teve sucesso na disputa pelo Senado, conquistando as duas vagas. A ex-deputada Marília Arraes (PDT), que liderava todas as pesquisas, terminou em segundo lugar.

O primeiro lugar ficou com Humberto Costa (PT), confirmando o que ele já tinha afirmado em maio durante um encontro no Recife, com a presença do presidente nacional do partido, Edinho Silva. Desafiado, o petista garantiu não só a vitória, mas também o topo da chapa.

Se o presidente Lula for reeleito, Pernambuco contará com três interlocutores com livre acesso ao Planalto.

Se a gestão mudar, os senadores atuarão como uma barreira de oposição, mas terão pautas em comum para defender: a finalização da Transnordestina, a recuperação do Metrô do Recife e o fim da jornada 6×1.

Continuar Lendo

Trending