Notícias
Candidatos que não venceram o Senado ajudaram a fortalecer a direita
A votação dos candidatos ao Senado por Pernambuco que não foram eleitos refletiu o que as pesquisas de intenção de voto indicavam pouco antes da eleição. Mendonça Filho (PL) ficou em terceiro com 1.728.587 votos (18,57%). Apesar de ter um histórico político significativo no estado, ocupando cargos como deputado, governador e ministro da Educação, sua candidatura avulsa não conseguiu superar a defasagem apontada pelas pesquisas.
Nas redes sociais, Mendonça destacou que, embora não tenha sido eleito, conseguiu uma votação expressiva e contribuiu para dar mais força à direita pernambucana. Ele afirmou que a direita cresceu bastante, fortalecendo o palanque de Flávio Bolsonaro, que avançou para o segundo turno, ao qual Mendonça prometeu liderar a campanha no estado.
Eduardo da Fonte (PP), da coligação Pernambuco de Coração, apoiada pela governadora reeleita Raquel Lyra (PSD), ficou em quarto lugar, com 1.289.058 votos (13,84%). Ele agradeceu o apoio dos pernambucanos dizendo que a vitória não se resume a chegar ou aparecer primeiro, mas sim ao reconhecimento da jornada e dos propósitos compartilhados.
Carlos Sant’Anna (Novo) alcançou 698.316 votos (7,50%), ficando à frente de Túlio Gadêlha (PSD), da chapa de Raquel Lyra, que obteve 671.975 votos (7,22%). Túlio destacou a importância da aliança entre Raquel e Lula neste momento crucial para vencer o segundo turno.
Outros candidatos que não foram eleitos tiveram as seguintes votações: Paulo Rubem Santiago (Rede) com 34.062 votos (0,37%); Pastor Gilvan Costa (Democrata) com 18.179 votos (0,20%), votos estes anulados sub judice; Gorett Bitu (UP) com 6.945 votos (0,07%); Samuel Timóteo (UP) com 3.744 votos (0,04%); Mariano Macedo (PSTU) com 2.417 votos (0,03%); e Mailson da Silva Neto (PCO) com 1.158 votos (0,01%).
Cidades
Acidente na Avenida Caxangá entre carros e BRT gera tráfego lento
Um acidente envolvendo três carros e um veículo do BRT causou lentidão no trânsito na manhã desta terça-feira, no trajeto sentido Centro da Avenida Caxangá, no bairro da Torre, na Zona Oeste do Recife.
De acordo com a equipe da Folha de Pernambuco que esteve presente no local, a colisão resultou em vários BRTs parados em fila, dificultando o deslocamento na via e em áreas próximas. Até o momento, não há relatos de pessoas feridas.
O congestionamento não se limitou apenas ao trecho da Avenida Caxangá na Torre. O trânsito lento atingiu desde o bairro Iputinga, passando pelos bairros Cordeiro, Madalena e Benfica, estendendo-se até o bairro do Derby, localizado na região central da cidade, prejudicando o fluxo de veículos em diversos pontos da Zona Oeste, no percurso sentido Centro do Recife.
Equipes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) estiveram presentes para controlar o trânsito e auxiliar na liberação da área afetada.
Os veículos envolvidos e o BRT ainda estavam no local na publicação desta matéria, mantendo o tráfego bastante congestionado e dificultando o trânsito na região.
Economia
Inflação anual da OCDE sobe para 4,3% em agosto devido ao aumento dos preços de energia
A inflação anual ao consumidor (CPI) nas nações que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acelerou de 4,1% em julho para 4,3% em agosto. Conforme divulgado no relatório desta terça-feira pela OCDE, o aumento dos preços foi registrado em 23 países-membros, mantendo-se estável em 12 e diminuindo em três.
Os custos relacionados à energia tiveram uma alta acentuada, chegando a 13,6% em agosto, representando um crescimento de 2 pontos percentuais em comparação ao mês anterior. Por outro lado, a inflação dos alimentos diminuiu para 2,8%, ante 3,2%, enquanto o núcleo da inflação — que exclui os preços de alimentos e energia — permaneceu praticamente estável em 3,6%.
A inflação ultrapassou a marca dos 5,0% na Colômbia, Islândia e Lituânia, enquanto a Turquia registrou uma taxa superior a 30%.
No grupo das sete maiores economias (G7), a inflação anual teve um leve aumento para 3,1% em agosto, contra 3% no mês anterior, impulsionada pelo aumento nos preços de energia, que compensou a desaceleração nos preços dos alimentos. Itália, França e Reino Unido foram os países que sofreram o maior impacto do aumento dos custos de energia.
Na zona do euro, o índice harmonizado de preços ao consumidor (HICP) subiu para 3,2% em agosto, comparado aos 3,0% de julho. A inflação dos preços da energia atingiu 14,3%, o nível mais elevado desde janeiro de 2023. A estimativa preliminar da Eurostat indica que a inflação geral deve atingir 3,8% em setembro.
Entre os países do G20, a inflação anual passou de 3,9% em julho para 4,1% em agosto. Houve aceleração na Índia, China e Indonésia, enquanto Argentina e Brasil viram uma redução. Na África do Sul e na Arábia Saudita, os índices permaneceram praticamente constantes.
Mundo
Estudantes fazem novo protesto na França com forte presença policial
Milhares de estudantes do ensino médio, acompanhados por pais, professores e sindicatos, realizaram uma grande manifestação na França nesta terça-feira, 6, exigindo melhores condições para a educação. Os protestos ocorreram sob rigorosa vigilância das forças policiais, em um momento em que as autoridades enfrentam dificuldades para aliviar os conflitos que têm se tornado violentos.
Desde o fim de setembro, os estudantes têm bloqueado centenas de escolas de ensino médio, onde estudam jovens entre 15 e 18 anos, para denunciar a escassez de professores, a sobrecarga de aulas e as péssimas condições das instalações, que não suportam o aumento das temperaturas.
Enquanto se esperava manifestações em Paris, com expectativa de até 40 mil participantes à tarde, cerca de 86 mil pessoas já marchavam pelas ruas de Marselha, Lyon e Nantes, pedindo mais investimentos na educação e criticando a ação policial recente, segundo dados oficiais.
Quase 900 das 3.700 escolas de ensino médio do país suspenderam as aulas total ou parcialmente nesta terça-feira, conforme o Ministério da Educação.
“Hoje estou protestando porque temo pelo meu futuro e quero reivindicar meus direitos,” disse Selma, 15 anos, em Marselha.
Em Nantes, a faixa que abria a manifestação dizia: “Escolas sem fundos, país sem futuro.”
“Os jovens têm razão em se mobilizar por turmas menores e condições educacionais dignas,” afirmou à AFP Emmanuelle Artiguebieille, mãe que planejava participar do protesto em Estrasburgo.
“Nosso papel, como pais, é apoiar para ajudar a diminuir a tensão,” completou.
O governo enfrenta pressão devido à sua resposta rigorosa. Desde o início dos protestos, que resultaram em 24 escolas incendiadas ou saqueadas, o governo informa que 215 estudantes sofreram ferimentos, além de 85 professores e 715 policiais.
Um rapaz de 15 anos perdeu a mão após recolher uma granada de dispersão lançada por policiais em Lens, no norte da França, segundo sindicalistas. Outros estudantes sofreram perdas dentárias ou danos na visão em confrontos com as forças de segurança.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, assegurou que as ações policiais são realizadas com “máxima proporcionalidade”.
O ministro da Educação, Édouard Geffray, destacou que a prioridade do governo é proteger os alunos e lamentou a gravidade do episódio do jovem ferido.
Organizações sindicais e de direitos humanos acusam a polícia de uso excessivo de força; a Anistia Internacional pediu o fim da repressão violentas na segunda-feira.
A Comissão Nacional Consultiva de Direitos Humanos (CNCDH) expressou preocupação e solicitou moderação no uso da força e cautela nos processos contra estudantes.
Já foram abertas 10 investigações internas contra policiais por supostos abusos, enquanto mais de 5.000 pessoas, principalmente menores, foram detidas, conforme autoridades.
Além de buscar alternativas para a falta de docentes e melhorias nas escolas, o primeiro-ministro centrista Sébastien Lecornu propôs uma lei para responsabilizar financeiramente os causadores de danos ao patrimônio público.
Os protestos ocorrem poucos meses antes da eleição presidencial de 2027, liderada nas pesquisas pela ultradireitista Marine Le Pen, em um contexto de ajustes fiscais para reduzir déficits e dívida, preocupando os mercados financeiros.
O governo do presidente Emmanuel Macron atribui os protestos ao partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI). Seu líder e candidato à presidência, Jean-Luc Mélenchon, demonstrou apoio aos estudantes, mas defende métodos pacíficos.
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