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Economia

Neoenergia faz mutirão para ajudar moradores do Ibura a manter Tarifa Social de Energia

Neoenergia Pernambuco inicia nesta terça-feira (11) um mutirão para inscrição e atualização da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) para residentes do bairro Ibura, localizado na Zona Sul do Recife. A ação ocorre na Rua Rio Brígida, próximo ao terminal de ônibus Vila do Sesi, Ibura de Baixo, até sexta-feira (14), das 9h às 16h, em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) local.

A escolha do Ibura se justifica porque cerca de quatro mil clientes da Neoenergia nessa área estão em risco de perder o benefício da Tarifa Social devido a inconsistências em seus cadastros.

A legislação federal recente determina que a titularidade da conta de energia deve estar em nome do responsável familiar registrado no Cadastro Único (CadÚnico) ou no beneficiário do Benefício de Prestação Continuada (BPC), ou de algum membro do mesmo grupo familiar cadastrado no CadÚnico. Além disso, o endereço da unidade consumidora precisa coincidir exatamente com o registrado no CadÚnico ou no INSS (para beneficiários do BPC/LOAS), sem divergências.

Perder a Tarifa Social pode significar aumento no valor da conta para as famílias. Atualmente, quem consome até 80 kWh por mês tem direito à isenção total do custo. Sem a atualização dos dados, essas famílias podem começar a pagar aproximadamente R$ 80 por mês na conta de energia, além da Contribuição de Iluminação Pública, conforme regras municipais.

Para preservar o benefício, é necessário atualizar as informações no Cadastro Único, principalmente em casos de mudança de endereço ou composição familiar, procedimento que pode ser feito no CRAS. Também é fundamental solicitar a troca de titularidade da conta, caso o nome não esteja em nome do beneficiário. Todos esses serviços serão oferecidos durante o mutirão da Neoenergia.

Segundo Adriano Barros, gerente comercial da Neoenergia Pernambuco, “O cliente será atendido primeiro no CRAS para conferir e ajustar sua situação cadastral. Depois, ele segue para a Neoenergia para a troca da titularidade ou cadastro, se tiver direito e ainda não estiver registrado.”

Quem pode ter direito à Tarifa Social de Energia Elétrica?

  • Famílias no Cadastro Único com renda mensal por pessoa até meio salário mínimo, incluindo indígenas e quilombolas, independentemente de receberem o Bolsa Família;
  • Famílias registradas no CadÚnico com renda familiar mensal de até três salários mínimos que tenham membro com doença que exija uso contínuo de aparelhos elétricos essenciais;
  • Famílias de baixa renda com idoso ou pessoa com deficiência que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC);

Para essas famílias, a lei garante a isenção de cobrança de até 80 kWh por mês, conforme previsto na Lei 15.235/2025.

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Economia

Drauzio Varella critica Meta por vídeos falsos

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O médico Drauzio Varella classificou a Meta, dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, como uma empresa “imoral”.

A declaração foi feita durante o Globo Summit, realizado nesta segunda-feira (10), parte do evento SP2B, em um painel que debate influência e confiança nas redes sociais.

Drauzio Varella relatou sua experiência enfrentando a empresa fundada por Mark Zuckerberg ao tentar combater vídeos falsos com a sua imagem, usados para promover medicamentos falsificados — problema que ele denuncia há anos nas plataformas da Meta.

“Minha experiência pessoal com essa empresa é muito decepcionante. Quando surgiram anúncios de remédios falsos, a primeira atitude é tentar contato com a plataforma. Inicialmente, não receberam resposta. Estou falando especificamente da Meta, que considero uma empresa imoral”, afirmou Drauzio Varella.

Ele ainda comentou que a companhia mantém uma “parceria com estelionatários” no que se refere à disseminação de conteúdos falsos nas redes de Zuckerberg.

“Se alguém comete um roubo e pede para uma empresa vender esses produtos pelo melhor preço, os envolvidos seriam responsabilizados criminalmente. No entanto, a Meta não sofre essas consequências. Ela, na realidade, atua como parceira desses criminosos. Por isso a classifico como empresa imoral”, disse o médico.

Drauzio Varella citou uma reportagem da Reuters de novembro de 2025 que revelou que a gigante estimava que 10% de sua receita em 2024, equivalente a 16 bilhões de dólares, poderia vir de golpes e produtos ilegais. A reportagem buscou posicionamento da empresa, que ainda não respondeu.

Em fevereiro deste ano, a Meta ajuizou ações contra esquemas que utilizam imagens e vozes alteradas de celebridades e influenciadores em anúncios para aplicar golpes no Brasil e na China.

Foi apurado que, além de Drauzio Varella, os acusados usavam imagens fraudulentas do médico Lair Ribeiro, da cantora Maiara, do jornalista Luiz Bacci e da influenciadora Maíra Cardi. O médico avaliou a ação como insuficiente.

Drauzio Varella também criticou o uso do argumento da “liberdade de expressão” pelas grandes empresas de tecnologia para se esquivarem de legislações que combatam crimes contra a saúde pública, ressaltando que a tecnologia para remoção desses conteúdos existe, citando o YouTube como exemplo de plataforma que age com mais eficiência após notificações.

Marie Santini, fundadora e diretora do Netlab (Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ), participou do painel e contou que o laboratório coletou mais de 100.000 anúncios em um mês, analisando manualmente uma amostra de 6.000.

Os dados revelaram que 76% dos anúncios relacionados à saúde eram compostos por desinformação, fraudes, golpes ou roubo de dados. Dentre esses, 21% utilizavam indevidamente a imagem do Drauzio Varella, aproveitando-se da facilidade de manipular vídeos reais com ferramentas de inteligência artificial.

Os participantes também destacaram que a desinformação se tornou um negócio rentável e organizado, frequentemente envolvendo crime organizado. A ausência de regulamentação e o pouco envolvimento do Estado no ambiente digital facilitam a ação dessas redes.

O painel apontou ainda a falta de responsabilidade das empresas americanas, que controlam seus dados no mercado e agem com pouca transparência.

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Economia

Banco Central quer ligar Pix a sistemas de pagamento internacionais

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O Banco Central (BC) do Brasil está avaliando a possibilidade de conectar o Pix com sistemas de pagamento de outros países e com plataformas multilaterais globais que suportam pagamentos instantâneos.

Essa iniciativa pode reduzir tarifas e ampliar o acesso às transações internacionais, segundo a autoridade monetária.

Discutem-se interligações tanto bilaterais quanto a integração em hubs multilaterais.

Essas conexões permitiriam que remessas internacionais e compras fossem concluídas rapidamente, com os recursos disponíveis na moeda local em poucos segundos, conforme declarou o Banco Central.

A agenda para novos produtos e funcionalidades do Pix foi apresentada no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado recentemente. O BC mantém vigilância sobre os modelos de transações internacionais usando o Pix, que estão sendo implementados por empresas nacionais e estrangeiras.

Entre as inovações previstas estão transações por aproximação offline, que funcionariam sem conexão à internet, e o emprego do Pix automático para substituir o débito em conta.

Pix crédito

O Banco Central também estuda integrar o Pix ao mercado de crédito, permitindo que os futuros fluxos do Pix sirvam como garantias para financiamentos.

Essa solução deve aprimorar a qualidade das garantias e reduzir o custo do crédito, especialmente para empresas que utilizam intensamente o Pix, segundo o documento oficial.

Mensagens de texto via Pix

O BC identificou o uso indevido do campo de mensagens em transações Pix para enviar ofensas, ameaças ou intimidações, muitas vezes associadas a transferências de valores simbólicos.

Inicialmente, o campo de mensagens foi criado para registrar informações sobre as transações. Para enfrentar o uso inadequado, o Banco Central formou um grupo de trabalho para propor alternativas e avaliará medidas regulamentares, caso necessário, para coibir esse comportamento.

Sistema antifraude

O BC planeja implementar oito medidas para reforçar a segurança das operações via Pix. Entre os aprimoramentos, destaca-se a definição de critérios mínimos objetivos para identificar transações com suspeita de fraude, atualmente definidos individualmente por cada instituição, o que gera inconsistências.

O Banco Central pretende desenvolver um indicador de probabilidade de fraude no Pix, calculado em tempo real por meio de inteligência artificial e disponibilizado às instituições para fortalecer seus sistemas antifraude.

Além disso, haverá padronização obrigatória dos alertas de fraude já existentes em algumas instituições e melhorias no fluxo de informações para bloqueios cautelares de transações suspeitas.

Um fluxo direto e automatizado entre instituições facilitará a troca rápida e eficiente de dados, aumentando a precisão na detecção de fraudes.

Está prevista também a ampliação das medidas cautelares, como restringir o cadastro de novas chaves Pix para instituições que representem riscos ao funcionamento do sistema de pagamentos.

Pix no radar dos Estados Unidos

O Pix tem sido alvo de críticas do governo dos Estados Unidos, que justifica a recente tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros alegando que o mecanismo representa uma prática desleal no mercado financeiro.

O governo brasileiro rejeita essa acusação.

Especialistas consultados indicam que a ação dos EUA contra o Pix tem como motivação o desafio que o modelo brasileiro representa ao controle financeiro norte-americano sobre a infraestrutura de pagamentos eletrônicos no Brasil.

Ao desenvolver sistemas financeiros independentes do controle dos EUA, o Brasil limita a capacidade dos Estados Unidos de aplicar sanções financeiras para pressionar o país a adotar políticas alinhadas exclusivamente aos interesses norte-americanos.

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Economia

Supremo precisa responder rápido sobre reforma tributária

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou na segunda-feira (10) que a Corte deve antecipar sua análise sobre a reforma tributária para evitar que dúvidas e controvérsias surjam durante a transição.

Segundo Mendonça, o STF precisa agir com rapidez para esclarecer pontos da nova legislação, atendendo às demandas da sociedade civil e dos governadores.

“É fundamental que o Supremo ofereça uma resposta rápida. Talvez não seja a melhor resposta, mas precisa ser uma resposta válida para todos, para que as regras sejam conhecidas e aplicadas desde o começo”, afirmou durante o evento “Diálogos com o Judiciário”, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O ministro reconhece que haverá questionamentos judiciais inevitáveis durante a transição do sistema atual para o novo modelo, mesmo com a proposta visando simplificação.

“Com certeza, surgirão discussões jurídicas e processos judiciais”, disse, ressaltando que a coexistência dos sistemas antigo e novo pode provocar dúvidas sobre a aplicação das regras recentes.

Mendonça acredita que uma atuação rápida do STF pode uniformizar interpretações e diminuir inseguranças, impedindo que as discussões se prolonguem por várias instâncias e cheguem ao tribunal somente depois de muito tempo.

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