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Economia

EUA estão disponíveis para diálogo com Brasil sobre tarifas

Os Estados Unidos responderam nesta segunda-feira ao pedido do Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC) para discutir as sobretaxas aplicadas aos produtos brasileiros importados.

Em documento oficial, os EUA declararam que aceitam iniciar consultas e se colocam “à disposição para dialogar com representantes brasileiros em data conveniente para ambas as partes”.

Paralelamente, a China expressou interesse em participar das discussões, citando impacto comercial relevante, já que as tarifas também poderiam afetar suas exportações devido à concorrência no mercado americano.

O Brasil encaminhou a queixa formalmente no fim de julho, argumentando que as sobretaxas americanas violam compromissos assumidos dentro do sistema multilateral de comércio e representam medidas unilaterais inadequadas.

A contestação brasileira questiona duas sobretaxas: uma taxa adicional de 25% baseada em investigação sobre práticas comerciais brasileiras e outra de 12,5%, associada a supostas falhas no combate ao uso de trabalho forçado na produção.

Essas tarifas cumulativas elevam os impostos sobre produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos.

Na petição, o Brasil ressalta que os EUA desrespeitaram o princípio da nação mais favorecida ao aplicar tarifas específicas apenas aos produtos do Brasil, sem estender o mesmo tratamento a outros membros da OMC, além de ultrapassar limites tarifários previamente acordados.

Outro ponto da denúncia é o uso de medidas unilaterais para tratar supostas violações comerciais, em desacordo com o mecanismo formal de resolução de disputas na OMC.

Os Estados Unidos agem contrariando o Artigo 23.1 do Entendimento sobre Solução de Controvérsias ao tentar corrigir supostas infrações por meio de decisões próprias e imposição de tarifas, em vez de seguir as normas e procedimentos estabelecidos”, afirma o documento.

O histórico da controvérsia é recordado no documento, destacando que desde fevereiro de 2025 os EUA vêm impondo várias tarifas adicionais a parceiros comerciais com diferentes justificativas, gerando tensões comerciais.

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Economia

Bolsas de Nova York caem por incertezas no Oriente Médio

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As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta segunda-feira com queda, refletindo cautela diante das incertezas relacionadas à situação no Oriente Médio.

O impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã provocou alta de mais de 5% no preço do petróleo, aumentando os temores sobre a inflação e elevando as expectativas de uma política monetária mais rigorosa pelos bancos centrais. No setor corporativo, houve movimentações importantes entre as empresas de tecnologia, especialmente no segmento de semicondutores.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,11%, atingindo 53.975,98 pontos. O S&P 500 recuou 0,06%, ficando em 7.753,11 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 0,32%, fechando em 26.605,36 pontos.

A Intel anunciou uma oferta pública de ações ordinárias no valor de US$ 15 bilhões, fundamentada em sinais de uma demanda robusta e sustentável, impulsionada pelo crescimento nos investimentos em computação baseada em inteligência artificial (IA). A empresa informou que pretende utilizar os recursos para múltiplos fins, incluindo despesas de capital e capital de giro. As ações da companhia recuaram 4,06%.

Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, destacou que o governo Trump avaliará por quanto tempo manterá as ações adquiridas da Intel, ressaltando que tal operação não configura uma ‘aquisição socialista’.

“A inteligência artificial (IA) é possivelmente a questão política mais relevante dos próximos dois anos”, afirmou em entrevista à CNBC, explicando que o governo está examinando com atenção as implicações de segurança relacionadas à IA.

Enquanto isso, a Super Micro Computer registrou alta de 1,06%, contrastando com a tendência negativa predominante entre fabricantes de semicondutores, enquanto investidores aguardam o relatório financeiro da empresa, previsto para quinta-feira.

A Berkshire Hathaway apresentou avanço de 1,5% após divulgar lucro líquido de US$ 25,667 bilhões no segundo trimestre de 2026, quase o dobro dos US$ 12,370 bilhões registrados no mesmo período de 2025. No primeiro semestre, o lucro acumulado foi de US$ 35,77 bilhões, correspondente a um crescimento anual de 111%.

A GameStop reverteu um ganho anterior e caiu 1,93% após a Bloomberg noticiar que a empresa está considerando retirar a proposta de aquisição de US$ 56 bilhões pela eBay. A companhia estuda ainda uma possível parceria ou joint venture que permitiria à eBay aproveitar as cerca de 1.600 lojas de varejo da GameStop nos Estados Unidos.

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Economia

Seguro pode ser cancelado por adesivo eleitoral? Saiba o que é permitido e o que não é

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Quem deseja adesivar o carro com propaganda eleitoral ou usá-lo em atividades de campanha para as Eleições 2026 deve estar atento às regras vigentes.

Mesmo que a legislação eleitoral autorize a propaganda em veículos particulares, algumas alterações podem afetar o seguro do automóvel.

A Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) alerta para a importância de informar previamente a seguradora sobre quaisquer mudanças no veículo ou no seu uso durante o período eleitoral.

Isso porque uma nova utilização pode representar um aumento do risco inicialmente previsto no momento da contratação da apólice.

Por que o seguro pode ser impactado?

De acordo com a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da FenSeg, Keila Farias, aplicar material eleitoral no veículo e usá-lo em campanha pode aumentar o risco de acidentes, vandalismo e exposição em eventos públicos.

O principal ponto não é apenas a aplicação do adesivo, mas também a mudança na forma de uso do carro. Um veículo usado habitualmente para fins pessoais pode passar a transportar material de campanha, pessoas envolvidas na eleição e circular com mais frequência em eventos eleitorais.

A FenSeg destaca que alterar o perfil de uso sem comunicar a seguradora pode causar problemas na análise de sinistros e, conforme condições da apólice, levar à recusa do pagamento da indenização.

Por isso, recomenda-se consultar a seguradora ou corretor antes de alterar o uso do veículo.

O que é permitido no veículo?

A legislação eleitoral autoriza a propaganda em veículos particulares, respeitando as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

  • Podem ser usados adesivos plásticos de até 50 cm x 40 cm nas áreas permitidas.
  • É permitido usar adesivo microperfurado cobrindo todo o para-brisa traseiro.
  • A propaganda deve ser espontânea e sem pagamento por disponibilizar o veículo como espaço publicitário.
  • O veículo pode ser utilizado em atividades de campanha respeitando as regras eleitorais e termos do seguro.

O que é proibido?

  • Ultrapassar os limites de tamanho dos adesivos.
  • Usar adesivo convencional no para-brisa traseiro, onde apenas o modelo microperfurado é permitido.
  • Combinar adesivos para superar o limite permitido pelo conjunto.
  • Receber dinheiro para disponibilizar o veículo para propaganda.
  • Fazer modificações que prejudiquem a segurança ou infrinjam regras de trânsito.
  • Mudar o uso do carro sem comunicar a seguradora, alterando o risco contratado.

A legislação também proíbe a justaposição de adesivos para burlar os limites legais.

Adesivo eleitoral cancela o seguro?

Um adesivo eleitoral não cancela automaticamente o seguro, mas mudanças nas condições previstas na apólice podem afetar a cobertura.

A FenSeg explica que alterações não informadas no uso do veículo podem gerar questionamentos e comprometer a indenização em caso de sinistro.

Portanto, quem pretende usar apenas um adesivo deve verificar com a seguradora se há exigências específicas.

Se o veículo for usado para transportar equipes, candidatos ou materiais de campanha com frequência, isso pode caracterizar alteração relevante no uso do carro.

E o envelopamento?

É importante destacar que adesivos, plotagens e envelopamentos podem não estar incluídos na cobertura padrão do seguro.

Danos ao material de propaganda podem não ser indenizados e é necessário conferir exclusões relacionadas a tumultos, motins e vandalismo.

Além disso, alterações visuais que modifiquem características do veículo devem ser avaliadas quanto à necessidade de atualização junto ao Detran.

Recomendações antes de adesivar

  • Informe a seguradora sobre a instalação dos adesivos.
  • Comunique qualquer mudança relevante no uso do veículo.
  • Consulte o corretor antes de disponibilizar o carro para campanha.
  • Verifique se é necessário um endosso na apólice.
  • Confira as coberturas e exclusões referentes a vandalismo e danos aos adesivos.
  • Verifique junto ao Detran se há necessidade de atualização do registro veicular.

Seguro e legislação: diferenças importantes

É fundamental não confundir as regras eleitorais com as condições do seguro. Um adesivo pode estar dentro da lei eleitoral, mas ainda exigir atenção quanto ao seguro.

Da mesma forma, comunicar mudanças à seguradora não significa que toda propaganda estará liberada pela legislação eleitoral.

Antes de transformar o veículo em espaço de campanha, é fundamental conferir as regras do TSE e as condições da apólice para evitar surpresas durante um sinistro.

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Economia

Dólar sobe para 5,11 reais diante de incertezas sobre Ormuz

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O dólar acelerou seu crescimento ao longo desta segunda-feira, 10, impulsionado pela maior aversão ao risco no cenário internacional e pela realização de lucros, após duas sessões consecutivas de queda frente ao real.

Após alcançar um pico de R$ 5,12, exatamente R$ 5,1207, a moeda fechou o dia em R$ 5,1107, com avanço de 0,53%, acumulando alta de 0,79% em agosto.

O fortalecimento do dólar prevaleceu sobre a maioria das moedas fortes e emergentes, paralelamente ao aumento dos preços do petróleo causado pelo impasse nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.

O contrato de petróleo WTI para setembro subiu 5,05%, fechando a US$ 82,13, enquanto o Brent para outubro teve alta de 4,99%, a US$ 87,72.

O real sofreu uma desvalorização maior em comparação a outras moedas, devido a uma maior sensibilidade da taxa de câmbio frente ao cenário político interno e às incertezas relacionadas à possível continuidade do ciclo de ajuste da taxa Selic. Isso ocorre antes da divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada – quando a taxa básica foi reduzida de 14,25% para 14% – e dos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho. A aversão ao risco se sobrepõe aos impactos positivos do aumento do preço do petróleo nos termos de troca do país.

Segundo o economista Fabrizio Velloni, a recente volatilidade nos preços do petróleo diminui a clareza econômica em um momento marcado por preocupações quanto a um possível endurecimento da política monetária nos Estados Unidos, o que favorece a busca por segurança na moeda americana.

“O real é afetado por um ambiente de menor apetite ao risco. A volatilidade tende a ser maior devido à questão eleitoral e à falta de clareza sobre os ajustes fiscais a serem implementados no próximo ano”, destaca.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, atingiu nova máxima durante a tarde, alcançando 99,829 pontos, após o presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, reafirmar sua posição favorável a um aperto monetário imediato.

“Um único aumento nos juros de 0,25 ponto percentual pode não ser suficiente para a economia”, comentou.

A divulgação surpreendente da destruição de empregos na economia americana em julho, reportada no último payroll, mudou as expectativas do mercado, adiando o provável aumento dos juros do Fed de setembro para outubro.

Com a série de dados do mercado de trabalho recentemente divulgada, as atenções agora se voltam para o índice de preços ao consumidor (CPI), que será divulgado na quarta-feira, 12.

De acordo com Juliana Benvenuto, coordenadora de alocação e inteligência da Avenue, “o CPI será crucial para definir as expectativas em relação às próximas ações do Fed. Se a inflação surpreender para cima, o cenário poderá se inverter, aumentando as chances de uma alta de juros em setembro.”

O estrategista de câmbio Francesco Pesole, do banco ING, prevê que o CPI deverá apresentar uma mensagem semelhante ao payroll para a condução da política monetária, porém com menor impacto.

“Nossa previsão é que o Fed mantenha uma postura mais cautelosa (dovish), reforçando nossa expectativa de queda do dólar”, conclui Pesole.

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