Mundo
Ex-advogado de Trump assume cargo de procurador-geral dos EUA
Todd Blanche, que foi advogado pessoal do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assumiu oficialmente nesta segunda-feira (10) o posto de procurador-geral, em uma cerimônia realizada na presença do próprio presidente.
A cerimônia de posse contou com a presença de Trump, que aplaudiu Blanche após ele prestar o juramento no Salão Oval da Casa Branca.
Blanche veio a obter sua nomeação após um rigoroso processo de aprovação no Senado, onde foi aprovado por uma votação apertada de 50 a favor e 49 contra.
O partido democrata fez oposição unânime à nomeação, criticando a escolha e afirmando que isso demonstra a intenção do presidente em usar o Departamento de Justiça para retaliações políticas pessoais.
Antes de sua nomeação, Blanche atuou como advogado pessoal de Trump em três casos criminais, incluindo um envolvendo pagamentos não declarados para a ex-atriz de filmes adultos Stormy Daniels, que resultou em condenação.
Após isso, Trump nomeou Blanche como subsecretário do Departamento de Justiça e, em abril, ele assumiu interinamente o cargo de procurador-geral após a saída de Pam Bondi.
Durante esse período, Blanche tomou medidas que geraram críticas até mesmo dentro do Partido Republicano, como a criação de um fundo de 1,8 bilhão de dólares para compensar aliados do presidente que enfrentaram processos judiciais iniciados durante a administração do democrata Joe Biden. Esse fundo foi apelidado pela oposição democrata como um ‘fundo de propinas’.
Além disso, ele concedeu imunidade fiscal ao presidente Trump e seus aliados.
Para assegurar a aprovação no Senado, o governo comunicou que desistiria do projeto desse fundo de compensação e esclareceu que o acordo de imunidade fiscal firmado com Donald Trump, seus dois filhos mais velhos e a Organização Trump teria efeito retroativo somente, não influenciando futuras declarações.
Mundo
Zelensky diz que Rússia vai enviar mais tropas e mísseis da Coreia do Norte
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, anunciou nesta segunda-feira (10) que a Rússia está se organizando para enviar reforços militares vindos da Coreia do Norte e que recebeu um novo lote de mísseis balísticos do país asiático.
Zelensky tem alertado frequentemente sobre o aumento da cooperação militar entre Moscou e Pyongyang, enquanto pede ajuda internacional para obter sistemas de defesa aérea.
“Pela primeira vez, eles não conseguem continuar a guerra sem receber ajuda da Coreia do Norte,” afirmou o presidente em seu discurso noturno, referindo-se às tropas russas.
“Agora eles estão planejando enviar um novo grupo de soldados norte-coreanos para o território russo e receberam, acreditem, mais mísseis balísticos da Coreia do Norte,” acrescentou.
O líder ucraniano não apresentou evidências concretas nem definiu um cronograma para essas declarações.
Zelensky também pediu que o Japão e a Coreia do Sul ofereçam apoio na defesa contra ataques aéreos, destacando a necessidade de conter o crescimento do poder da Coreia do Norte, que tem ganhado experiência ao colaborar com Moscou.
Anteriormente, ele já havia mencionado que a Rússia planeja deslocar entre 30 mil e 50 mil soldados norte-coreanos para seu território, embora não tenha especificado a origem dessa informação.
A Coreia do Norte tornou-se um dos aliados militares mais próximos da Rússia depois que o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, firmaram um acordo de defesa conjunta em junho de 2024.
No final daquele ano, tropas norte-coreanas foram utilizadas por Moscou para expulsar as forças ucranianas da área próxima à fronteira de Kursk.
Autoridades da Coreia do Sul estimam que cerca de 2 mil soldados norte-coreanos tenham perdido a vida nos combates.
Mundo
Indonésia proíbe homens de usar roupas femininas na celebração da independência
A principal autoridade religiosa islâmica na Indonésia determinou que homens não podem usar vestimentas femininas durante as festividades do dia da independência, comemorado em 17 de agosto. Tradicionalmente, alguns participantes costumam jogar futebol vestidos com roupas femininas nessa ocasião.
Em meio a um aumento do sentimento anti-LGBT+ neste país do Sudeste Asiático, de maioria muçulmana, o influente Conselho de Ulemás da Indonésia declarou oficialmente que essa prática é haram, ou seja, proibida pela religião.
Este conselho afirmou que a medida busca impedir uma suposta campanha secreta do movimento LGSP (Lésbicas, Gays, Sodomia e Obscenidade), uma distorção da sigla LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros).
Anualmente, os cidadãos indonésios participam de jogos e desfiles para comemorar a independência do país, alcançada em 17 de agosto de 1945, que encerrou séculos de domínio colonial pelos Países Baixos.
Durante esses eventos, alguns homens frequentemente vestem vestidos e hijabs para jogar futebol, uma tradição que tem caráter humorístico e não indica uma afirmação sobre identidade de gênero.
Porém, a Comissão de Fatwas do Conselho de Ulemás avaliou recentemente que o aumento dessas práticas consideradas desviantes, como o uso de roupas femininas por homens, viola a sharia e as normas sociais vigentes.
Essa posição surge em um contexto de crescente violência física contra pessoas homossexuais, juntamente com um decreto presidencial que rotula a ‘cultura LGBT+’ como uma ameaça à segurança nacional.
Mundo
Trump assina ordem para mudar as regras de vacinação das crianças
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10), uma ordem executiva que altera as recomendações sobre a vacinação infantil, destacando que os Estados Unidos vacinam crianças saudáveis com o dobro da frequência em comparação a alguns países europeus.
A nova ordem determina que as doses das vacinas sejam aplicadas em consultas médicas separadas, evitando que todas sejam administradas em uma única visita.
Além disso, o governo sugere dividir a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola – MMR) em três doses distintas.
A vacinação contra hepatite B, covid-19 e influenza, entre outras, não será mais recomendada para todas as crianças automaticamente.
Donald Trump comentou que aplicar as vacinas em consultas separadas pode ajudar os imunizados a lidarem melhor com a quantidade de líquidos inseridos no corpo.
As novas diretrizes permitirão maior flexibilidade para que os pais decidam quais vacinas seus filhos receberão.
Embora não haja comprovação científica suficiente, Trump mencionou alegações que relacionam a vacinação com casos de autismo. No entanto, após décadas de pesquisas, não foi encontrada causa definitiva para o autismo.
Ele afirmou que a nova abordagem é segura e que não trará prejuízos.
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