Cultura
Sucesso das Atrações Infantojuvenis Entre Adultos: De Guerreiras do K-pop a Xuxa
Conhecido nas redes por vídeos em que reage a clipes de artistas como Luísa Sonza, Madonna, Katy Perry e Pabllo Vittar, o cantor e compositor Vinicius Archanjo estranhou ao receber recentemente tantos pedidos de seguidores para produzir um conteúdo sobre “Guerreiras do K-pop”.
A animação musical dirigida ao público infantil e adolescente começou nos cinemas, alcançou sucesso no streaming e agora conquista também o público adulto.
A princípio, a trama sobre cantoras de pop coreano que se transformam em caçadoras de demônios tinha todos os clichês do gênero: vilões estereotipados, heroínas fantásticas, paleta de cores vibrante e figurinos brilhantes.
Embora parecesse distante de seu universo, Archanjo resolveu assistir. Em poucos minutos, compreendeu o fascínio que essa animação exerce sobre adultos que acompanham jovens que usam microfones como espadas mágicas.
“É um trabalho destinado ao público infantil, mas que apresenta um cuidado artístico excepcional em todos os detalhes, desde o roteiro até as técnicas de animação”, afirma o youtuber, de 31 anos.
“Há uma dupla camada: a magia visual das cores e as lições profundas, a criatividade da história e a complexidade do roteiro”.
Com cerca de um bilhão de visualizações no ambiente digital – quase 700 milhões só na Netflix – “Guerreiras do K-pop” exemplifica um produto cultural que ultrapassou seu público-alvo inicial.
O sucesso entre millennials (nascidos entre 1981 e 1996) motivou diversas paródias nas redes sociais e até uma esquete no programa de humor americano Saturday Night Live, em que o cantor Bad Bunny surpreende amigos ao mencionar ter assistido à animação, mesmo não tendo filhos.
Este interesse dos adultos por conteúdos e estéticas infantis, chamado de kidults, tem mostrado que eles são responsáveis por grande parte das vendas no mercado de brinquedos, conforme dados da revista Times.
Na indústria do entretenimento, adultos têm sido peças-chave para o sucesso de produções voltadas à infância e adolescência. Filmes como “Um Filme Minecraft”, que estabeleceu recordes de bilheteria em 2025, cativam o público adulto justamente por sua inocência.
A estética colorida de jogos eletrônicos como “Animal Crossing” e a popularidade dos livros de colorir atravessam gerações.
Um exemplo é a turnê “O Último Voo da Nave”, em que Xuxa Meneghel resgata o universo de seus programas Xou da Xuxa (1986–1992) e Planeta Xuxa (1997–2002). O espetáculo, que reuniu 50 mil pessoas em sua estreia no Nubank Parque, em São Paulo, foi feito para quarentões e cinquentões nostálgicos que cresceram adorando a Rainha dos Baixinhos.
Não é um show infantil, mas sim um espetáculo que apresenta músicas, visuais e figurinos emblemáticos da infância dos brasileiros entre os anos 1980 e 2000.
No entanto, a nostalgia não explica tudo, pois jovens zennials e millennials também são atraídos pela turnê, mesmo não tendo vivenciado o auge da apresentadora.
Rafael Souza, de 30 anos, que não acompanhou o Xou da Xuxa ao vivo, comenta: “Parece que naquela época a magia era diferente. Fica aquele sentimento de ‘quero muito ter vivido isso’”.
“Ao ver a nave sobrevoar nossa cabeça, ao redor havia muitas pessoas emocionadas, chorando de verdade”.
A docente da pós-graduação em Comunicação na UFF e pesquisadora do Núcleo AnimaMídia, Ariane Holzbach, explica que produtos infantis sempre tiveram conexões com adultos desde que os contos de fadas ensinavam lições morais.
Porém, a partir dos anos 2010, o interesse adulto em conteúdos infantis tornou-se mais evidente e difundido no mainstream.
Um exemplo é o fandom masculino “Military bronies”, constituído por membros das forças armadas americanas fãs da franquia “My Little Pony”, inicialmente destinada a meninas.
Holzbach analisa que a expansão desse interesse pode ser atribuída a motivos afetivos e comerciais, além do fato desses produtos dialogarem com ansiedades modernas, oferecendo escapismo e conforto.
As editoras reconhecem os kidults como um importante público. Lara Berruezo, da HarperCollins, relata que os profissionais de marketing já reconhecem o adulto como alvo para obras inicialmente infantis.
Estas produções carregam um aspecto acolhedor (cozy) que oferece calor emocional e uma sensação de retornos às experiências da infância, algo muito valorizado por adultos cansados.
Com a popularização dos livros de colorir e adesivos, o público adulto tem encontrado uma forma de desconectar das telas e exercitar a concentração em atividades lúdicas no mundo real, segundo Virginie Leite, editora da Sextante.
Cultura
Atriz Minnie Driver sofre acidente na França e fica imobilizada
A atriz Minnie Driver, que recentemente passou a integrar o elenco da série Emily em Paris da Netflix, compartilhou com seus seguidores que sofreu um acidente automobilístico na França e agora está com o pescoço imobilizado.
Em um vídeo, Minnie esclareceu que o acidente não foi culpa dela. Ela relatou que, enquanto dirigia por uma estrada de terra no interior da França, um veículo não respeitou a parada obrigatória em um cruzamento, vinha em alta velocidade e colidiu com o carro em que ela estava. Ela sofreu uma torção no pescoço e sofreu um forte choque emocional, chorando bastante, mas permanece esperançosa na sua recuperação. Ela destaca que o modelo do carro onde estava foi decisivo para sua sobrevivência.
A atriz americana, que foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em Gênio Indomável em 1998, mencionou que os airbags do veículo foram acionados, evitando que a estrutura do carro se deformasse severamente, o que poderia ter causado ferimentos ainda mais graves.
Minnie Driver expressou sua gratidão pelo veículo que protegeu a todos no carro: “Tenho que agradecer ao carro que nos salvou a vida. Temos famílias e pessoas que nos amam e sou imensamente grata por estar viva”, disse no vídeo.
Ela também agradeceu a ajuda recebida logo após o acidente: “Meu agradecimento especial vai para o motorista da van que parou para nos ajudar antes mesmo da chegada das ambulâncias. Também deixo registrada minha menção a outro carro que reduziu a velocidade, percebeu o ocorrido, mas continuou seu caminho sem parar. Isso me faz refletir sobre o equilíbrio entre forças opostas no mundo.”
Minnie falou ainda sobre os impactos emocionais pós-acidente: “Minha mente continua revivendo o ocorrido, o que é bastante difícil, porém parece ser uma etapa necessária para processar e aceitar o que aconteceu. Chorar ajuda e faz parte desse processo de cura.”
Cultura
Gabriel Mascaro e Paula Cosenza lançam produtora Trema
O diretor Gabriel Mascaro, famoso pelo filme O Último Azul, e a produtora Paula Cosenza (João Sem Deus) anunciaram na última sexta-feira, dia 7, a criação da Trema, uma nova empresa de produção sediada em Recife. Esta empresa se concentrará em coproduções internacionais, séries de ficção e projetos autorais com potencial para atingir públicos globais.
A Trema já está desenvolvendo vários projetos, entre eles o próximo longa de Mascaro, cujo enredo ainda é mantido em segredo. Além disso, a produtora está envolvida em coproduções internacionais como Três Noches Negras, do diretor Théo Court; Rafael, do cineasta João Paulo Miranda Maria, e Arca, dirigido por Matías Bize. Este último título servirá para inaugurar o fundo de financiamento da Trema, que vai combinar recursos públicos e privados para fomentar coproduções brasileiras em diferentes níveis de participação.
Outros filmes previstos para produção em parceria incluem 100 Dias, uma obra do diretor Carlos Saldanha que narra a trajetória do navegador Amyr Klink, e Paula e Hortência, dirigido por Georgia Guerra-Peixe, que explora a história das renomadas jogadoras de basquete mencionadas no título.
Gabriel Mascaro expressou satisfação com o fortalecimento da indústria audiovisual no Nordeste, sua terra natal, enfatizando o desejo de transformar o reconhecimento do cinema pernambucano em bases sólidas de produção, financiamento, desenvolvimento, parcerias com plataformas de streaming e intercâmbio de talentos.
Paula Cosenza ressaltou a importância da colaboração com diversos profissionais valorizados na cadeia produtiva. Ela destacou ainda o objetivo de atrair produções de outras regiões e países para fomentar um ambiente colaborativo e enriquecedor na nova produtora.
Cultura
Biomédico especialista em harmonização peniana abandona MasterChef 2026 após mordida de aranha
Um dos participantes do MasterChef Brasil 2026, da Band, Reinaldo Bockor revelou ter sido picado por uma aranha-marrom durante a repescagem do programa, exibida na terça-feira, que teve Aline como vencedora para retornar à competição. Devido ao inchaço no pé, possivelmente causado pelo veneno da aranha, ele optou por deixar o reality.
“Durante a repescagem, fui picado por uma aranha-marrom. Como já tive uma infecção grave anteriormente, enviei uma foto do pé à minha médica logo no primeiro dia de gravação”, relatou.
Reinaldo comentou ainda que deliberadamente errou uma etapa da prova para ser eliminado.
“A gravação é feita em dois dias. No primeiro, meu pé já estava comprometido. No segundo, a situação piorou muito. A dor intensa e a medicação me fizeram perceber que não conseguiria continuar na disputa. Após tudo, fui diretamente para Santa Catarina, comecei o tratamento e passei cerca de 30 dias em repouso, quase perdendo um dedo pela mordida”, destacou.
Quem é Reinaldo Bockor
Reinaldo Bockor é natural de Canoinhas, Santa Catarina, e atua como biomédico. Sua área de atuação inclui harmonização facial e corporal, além da região peniana. Ele possui um salão com seu nome próprio e, conforme descrito em sua biografia no Instagram, também é visagista e cabeleireiro.
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