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Economia

Produção de carros cresce em julho e vendas atingem maior nível em 12 anos

A fabricação de veículos no Brasil alcançou em julho o seu melhor desempenho em sete anos, registrando um total de 253,9 mil unidades produzidas, incluindo carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Isso representa um aumento de 5,9% em relação a julho de 2025. Comparando com junho, as montadoras produziram 3,1% a mais, conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 7, pela Anfavea, que representa os fabricantes de automóveis.

Esse volume é o maior para o mês desde 2019, quando foram produzidos 267 mil veículos, refletindo o aquecimento do consumo de automóveis no país. No entanto, as exportações estão em queda, principalmente devido à redução nas compras da Argentina.

De janeiro a julho, a produção totalizou 1,63 milhão de veículos, o que significa um crescimento de 8,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo Anfavea, entre os principais produtores mundiais de veículos, o Brasil apresenta o segundo maior crescimento em 2025, atrás apenas da Índia, que teve um aumento de 14,5%.

Vendas batem recorde em julho

As vendas de veículos no Brasil em julho foram as maiores dos últimos 12 anos, com 279,5 mil unidades comercializadas, um salto de 14,9% em comparação a julho de 2025. Em relação a junho, as vendas subiram 2,6%, alcançando o maior volume desde dezembro de 2014, quando foram vendidas mais de 370 mil unidades.

Exportações e empregos

As exportações totalizaram 39,3 mil veículos em julho, representando uma queda de 18,4% na comparação com o mesmo mês em 2025. Em relação a junho, houve aumento de 6,8%. No acumulado do ano, as exportações recuaram 20,8%, somando 255,9 mil veículos em sete meses.

Além disso, o relatório da Anfavea destacou que as montadoras eliminaram 513 empregos em julho. Atualmente, as fábricas de veículos empregam cerca de 114 mil pessoas no país.

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Economia

ANP: Gas Release vai proibir uso do gás produzido pela Petrobras

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) propôs o Programa Gas Release para reduzir a concentração do mercado de gás natural no Brasil. A proposta impede que a Petrobras utilize em seu próprio suprimento o gás natural que a empresa produz, conforme apresentado durante uma reunião da diretoria da agência na sexta-feira, dia 7.

De acordo com a Lei do Gás de 2021, o Gas Release tem sido alvo de críticas severas da Petrobras, que domina o mercado com 59% de participação.

A ANP sugere que serão realizados leilões com o gás natural pertencente à União e com o gás adquirido de fornecedores terceirizados no território nacional, excluindo a Petrobras.

Segundo Mendes, presidente da ANP e ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a Petrobras compra gás natural de terceiros no país a US$ 3,8 por milhão de BTU e revende a US$ 12,4 por milhão de BTU.

A agência abrirá uma consulta pública de 45 dias para discutir as opções que visam diminuir o custo do gás natural e aumentar sua oferta.

“Nosso objetivo é fomentar uma concorrência real no atacado, aumentar a liquidez do mercado e tornar os preços mais transparentes e regulamentados”, afirmou Mendes ao apresentar a proposta.

Ele também ressaltou que as críticas ao Gas Release geralmente acontecem por falta de entendimento detalhado sobre o conteúdo da proposta.

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Economia

Descubra o período do recesso de final de ano para servidores públicos

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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou na sexta-feira, 7 de agosto de 2026, as datas oficiais para o recesso natalino e de Ano-Novo. Os intervalos correspondem aos dias 21 a 25 de dezembro de 2026 e de 28 de dezembro de 2026 a 1º de janeiro de 2027, respectivamente.

Conforme a Portaria SRT/MGI nº 6.342/2026, a determinação alcança servidores públicos, empregados públicos, temporários contratados e estagiários que atuam nos órgãos da Administração Pública Federal.

As unidades terão a responsabilidade de estabelecer escalas de revezamento nos dois períodos de descanso, garantindo a manutenção dos serviços essenciais, sobretudo os que atendem ao público.

Compensação de horas

A regulamentação prevê que as horas não trabalhadas durante o recesso sejam compensadas entre 1º de outubro de 2026 e 31 de maio de 2027.

Para servidores que desempenham atividades presenciais e não participam do Programa de Gestão e Desempenho (PGD), a compensação deverá ocorrer por meio da antecipação ou postergação da jornada diária, respeitando o horário de funcionamento do órgão.

Já aqueles integrados ao PGD, seja presencialmente ou em teletrabalho, em regime integral ou parcial, deverão compensar as horas através da realização das atividades previstas em seus planos de trabalho.

A portaria também estipula limites para a compensação: servidores, empregados públicos e contratados temporários podem compensar até duas horas por dia; para estagiários, o limite é de uma hora diária.

Segundo o documento, servidores que não realizarem a compensação total das horas utilizadas no recesso dentro do prazo sofrerão desconto proporcional em sua remuneração relativa ao período pendente.

Aqueles que optarem por não aderir ao recesso deverão manter normalmente seu horário de trabalho habitual.

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Economia

Preço dos alimentos da FAO sobe em julho por cereais, açúcar e óleos vegetais

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Os preços globais dos alimentos registraram alta moderada em julho, impulsionados principalmente pelo aumento nos valores de cereais, óleos vegetais e açúcar. Esses ganhos compensaram as quedas observadas nos mercados de carnes e produtos lácteos, conforme divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) nesta sexta-feira, 7.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu uma média de 131,1 pontos no mês, representando um crescimento de 0,6% em relação a junho e um acréscimo de 1% sobre o mesmo período de 2025.

O avanço foi liderado pelo Índice de Preços de Cereais, que aumentou 3,4% em comparação mensal, chegando a 113,8 pontos, 6,9% acima do registrado em julho de 2025.

Os valores internacionais do trigo tiveram alta significativa de 5,8%, motivada por preocupações crescentes sobre possíveis interrupções nas exportações pelo Mar Negro, danos à infraestrutura portuária e os impactos das recentes ondas de calor sobre as safras em importantes países produtores.

O milho também subiu 3,6%, influenciado pelo clima quente e seco em áreas do Cinturão Agrícola dos Estados Unidos e pelos efeitos do fortalecimento dos mercados energéticos em meio a tensões geopolíticas. Já o índice de preços do arroz permaneceu praticamente estável durante o mês.

O Índice de Preços de Óleos Vegetais avançou 2% em julho, alcançando 195,7 pontos, o maior nível desde junho de 2022. Esse movimento refletiu o aumento nas cotações dos óleos de palma e soja. O óleo de palma viu seu segundo aumento mensal consecutivo, impulsionado pela forte demanda do setor de biodiesel na Indonésia e pela alta nos preços do petróleo bruto. O óleo de soja também teve alta, sustentada pela forte demanda por matéria-prima nos Estados Unidos e pelo robusto comércio internacional. Em contrapartida, os preços dos óleos de girassol e canola recuaram.

O Índice de Preços da Carne caiu 2,8% em julho, para 127,7 pontos, após atingir um recorde no mês anterior. Foi a primeira queda mensal do índice em 2026, com diminuições em quase todas as categorias, exceto na carne ovina. Os preços internacionais da carne de frango recuaram devido à ampla oferta exportável no Brasil. A carne suína caiu diante da oferta abundante na União Europeia e a demanda global mais fraca. Os preços da carne bovina caíram por causa da menor procura na Ásia. Por outro lado, a carne ovina aumentou e renovou seu recorde histórico.

Entre os produtos lácteos, o índice da FAO diminuiu 0,7% em julho em relação a junho, totalizando 116,2 pontos, 24,8% abaixo do valor de julho de 2025, mantendo a tendência de queda desde abril. Essa baixa foi impulsionada pela redução nos preços do leite em pó desnatado (-3,3%), leite em pó integral (-3,1%) e manteiga (-2,4%). Em contrapartida, os preços do queijo subiram 1,7%, a primeira alta mensal em um ano, beneficiados pela menor oferta sazonal de leite na União Europeia.

O açúcar teve o maior avanço no mês, com seu índice aumentando 5,6% em julho, para 95 pontos. Segundo a FAO, isso ocorreu devido a preocupações com o clima quente e seco na União Europeia e os efeitos do fenômeno El Niño na produção asiática. Além disso, a expectativa de maior demanda por etanol no Brasil, após o aumento temporário da mistura obrigatória na gasolina, apoiou os preços. Entretanto, as melhores condições de colheita no Centro-Sul brasileiro limitaram ganhos mais significativos no mercado internacional.

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