Mundo
Trump sugeriu venda de armas para a China, afirma embaixador dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou a possibilidade de vender armamentos para a China, segundo revelou o embaixador americano no país asiático em entrevista ao canal Fox News.
A China considera Taiwan parte do seu território. A venda de armas americanas àquela ilha, que tem governo autônomo, é um assunto delicado e controverso nas relações entre Washington e Pequim há muitas décadas.
A legislação dos EUA exige que armas sejam fornecidas para a defesa de Taiwan, que possui presidente e Parlamento democraticamente eleitos.
O embaixador dos EUA na China, David Perdue, comentou que o tema voltou à tona durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos na semana passada.
“O presidente Trump segue dizendo: ‘Vendemos armas para outros países ao redor do mundo’. Em certo momento, ele perguntou ao presidente Xi se tinha interesse em adquirir algumas”, explicou Perdue na entrevista.
“As conversas sobre outras possíveis vendas continuam; o presidente Trump e Xi Jinping discutem o assunto sempre que se encontram”, acrescentou o embaixador, ressaltando que a posição oficial dos EUA permanece inalterada.
No entanto, fontes da Casa Branca afirmaram que não há planos do governo americano para vender armas à China, conforme reportaram os jornais The New York Times e The Wall Street Journal.
O Departamento de Estado declarou ao New York Times que “a legislação dos Estados Unidos proíbe a venda de armas à China e não existe nenhuma oferta ou plano para tal venda”.
Questionado sobre essas declarações, o Ministério das Relações Exteriores chinês não respondeu diretamente, mas garantiu que Pequim “sempre fortalece suas capacidades de defesa nacional conforme suas necessidades e mantém seu compromisso com a paz e a estabilidade mundial”.
Em junho, a China alertou Taiwan que buscar independência apoiada pelos Estados Unidos ou por meios militares seria um caminho sem saída.
Mundo
Pacífico mexicano enfrenta furacão Polo sem grandes danos
Ruas inundadas, árvores caídas e janelas quebradas foram registrados, mas felizmente não houve mortes nem ferimentos graves. As cidades mexicanas situadas ao longo da costa do Pacífico, que estavam na rota do furacão Polo, resistiram ao impacto do ciclone nesta terça-feira (29).
O furacão Polo atingiu a costa exatamente no limite entre as categorias 2 e 3 da escala Saffir-Simpson, afetando o estado da Baja California Sur. As autoridades locais não reportaram nenhuma fatalidade.
Puerto San Carlos é uma pequena comunidade de 6.000 habitantes que depende principalmente do turismo, pesca e observação de baleias. As casas, algumas feitas de blocos de concreto e outras de madeira com telhados de zinco, permaneceram firmes apesar dos fortes ventos.
A eletricidade esteve cortada e várias ruas ficaram parcialmente alagadas devido ao rompimento prévio de uma barreira de areia que funcionava como proteção contra o mar.
As Forças Armadas mobilizaram quase 7.000 soldados em Baja California Sur, onde escolas e locais de trabalho público tiveram suas atividades suspensas. As operações marítimas foram interrompidas e o acesso às praias fechado.
Alguns moradores de Puerto San Carlos buscaram refúgio em um abrigo improvisado numa escola, enquanto outros optaram por deixar a vila.
O governador Víctor Castro informou que aproximadamente 700 pessoas foram acolhidas nos abrigos montados.
“A passagem do furacão por Baja California Sur trouxe chuvas, mas felizmente sem perda de vidas, o que é o mais importante. Hoje iremos avaliar os danos materiais”, declarou ele durante coletiva de imprensa por videoconferência, que contou também com a participação da presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.
“As pessoas estão recebendo assistência; algumas continuam nos abrigos”, completou. “Conseguimos atender a todos que buscaram proteção sem grandes dificuldades”.
Baja California Sur está entre as regiões do México mais vulneráveis à temporada de ciclones, que promete ser mais severa este ano em razão do fenômeno El Niño.
Desde o início, o comportamento do furacão Polo foi instável, com intensidades variando rapidamente. O ciclone oscilou entre as categorias 4 e 5 diversas vezes antes de atingir a costa e seguir rumo ao interior do México.
Mundo
Diretor da Torre Eiffel vai deixar cargo por afastar funcionárias durante visita
A empresa que administra a Torre Eiffel anunciou nesta terça-feira (29) que o diretor do famoso monumento em Paris vai sair do cargo no final do ano, após a controvérsia causada pela decisão de afastar colaboradoras durante a visita de um grupo religioso hindu.
Patrick Branco Ruivo, que está à frente do monumento desde 2018, deixará sua função no final do ano, segundo comunicado da Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (Sete).
A visita do grupo espiritual hindu Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS) ocorreu em 5 de setembro, ocasião em que foi inaugurado um templo hindu próximo a Paris.
A SETE informou que a delegação hindu pediu que a visita fosse organizada com limitações à interação com mulheres, mas destacou que tais condições não deveriam ter sido aceitas.
Uma apuração interna indicou falhas e deficiências na organização do evento, que resultaram no afastamento das funcionárias, algo considerado inaceitável pela empresa.
Além disso, dois dias depois da visita, a Torre Eiffel ficou fechada devido a uma greve dos trabalhadores contra a decisão, que também foi duramente criticada por autoridades, incluindo o prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire.
A cidade de Paris é a proprietária do monumento e principal acionista da empresa que o administra.
Em 2025, mais de seis milhões de pessoas visitaram este símbolo turístico da capital francesa. A Torre Eiffel reabrirá suas portas ao público nesta terça-feira.
Mundo
Enviado da ONU encontra líderes houthis para tentar reduzir violência no Iêmen
O representante das Nações Unidas (ONU) para o Iêmen, Hans Grundberg, declarou nesta terça-feira (29) que realizou um encontro com os representantes dos Houthis durante o último fim de semana com o objetivo de impedir um aumento nos confrontos armados no país. As tensões têm se intensificado na região costeira oeste, com combates entre os rebeldes, que têm o apoio do Irã, e as forças oficiais, apoiadas pela Arábia Saudita.
Em entrevista à Associated Press, Hans Grundberg explicou que a reunião em Mascate com o principal representante dos Houthis, Mohammed Abdul-Salam, teve o propósito de identificar alternativas para evitar que os conflitos atuais se agravem ainda mais.
Além disso, ele realizou encontros na capital saudita, Riad, com representantes do governo reconhecido internacionalmente, bem como com forças regionais, incluindo a Arábia Saudita, que tem sido um dos principais alvos dos recentes ataques houthi, que ele qualificou como “sem precedentes” e “intensos”. Grundberg destacou que a instabilidade na região, incluindo a influência de atores regionais como o Irã e outros países vizinhos ao Iêmen, tem afetado significativamente o desenvolvimento do conflito.
Este novo surto de violência no Iêmen, que resultou em centenas de mortos e milhares de deslocados, é a continuação do conflito iniciado em 2014, quando os rebeldes, apoiados pelo Irã, assumiram o controle da capital, Sanaa, forçando o governo a buscar refúgio na Arábia Saudita. No ano seguinte, a Arábia Saudita liderou uma coalizão multinacional para intervir na crise.
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