Mundo
Trump diz que encontro com Xi foi bom para os dois países
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a visita oficial do líder chinês, Xi Jinping, que termina nesta sexta-feira (25), foi benéfica para ambos os países.
“Creio que avançamos bastante. Foi algo muito bom para todos nós”, declarou Trump durante um encontro com jornalistas enquanto ele e sua esposa, Melania, tomavam chá na Casa Branca ao lado de Xi e sua esposa, Peng Liyuan.
Por sua vez, Xi expressou o interesse em se reunir novamente com Trump em dois eventos diplomáticos que ocorrerão futuramente.
“Neste ano, teremos duas novas chances de nos encontrarmos: primeiro, a reunião da Apec na China, seguida pela cúpula do G20 nos Estados Unidos”, explicou Xi, por meio de um intérprete.
O líder chinês reforçou o convite para que Trump e sua esposa façam uma nova visita à China em breve.
Mundo
Trump recusa proposta do Irã para abrir Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou neste sábado (26) o plano do Irã para reabrir em até sete dias o Estreito de Ormuz, que é ponto central do conflito entre os dois países.
Trump declarou frente à Casa Branca: “Rejeito a proposta deles”. Segundo ele, os líderes iranianos “querem um acordo para abrir o estreito logo, pois estão perdendo força rapidamente.”
Na sexta-feira (25), o Irã informou que havia feito uma oferta aos EUA para a reabertura do estreito em uma semana após o aval do acordo.
Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, disse na sede da ONU em Nova York que a decisão agora está nas mãos de Washington.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, explicou que a proposta foi preparada em conjunto com o líder supremo Mojtaba Khamenei, formando uma equipe de seis membros com autoridade para decisões.
Demonstrando a falta de confiança entre as nações, Trump postou um mapa em sua rede Truth Social, renomeando o Estreito de Ormuz para “Estreito Trump”.
Essa rota marítima, usada para transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, está no centro das tensões geradas por bombardeios dos EUA e Israel contra o Irã desde fevereiro.
Desde então, o Irã reivindica o controle do canal, enquanto Washington aplica um bloqueio aos portos iranianos em resposta.
Antes da rejeição, fontes citadas pelo Wall Street Journal indicavam que Trump considerava que Teerã não cumpriria as condições estabelecidas, levando à recusa da oferta.
O presidente dos EUA ainda avalia a possibilidade de retomar ataques ao Irã após as eleições legislativas de meio mandato em novembro.
Washington não realiza bombardeios no território iraniano desde 1º de setembro, embora ataques contra navios em Ormuz tenham ocorrido.
Com a aproximação das eleições, Trump enfrenta crescente rejeição à guerra no Oriente Médio, que eleva os preços dos combustíveis.
Retorno às negociações
O ministro iraniano afirmou que as ações esperadas dos EUA já estão listadas no protocolo de acordo firmado em junho.
O objetivo era encerrar o conflito rigidamente, abrir o Estreito de Ormuz e iniciar conversas sobre o programa nuclear iraniano, mas as tensões persistem quanto às condições de passagem pelo canal marítimo.
O protocolo incluía cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano, onde o exército israelense enfrenta o grupo pró-iraniano Hezbollah.
O Irã exigia desbloqueio e pagamento de ativos congelados desde a Revolução Islâmica de 1979, avaliados em pelo menos 12 bilhões de dólares, além de suspensão das sanções ao petróleo iraniano e fim do bloqueio naval americano.
Em entrevista exclusiva à AFP, o porta-voz da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, Hossein Mohebi, pediu o término dos combates no Iêmen.
O Iêmen tornou-se nova zona de conflito desde julho, com o ressurgimento da guerra entre os houthis pró-iranianos e o governo iemenita aliado à Arábia Saudita.
Em setembro, o movimento antigovernamental lançou uma ofensiva mortal e consolidou controle sobre o estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica para exportações de petróleo ligando Europa à Ásia pelo Canal de Suez.
Mundo
Rússia apoia inclusão de Brasil e Índia no Conselho de Segurança da ONU
Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, declarou no sábado, 26, durante a Assembleia Geral da ONU que Moscou defende uma mudança no Conselho de Segurança para aumentar a representação da Ásia, África e América Latina, incluindo assentos permanentes para Brasil e Índia, além de expandir a presença africana.
Lavrov destacou que a Rússia é contrária à concessão de novos assentos permanentes para alguns países ocidentais, mencionando especificamente Alemanha e Japão, que segundo ele têm histórico de militarismo e revanchismo. “A reforma não deve incluir assentos adicionais para o Ocidente, em especial para Alemanha e Japão”, enfatizou o ministro.
A autoridade russa também criticou a ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), afirmando que a aliança desrespeita o princípio de segurança equilibrada e indivisível ao tentar garantir a proteção de alguns países às custas da segurança dos outros.
Mundo
Papa celebra missa para multidão na Champs-Élysées em Paris
Papa Leão XIV, acolhido por cerca de 800 mil fiéis, finalizou neste sábado (26) sua estada em Paris com uma grande missa. A próxima etapa da sua visita à França será em Lourdes.
Esta é a primeira vez desde 2008 que um pontífice visita Paris, quando Bento XVI esteve na cidade, gerando grande empolgação popular. Na sexta-feira (25), Leão XIV reuniu 300 mil pessoas para uma recepção calorosa pelas ruas da capital francesa, seguida por uma vigília com 80 mil jovens no Stade de France.
No sábado, o líder dos 1,4 bilhão de católicos percorreu a famosa avenida Champs-Élysées a partir do Arco do Triunfo em seu papamóvel, parando para abençoar crianças enquanto o público vibrava e agitava bandeiras do Vaticano.
Virginie Courtot, de 51 anos, presente com a família, declarou: “O papa é a estrela! Ele é o líder espiritual que precisamos hoje. Após momentos difíceis enfrentados pela Igreja, ele tem a missão de fortalecer a fé”.
A visita ocorre em um momento crucial para a Igreja na França, país oficialmente laico, onde o número de batismos entre adolescentes e adultos cresceu nos últimos cinco anos (21.386 em 2024), apesar da queda geral na prática religiosa.
Logo após sua chegada, Leão XIV declarou na presença do presidente francês Emmanuel Macron que a laicidade não implica a exclusão da religião do espaço público, uma mensagem relevante em debates atuais sobre o uso do véu islâmico e as propostas políticas relacionadas.
Sede por sentido
O Vaticano informou que 800 mil fiéis lotaram a Praça da Concórdia e a Champs-Élysées para ouvir o papa. Em 1997, com João Paulo II, foram um milhão, e em 2018, com Bento XVI, 260 mil.
Próxima ao altar, Suzanne Grangé, aposentada parisiense de 62 anos, esperava que o pontífice transmitisse uma mensagem de esperança para os jovens, incentivando-os a se comprometerem sem vergonha da fé cristã.
Em seu sermão, Leão XIV salientou “a busca por sentido, verdade e plenitude presente no coração de todos”, alertando contra a satisfação apenas com bens materiais e prazeres imediatos, temas relevantes especialmente para os jovens da Igreja atual.
Antes e depois da missa, o clima era de festa. Voluntários e membros das paróquias tiravam fotos em grupo, famílias faziam piqueniques, e crianças desenhavam imagens do papa.
A organização solicitou que ativistas da associação feminista católica Magdala removessem uma faixa com a frase “Felizes as que têm sede de justiça”, usada para reivindicar plena acolhida das mulheres na Igreja.
A sete meses das eleições presidenciais francesas, vários candidatos prestigiaram a celebração, como Marine Le Pen acompanhada por Jordan Bardella, presidente do seu partido, além dos ex-primeiros-ministros Édouard Philippe e Gabriel Attal.
Macron, cujo mandato termina em maio, expressou em rede social: “A França se orgulha de receber o papa Leão XIV e esta missa imponente no coração de Paris”.
Lourdes e Metz
Em meio à ascensão da extrema direita com discurso anti-imigração na Europa, Leão XIV visitou a Casa Bakhita, centro católico de apoio a migrantes, onde ouviu relatos de exilados do Afeganistão e Nigéria.
O papa destacou: “É um prazer iniciar este segundo dia em Paris nesta casa que simboliza a possibilidade de convivência digna e pacífica na cidade”. Para os organizadores, a passagem representa um sinal importante em período pré-eleitoral.
Após a grande missa, o pontífice seguirá para os santuários de Lourdes onde, à noite, liderará uma oração na gruta de Massabielle, local das 18 aparições da Virgem Maria para Bernadette Soubirous em 1858.
Em Lourdes, no domingo (27), ele terá encontro privado com vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica antes de encerrar sua visita em Metz, na segunda-feira (28), com um pronunciamento sobre paz e a União Europeia.
-
Cidades2 meses atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Cultura1 mês atrásLista dos Vencedores do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026
-
Brasil8 meses atrásHinge busca crescer no Brasil focando em relacionamentos sérios
-
Economia8 meses atrás36 Empresas Ligadas ao Setor Imobiliário Estão Sob Investigação por Empréstimos Suspeitos no Banco Master
-
Cultura2 meses atrásVírus Carinhoso Lança Novo Álbum Inspirado na Memória e Ancestralidade
-
Destaque2 meses atrásPolícia apreende mais de 50 kg de drogas em casa usada pelo tráfico em Petrolina
-
Economia8 meses atrásPetrobras corta preço da gasolina e pode aliviar inflação no curto prazo
-
Destaque2 meses atrásPM apreende drogas, armas e munições no Recife, Olinda e Agreste
