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Trump afirma que Irã deve optar por acordo ou rendição completa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (3) que o Irã precisa decidir entre fechar um acordo ou aceitar uma submissão total, após o governo de Teerã negar qualquer negociação com Washington.

Donald Trump afirmou em sua rede social, Truth Social, que nada será enviado ao Irã, a menos que seja decidido um Acordo ou uma submissão completa. Ele enfatizou que o destino das negociações depende dessa escolha crucial por parte do Irã.

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Aeroporto na Arábia Saudita cessa serviços após ataque dos houthis

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Um aeroporto localizado no sudoeste da Arábia Saudita, próximo à fronteira com o Iêmen, interrompeu suas atividades nesta terça-feira (4), após um ataque reivindicado pelos rebeldes houthis, que são apoiados pelo Irã.

De acordo com Yahya Saree, porta-voz dos houthis, o grupo “alvo sensível do inimigo saudita no aeroporto de Najran, foi atingido com êxito através do uso de um drone”, em retaliação à violação do espaço aéreo saudita.

Uma fonte regional informou que o radar principal da instalação foi danificado, resultando na paralisação das operações.

O portal oficial do aeroporto indica o status dos voos programados para os próximos dias como “indefinido”.

O aeroporto de Najran conta com apenas um terminal, que processa poucos voos diariamente, e está situado a poucos quilômetros da fronteira com o Iêmen, área dominada pelos houthis.

Além de controlar o norte do Iêmen, os houthis dominam partes do oeste do país, incluindo a cidade portuária estratégica de Hodeida, no Mar Vermelho, assim como a capital, Saná.

Em 20 de julho, os houthis declararam um bloqueio aos portos sauditas no Mar Vermelho e, desde então, assumiram a autoria de ataques contra navios petroleiros e instalações de petróleo na Arábia Saudita.

Em resposta, a coalizão liderada pela Arábia Saudita vem realizando ataques contra posições militares dos houthis que ameaçam a segurança da navegação na região.

O reinício desses confrontos marca a abertura de uma nova frente no conflito vigente desde fevereiro, envolvendo os Estados Unidos, aliados da Arábia Saudita, e o Irã.

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Ex-advogado de Trump avança para procurador-geral dos EUA

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O procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, foi aprovado nesta terça-feira (4) em uma votação importante na Comissão Judiciária do Senado para sua confirmação no cargo.

Blanche, que antes era advogado pessoal do presidente Donald Trump, recebeu 12 votos favoráveis e 10 contrários, após dois senadores republicanos retirarem sua oposição.

Desde abril, quando Trump demitiu Pam Bondi, Blanche vinha atuando como procurador-geral interino.

A confirmação de Blanche estava em espera por causa da resistência de dois senadores republicanos, John Cornyn e Thom Tillis, que questionavam uma indenização de 1,8 bilhão de dólares (9,1 bilhões de reais) paga a Trump pelo Departamento de Justiça em relação ao vazamento das suas declarações de imposto de renda.

Trump queria que este acordo fosse transformado em um fundo para pessoas que dizem ter sofrido perseguição política.

Para resolver isso, no fim de semana, Blanche emitiu uma ordem eliminando esse “fundo contra a instrumentalização política”.

Além disso, o procurador-geral interino explicou que o acordo de imunidade fiscal feito com Trump, seus dois filhos mais velhos e a Organização Trump valeria apenas para os anos fiscais já passados, e não para as declarações futuras.

Espera-se que o Senado, liderado pela maioria republicana, vote ainda esta semana para confirmar Blanche como o novo chefe do Departamento de Justiça.

Os senadores democratas continuam unidos em sua desaprovação a Blanche, afirmando que o Departamento de Justiça virou uma extensão da equipe jurídica do atual presidente republicano.

O senador Dick Durbin, líder dos democratas na Comissão Judiciária do Senado, declarou antes da votação que Todd Blanche não tem justificação para ocupar a posição mais alta da justiça no país.

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Mais de 170 migrantes salvos ao atravessar o Canal da Mancha

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Barcos da França e do Reino Unido resgataram 173 migrantes nesta terça-feira (4) na costa de Boulogne-sur-Mer, no norte da França, depois que a embarcação onde estavam começou a pegar fogo ao tentar cruzar o Canal da Mancha, informaram autoridades locais.

“Um pequeno barco incendiou-se na fronteira entre as águas francesas e britânicas, fazendo com que as pessoas a bordo pulassem na água”, informou a prefeitura de Pas-de-Calais, acrescentando que, até o momento, não há registro de mortos.

Esta operação foi uma das maiores ações de resgate marítimo desde que começaram as travessias pelo Canal da Mancha em barcos improvisados, em 2018.

Inicialmente, as autoridades marítimas francesas informaram o salvamento de 157 pessoas, mas o número foi atualizado para 173 no final da tarde. Alguns migrantes sofreram queimaduras, arranhões ou contusões, porém nenhum ferimento grave, declarou o responsável pelos serviços de resgate, Thierry Darras.

A embarcação havia partido na segunda-feira de Veules-les-Roses, no departamento de Sena Marítimo (norte), segundo a Prefeitura Marítima do Canal da Mancha e do Mar do Norte (Prémar).

Na noite de segunda-feira, cinco passageiros que precisavam de atendimento foram socorridos e desembarcaram em Boulogne-sur-Mer, declarou a Prémar. Os outros ocupantes recusaram a ajuda oferecida pelas autoridades francesas.

Na manhã de terça, quando o barco se aproximava do Reino Unido, o motor incendiou-se e a condição da embarcação piorou rapidamente, completou a Prémar.

Vários barcos foram mobilizados para o resgate, incluindo embarcações e um bote salva-vidas britânico, informou um porta-voz da guarda costeira do Reino Unido.

Os sobreviventes, envolvidos em mantas vermelhas, desembarcaram em Boulogne-sur-Mer e foram levados a ônibus especiais, conforme testemunhou uma jornalista da AFP.

A associação de apoio a refugiados Utopia 56 afirmou que cerca de 50 mulheres e crianças que estavam a bordo chegaram à tarde a Calais, no norte da França, sem ter acesso a alojamento emergencial.

Este resgate serve como alerta sobre o perigo dessas travessias e a crueldade dos criminosos que trafegam pessoas nessas condições, comentou o secretário de Justiça do Reino Unido, Alex Norris.

Até o momento, pelo menos 15 pessoas perderam a vida nas travessias ilegais pelo Canal da Mancha em 2026, conforme contagem da AFP.

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