Cultura
Trema, nova produtora audiovisual de Gabriel Mascaro e Paula Cosenza
Ao longo do último ano, o cinema pernambucano ganhou destaque no cenário internacional com os filmes “O Último Azul” e “O Agente Secreto”.
Nesse contexto favorável, nasce a Trema, uma produtora audiovisual brasileira com sede no Recife, idealizada pelo cineasta Gabriel Mascaro e pela produtora Paula Cosenza, que é paulista.
Para Paula e Gabriel, o atual momento promissor para o audiovisual local oferece a oportunidade perfeita para seguirem com novos projetos.
Paula afirmou em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco: “O olhar do mundo está voltado para nós, pois estamos fazendo algo diferente.”
Produção
A Trema será responsável por produzir os filmes de Gabriel Mascaro, que já planeja uma nova obra após o sucesso de “O Último Azul”, vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim em 2025.
Embora detalhes da nova trama ainda não tenham sido divulgados, o diretor revelou estar se inspirando na literatura brasileira para guiar este projeto.
Paula Cosenza traz sua ampla experiência em produção e distribuição audiovisual, tendo trabalhado em filmes premiados como “Casa de Antiguidades” e “Ausência”, além de colaborações com plataformas como Netflix, Disney e Warner/HBO.
Intercâmbio e internacionalização
Os fundadores da Trema também desejam fomentar o protagonismo de novos talentos e desenvolver coproduções internacionais de filmes e séries.
Paula destacou: “Queremos ouvir e possibilitar que diversas vozes contem suas histórias.” Gabriel acrescentou: “Nosso objetivo é internacionalizar esses talentos.”
Gabriel Mascaro é um exemplo desse movimento, tendo levado o cinema pernambucano a importantes festivais mundiais com obras anteriores como “Boi Neon” (2015) e “Divino Amor” (2019).
A produtora, localizada no bairro da Várzea, em Recife, também investe em promover profissionais técnicos locais para integrarem produções globais, com foco em som, direção de arte, roteiro, montagem e fotografia. Gabriel enfatizou: “Contaremos nossas histórias ou participaremos dos projetos.”
O nome Trema, que remete ao sinal gráfico extinto pela reforma ortográfica e usado para indicar a independência fonética de uma vogal, simboliza a proposta da produtora: olhar para o audiovisual de forma única e inovadora, conforme explica Paula.
Lançamento próximo
Dentre os projetos anunciados pelos sócios está “100 Dias”, longa-metragem de Carlos Saldanha inspirado no livro “Cem Dias entre o Céu e o Mar”, de Amyr Klink. A obra é uma coprodução da Trema e narra a jornada histórica do navegador brasileiro que completou a primeira travessia do Atlântico Sul a remo.
O filme estreia em 29 de outubro e está entre os seis concorrentes pré-selecionados para representar o Brasil na corrida pelo Oscar 2027.
Cultura
Leilão dos pertences de Brigitte Bardot arrecada mais de 5 milhões de reais na França
Um leilão com 285 itens pessoais de Brigitte Bardot arrecadou 953.531 euros (aproximadamente R$ 5,5 milhões) em Paris nesta segunda-feira. O valor final superou em quase 20 vezes a estimativa inicial de cerca de 50 mil euros, conforme informou a casa de leilões Millon. Cerca de três mil pessoas, da França e do exterior, registraram-se para participar da venda.
Entre os objetos estavam chapéus de palha, óculos, camisolas e outros artigos que pertenciam às duas residências da atriz em Saint-Tropez, no sudeste francês, e ao seu apartamento em Paris. Os recursos arrecadados serão destinados à Fundação Brigitte Bardot e a Nicolas-Jacques Charrier, seu único filho.
O leiloeiro Alexandre Millon comentou: «Brigitte Bardot foi, mais uma vez, uma incrível alquimista: transformou uma estimativa de 50.000 euros em quase um milhão, incluindo despesas.»
As coleiras para os cães da atriz tiveram valor muito acima do esperado. Avaliadas inicialmente em 30 euros, foram arrematadas por uma compradora russa por 9,4 mil euros.
Também foi vendido um autorretrato da atriz por quase 40 mil euros. Um conjunto com três bichos de pelúcia, representando filhotes de foca — símbolo da relação de Brigitte Bardot com a causa animal — alcançou cerca de 2,2 mil euros.
«Esta venda é uma continuação natural daquela que ela organizou em 1987 com seus objetos mais valiosos para fundar sua instituição. A luta dela persiste por meio desses leilões», disse Ghyslaine Calmels, diretora geral da Fundação Bardot, ao término do evento.
O último marido da atriz, Bernard d’Ormale, criticou o leilão dois dias antes da realização, considerando-o «escandaloso».
Ele declarou: «São artigos pessoais, por que realizar essa venda? Para os animais? Parece uma piada… É uma falta de respeito à memória de Brigitte».
Apesar disso, a fundação desmentiu suas afirmações e informou que a venda foi autorizada em junho, inclusive com a aprovação de d’Ormale, que na época presidia o conselho administrativo da instituição.
Cultura
Escritora Maria Carolina Morais apresenta coleção de contos Boi Morto
Uma celebração de aniversário. Tempestade e alagamentos. Veículos, detritos e árvores levadas pelas águas. No meio desse cenário, um boi que parece morto, mas com os olhos abertos, como se ainda estivesse vivo.
Esta é a premissa do livro Boi Morto (Cepe), escrito pela escritora Maria Carolina Morais. Esta é a segunda obra da autora e a primeira lançada pela editora pernambucana. O livro contém seis contos que descrevem situações comuns, porém de maneira invulgar.
O cenário de destruição e o boi entre os objetos arrastados pela enxurrada criam uma tensão entre a experiência pessoal e a paisagem em decadência, que permeia toda a atmosfera da obra, que será lançada neste sábado (26), às 14h, na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), localizada no Derby.
Contos independentes e interligados
Organizado por vozes femininas, o livro apresenta histórias autônomas mas com conexões sutis entre personagens que reaparecem e se deslocam ao longo dos textos.
“Essas narrativas de Maria Carolina Morais, construídas com independência e delicada coesão, revelam uma voz sólida em um livro profundo e surpreendente”, destaca o editor da Cepe, Diogo Guedes.
Segundo ele, a autora desenvolve uma prosa com moderação, que destaca as facetas trágicas e cômicas do cotidiano.
Experiência pessoal da autora
Maria Carolina enfatiza que as mulheres centrais das histórias refletem suas próprias experiências.
A escritora comenta que essas personagens são pessoas que ela encontrou e que, de alguma forma, ressoam dentro dela. O protagonismo feminino não foi um plano prévio, mas sim algo que surgiu naturalmente durante o processo criativo.
“Acredito ser uma expressão corporal de uma vivência que consegui externalizar”, explica.
Sobre o livro
Com 184 páginas, os primeiros textos de Boi Morto começaram a ser escritos em 2020, durante a pandemia da Covid-19.
Em 2023, os últimos contos foram finalizados.
Os contos se passam também no Recife, mencionando locais reais como a Rua Padre Lemos, em Casa Amarela, e a Praça Fleming, na Jaqueira.
Em meio a enchentes, relações familiares, violência e recordações, o livro retrata uma cidade íntima e estranha, onde os personagens buscam soluções para suas vidas.
Sobre a autora
Maria Carolina Morais é escritora, tradutora, pesquisadora e professora. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e possui pós-graduação pela PUC-SP.
Além disso, é mestre e doutoranda em Teoria da Literatura pela UFPE.
Informações do lançamento
O lançamento do livro acontecerá no sábado (26), às 14h, na Fundaj (Derby), localizada na Rua Henrique Dias, 609.
O exemplar estará à venda por R$ 70 no evento.
Cultura
Como nasce um perfume? Perfumista Veronica Kato explica o processo criativo
Anualmente, no dia 21 de setembro, comemoramos o Dia do Perfumista. Este profissional, também chamado de “nez” (que significa nariz em francês), possui uma habilidade única para identificar diferentes notas aromáticas. Ele é o responsável por criar as fragrâncias diversas que tornam uma marca ou pessoa reconhecível pelo cheiro.
Quantas vezes você já associou uma lembrança a um aroma particular? O perfume é mais que um simples produto; é uma marca sensorial.
Conversamos exclusivamente com Veronica Kato, a perfumista chefe da Natura há 20 anos, que é a mente por trás das fragrâncias da empresa durante essas duas décadas. Aqui estão algumas curiosidades sobre sua profissão e sobre a criação dos cerca de 40 aromas lançados por ano pela grande empresa de perfumaria brasileira.
Kato é formada em farmácia bioquímica e destaca que a criação de um perfume pode partir tanto das qualidades das matérias-primas quanto da intenção de despertar sensações específicas.
Ela também ressalta que a Natura foi a primeira empresa brasileira a usar a ‘oud’, uma madeira rara árabe, que está muito em alta na perfumaria mundial desde cerca de 2017.
Início do processo de criação
“A inspiração geralmente vem de um conceito ou tema que queremos transmitir na nova fragrância. Às vezes, esse impulso nasce de um ingrediente. Por exemplo, recentemente combinamos ingredientes da Amazônia com os do Nordeste, misturando baunilha amazônica, brasileira e de Madagascar.”
Tendências na perfumaria
“Observamos a tendência gourmet, onde a baunilha é protagonista, misturando notas doces com salgadas, além do uso crescente de diferentes castanhas, como pistache e castanhas brasileiras.
Também há o retorno das flores, mas de maneira mais abstrata e criativa. Criamos perfumes que misturam, por exemplo, gardênia brasileira, jasmim da Índia, peônia dos EUA, flor do mel do México e paramela da Patagônia, uma combinação bastante inusitada.”
Criando fragrâncias para despertar emoções
“Sim, criamos fragrâncias pensando em provocar emoções específicas. Este ano, lançamos três perfumes da marca Humor chamados Amor Mood Booster, que querem estimular sentimentos como ânimo, confiança e boas energias. Usamos ingredientes cítricos como mexerica, bergamota, grapefruit, limão, além de rosa e notas amadeiradas.”
Testes das essências
“Fazemos testes às cegas em São Paulo e Pernambuco, utilizando um aparelho que capta a sensação imediata do usuário assim que ele sente o perfume, sem que ele tenha tempo de pensar muito. A primeira impressão é sempre a mais verdadeira.”
Dica da perfumista
Evite esfregar os pulsos ao aplicar o perfume, pois isso pode quebrar as moléculas da fragrância e alterar sua alquimia cuidadosamente planejada.
O que é preciso para ser perfumista
“O perfumista é treinado para memorizar milhares de aromas e acordes olfativos. Mesmo quando o olfato não está perfeito, ele consegue trabalhar por causa da experiência. No aprendizado, o perfumista estuda os clássicos e investiga as sensações que cada ingrediente pode transmitir, como notas florais, amadeiradas e frutadas.”
A evolução do perfume no corpo
“O perfume muda ao longo do dia no contato com a pele, pois suas notas aparecem em três fases: saída, corpo e fundo. É um processo de alquimia olfativa que evolui com o tempo.”
-
Cidades2 meses atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Cultura1 mês atrásLista dos Vencedores do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026
-
Cultura9 meses atrásFestival PreAmp apresenta seis artistas escolhidos para a Mostra Musical 2026
-
Economia8 meses atrás36 Empresas Ligadas ao Setor Imobiliário Estão Sob Investigação por Empréstimos Suspeitos no Banco Master
-
Brasil8 meses atrásHinge busca crescer no Brasil focando em relacionamentos sérios
-
Cultura2 meses atrásVírus Carinhoso Lança Novo Álbum Inspirado na Memória e Ancestralidade
-
Economia8 meses atrásPetrobras corta preço da gasolina e pode aliviar inflação no curto prazo
-
Destaque2 meses atrásPolícia apreende mais de 50 kg de drogas em casa usada pelo tráfico em Petrolina
