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Presidente da Abrapel fala no podcast Direto de Brasília nesta terça

A entrevistada do podcast Direto de Brasília desta terça-feira (22) é a presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), Mara Telles. Cientista política e docente da UFMG, Mara abordará a influência das pesquisas eleitorais, a fase final das campanhas, o cenário nacional e o impacto da crise no judiciário sobre as eleições presidenciais.

Helcimara de Souza Telles, conhecida como Mara Telles, é cientista política, professora universitária e pesquisadora especializada em comportamento eleitoral. Graduada em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), possui doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado realizado na Universidad Complutense de Madrid, na Espanha.

Durante sua trajetória acadêmica, ela focou seus estudos em opinião pública, eleições, comunicação e comportamento político. Mara conquistou reconhecimento nacional ao participar do Big Brother Brasil 18, em 2018, sendo a primeira eliminada após o primeiro paredão.

Essa participação ampliou sua visibilidade pública, sem prejudicar sua carreira acadêmica, à qual retornou posteriormente como professora da UFMG. Atualmente, preside a Associação Brasileira de Pesquisadores Eleitorais (ABRAPEL), organização que reúne especialistas dedicados ao estudo das eleições e opinião pública no Brasil.

Em colaboração com a Folha de Pernambuco, o podcast Direto de Brasília será transmitido hoje, das 18h às 19h, pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do blog, além de mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.

A programação inclui retransmissão pela Rede Nordeste de Rádio, Rede Mais Rádios na Paraíba, Rede ANC no Ceará, revista Mais Nordeste em Fortaleza e TV LW em Arcoverde.

Têm apoio institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.

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Economia

Arrecadação de imposto de renda sobre dividendos atinge 4 bilhões até agosto e Receita revisa projeção para 10,5 bilhões

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A receita do Imposto de Renda originada de dividendos totalizou R$ 4,029 bilhões em 2026 até o mês de agosto, conforme dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira. Diante deste resultado aquém do esperado, o órgão responsável ajustou para baixo sua previsão de arrecadação para o ano, reduzindo o valor de R$ 17,2 bilhões para R$ 10,5 bilhões. Essa nova estimativa representa pouco mais de um terço da previsão inicial, que era de R$ 29 bilhões.

O imposto de 10% retido na fonte (IRRF) incide sobre rendimentos provenientes de lucros e dividendos que excedem R$ 50 mil mensais para residentes no Brasil e no exterior. Esse tributo foi implementado para compensar a renúncia fiscal decorrente da elevação da faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas com ganhos até R$ 5 mil, cujo impacto é estimado em R$ 28 bilhões em 2026. Essas alterações entraram em vigor no início deste ano.

Claudemir Malaquias, líder do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, comentou: “Estamos revisando para baixo as estimativas apresentadas no começo do ano para a arrecadação de dividendos. A previsão atualizada para a receita proveniente deste tributo agora é de R$ 10,5 bilhões, partindo dos R$ 29 bilhões inicialmente projetados.”

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Economia

Queda nos preços de batata, alface e cebola, tomate sobe 18,13%

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Os valores das principais hortaliças vendidas nos centros de distribuição mostraram, em agosto, uma tendência geral de redução, especialmente para alface e cebola, conforme o 9º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta terça-feira, 22. Exceto pelo tomate, que teve aumento de 18,13%. Entre as frutas, a maioria teve queda, com destaque para o mamão, que baixou 10,9% na média ponderada.

A pesquisa da Conab engloba as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) e as cinco hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) com maior participação nas vendas nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil, que contribuem para o cálculo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo o levantamento, os preços da batata caíram em todas as Ceasas monitoradas em agosto. Na média ponderada, o tubérculo ficou 11,6% mais barato no atacado, custando em torno de R$ 2,63 por quilo. Essa redução após meses de alta reflete o aumento da oferta, ainda que menor que em julho.

Entre as hortaliças, cebola e alface também registraram diminuições em grande parte das capitais pesquisadas, com quedas de 13,8% e 14,8%, respectivamente.

Depois de alta desde março, a cebola teve preços mais baixos em nove das dez Ceasas avaliadas. A oferta permaneceu estável em relação a julho, com aumento do volume das regiões produtoras principais, como Minas Gerais e São Paulo, que juntas representam metade do volume negociado nas centrais.

Para a alface, apesar da oferta ter reduzido 4,3% em comparação a julho, a produção da safra de inverno foi suficiente para atender à demanda. Além disso, as chuvas em algumas áreas produtoras não impactaram significativamente a produção e colheita.

Os preços da cenoura ficaram praticamente estáveis, com leve alta de 0,88% após queda em julho.

O tomate foi a única hortaliça que apresentou valorização na maioria dos centros atacadistas, com aumento de 18,13% na média ponderada. Isso ocorreu após o pico da safra de inverno em julho, quando a oferta e os volumes vendidos diminuíram devido a condições climáticas influenciando a maturação, segundo a Conab.

Frutas

A venda de frutas nas Ceasas cresceu 4,5% em agosto. O mamão caiu de preço em 70% dos locais monitorados, com média ponderada 10,9% menor. A oferta aumentou das variedades formosa e papaia, refletindo o maior envio das regiões produtoras do sul da Bahia e norte do Espírito Santo, conforme informou a Conab.

A melancia registrou queda de 3,24% na média ponderada, apesar da maior demanda pelo calor, devido ao aumento da oferta, principalmente nas regiões de Goiás e Tocantins, que lideram a produção até outubro. Apesar do aumento dos custos, a alta produtividade tem garantido bons lucros aos produtores.

A laranja teve redução de 0,95% na média dos preços, com aumento de 1,68% na oferta das centrais atacadistas na região citrícola, o que elevou a disponibilidade para o atacado e varejo.

Depois de um período de queda, a maçã valorizou 2,72% na média ponderada. A Conab destacou que isso se deve ao consumo gradual dos estoques em câmaras frias e maior comercialização. A safra 2025/26 teve produtividade superior, aumentando a oferta das variedades Fuji e Gala, principalmente das regiões de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Embora tenha apresentado queda em seis das dez Ceasas, a banana teve a maior valorização entre as frutas, fechando agosto com alta de 4,32%. Variações na oferta e demanda durante o mês e a qualidade das frutas influenciaram os preços.

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Economia

Arrecadação federal passa de R$ 2 trilhões em oito meses

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O governo federal registrou uma arrecadação de R$ 2,019 trilhões entre janeiro e agosto de 2026, conforme informações divulgadas nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. Considerando a inflação medida pelo IPCA para o período, o valor representa um aumento real de 7,12% em comparação aos mesmos oito meses de 2025.

Em agosto, a arrecadação federal chegou a R$ 235,5 bilhões, representando uma elevação de 8,25% acima da inflação em relação ao mesmo mês do ano anterior. Desse montante, R$ 227,8 bilhões foram administrados pela Receita Federal, sem incluir fatores extraordinários e mudanças na legislação.

Segundo a análise do órgão, o crescimento se deve ao aumento da arrecadação das contribuições para a Previdência Social, Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), reflexo do aumento nas vendas.

Também contribuíram para os resultados positivos o crescimento nas arrecadações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além do bom desempenho da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Outro destaque em agosto foi o Imposto de Exportação sobre óleo bruto, que arrecadou R$ 1,9 bilhão no mês, totalizando R$ 9,9 bilhões de janeiro a agosto de 2026.

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