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Emma Bonino, símbolo do feminismo na Itália, morre aos 78 anos

Emma Bonino, uma ativista histórica da Itália e uma das lideranças políticas mais conhecidas e admiradas do país, faleceu aos 78 anos, informou seu partido nesta sexta-feira (11).

Ela foi pioneira nas batalhas pelo direito ao divórcio e ao aborto, participou do Partido Radical italiano e ganhou respeito em amplos setores políticos.

“Perdemos hoje não apenas nossa líder, mas também uma das personalidades mais inteligentes, destemidas e independentes da história política da nossa nação”, declarou o partido Mais Europa, fundado por ela.

Emma Bonino atuou como comissária europeia e ministra das Relações Exteriores da Itália, sendo especialmente reconhecida por sua militância feminista e dedicação às causas humanitárias.

A primeira-ministra da Itália, a conservadora Giorgia Meloni, prestou seus cumprimentos e ressaltou que, embora tenham trajetórias e opiniões diferentes, sempre reconheceu o valor e a contribuição de Emma Bonino para a vida pública do país.

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Acordo entre Rússia e Ucrânia será alcançado rapidamente, diz Trump na ONU

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (22) que um entendimento entre Rússia e Ucrânia para encerrar o conflito acontecerá de forma rápida, antes do previsto.

“Estamos em contato direto com os líderes da Rússia e da Ucrânia e vamos conseguir um acordo. Creio que isso ocorrerá mais depressa do que se imagina. Eles estão cansados dessa situação”, declarou Trump.

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Brasil não é território de nenhum país, diz Lula na ONU

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou a defesa da soberania nacional, destacando especificamente a situação da América Latina e do Brasil, onde, segundo ele, existem tentativas de interferência estrangeira em assuntos políticos internos.

Lula ressaltou que a região latino-americana convive com pressões devido à proximidade com grandes potências militares, mencionando que a presença da maior potência militar mundial provoca desafios para a autonomia dos países.

Durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, afirmou: “Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inevitável, especialmente diante do aumento de tentativas hegemônicas. O Brasil não é território de nenhum outro país”.

O presidente observou, ainda, um crescente envolvimento externo em processos eleitorais, a divisão do mundo em áreas de influência, bem como ações neocoloniais visando recursos estratégicos, classificando essas atitudes como ultrapassadas. Ele citou situações recentes ocorridas na Venezuela, Nicarágua, Haiti e Cuba.

Lula destacou o progresso da região na consolidação da democracia após períodos ditatoriais e defendeu maior integração regional e respeito à autodeterminação dos povos. Ele enfatizou a necessidade de parcerias baseadas em agendas positivas que promovam o desenvolvimento, ressaltando que diferenças ideológicas não devem impedir a aproximação entre países vizinhos.

Alertou para a ameaça ao regime democrático, afirmando que práticas incompatíveis com a ordem internacional atual estão ressurgindo, como a interferência em eleições, a divisão de países em zonas de influência, e ações neocoloniais. Destacou que cada nação deve decidir seu próprio rumo, referindo-se especialmente à situação na Venezuela e Nicarágua, além da crise humanitária no Haiti e do embargo econômico a Cuba.

Além disso, Lula mencionou o impacto das redes de desinformação durante as campanhas eleitorais e garantiu que o Brasil estará vigilante contra tentativas de interferência, confiando nas instituições e no sistema eleitoral para proteger a vontade popular.

Enfatizou ainda os riscos das fake news, principalmente em temas científicos como saúde e meio ambiente, destacando a resistência das forças obscurantistas às evidências científicas e a importância de combater o negacionismo para preservar vidas e a credibilidade da ciência.

Por fim, ao tratar da segurança pública, Lula rejeitou a participação de forças estrangeiras no combate ao crime organizado no país, defendendo, contudo, a cooperação internacional em áreas específicas como o combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Ele ressaltou que a responsabilidade pela defesa das fronteiras é do Brasil e que o enfrentamento ao crime deve ser baseado na colaboração entre governos, sem intervenções militares externas.

Lula informou ainda que o Brasil propôs aos Estados Unidos uma parceria para combater a lavagem de dinheiro de criminosos brasileiros no exterior, destacando o fortalecimento das ações coordenadas entre estados para combater organizações criminosas no país.

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Chefe da ONU pede que EUA e China unam forças contra desafios da IA

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António Guterres, chefe da ONU, solicitou nesta terça-feira (22) que os Estados Unidos e a China trabalhem juntos para superar as dificuldades trazidas pela inteligência artificial (IA).

Ele destacou que os países com maior capacidade em IA têm uma responsabilidade significativa perante a humanidade, enfatizando a importância de criar canais de diálogo, garantir transparência, fortalecer a confiança e promover a cooperação entre as nações.

Guterres comparou a atual situação à Guerra Fria, na qual os países rivais reconheceram a necessidade de administrar riscos comuns que afetavam a existência humana.

Washington e Pequim estão conversando para estabelecer um canal direto de comunicação sobre o progresso da inteligência artificial, antes do encontro marcado para quinta-feira entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

Essas discussões acontecem em um cenário de crescente preocupação em ambas as potências sobre o controle dos sistemas de IA, que podem se tornar incontroláveis.

A inteligência artificial é um dos principais temas da atual Assembleia Geral da ONU, sendo debatida com grande atenção pelos líderes mundiais.

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