Notícias
Senado dos EUA aprova ex-advogado de Trump como chefe da Justiça
O Senado dos Estados Unidos aprovou, neste sábado (8), Todd Blanche, antigo advogado pessoal do presidente Donald Trump, para assumir o cargo de procurador-geral do país. A confirmação ocorreu após os senadores republicanos desconsiderarem as preocupações levantadas pelos democratas acerca da possível influência política no Departamento de Justiça.
Blanche, que já atuava como procurador-geral interino, responsável principal pela aplicação das leis nos EUA, teve uma trajetória como advogado particular de Trump, defendendo-o em vários processos criminais antes de ingressar no governo.
O Senado, com uma estreita maioria republicana, aprovou a nomeação por 50 votos favoráveis contra 49 contrários.
Brasil
Campanha vacinal aumenta proteção contra sarampo em São Paulo
A dose zero da vacina, destinada a crianças menores de um ano, já foi administrada a 32.501 crianças desde 29 de junho. Esse grupo é o mais afetado no estado, com 16 dos 23 casos confirmados.
A intensificação da campanha de vacinação contra o sarampo tem apresentado resultados positivos. Desde a segunda-feira, 3 de julho, foram aplicadas 281.714 doses da vacina somente na cidade de São Paulo, onde foram registrados 20 dos 23 casos da doença neste ano, todos em crianças sem o ciclo completo de vacinação ou em adultos que não foram vacinados.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da capital, responsável pelo acompanhamento da campanha, iniciou a intensificação da vacinação alguns dias antes, em 27 de junho, mas entre essa data e 2 de agosto foram aplicadas cerca de 24 mil doses. Com o início da campanha, a divulgação na mídia e em locais públicos, além da inclusão de pessoas já imunizadas no grupo elegível, houve um aumento significativo na procura pela vacina.
A dose zero, voltada para crianças de 6 a 11 meses, está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Essa dose adianta a imunização, que tradicionalmente começa aos 12 meses, sem substituir as demais doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Desde 29 de junho, 32.501 doses foram aplicadas nesse grupo.
Na capital paulista, as vacinas estão disponíveis nas UBSs de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.
Brasil
Comece a controlar o colesterol desde criança, alerta cardiologista
Em comemoração ao Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado no sábado (8), Renato Jorge Alves, vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), destaca que investir na prevenção é essencial para evitar problemas no coração.
Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista ressaltou um estudo de setembro de 2025 que recomenda a medição do colesterol já aos 10 anos de idade. “Minha recomendação é que todos façam exame preventivo de colesterol junto com o de glicose”, aconselha.
Além disso, é importante cultivar hábitos saudáveis para não acrescentar outros fatores de risco ao colesterol alto, pois isso eleva as chances de infarto. Caso o exame mostre colesterol elevado, a pessoa deve buscar acompanhamento médico e seguir o tratamento indicado.
“Evite médicos que orientam pela internet a não usar medicamentos para colesterol, isso é um engano”, alerta. Segundo ele, interromper o tratamento aumenta os riscos. “Assim como no diabetes e hipertensão, o colesterol sobe novamente ao parar a medicação.”
Dieta equilibrada
A Sociedade Brasileira de Cardiologia ainda informa que o colesterol alto está ligado a hábitos que comprometem não só o coração, mas o metabolismo todo.
Renato Jorge Alves afirma que a dieta carnívora — que consiste em consumir apenas carne e eliminar plantas da alimentação — não é recomendada para baixar o colesterol. “Isso é algo sem fundamento”, afirma.
Uma alimentação saudável deve ser balanceada, com proteínas, carboidratos e gorduras em proporções certas. Dietas ricas só em carne tendem a conter muita gordura saturada, responsável por aumentar o colesterol LDL, o conhecido colesterol ruim.
Quem já tem colesterol alto deve limitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois ela aumenta ainda mais o LDL. Esse tipo de dieta eleva o ácido úrico e pode formar placas de gordura nas artérias, causando maior risco para o coração.
“Não é um modelo alimentar recomendado”, conclui.
Estilo de vida saudável
Para controlar o colesterol, o principal é investir em uma dieta equilibrada e exercícios físicos.
Renato Jorge Alves aconselha evitar excesso de gordura saturada, presente em carnes vermelhas, chocolates, frios e embutidos, e também gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados como salgadinhos e biscoitos recheados.
“A pior gordura é a trans”, explica.
Ele destaca que mudanças na alimentação podem reduzir o colesterol em cerca de 5% a 10%, já que 70% do colesterol é produzido pelo organismo.
Caso os níveis passem de 300 mg/dL, geralmente o motivo é genético, necessitando, além do estilo de vida saudável, de tratamento com remédios.
Praticar atividades físicas é fundamental, sendo recomendados entre 150 a 300 minutos semanais.
Renato Jorge Alves ainda enfatiza que um sono de qualidade afeta o metabolismo, pois dormir mal pode aumentar colesterol e triglicérides, uma gordura relacionada à inflamação das artérias.
“A aterosclerose não ocorre só pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação”, explica.
O estresse também contribui para a elevação da pressão arterial e dificulta o controle do colesterol.
Medicamentos e estatinas
Nos casos de colesterol alto por genética, o tratamento inclui o uso de estatinas, medicamentos que devem ser prescritos por um médico.
“O paciente não deve interromper o tratamento”, reforça Renato Jorge Alves.
Se as estatinas sozinhas não forem suficientes para alcançar o nível de colesterol desejado, outros remédios podem ser adicionados conforme o risco cardiovascular.
Hoje, existem versões genéricas das estatinas, o que facilita o acesso.
Renato Jorge Alves lamenta a desinformação nas redes sociais sobre esses medicamentos. “Vejo muitos, até médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso é errado e, muitas vezes, é marketing pessoal.”
Ele destaca que os benefícios das estatinas são comprovados por evidências científicas há mais de 30 anos.
“O primeiro grande estudo foi em 1994. Desde então, há provas sólidas de que reduzem infartos, acidentes vasculares cerebrais e mortes por doenças do coração.”
Ele se preocupa porque o colesterol alto continua sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.
Hipercolesterolemia familiar
Renato Jorge Alves alerta sobre a hipercolesterolemia familiar, uma doença genética que eleva muito o colesterol desde a infância.
Há casos em que crianças já têm infarto aos 10 anos por causa dessa condição.
“Para esses pacientes, o colesterol sobe tanto que pode bloquear as artérias coronárias ainda na infância.”
Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento começarem, maiores as chances de vida prolongada.
Obesidade e outros fatores
O cardiologista explica que a obesidade está ligada à síndrome metabólica, que geralmente ocorre com diabetes, pressão alta e acúmulo de gordura na barriga.
Essa gordura pode causar problemas em órgãos como fígado, rins e pâncreas.
No caso da hipercolesterolemia familiar, a obesidade normalmente aparece depois, associada ao estilo de vida.
Principais riscos para a saúde
Segundo a Organização Mundial da Saúde, infarto e AVC ainda são as principais causas de morte no Brasil e no mundo.
Renato Jorge Alves destaca que colesterol alto, diabetes, tabagismo e hipertensão são os principais fatores que causam essas doenças.
A obesidade vem crescendo em importância como fator de risco. “Eu diria que já é o quinto fator de risco”, afirma.
Ele explica que a obesidade provoca uma inflamação constante que pode deixar as placas de gordura nas artérias instáveis, aumentando o risco de infarto.
Além da obesidade, outras doenças inflamatórias crônicas como lúpus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doença inflamatória intestinal também podem aumentar o risco, embora menos frequentemente.
Notícias
Diagnóstico rápido da AME muda vidas, diz paciente
O Dia Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (AME), celebrado no sábado, 8, destaca a importância de identificar a doença logo no começo e iniciar o tratamento rápido. A AME é uma condição genética que causa a degeneração dos neurônios que controlam os movimentos do corpo.
“O diagnóstico é um momento crucial. Ele orienta o que deve ou não ser feito para melhorar a vida do paciente”, afirma Sérgio Fernando Nardini, escritor, palestrante e fundador do projeto “Pai de Rodinhas”. Ele convive com a AME desde criança, mas só foi diagnosticado corretamente após os 40 anos.
O neurologista Paulo Sgobbi, diretor médico da PSEG Centro de Pesquisa Clínica, ressalta que o tempo é essencial para preservar a função motora. “Cada segundo é valioso na atrofia muscular espinhal. Neurônios morrem e, mesmo com tratamentos disponíveis, não é possível recuperar neurônios já perdidos, apenas proteger os que ainda existem.”
A AME pode surgir logo nos primeiros meses de vida ou aparecer depois, na infância, adolescência ou idade adulta. Nos bebês, sinais como dificuldade para sustentar a cabeça, mamar, respirar e alcançar os marcos do crescimento são comuns.
Em crianças maiores e adultos, a fraqueza muscular pode aparecer devagar, dificultando atividades como correr, subir escadas ou caminhar.
Hoje, há tratamentos que ajudam a retardar a evolução da doença e proteger a função motora. Por isso, especialistas defendem que o diagnóstico seja feito o quanto antes, inclusive ampliando a triagem neonatal com a inclusão da AME no teste do pezinho do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sérgio Nardini destaca que a vida das pessoas com AME melhorou nos últimos anos, graças ao maior acesso à informação, redes de apoio e novas terapias. “Vivemos um novo tempo com apoio, mesmo que virtual, novos medicamentos e pesquisas. E, mais importante, visibilidade: as pessoas com AME agora são vistas e ouvidas.”
Apesar dos avanços, Nardini lembra que ainda há preconceito e desinformação. Para as famílias que recebem o diagnóstico, ele sugere mudar o foco da pergunta. “Em vez de perguntar por que meu filho tem AME, devemos pensar em como melhorar a qualidade de vida dele, como fazê-lo feliz do jeito que é e como ajudar.”
Estima-se que a Atrofia Muscular Espinhal afete uma em cada 8 mil pessoas. Embora rara, a doença hoje conta com melhores chances graças aos avanços no diagnóstico e tratamento. O desafio é garantir que todos tenham acesso a essas oportunidades.
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