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Campanha vacinal aumenta proteção contra sarampo em São Paulo

A dose zero da vacina, destinada a crianças menores de um ano, já foi administrada a 32.501 crianças desde 29 de junho. Esse grupo é o mais afetado no estado, com 16 dos 23 casos confirmados.

A intensificação da campanha de vacinação contra o sarampo tem apresentado resultados positivos. Desde a segunda-feira, 3 de julho, foram aplicadas 281.714 doses da vacina somente na cidade de São Paulo, onde foram registrados 20 dos 23 casos da doença neste ano, todos em crianças sem o ciclo completo de vacinação ou em adultos que não foram vacinados.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da capital, responsável pelo acompanhamento da campanha, iniciou a intensificação da vacinação alguns dias antes, em 27 de junho, mas entre essa data e 2 de agosto foram aplicadas cerca de 24 mil doses. Com o início da campanha, a divulgação na mídia e em locais públicos, além da inclusão de pessoas já imunizadas no grupo elegível, houve um aumento significativo na procura pela vacina.

A dose zero, voltada para crianças de 6 a 11 meses, está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Essa dose adianta a imunização, que tradicionalmente começa aos 12 meses, sem substituir as demais doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Desde 29 de junho, 32.501 doses foram aplicadas nesse grupo.

Na capital paulista, as vacinas estão disponíveis nas UBSs de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.

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Brasil

Comece a controlar o colesterol desde criança, alerta cardiologista

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Em comemoração ao Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado no sábado (8), Renato Jorge Alves, vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), destaca que investir na prevenção é essencial para evitar problemas no coração.

Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista ressaltou um estudo de setembro de 2025 que recomenda a medição do colesterol já aos 10 anos de idade. “Minha recomendação é que todos façam exame preventivo de colesterol junto com o de glicose”, aconselha.

Além disso, é importante cultivar hábitos saudáveis para não acrescentar outros fatores de risco ao colesterol alto, pois isso eleva as chances de infarto. Caso o exame mostre colesterol elevado, a pessoa deve buscar acompanhamento médico e seguir o tratamento indicado.

“Evite médicos que orientam pela internet a não usar medicamentos para colesterol, isso é um engano”, alerta. Segundo ele, interromper o tratamento aumenta os riscos. “Assim como no diabetes e hipertensão, o colesterol sobe novamente ao parar a medicação.”

Dieta equilibrada

A Sociedade Brasileira de Cardiologia ainda informa que o colesterol alto está ligado a hábitos que comprometem não só o coração, mas o metabolismo todo.

Renato Jorge Alves afirma que a dieta carnívora — que consiste em consumir apenas carne e eliminar plantas da alimentação — não é recomendada para baixar o colesterol. “Isso é algo sem fundamento”, afirma.

Uma alimentação saudável deve ser balanceada, com proteínas, carboidratos e gorduras em proporções certas. Dietas ricas só em carne tendem a conter muita gordura saturada, responsável por aumentar o colesterol LDL, o conhecido colesterol ruim.

Quem já tem colesterol alto deve limitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois ela aumenta ainda mais o LDL. Esse tipo de dieta eleva o ácido úrico e pode formar placas de gordura nas artérias, causando maior risco para o coração.

“Não é um modelo alimentar recomendado”, conclui.

Estilo de vida saudável

Para controlar o colesterol, o principal é investir em uma dieta equilibrada e exercícios físicos.

Renato Jorge Alves aconselha evitar excesso de gordura saturada, presente em carnes vermelhas, chocolates, frios e embutidos, e também gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados como salgadinhos e biscoitos recheados.

“A pior gordura é a trans”, explica.

Ele destaca que mudanças na alimentação podem reduzir o colesterol em cerca de 5% a 10%, já que 70% do colesterol é produzido pelo organismo.

Caso os níveis passem de 300 mg/dL, geralmente o motivo é genético, necessitando, além do estilo de vida saudável, de tratamento com remédios.

Praticar atividades físicas é fundamental, sendo recomendados entre 150 a 300 minutos semanais.

Renato Jorge Alves ainda enfatiza que um sono de qualidade afeta o metabolismo, pois dormir mal pode aumentar colesterol e triglicérides, uma gordura relacionada à inflamação das artérias.

“A aterosclerose não ocorre só pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação”, explica.

O estresse também contribui para a elevação da pressão arterial e dificulta o controle do colesterol.

Medicamentos e estatinas

Nos casos de colesterol alto por genética, o tratamento inclui o uso de estatinas, medicamentos que devem ser prescritos por um médico.

“O paciente não deve interromper o tratamento”, reforça Renato Jorge Alves.

Se as estatinas sozinhas não forem suficientes para alcançar o nível de colesterol desejado, outros remédios podem ser adicionados conforme o risco cardiovascular.

Hoje, existem versões genéricas das estatinas, o que facilita o acesso.

Renato Jorge Alves lamenta a desinformação nas redes sociais sobre esses medicamentos. “Vejo muitos, até médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso é errado e, muitas vezes, é marketing pessoal.”

Ele destaca que os benefícios das estatinas são comprovados por evidências científicas há mais de 30 anos.

“O primeiro grande estudo foi em 1994. Desde então, há provas sólidas de que reduzem infartos, acidentes vasculares cerebrais e mortes por doenças do coração.”

Ele se preocupa porque o colesterol alto continua sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Hipercolesterolemia familiar

Renato Jorge Alves alerta sobre a hipercolesterolemia familiar, uma doença genética que eleva muito o colesterol desde a infância.

Há casos em que crianças já têm infarto aos 10 anos por causa dessa condição.

“Para esses pacientes, o colesterol sobe tanto que pode bloquear as artérias coronárias ainda na infância.”

Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento começarem, maiores as chances de vida prolongada.

Obesidade e outros fatores

O cardiologista explica que a obesidade está ligada à síndrome metabólica, que geralmente ocorre com diabetes, pressão alta e acúmulo de gordura na barriga.

Essa gordura pode causar problemas em órgãos como fígado, rins e pâncreas.

No caso da hipercolesterolemia familiar, a obesidade normalmente aparece depois, associada ao estilo de vida.

Principais riscos para a saúde

Segundo a Organização Mundial da Saúde, infarto e AVC ainda são as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

Renato Jorge Alves destaca que colesterol alto, diabetes, tabagismo e hipertensão são os principais fatores que causam essas doenças.

A obesidade vem crescendo em importância como fator de risco. “Eu diria que já é o quinto fator de risco”, afirma.

Ele explica que a obesidade provoca uma inflamação constante que pode deixar as placas de gordura nas artérias instáveis, aumentando o risco de infarto.

Além da obesidade, outras doenças inflamatórias crônicas como lúpus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doença inflamatória intestinal também podem aumentar o risco, embora menos frequentemente.

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Protocolos simples para enfrentar desastres naturais em diferentes países

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A previsão de fortes ventos que atingiriam o estado do Rio nesta sexta-feira mobilizou órgãos estaduais e municipais. Aulas foram suspensas, trabalhadores liberados mais cedo e ponto facultativo decretado para servidores públicos.

Além disso, mensagens de alerta foram enviadas aos celulares, orientando a população a evitar situações perigosas. Especialistas ressaltam que essas ações são cada vez mais essenciais e devem ser encaradas com naturalidade, principalmente em um cenário de mudanças climáticas, onde eventos extremos tendem a se intensificar. Em diversas nações, diferentes estratégias são adotadas para lidar com essas situações. Conheça alguns exemplos.

Colômbia

No primeiro trimestre, o país registrou mais de 70 episódios de ventania. Lá, os protocolos da Unidade Nacional para Gestão do Risco de Desastres recomendam a manutenção das construções. Em momentos de crise, a população deve permanecer abrigada em edificações seguras e evitar áreas próximas a árvores.

Guatemala

O país dispõe de alertas antecipados e grande mobilização voluntária. Existem regras para evacuação em zonas próximas a vulcões, além de protocolos para enchentes e tempestades. Uma característica do país é a recomendação de um kit de emergência contendo suprimentos básicos, água e documentos para situações de isolamento.

Japão

Conhecido por enfrentar diversos desastres naturais, o Japão tornou-se referência global em prevenção de riscos. São realizados treinamentos de evacuação coordenada em escolas e comunidades, educação contínua desde a infância, alertas móveis instantâneos e orientações sobre como proceder em ambientes abertos e fechados.

Canadá

O sistema canadense enfatiza múltiplas abordagens ao risco, com planejamento preventivo, alertas públicos em tempo real e diretrizes de sobrevivência. Destacam-se o plano familiar, que ajuda parentes a manterem contato, e instruções para a preparação de kits de sobrevivência.

Peru

Com cerca de um terço da população exposto a desastres, o Peru adota variados protocolos, desde medidas econômicas até estratégias de sobrevivência, como rotas de fuga, pontos de encontro elevados, planos familiares para reunião das pessoas e instruções para montagem de kits de emergência.

Estados Unidos

Alvo frequente de tornados e nevascas, os Estados Unidos desenvolveram múltiplos sistemas de prevenção e resposta. As orientações incluem a criação de planos de comunicação familiar, preparação de kits de suprimentos para 72 horas e armazenamento digital de documentos importantes. Também são realizadas simulações comunitárias regulares para treinar a população.

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Brasil

Pai de coração: entenda o que é e como é o processo

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Pai de coração é aquele homem que, mesmo não sendo o pai biológico, assume o papel de cuidar, amar e estar presente na vida de uma criança ou adolescente. Segundo a Corregedoria Nacional de Justiça, o pai que participa da vida escolar, arca com as despesas médicas e mantém uma relação afetiva verdadeira exerce a chamada paternidade socioafetiva.

Essa forma de paternidade difere da adoção, pois não quebra os laços biológicos e permite que ambos os pais convivam. Na prática de muitas famílias, conhecida como pluriparentalidade, o pai socioafetivo muitas vezes está presente sozinho, especialmente em contextos de abandono parental.

Um exemplo é a história de Demetrius Lira e Igor Guilherme. Mesmo após descobrir que não era o pai biológico, Igor, aos 7 anos, afirmou: “Pai, nem se preocupe que pra mim nada muda. Eu amo o senhor”. A mãe, Silmara Mirelle, apoia o vínculo construído entre os dois.

O reconhecimento legal da paternidade socioafetiva pode acontecer na Justiça. Em 2024, após um processo que durou dois anos, Demetrius teve o seu vínculo formalizado como pai de Igor, permitindo ao menino ter seu nome registrado oficialmente. Esse ato representa mais que um documento, simboliza o reconhecimento do amor e da responsabilidade.

Em Pernambuco, dados recentes indicam que uma em cada sete crianças nasceu sem o nome do pai registrado, sendo que muitos pai socioafetivos buscam esse reconhecimento para garantir direitos como pensão, herança e proteção legal. A advogada Maria Júlia Monteiro destaca a importância do reconhecimento num cenário onde muitas mães acumulam várias funções sem o devido reconhecimento social e econômico.

O processo de reconhecimento da paternidade socioafetiva envolve análise cuidadosa da relação afetiva, com acompanhamento psicológico e avaliação jurídica, garantindo que a decisão seja sempre orientada pelo melhor interesse da criança, conforme explica a psicóloga Luciana Macêdo e o vice-defensor público Pedro Freire.

Além das questões legais, histórias de vida como a da engenheira civil Natália Medeiros mostram a riqueza dos vínculos afetivos que transcendem laços biológicos. Natália chama tanto seu pai biológico quanto seu pai socioafetivo de “Painho”, ressaltando que o amor e a presença são o que realmente definem a paternidade.

Como reconhecer a paternidade socioafetiva

O caminho jurídico para o reconhecimento envolve as seguintes etapas:

  1. A comprovação da convivência e do vínculo afetivo entre o pai e a criança ou adolescente;
  2. A apresentação de provas e testemunhos que validem a relação socioafetiva;
  3. A análise realizada por psicólogos e assistentes sociais para garantir que a criança está sendo amparada em seu melhor interesse;
  4. A decisão judicial que pode incluir a paternidade socioafetiva no registro civil, mesmo mantendo o vínculo biológico;
  5. Possível exclusão do pai biológico do registro, caso haja consentimento e decisão judicial.

Esse processo garante à criança todos os direitos legais equivalentes aos direitos de um filho biológico, fortalecendo sua segurança jurídica e afetiva.

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