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Brasil

Senado aprova Novo Ensino Médio e projeto volta para Câmara

Relatora mudou o texto aprovado pelos deputado para incluir a obrigatoriedade do ensino de espanhol

 

Foto: Davi Pinheiro/ Gov. Do Ceará

 

O Senado aprovou ontem, 19, o projeto de lei que regulamenta o novo Ensino Médio. A iniciativa passou por uma série de adiamentos e mudanças na proposta, com dificuldade para o Ministério da Educação (MEC) chegar a um acordo com os parlamentares. Como o texto foi alterado, o projeto volta para uma nova votação na Câmara.

O principal tema de discordância dizia respeito a carga horária da formação geral básica. A aprovação pelo plenário aconteceu no mesmo dia em que a Comissão de Educação do Senado chancelou a iniciativa.

Na Câmara, o ministro da Educação, Camilo Santana, chegou a um acordo com o relator do texto, deputado Mendonça Filho (União-PE), mas só depois de passar por vários embates com o parlamentar.

A relatora do projeto no Senado, Dorinha Seabra (União-TO), inicialmente definiu que a formação geral básica — a parte do currículo com as disciplinas obrigatórias a todos — seria de 2,2 mil horas, o que desagradou o governo, que desejava uma carga horária maior.

Após negociações com o Poder Executivo, a senadora aumentou a carga horária das disciplinas tradicionais para 2,4 mil — igualando ao patamar que foi aprovado na Câmara— e criou uma regra de transição para o ensino técnico, que atualmente possui 1,8 mil horas.

“Com certeza, o texto volta para a Câmara, porque tem alterações. Eu tenho conversado com o relator, o deputado Mendonça Filho, para que nós, juntos, possamos aprovar esse texto rapidamente, porque o tempo conta contra. Nós precisamos ter urgência e organização, porque os sistemas precisam se organizar para o início de 2025”, disse Dorinha na sessão que aprovou o texto.

Apesar de recuar na carga horária, a relatora manteve mudanças como a obrigatoriedade do ensino da língua espanhola no currículo. Por conta das alterações, o projeto vai precisar voltar para ser analisado pelos deputados novamente.

Segundo a senadora, a ampliação da carga horária deve ser implementada em 2025 para alunos que cursarem os itinerários — parte do currículo em que o estudante escolhe o que cursar — de aprofundamento das áreas de conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Naturais).

De acordo com o texto, esse acréscimo de 600 horas será de aprofundamento nas áreas do conhecimento propostas na Base Nacional Comum Curricular, articuladas às diretrizes de aprofundamento a serem elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação.

Já aos alunos do ensino técnico, a relatora propõe que a carga horária de formação geral básica cresça a partir de 2025 para no mínimo 2,2 mil horas, com possibilidade de aproveitamento integrado de 200 e 400 horas do tempo dos itinerários nas disciplinas tradicionais.

“Nessa perspectiva, é imperioso lembrar que esses últimos itinerários (de 600 horas) serão de aprofundamento nas áreas do conhecimento propostas na BNCC, articuladas às diretrizes de aprofundamento a serem elaboradas pelo CNE”, consta no parecer da senadora.

Por outro lado, a partir de 2029, a carga horária total do ensino médio precisaria crescer para esses estudantes, passando de 3 mil horas para 3,2 mil, 3,4 mil e 3,6 mil horas, a depender dos cursos. Nesse formato, o estudante cursaria 2,4 mil horas de formação geral básica mais 800, 1 mil ou 1,2 mil horas de cursos técnicos. Segundo Dorinha, 70% dos cursos técnicos no Brasil possuem entre 1 mil e 1,2 mil horas.

Na segunda-feira, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) publicou uma carta aberta afirmando que deseja a aprovação do projeto, no Senado Federal, “nos termos em que foi aprovado na Câmara dos Deputados” e que “reconhece que o texto da Câmara representa um ponto de equilíbrio entre as diferentes demandas e preocupações dos estados brasileiros e das instituições envolvidas no debate e que qualquer modificação substancial, neste momento, apenas atrasará ainda mais a implementação das tão necessárias mudanças no Ensino Médio”.

Logo depois disso, a senadora divulgou um novo texto, recuando da diminuição da carga horária da formação geral básica.

Veja outras mudanças da relatora

Define que Enem terá como base apenas a formação geral básica;

Restringe a regra de notório saber que passará a se dar em “caráter excepcional e mediante justificativa do sistema de ensino, conforme regulamentação do Conselho Nacional de Educação e respectivo Conselho Estadual de Educação”;

Mudou a norma do EaD definindo apenas “casos de excepcionalidade emergencial temporária reconhecida pelas autoridades competente”;

Restringiu a regra de aproveitamento de atividades extraescolares tirando grêmios, cursos de qualificação profissional e trabalhos voluntários, deixando somente estágio, aprendizagem profissional, iniciação científica e extensão universitária;

Como é o atual Novo Ensino Médio?

O mínimo de horas anuais de todo o ensino médio passou para 3 mil horas. Elas estão divididas em até 1,8 mil para formação geral básica e o restante (pelo menos 1,2 mil) para itinerários formativos;

Na formação geral básica estão: as disciplinas tradicionais, Português e Matemática (as únicas obrigatórias), Geografia, História, Química, Física, Biologia, etc. É a parte do currículo que todos da escola precisam fazer igual;

Nos itinerários formativos: em tese, são para aprofundar o conhecimento nas áreas de interesse dos alunos;

Agência o Globo

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Pequenos empreendedores terão menos impostos, diz Cury

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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) declarou nesta segunda-feira (21) que deseja diminuir a carga de impostos para pequenos empresários e sugeriu que o BNDES possa separar suas ações entre grandes corporações e pequenos negócios.

“Podemos dividir o BNDES em duas partes: uma para grandes empresas e outra para microempresas”, explicou durante um debate promovido pelo Flow.

Cury também enfatizou seu objetivo de encontrar maneiras para aliviar a tributação dos pequenos empreendimentos. “Queremos que os pequenos empresários enfrentem menos impostos e, com isso, fiquem menos sufocados em seus negócios”, afirmou.

O candidato vinculou essa proposta à implementação do CBS e do IBS, destacando que a carga tributária no Brasil é alta. Ele acredita que uma política fiscal mais responsável permitiria reduzir os juros e, consequentemente, a necessidade de arrecadação.

Cury criticou a atual política econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e comentou que as taxas de juros elevadas prejudicam famílias endividadas e beneficiam o sistema financeiro. “Lula se apresenta como defensor dos pobres, mas de fato tem mantido a população em situação de pobreza”, declarou.

“Um país que age com responsabilidade fiscal e gasta menos do que arrecada certamente poderá cobrar menos tributos”, concluiu.

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Renan Santos acusa TSE e chama Toffoli de ‘moleque’

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O candidato à presidência da República Renan Santos (Missão) voltou a criticar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o impediu, por um curto período, de realizar propaganda eleitoral digital e participar de debates e entrevistas. Em entrevista ao SBT Brasil, o candidato referiu-se ao ministro Dias Toffoli como “moleque” devido à publicação e posterior reversão da decisão.

Toffoli suspendeu a campanha de Renan Santos no final de agosto, alegando que 16 perfis nas redes sociais vinculadas ao candidato tinham sido informados ao TSE fora do prazo, caracterizando um possível “indício de fraude à lei”.

Renan Santos afirmou: “Dias Toffoli me prejudicou. Foi intencional. Foi uma retaliação por eu ter organizado quatro manifestações pedindo a saída dele pelo seu claro envolvimento no escândalo do Banco Master“.

Ele acrescentou que o dano foi significativo, pois ficou um dia e meio sem poder se comunicar, o que comprometeu o engajamento do algoritmo de suas redes sociais.

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Agu solicita ao STF perda do cargo e suspensão dos pagamentos a Marco Buzzi

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A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Buzzi, suspenda o exercício do cargo e tenha os seus pagamentos paralisados. Buzzi está afastado devido a acusações de assédio e importunação sexual.

A defesa de Buzzi não foi encontrada para responder até o momento. O espaço permanece disponível para manifestação.

Recentemente, o Tribunal Pleno do STJ confirmou a ocorrência de infrações disciplinares e validou o processo administrativo que resultou no afastamento com remuneração proporcional ao tempo de contribuição. Durante esse período, Buzzi continuou recebendo salários.

Agora, a AGU requer com urgência que os pagamentos sejam imediatamente interrompidos até o término do julgamento. O pedido inclui também que o STF reconheça a perda definitiva do cargo do ministro e assegure que o processo seja conduzido com respeito à proteção dos dados, honra e privacidade das denunciantes.

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