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Economia

Queda no preço do petróleo com esperança de acordo para reabrir Ormuz

Os preços do petróleo sofreram uma forte queda nesta terça-feira (4), com o Brent caindo abaixo de US$ 80, motivados pelo otimismo dos investidores quanto à possibilidade dos Estados Unidos firmarem um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.

O barril de Brent do Mar do Norte, com entrega prevista para outubro, registrou uma baixa de 5,26%, encerrando o dia a US$ 79,36, o menor valor desde 10 de julho.

O equivalente americano, o barril West Texas Intermediate (WTI), com entrega para setembro, caiu 5,69%, para US$ 75,77.

Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, afirmou em entrevista à CNBC que estão em diálogo com o Irã e demonstrou confiança que um acordo para reabrir o estreito será alcançado em breve, o que incentivou a queda dos preços, que até então haviam iniciado o pregão em alta.

O mercado acompanha atentamente as negociações e há a expectativa de um desfecho positivo para a retomada da navegação no Estreito de Ormuz, segundo explicou à AFP Andy Lipow, analista da Lipow Oil Associates.

O Catar, que atua como mediador juntamente com Paquistão e Omã, comunicou que esforços continuam em curso para se encontrar uma solução imediata que permita a retomada do diálogo, conforme declaração de seu porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed al Ansari.

Apesar das negociações, as tensões na região do Oriente Médio permanecem, tornando a navegação perigosa. Recentemente, um navio no Estreito de Ormuz foi atingido por um projétil de origem desconhecida, informou a agência marítima britânica UKMTO.

Além disso, outro navio afundou no Mar Vermelho após um ataque, em meio ao bloqueio marítimo dos portos sauditas promovido pelos rebeldes houthis do Iêmen.

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Economia

Corte na taxa de juros ainda não basta, dizem entidades

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O Banco Central promoveu seu quarto corte seguido na Taxa Selic, nessa quarta-feira (5), reduzindo a taxa básica para 14% ao ano. Apesar da recepção positiva por parte do setor econômico, a diminuição é vista como insuficiente para impulsionar o crescimento da indústria.

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) destacou que o ciclo contínuo de cortes na Selic é um indicativo favorável para a economia, mas o custo elevado do crédito ainda freia investimentos importantes.

Segundo a Firjan, o alto custo do capital atrasa a modernização e a competitividade das empresas brasileiras, refletido em um crescimento modesto de 0,4% na indústria de transformação no primeiro semestre, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) ressaltou que os juros permanecem altos há 55 meses e apontou que a Selic atual está 3,6 pontos percentuais acima da taxa sugerida pela Regra de Taylor, que identifica níveis ideais para controlar a inflação sem prejudicar o desenvolvimento econômico.

Além disso, a taxa real de juros em torno de 10% supera amplamente a taxa de equilíbrio estimada pelo Banco Central (5%), indicando possibilidade de cortes mais significativos na Selic sem comprometer o controle inflacionário.

Força Sindical, entidade representativa dos trabalhadores, classificou a redução de 0,25 ponto percentual como insuficiente, destacando que juros altos encarecem o crédito, limitam investimentos e impactam negativamente a geração de empregos e o consumo.

Camilo Cavalcanti, gestor de portfólio da Oby Capital, comenta que o Copom sinalizou cautela diante dos dados econômicos atuais e dos riscos ascendentes, sugerindo que o ciclo de cortes nos juros pode continuar, porém de forma prudente.

Analisando fatores externos, o Banco Central apontou a incerteza decorrente dos conflitos no Oriente Médio e a indefinição sobre políticas monetárias em várias economias avançadas, criando um ambiente de cautela para decisões futuras.

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Economia

Fux marca nova audiência para resolver empréstimo do BRB

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido do governo de Brasília e agendou uma nova audiência de conciliação para o dia 13 de agosto, com o objetivo de destravar o empréstimo bancário de R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB).

A primeira audiência, convocada por Fux para solucionar o problema financeiro do banco, gerado pelas operações com o Banco Master, ocorreu no final de maio.

Naquela ocasião, as partes firmaram um acordo, contudo, os principais bancos privados demonstraram resistência em participar do consórcio que garantiria a operação, que envolve o governo do Distrito Federal, controlador do BRB, e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Participarão da nova audiência a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, o presidente do BRB, Nelson de Souza, além de representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Fazenda, do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), do Banco do Brasil e do Ministério Público Federal.

De acordo com o acordo firmado em maio, o empréstimo ao BRB seria assegurado por um sindicato de bancos públicos e privados, tendo como contragarantia a parcela do Distrito Federal no Fundo de Participação dos Estados (FPE) e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que totaliza cerca de R$ 1,6 bilhão.

A expectativa da diretoria do BRB era a assinatura do contrato até 20 de junho. O banco está atualmente sofrendo multas diárias pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) devido ao atraso na divulgação do balanço de 2025, que deveria ter sido publicado até 31 de março.

No entanto, fontes informam que os bancos privados passaram a requerer que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal apresentem garantias próprias, uma exigência considerada inviável pelo governo federal, pois afetaria os balanços dos dois bancos públicos.

Além disso, os bancos avaliam que o plano de negócios apresentado pelo BRB e pelo governo do Distrito Federal não é suficiente para convencê-los a oferecer as garantias necessárias para que o FGC possa conceder o empréstimo.

O governo do Distrito Federal está sendo pressionado pelo Banco Central para capitalizar o banco e cobrir o déficit causado pelas operações com o Banco Master. O valor do prejuízo ainda não foi oficialmente divulgado, mas estimativas feitas pelo presidente do banco, Nelson de Souza, indicam que pode chegar a R$ 8,8 bilhões.

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Economia

Contratos assinados para explorar 5 blocos no pré-sal

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O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou nesta quarta-feira, dia 5, a celebração dos contratos referentes ao 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, marcando o início da etapa exploratória em cinco blocos do pré-sal brasileiro.

O processo envolve um bônus de assinatura no valor de R$ 103,7 milhões e um investimento mínimo estimado de R$ 451,5 milhões para as atividades exploratórias.

De acordo com o ministério, esta foi a maior quantidade de blocos adquiridos desde a implementação do regime de partilha em 2013. Foram contratados cinco dos sete blocos disponíveis: Esmeralda e Ametista, localizados na Bacia de Santos, e Citrino, Itaimbezinho e Jaspe, na Bacia de Campos.

Alexandre Silveira, ministro, destacou que os bônus de assinatura previstos nos contratos ajudam a reforçar o caixa da União, ampliando a capacidade de investimentos em áreas estratégicas para o país.

Os acordos foram firmados entre a União, as empresas vencedoras — Petrobras, Equinor Brasil Energia Ltda, CNOOC Petroleum Brasil, Sinopec Exploration & Production (Brasil) e Karoon Petróleo & Gás Ltda —, além da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Pré-Sal Petróleo (PPSA).

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