Notícias
Moraes marca audiência no STF para debater ações contra Lei Antifacção
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou uma audiência pública para discutir as ações que questionam a constitucionalidade do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, conhecido como Lei Antifacção.
Essa iniciativa foi tomada antes da decisão sobre os pedidos de liminar e do julgamento do mérito das ações movidas contra a nova lei.
A audiência pública ocorrerá nos dias 24 e 25 de agosto, no plenário do STF, e tratará, simultaneamente, de quatro ações diretas de inconstitucionalidade que contestam vários artigos da lei, alegando que as alterações feitas na legislação penal e processual penal ferem direitos fundamentais.
De acordo com Moraes, a realização do debate é essencial devido à importância do tema para a ordem social e a segurança jurídica.
Entre os pontos que serão analisados estão a criação de novos tipos penais e o aumento das penas para líderes de organizações criminosas; a proibição do livramento condicional; a presunção da necessidade de prisão preventiva; a possibilidade de apreensão de bens sem condenação penal; as regras que autorizam medidas cautelares contra empresas; a vigilância dos encontros entre advogados e detentos; o cancelamento do título de eleitor de pessoas presas por certos crimes; e a preferência pela realização de audiências de custódia via videoconferência, entre outros aspectos da legislação.
As entidades interessadas em participar devem se inscrever até o dia 10 de agosto por meio de um endereço eletrônico disponibilizado pelo STF.
Os participantes serão selecionados com base em critérios como representatividade, conhecimento técnico, diversidade de opiniões e relevância das contribuições oferecidas. A lista dos escolhidos será publicada em 17 de agosto.
Moraes também ordenou que sejam enviados convites aos outros ministros da Corte e ao procurador-geral da República para que participem do evento.
Se for aplicada a pena máxima, Marco Buzzi será o primeiro ministro da história do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a ser destituído por meio de um processo administrativo disciplinar por assédio sexual.
Notícias
Executivo deve revisar critérios para cargos em agências reguladoras
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira, 5, que o Governo precisa atualizar os métodos utilizados para escolher diretores nas diretorias das agências reguladoras.
As agências reguladoras atualmente necessitam de uma revisão na função que desempenham, na forma como são compostas e nos processos que adotam, comentou Mendonça durante um evento do setor de infraestrutura. Ele enfatizou que o Executivo deve apresentar uma proposta para reformular os processos de nomeação e ocupação dos cargos nestas agências.
O ministro destacou que o aumento da influência política nas indicações tem gerado desconfiança tanto nas empresas quanto nos outros poderes quanto à autonomia das autarquias.
Segundo ele, setores empresariais têm questionado normas, políticas públicas e decisões regulatórias que acabam por não proporcionar o equilíbrio adequado às expectativas do setor regulador.
Mendonça apontou que parte da falta de autonomia também decorre da insuficiência de recursos financeiros das agências, o que limita sua capacidade de agir de forma independente das pressões políticas. Ele ressaltou que essa dependência dos orçamentos fragiliza a atuação dessas instituições, comprometendo sua imparcialidade.
Brasil
Executivo deve revisar critérios para cargos em agências reguladoras
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira, 5, que o Poder Executivo precisa revisar os métodos de nomeação de diretores para as diretorias colegiadas das agências reguladoras.
“As agências reguladoras hoje são instituições que precisam ter seus papéis, composições e procedimentos reevaluados”, declarou Mendonça durante um evento do setor de infraestrutura. “O Executivo deve apresentar uma proposta para ajustar os processos de nomeação e preenchimento de cargos nessas agências.”
O ministro destacou que o aumento das indicações com motivação política tem gerado desconfiança entre empresas e outros Poderes em relação às autarquias.
“Observamos setores empresariais questionando normativas, políticas públicas e decisões regulatórias que não têm proporcionado um equilíbrio adequado ao setor regulador.”
Ele ressaltou ainda que a falta de independência das agências também decorre da insuficiência de recursos financeiros, prejudicando sua atuação autônoma. “Essas agências frequentemente carecem de orçamento e financiamento suficientes para atuar de maneira imparcial, longe das influências políticas.”
Cidades
Pernambuco e Recife se destacam no Ideb 2025 com notas positivas
Pernambuco e Recife foram reconhecidos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, conforme divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC). O estado permaneceu entre as três melhores redes públicas de ensino médio no Brasil, conquistando nota 4,7, junto com o Rio Grande do Sul e superando a média nacional, que é 4,3. A capital também progrediu nas duas fases avaliadas do Ensino Fundamental, atingindo o melhor índice da sua série histórica nos Anos Iniciais.
Além do desempenho no ensino médio, Pernambuco apresentou melhorias em todas as etapas da educação básica. Nos anos iniciais do ensino fundamental da rede pública, a nota do Ideb cresceu de 5,3 em 2023 para 5,8 em 2025, um aumento de 0,5 ponto. Nos anos finais do ensino fundamental, a nota subiu de 4,7 para 4,9.
Em Recife, nos Anos Iniciais (1º ao 5º ano), a rede municipal alcançou nota 5,8, superando os 5,5 de 2023. Esse avanço de 0,3 ponto, equivalente a 5,5%, representa o melhor resultado histórico da cidade no Ideb. Nos Anos Finais (6º ao 9º ano), a capital evoluiu de 4,8 para 4,9, um crescimento de 2,1% em relação à última avaliação.
Gilson Monteiro, secretário de Educação do estado, afirmou: “Pernambuco está no caminho certo. Fortalecemos as políticas de valorização dos profissionais da educação, aprimoramos a infraestrutura das escolas, ampliamos a formação continuada e nomeamos novos servidores. A educação é construída diariamente por quem atua nas escolas. Sabemos que há muito a conquistar e continuamos empenhados em atingir índices ainda melhores, garantindo que mais jovens tenham acesso a uma educação pública de qualidade“.
Cecília Cruz, secretária de Educação do Recife, declarou: “Esses resultados representam um marco para a educação da cidade. Avançamos nas etapas do Ensino Fundamental e alcançamos o maior índice da nossa história nos Anos Iniciais. Estar entre as capitais com melhor desempenho do Nordeste evidencia que o investimento constante em educação, aliado ao comprometimento de professores, gestores, estudantes e famílias, vem gerando frutos concretos. Isso significa milhares de crianças e adolescentes aprendendo melhor e tendo acesso a uma educação pública cada vez mais forte e inovadora“.
O índice Ideb considera as taxas de aprovação dos estudantes, com base no Censo Escolar, e o desempenho dos alunos nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025.
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