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Quaquá afirma que Lulinha vive em condições difíceis na Espanha

Washington Quaquá, vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e prefeito de Maricá (RJ), declarou nesta quarta-feira (4) que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reside em “condições difíceis na Espanha”. Segundo Quaquá, ele não utiliza a posição do pai para enriquecer.

Lulinha está sob três investigações da Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência e de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de Careca do INSS. A defesa do filho do presidente nega irregularidades e afirma que ele está disponível para prestar depoimento à Justiça brasileira.

Quaquá conta que conhece pessoalmente Lulinha, que vive em Madri, Espanha, desde 2024. O prefeito de Maricá destaca que o filho do presidente mantém um padrão de vida de classe média e não é uma pessoa rica, ressaltando que ele não aproveitou a posição do pai para enriquecer.

“Conheço bem Fábio Lula. Ele vive em condições simples, difíceis na Espanha. Pensa, um presidente que está no cargo há três mandatos, caso seus filhos estivessem envolvidos em irregularidades, já deveriam ser pessoas ricas, teriam bens como Ferrari ou serem sócios em empresas”, declara Quaquá.

O vice-presidente do PT observa que as investigações da Polícia Federal causam desgaste à campanha de Lula e que, em uma disputa eleitoral, tudo é utilizado como argumento.

“Sempre há ruídos porque, infelizmente, a política brasileira acontece muitas vezes na antessala das delegacias. Este tema de moralismo falso tomou conta do país”, comenta o prefeito de Maricá.

Na última quinta-feira (30), o presidente Lula declarou que se seu filho for culpado, terá que responder como qualquer cidadão, e que não usará sua posição para protegê-lo.

Ele ressaltou que o filho está na Espanha, mas que retornará ao Brasil caso precise enfrentar um julgamento, afirmando que ele não ficará escondido. Além disso, enfatizou que Lulinha precisará provar sua inocência, assim como ele mesmo fez.

Durante a entrevista, Quaquá também comentou que não vê problema no empréstimo feito pelo ex-assessor de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que está sob investigação da Polícia Federal em relação ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Marcola afirma que o empréstimo foi pessoal, que a dívida já foi paga e que não teve relação com suas funções no governo.

“Ele [Marcola] diz possuir comprovantes do pagamento do empréstimo. Não vejo problema em pegar um empréstimo com uma pessoa que você conhece e depois quitar essa dívida”, conclui Quaquá.

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Notícias

Anvisa bloqueia venda de remédios para emagrecer sem registro

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta quinta-feira (6) uma determinação para apreender medicamentos que prometem a perda de peso, porém não possuem registro oficial na agência.

A normativa publicada na Resolução 3.055/2026 no Diário Oficial da União proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de todos os lotes dos produtos Ozempic Natural, Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold.

De acordo com a Anvisa, esses medicamentos estavam à venda sem o devido registro, e as empresas responsáveis pela fabricação não possuem cadastro na agência.

Medicamento com testosterona

Na mesma resolução, a Anvisa alertou sobre a circulação de um lote falsificado do remédio Nebido, que contém testosterona, um hormônio masculino.

Esse medicamento é indicado para algumas condições específicas, mas é frequentemente usado sem acompanhamento médico para o rápido ganho de massa muscular.

O lote considerado falsificado, conforme aviso da fabricante, é o KT0S5T4, pois a empresa não reconhece o padrão de impressão das informações variáveis presentes na embalagem.

Produtos de cannabis sem autorização

A Anvisa também proibiu a comercialização de todos os produtos derivados de cannabis da Associação Canábica Nordeste (Acanne).

A razão é que a Acanne não possui autorização válida para funcionamento e opera em endereço desconhecido.

Contactada pela reportagem, a associação não retornou até o encerramento da matéria.

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Mundo

Mobilizações fazem Milei desistir da venda de terras para estrangeiros

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A lembrança da guerra das Malvinas — quando argentines e ingleses disputaram o controle do arquipélago no sul da América do Sul na década de 1980 — teve papel crucial no revés sofrido pelo governo de Javier Milei em seu projeto que ampliava a venda de terras argentinas para estrangeiros.

Conhecido como “estrangeirização das terras argentinas”, o projeto enfrentou forte oposição de governadores de vários espectros políticos, artistas renomados da Argentina, muitos dos quais normalmente evitam posicionamentos políticos, além do zagueiro Lisandro Martinez, jogador da seleção vice-campeã do mundo.

Diante da pressão popular e da rejeição no Senado, o governo Milei optou por retirar o tema da pauta de votação marcada para o dia 6 de junho. Contudo, manteve a votação de outra proposta controversa que permite a comercialização de áreas protegidas que tenham sido impactadas por incêndios florestais.

O texto sobre a estrangeirização seria uma versão mais moderada da proposta original, que buscava eliminar qualquer limite para a venda de terras a estrangeiros. O governo argumenta que o limite atual restringe investimentos internacionais.

Segundo a proposta revisada, o limite para propriedades que poderiam ser adquiridas por estrangeiros aumentaria de 15% para 25% do total de terras de cada província.

Antes de encaminhar o projeto ao Senado, Milei tentou derrubar essa restrição via decreto presidencial ao assumir o cargo em dezembro de 2023, mas o Judiciário interrompeu a ação.

As Malvinas são argentinas

O ambientalista e professor de agronomia Hernán Hougassian, da Universidade de Buenos Aires, participou da marcha na capital argentina que atraiu milhares de manifestantes contrários à estrangeirização das terras.

Segundo ele, o estopim para os protestos foi o uso da faixa “As Malvinas são argentinas” pela seleção nacional na semifinal da Copa do Mundo contra a Inglaterra, um dia antes da tentativa de votação do projeto no Senado.

“Essa frase — ‘As Malvinas são argentinas’ — coincidiu com o momento em que o governo tentava aprovar uma lei que permitiria que bilionários estrangeiros comprassem terras argentinas sem restrições”, comentou Hougassian.

A lembrança da guerra das Malvinas agiu como um catalisador para a rejeição ao projeto. O slogan do Centro dos Ex-combatentes das Malvinas (Cecim La Plata), convocando para os protestos, era “As Malvinas são argentinas, assim como todo o território”.

Celebridades nacionais, como Lali Espósito, que conta com 11,9 milhões de seguidores em uma rede social, Milo J, fenômeno recente da música argentina, e Nicki Nicole, com mais de 22 milhões de seguidores em uma plataforma, apoiaram o movimento.

O cientista político Leandro Gabiati explicou que formou-se uma ampla coalizão politicamente transversal, gerando forte pressão no Senado e mesmo um conflito interno no governo, com a vice-presidenta Victoria Villarruel posicionando-se contra a proposta.

Mesmo senadores normalmente próximos ao governo, como Alfredo De Angeli e Maximiliano Abad, criticaram a iniciativa.

Gabiati destacou que a mobilização de governadores provinciais foi determinante para a retirada do projeto da pauta. Eles se sentiram prejudicados e mobilizaram suas bases para pressionar os senadores locais, promovendo uma discussão federalizada que levou à paralisação da proposta.

O governo afirmou que está reavaliando a medida, sem excluir sua retomada, embora não haja previsão para isso.

Defesa da propriedade privada

A proposta de venda de terras a estrangeiros integra um conjunto maior de reformas, chamado Lei de Inviolabilidade da Propriedade Privada, que também agiliza despejos, limita expropriações do Estado e reduz restrições para venda de terras protegidas afetadas por incêndios.

Hernán Hougassian enfatiza que a sociedade continuará mobilizada contra essas mudanças, criticando especialmente a flexibilização da proteção de áreas afetadas por incêndios.

“A proposta pode incentivar grandes proprietários e empresários a provocarem incêndios criminosos em florestas nativas, áreas úmidas e zonas ambientalmente sensíveis para depois transformar essas terras em empreendimentos imobiliários ou comerciais”, alertou.

Atualmente, a legislação argentina proíbe a venda de áreas protegidas atingidas por fogo por pelo menos 30 anos, medida sancionada em 2020 para impedir o uso de incêndios criminosos como estratégia para alterar o uso do solo.

O governo Milei argumenta que esses prazos são excessivamente longos e ferem o direito à propriedade privada, afirmando ainda que a legislação não tem sido efetiva na proteção ambiental.

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Economia

Leilão de petróleo em outubro terá maior número de áreas disponíveis

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) declarou na quinta-feira, dia 6, que os leilões de exploração petrolífera agendados para outubro no Brasil alcançarão um recorde na quantidade de áreas disponíveis para disputa. Essa agência é a responsável pela organização dos eventos.

Dois leilões ocorrerão no dia 7 de outubro: o 4º Ciclo de Partilha, envolvendo blocos do pré-sal, ofertará 13 blocos; já o 6º Ciclo de Concessão, que cobre as demais áreas de exploração, terá 22 blocos em leilão.

A lista completa das áreas está disponível no Diário Oficial da União.

Foram incluídas áreas que tenham pelo menos uma empresa de petróleo manifestando interesse e apresentando garantia de oferta.

Até o momento, 12 empresas manifestaram interesse com garantia para os 22 setores do leilão de concessão, e seis empresas para os 13 blocos do leilão de partilha.

Próximas etapas

A ANP esclarece que até 31 de agosto, empresas que ainda não manifestaram interesse ou que o fizeram podem ampliar suas participações em outros blocos, aumentando suas chances no certame.

Empresas que não fizerem isso até o prazo final podem participar por meio de consórcios com companhias já habilitadas.

Leilões anteriores

Em outubro do ano passado, o 3º Ciclo da Oferta de Partilha encerrou com cinco dos sete blocos vendidos. Naquele evento, os bônus de assinatura totalizaram quase R$ 104 bilhões, com previsão mínima de investimento de R$ 451,5 milhões na fase de exploração.

O leilão do 5º Ciclo de Concessão ocorreu em junho de 2025, resultando na assinatura de 34 contratos e a arrecadação de cerca de R$ 989 milhões em bônus, além de investimentos mínimos estimados em R$ 1,5 bilhão para exploração.

Partilha versus concessão

O petróleo do pré-sal, descoberto há 20 anos, é tão relevante que, em 2010, o governo alterou o regime que permitia a exploração dessas reservas.

No pré-sal, adota-se o regime de partilha, em que a produção excedente após custos é dividida entre a empresa e a União. A vencedora do leilão é a empresa que oferece a maior parcela do petróleo para a União.

Esse sistema difere do modelo de concessão aplicado nas outras áreas, onde a empresa concessionária assume os riscos da exploração e detém o total do petróleo encontrado, pagando bônus e royalties ao governo.

Foi criada a estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), sediada no Rio de Janeiro e ligada ao Ministério de Minas e Energia, para representar a União na venda do petróleo entregue pelas empresas.

O Polígono do Pré-Sal, localizado no litoral sudeste, concentra os maiores campos petrolíferos do Brasil. De acordo com dados da ANP de junho de 2026, esses campos, situados sob uma camada salina de até 7 mil metros, são responsáveis por 82% da produção nacional de petróleo e gás.

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