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Netanyahu fala na ONU isolado e na defesa

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, enfrenta isolamento global e desafios políticos em seu país enquanto se prepara para discursar na Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira (24). Em seu discurso, ele deverá abordar tanto críticos quanto aliados que nos últimos meses se posicionaram contra ele.

O líder israelense também pode mencionar o grave ferimento do filho do embaixador de Israel em Washington, um soldado, em um suposto atropelamento intencional na Cisjordânia.

Entre seus opositores destacados em Nova York está o prefeito socialista Zohran Mamdani, que apoia a ordem de detenção emitida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Netanyahu. No entanto, Mamdani reconheceu que não tem autoridade para implementar essa ordem.

O tribunal, sediado em Haia, determinou em 2024 que existiam fundamentos para julgar Netanyahu por supostos crimes de guerra relacionados à ofensiva militar israelense em Gaza, iniciada após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Antes do discurso, Netanyahu acusou Mamdani de apoiar terroristas do Hamas e de incitar distúrbios contra judeus em Nova York, sem apresentar evidências.

Mahmoud Abbas, presidente palestino e crítico fervoroso de Netanyahu, não esteve presente na Assembleia após ter seu visto negado pelos EUA. Ele condenou essas ações e alertou para o risco que as políticas israelenses representam para a solução de dois Estados e para a existência do povo palestino.

Aliados antigos e tensões internacionais

Países tradicionalmente aliados de Israel, como Reino Unido e França, devem ser alvo de críticas do primeiro-ministro. O Reino Unido e a França adotaram sanções limitadas contra produtos israelenses provenientes da Cisjordânia.

Netanyahu mantém uma relação tensa com o presidente francês, Emmanuel Macron, que liderou em 2023 uma iniciativa para o reconhecimento da Palestina como Estado na ONU.

O Irã, em conflito com Israel e Estados Unidos desde fevereiro, também deve ser mencionado, com Israel pressionando por ação militar americana mais rigorosa para impedir o avanço nuclear iraniano.

A guerra gerou alta nos preços dos combustíveis e descontentamento entre os americanos. Após o discurso do presidente iraniano, o embaixador israelense na ONU, Danny Dannon, acusou Teerã de armar vários grupos militantes na região.

Expectativas e contexto

Netanyahu pode ainda criticar a ONU e seu secretário-geral, António Guterres, que mencionou medidas do TPI acusando Israel de genocídio em Gaza.

O governo israelense acusa repetidamente uma agência da ONU de apoiar militantes do Hamas.

Como em anos anteriores, o discurso deve ser marcado por protestos tanto dentro como fora da sede da organização. Os israelenses estão prestes a votar em 27 de outubro, em uma eleição crucial para o país.

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Delegados deixam plenário da ONU durante discurso de Netanyahu entre vaias e protestos

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Durante a sessão da Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira (24), dezenas de representantes de diversas nações deixaram a sala em sinal de desaprovação enquanto Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, discursava.

Enquanto parte dos presentes expressava descontentamento por meio de vaias direcionadas ao líder israelense, sua equipe aplaudia de pé, e o presidente da sessão tentava controlar a situação aos gritos.

Netanyahu declarou ao iniciar sua fala: “Se ainda houver pessoas que não têm coragem moral de sair desta sala, solicito que o façam agora.”

O plenário, inicialmente com baixa presença, foi se enchendo gradualmente até o momento do discurso do premiê.

A delegação palestina enviou um comunicado, acessado pela AFP, no qual convocava outras missões a se unirem a sua manifestação de repúdio.

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Trump tem boa conversa com Xi Jinping na Casa Branca

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (24) que teve uma excelente conversa com o presidente da China, Xi Jinping, durante o encontro realizado na Casa Branca. Trump não entrou em detalhes sobre os resultados desse diálogo, nem respondeu a questionamentos adicionais da imprensa.

Após a reunião, o republicano convidou Xi para conhecer o helicóptero presidencial dos EUA, conhecido como “Marine One”. Depois dessa visita à aeronave, Trump voltou à Casa Branca sem fazer mais comentários.

De acordo com a agência estatal Xinhua, em seu diálogo com Trump, Xi pediu cautela por parte dos EUA em relação à questão de Taiwan e ressaltou a importância de que Washington e Teerã retomem as conversações para resolver suas diferenças.

Antes do encontro, Trump havia informado que os temas a serem discutidos incluiriam segurança, tecnologia e “superinteligência”, além das relações comerciais entre Washington e Pequim. O presidente americano também frisou a boa relação pessoal com Xi e mencionou que ambos os países poderiam prosperar ao focarem em seus interesses comuns.

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Avião que capturou Maduro está em base aérea no Brasil

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Uma das aeronaves utilizadas para capturar o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro está estacionada na Base Aérea de Campo Grande (BACG), localizada no Mato Grosso do Sul, para participar de um exercício militar.

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Preparo (COMPREP), confirmou a presença da aeronave HC-130J, da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), na Base Aérea de Campo Grande (BACG), em Mato Grosso do Sul (MS).

O modelo Lockheed Martin HC-130J Combat King II é uma versão especializada para busca e salvamento em combate da tradicional aeronave Hércules.

O Exercício Operacional Conjunto Tápio 2026 é um treino militar que ocorre de 14 de agosto a 24 de setembro, abrangendo as cidades de Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Bodoquena.

Segundo a fabricante Lockheed Martin, o HC-130J Combat King II é a única aeronave fixa dedicada exclusivamente ao resgate de pessoal, operada pelo Comando de Combate Aéreo (ACC) dos Estados Unidos.

Este modelo é projetado para realizar missões táticas e operações de resgate e evasão em ambientes hostis. O Comando de Educação e Treinamento Aéreo dos EUA também utiliza o HC-130J para formar tripulações em missões operacionais.

A Força Aérea dos Estados Unidos destaca que o HC-130J Combat King II é a única plataforma de asa fixa dedicada exclusivamente às operações de resgate e recuperação de pessoal em seu inventário.

Concebida pela Lockheed Martin como uma versão de alcance estendido do cargueiro C-130J Hércules, a aeronave realiza operações em condições meteorológicas adversas, incluindo lançamentos de paraquedistas e suprimentos, evacuações médicas aéreas e reabastecimento de helicópteros tanto no ar quanto no solo, em áreas avançadas.

O sistema de propulsão da aeronave compreende quatro turbopropulsores Rolls-Royce AE2100D3, cada um gerando 4.591 cavalos de potência.

O combustível permite um alcance operacional superior a 6.430 quilômetros, que pode ser aumentado com a utilização de reabastecimento em voo.

A tripulação típica é composta por cinco militares: três oficiais — piloto, copiloto e oficial de sistemas de combate — e dois graduados responsáveis pelo gerenciamento e lançamento de cargas.

A aeronave está equipada com sistemas integrados de navegação inercial e GPS, sensores infravermelhos frontais, receptores de alerta de aproximação de mísseis e dispositivos para dispensa de contramedidas como chaff e flare.

Para minimizar a detecção por radares inimigos e armas, as tripulações realizam voos principalmente à noite, em altitudes baixas ou médias, mantendo silêncio nas comunicações e com iluminação externa desligada. Os sistemas de iluminação interna e externa são compatíveis com óculos de visão noturna.

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