Mundo
Delegados deixam plenário da ONU durante discurso de Netanyahu entre vaias e protestos
Durante a sessão da Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira (24), dezenas de representantes de diversas nações deixaram a sala em sinal de desaprovação enquanto Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, discursava.
Enquanto parte dos presentes expressava descontentamento por meio de vaias direcionadas ao líder israelense, sua equipe aplaudia de pé, e o presidente da sessão tentava controlar a situação aos gritos.
Netanyahu declarou ao iniciar sua fala: “Se ainda houver pessoas que não têm coragem moral de sair desta sala, solicito que o façam agora.”
O plenário, inicialmente com baixa presença, foi se enchendo gradualmente até o momento do discurso do premiê.
A delegação palestina enviou um comunicado, acessado pela AFP, no qual convocava outras missões a se unirem a sua manifestação de repúdio.
Mundo
Trump tem boa conversa com Xi Jinping na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (24) que teve uma excelente conversa com o presidente da China, Xi Jinping, durante o encontro realizado na Casa Branca. Trump não entrou em detalhes sobre os resultados desse diálogo, nem respondeu a questionamentos adicionais da imprensa.
Após a reunião, o republicano convidou Xi para conhecer o helicóptero presidencial dos EUA, conhecido como “Marine One”. Depois dessa visita à aeronave, Trump voltou à Casa Branca sem fazer mais comentários.
De acordo com a agência estatal Xinhua, em seu diálogo com Trump, Xi pediu cautela por parte dos EUA em relação à questão de Taiwan e ressaltou a importância de que Washington e Teerã retomem as conversações para resolver suas diferenças.
Antes do encontro, Trump havia informado que os temas a serem discutidos incluiriam segurança, tecnologia e “superinteligência”, além das relações comerciais entre Washington e Pequim. O presidente americano também frisou a boa relação pessoal com Xi e mencionou que ambos os países poderiam prosperar ao focarem em seus interesses comuns.
Mundo
Avião que capturou Maduro está em base aérea no Brasil
Uma das aeronaves utilizadas para capturar o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro está estacionada na Base Aérea de Campo Grande (BACG), localizada no Mato Grosso do Sul, para participar de um exercício militar.
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Preparo (COMPREP), confirmou a presença da aeronave HC-130J, da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), na Base Aérea de Campo Grande (BACG), em Mato Grosso do Sul (MS).
O modelo Lockheed Martin HC-130J Combat King II é uma versão especializada para busca e salvamento em combate da tradicional aeronave Hércules.
O Exercício Operacional Conjunto Tápio 2026 é um treino militar que ocorre de 14 de agosto a 24 de setembro, abrangendo as cidades de Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Bodoquena.
Segundo a fabricante Lockheed Martin, o HC-130J Combat King II é a única aeronave fixa dedicada exclusivamente ao resgate de pessoal, operada pelo Comando de Combate Aéreo (ACC) dos Estados Unidos.
Este modelo é projetado para realizar missões táticas e operações de resgate e evasão em ambientes hostis. O Comando de Educação e Treinamento Aéreo dos EUA também utiliza o HC-130J para formar tripulações em missões operacionais.
A Força Aérea dos Estados Unidos destaca que o HC-130J Combat King II é a única plataforma de asa fixa dedicada exclusivamente às operações de resgate e recuperação de pessoal em seu inventário.
Concebida pela Lockheed Martin como uma versão de alcance estendido do cargueiro C-130J Hércules, a aeronave realiza operações em condições meteorológicas adversas, incluindo lançamentos de paraquedistas e suprimentos, evacuações médicas aéreas e reabastecimento de helicópteros tanto no ar quanto no solo, em áreas avançadas.
O sistema de propulsão da aeronave compreende quatro turbopropulsores Rolls-Royce AE2100D3, cada um gerando 4.591 cavalos de potência.
O combustível permite um alcance operacional superior a 6.430 quilômetros, que pode ser aumentado com a utilização de reabastecimento em voo.
A tripulação típica é composta por cinco militares: três oficiais — piloto, copiloto e oficial de sistemas de combate — e dois graduados responsáveis pelo gerenciamento e lançamento de cargas.
A aeronave está equipada com sistemas integrados de navegação inercial e GPS, sensores infravermelhos frontais, receptores de alerta de aproximação de mísseis e dispositivos para dispensa de contramedidas como chaff e flare.
Para minimizar a detecção por radares inimigos e armas, as tripulações realizam voos principalmente à noite, em altitudes baixas ou médias, mantendo silêncio nas comunicações e com iluminação externa desligada. Os sistemas de iluminação interna e externa são compatíveis com óculos de visão noturna.
Mundo
EUA liberam CNN e outros dois veículos para retorno à Casa Branca
Jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico foram autorizados a voltar à Casa Branca na tarde desta quinta-feira (24).
A liberação aconteceu depois que os veículos solicitaram uma audiência emergencial, devido ao descumprimento contínuo por parte do governo Trump de uma ordem judicial que já tinha revogado o veto.
Nesta mesma quinta-feira, o chefe da assessoria de imprensa da Casa Branca confirmou em um documento oficial que as credenciais de imprensa dos jornalistas dos três meios de comunicação, que anteriormente haviam sido bloqueadas, foram restabelecidas.
Segundo a CNN dos Estados Unidos, o juiz Tim Kelly pediu uma resposta do governo às alegações feitas pelos veículos na manhã de quinta-feira, onde afirmaram que seus jornalistas continuavam impedidos de acessar a Casa Branca.
A repórter Betsy Klein e um fotojornalista da CNN tiveram o acesso aos jardins da Casa Branca negado diversas vezes, inclusive após as 9h da manhã local.
Até as 11h (horário do leste dos EUA), o acesso foi recusado, mas às 12h29, o retorno das equipes dos três veículos foi autorizado.
Na semana anterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado a proibição do acesso desses veículos em retaliação ao que ele classificou como “notícias falsas”.
Em sua rede social Truth Social, ele declarou que pessoas e veículos que só produzem conteúdo negativo e que ameaçam a segurança nacional com informações infundadas não deveriam ter entrada no escritório presidencial.
Os meios de comunicação entraram com uma ação judicial argumentando que Trump violou seus direitos ao cancelar as credenciais de repórteres que cobrem a Casa Branca, citando ainda a Quinta Emenda da Constituição dos EUA, que assegura o direito ao devido processo legal.
Os veículos alegaram que a suspensão imediata e sem aviso prévio é arbitrária, e que a justificativa apresentada, de publicação de notícias falsas, é imprecisa e insuficiente para tal punição.
Segundo a nota conjunta dos veículos, caso esta medida não seja contestada, ela representa uma ameaça à liberdade de imprensa e ao direito do público de receber jornalismo independente e sem interferência do governo.
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