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Economia

Caixa recorre ao TST contra greve dos bancários

A direção da Caixa Econômica Federal protocolou um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta quinta-feira, após 13 dias de greve geral dos trabalhadores e insucesso nas negociações.

Na quarta-feira (23), o banco obteve autorização judicial para reabrir as agências, possibilitando que os gerentes atendessem os clientes.

O processo será avaliado pelo ministro Maurício Godinho Delgado, ainda sem data definida para julgamento.

O banco afirmou em comunicado que manteve amplo diálogo com os representantes dos trabalhadores e que tentou sem sucesso aprimorar a proposta, oferecendo bônus de R$ 3 mil por funcionário.

Por outro lado, representantes sindicais apontam como um dos principais entraves o reajuste do plano de saúde, especialmente para os funcionários em cargos de gerência.

Apesar do apelo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), afiliada à CUT, para o encerramento da greve, as assembleias decidiram manter a paralisação.

O reajuste salarial foi negociado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com os funcionários de todos os bancos.

O acordo coletivo estabeleceu um aumento salarial equivalente ao índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de 0,6% de ganho real, totalizando 4,60%. Os benefícios também serão ajustados conforme esse índice.

Funcionários do Banco do Brasil também aderiram à greve, que foi pontual e já foi finalizada conforme determinação do comando de greve.

Um progresso obtido na negociação foi o adiantamento do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A proposta da Caixa mantém as normas já existentes para a PLR, sem alterações nas regras vigentes.

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Economia

Banco Central alerta sobre crédito excessivo e planeja ações

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informou que a instituição está atenta à oferta de crédito considerada excessiva ou abusiva. Para conter essa situação, o Banco Central irá implementar gradualmente um conjunto de medidas para restringir essa prática, além de promover medidas que aumentem o entendimento dos consumidores sobre suas escolhas na hora de solicitar empréstimos.

— Em termos de estabilidade financeira, a preocupação é com a oferta de crédito que pode ser agressiva ou abusiva. As ações não dependem da fase do ciclo econômico — explicou ele durante entrevista coletiva.

Galípolo destacou que tais medidas devem focar nas linhas de crédito com maior risco e custo elevado, normalmente concedidas sem garantias. Ele observou que a inadimplência no cartão de crédito alcança 65%, indicando um problema estrutural nessa modalidade, que é uma consequência histórica no Brasil, semelhante ao cheque pré-datado.

Além disso, conforme o presidente do Banco Central, o órgão está avaliando mecanismos que introduzam dificuldades propositais na experiência do cliente ao contratar crédito, para que o consumidor possa refletir com mais calma antes de tomar uma decisão.

— Por isso mencionei ações para aumentar a consciência, ao incorporar ‘atritos’ na jornada do cliente, auxiliando na prevenção e no combate ao crédito abusivo e excessivo. Estamos estudando essas iniciativas com atenção — afirmou. — Muitas vezes, a forma como o cliente interage com o serviço financeiro tem grande influência na escolha da linha de crédito.

Quanto a exemplos internacionais, Galípolo apontou que há diversas abordagens. Alguns países exigem que pessoas em situação de endividamento severo ou vulnerabilidade autorizem previamente a oferta de crédito, aumentando sua conscientização. Em Singapura, por exemplo, o Banco Central define critérios para quem pode receber cartão de crédito, garantindo maior controle e proteção ao consumidor.

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Economia

Galípolo diz que economia desacelera, mas BC mantém cautela

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a desaceleração da atividade econômica brasileira tem se tornado mais evidente nos dados recentes. No entanto, ele ressaltou que o Banco Central (BC) não deve agir de forma impulsiva na definição da política de juros.

Atualmente, a taxa Selic está em 13,75%, depois de cinco reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual. Para as próximas reuniões, o BC não indicou mudanças nos planos referentes aos juros.

— Conforme surgem novos dados, avançamos na compreensão do processo de desaceleração. Apesar disso, este BC mantém equilíbrio e não se deixa levar por emoções para evitar grandes flutuações — explicou Galípolo em entrevista sobre o Relatório de Política Monetária.

O Banco Central e o mercado mostram evidências cada vez mais claras de que o processo de desaceleração está consolidado, o que pode ajudar a equilibrar a relação entre oferta e demanda e levar a inflação para a meta prevista.

Essa postura mais reservada do BC se deve à grande incerteza quanto ao cenário futuro, especialmente considerando a continuação do conflito no Oriente Médio, que pressiona os preços do petróleo e dos combustíveis.

Galípolo também destacou que analistas, através do Questionário Pré-Copom, apontam sinais mais claros de desaceleração econômica junto a um aumento das preocupações com choques de oferta, incluindo efeitos climáticos como o El Niño, que podem prejudicar a produtividade das lavouras de milho e arroz.

— Em meio a tanta incerteza, precisamos ser humildes na interpretação dos dados, que continuam sendo nosso guia, mas devem ser analisados com cautela. Não podemos basear decisões em previsões imprecisas — afirmou.

Na última quinta-feira, o BC revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, de 2,0% para 1,8%, e estimou o PIB de 2027 em 1,4%.

Essa revisão se justifica por uma composição menos favorável do PIB do segundo trimestre, de 0,5%, com menor contribuição do consumo das famílias e de setores mais sensíveis ao ciclo econômico.

Além disso, o BC prevê que essa tendência de desaceleração continuará no terceiro trimestre, como parte de um quadro mais amplo de perda de ritmo iniciado no final de 2024, influenciado pelo ciclo de aperto monetário.

O diretor de Política Econômica do BC, Paulo Picchetti, ponderou, no entanto, que neste momento não há previsão de uma recessão relevante para 2027.

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Economia

Empresas de cinco estados do Nordeste ganham aprovação para incentivos fiscais da Sudene

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Dezoito companhias localizadas em cinco estados do Nordeste receberam autorização para incentivos fiscais da Diretoria Colegiada da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) nesta quinta-feira (24). Juntas, essas empresas empregam mais de 2.800 pessoas. As solicitações passaram por avaliação técnica na Sudene e foram posteriormente aprovadas pela direção da Autarquia. Até o momento, essas empresas investiram mais de R$ 1 bilhão em recursos privados para expandir suas operações.

Das empresas aprovadas, sete estão em Pernambuco, seis na Bahia, três no Rio Grande do Norte, uma no Ceará e outra na Paraíba. Entre os 18 pedidos analisados, 12 focam em novos investimentos para instalação de atividades, quatro visam à modernização de equipamentos e duas estão relacionadas à complementação de maquinário.

Os setores beneficiados incluem a produção de alimentos, bebidas, minerais não metálicos, plástico, móveis, calçados e produtos metalúrgicos. Também foram aprovados pedidos de três empresas de infraestrutura dedicadas à geração de energia eólica, duas do ramo hoteleiro e uma empresa voltada à tecnologia da informação.

Agora, os requerimentos seguem para avaliação da Receita Federal. Caso sejam confirmados, os projetos poderão aproveitar os incentivos fiscais previstos, possibilitando a efetivação dos investimentos planejados.

Os incentivos fazem parte das ferramentas da Sudene voltadas para atrair novos negócios e fomentar os empreendimentos já existentes na região. A concessão desses benefícios tem duração de 10 anos a partir da homologação, com vistorias periódicas da Autarquia para assegurar o uso adequado dos recursos, conforme determinado pela legislação vigente.

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