Economia
Caixa recorre ao TST contra greve dos bancários
A direção da Caixa Econômica Federal protocolou um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta quinta-feira, após 13 dias de greve geral dos trabalhadores e insucesso nas negociações.
Na quarta-feira (23), o banco obteve autorização judicial para reabrir as agências, possibilitando que os gerentes atendessem os clientes.
O processo será avaliado pelo ministro Maurício Godinho Delgado, ainda sem data definida para julgamento.
O banco afirmou em comunicado que manteve amplo diálogo com os representantes dos trabalhadores e que tentou sem sucesso aprimorar a proposta, oferecendo bônus de R$ 3 mil por funcionário.
Por outro lado, representantes sindicais apontam como um dos principais entraves o reajuste do plano de saúde, especialmente para os funcionários em cargos de gerência.
Apesar do apelo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), afiliada à CUT, para o encerramento da greve, as assembleias decidiram manter a paralisação.
O reajuste salarial foi negociado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com os funcionários de todos os bancos.
O acordo coletivo estabeleceu um aumento salarial equivalente ao índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de 0,6% de ganho real, totalizando 4,60%. Os benefícios também serão ajustados conforme esse índice.
Funcionários do Banco do Brasil também aderiram à greve, que foi pontual e já foi finalizada conforme determinação do comando de greve.
Um progresso obtido na negociação foi o adiantamento do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A proposta da Caixa mantém as normas já existentes para a PLR, sem alterações nas regras vigentes.
Economia
Petróleo sobe com impasse nas negociações entre EUA e Irã
O petróleo registrou alta nesta quinta-feira (24), prolongando os ganhos observados na sessão anterior, devido à incerteza presente nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã para resolver o conflito e permitir a passagem segura na região do Estreito de Ormuz.
Na Bolsa Intercontinental de Londres (ICE), o petróleo Brent para entrega em dezembro encerrou o dia com alta de 3,41% (US$ 3,52), cotado a US$ 106,60 por barril.
Já o petróleo WTI com validade para novembro teve aumento de 2,65% (US$ 2,45), fechando a US$ 94,61 o barril na bolsa Nymex.
Durante a tarde, os preços recuaram um pouco após a agência Reuters noticiar que as delegações dos EUA e do Irã estão em Nova York discutindo um acordo gradual para reabrir o Estreito de Ormuz e cessar o bloqueio naval imposto pelos americanos a Teerã.
O impasse das conversas e a intensificação do discurso entre as duas nações já haviam provocado a valorização do petróleo na véspera.
Segundo a AFP, informações de rastreamento indicam que três navios-tanque, carregando quase seis milhões de barris de petróleo iraniano, avaliados em aproximadamente US$ 600 milhões, que foram apreendidos pelo governo do ex-presidente Trump, seguem pelo Atlântico em direção aos Estados Unidos. Dois desses navios encontram-se atualmente na costa brasileira.
A Arábia Saudita anunciou nesta quinta-feira que interceptou seis mísseis balísticos lançados pelos houthis contra as cidades portuárias de Yanbu, localizada no Mar Vermelho, e Taif.
Uma reportagem do jornal The Wall Street Journal revelou que a maior parte dos fornecedores de peças para os drones utilizados pelos houthis, que estão sob sanções americanas, está sediada na China, apontando para uma possível aliança da milícia que vai além do apoio iraniano.
Economia
Petrobras evita reajustes diários no preço do diesel, diz Magda
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirmou nesta quinta-feira que a empresa não pretende realizar reajustes diários no preço do óleo diesel nas refinarias. A declaração veio após o anúncio do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, indicando a manutenção por mais 30 dias da subvenção econômica ao combustível, no valor de R$ 2,12 por litro.
A dirigente explicou que a Petrobras considera confortável o cenário atual dos preços enquanto as cotações do petróleo caírem. Dessa forma, a empresa não tomará decisões imediatas sobre reajustes, preferindo analisar as condições a cada 15 dias.
O desconto concedido pelo Tesouro para manter o diesel com preços mais baixos tem sido uma ferramenta para conter os impactos econômicos do conflito internacional no Oriente Médio, que envolve os EUA, Israel e Irã. Essa política de subsídios também possibilitou que a Petrobras realizasse ajustes nos preços, equilibrando-os com os valores internacionais quando necessário.
Bruno Moretti anunciou a prorrogação da subvenção, que totaliza R$ 2,12 por litro, combinando os valores anteriores de R$ 1,12 e o novo desconto de R$ 1 por litro. Essa estratégia visa manter o equilíbrio entre os preços domésticos e externos do diesel, situação importante para evitar prejuízos nas operações de importação realizadas tanto pela Petrobras quanto por importadores privados.
A presidente destacou a volatilidade do mercado internacional de petróleo, mencionando que o preço oscila frequentemente devido a declarações e acontecimentos nos EUA. Por isso, reforçou que a empresa não reagirá às flutuações diárias, evitando políticas que possam prejudicar a participação da Petrobras no mercado nacional.
Magda também comentou sobre os efeitos da política de preços de paridade internacional (PPI), aplicada durante gestões anteriores, ressaltando que a empresa perdeu participação de mercado ao seguir essa política com rígida frequência de reajustes.
Sobre a produção nacional, a executiva enfatizou a meta da Petrobras de alcançar a autossuficiência no diesel, aumentar a capacidade de produção para suprir toda a demanda interna e reduzir a dependência das importações, atualmente em cerca de 30% do consumo do país.
Embora o aumento da capacidade de refino seja uma solução de longo prazo, a presidente tranquilizou quanto ao abastecimento no curto prazo, informando que as importações para o mês de outubro já estão asseguradas. Ela também minimizou preocupações sobre possíveis restrições dos EUA às exportações de diesel, citando declarações oficiais que desmentem rumores nesse sentido.
Por fim, Magda Chambriard mencionou que, caso haja restrições americanas às exportações, a Petrobras poderá diversificar suas importações, aumentando o volume adquirido de refinadores da Índia, país que já responde por cerca de 15% das importações brasileiras de diesel.
Economia
Banco Central alerta sobre crédito excessivo e planeja ações
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informou que a instituição está atenta à oferta de crédito considerada excessiva ou abusiva. Para conter essa situação, o Banco Central irá implementar gradualmente um conjunto de medidas para restringir essa prática, além de promover medidas que aumentem o entendimento dos consumidores sobre suas escolhas na hora de solicitar empréstimos.
— Em termos de estabilidade financeira, a preocupação é com a oferta de crédito que pode ser agressiva ou abusiva. As ações não dependem da fase do ciclo econômico — explicou ele durante entrevista coletiva.
Galípolo destacou que tais medidas devem focar nas linhas de crédito com maior risco e custo elevado, normalmente concedidas sem garantias. Ele observou que a inadimplência no cartão de crédito alcança 65%, indicando um problema estrutural nessa modalidade, que é uma consequência histórica no Brasil, semelhante ao cheque pré-datado.
Além disso, conforme o presidente do Banco Central, o órgão está avaliando mecanismos que introduzam dificuldades propositais na experiência do cliente ao contratar crédito, para que o consumidor possa refletir com mais calma antes de tomar uma decisão.
— Por isso mencionei ações para aumentar a consciência, ao incorporar ‘atritos’ na jornada do cliente, auxiliando na prevenção e no combate ao crédito abusivo e excessivo. Estamos estudando essas iniciativas com atenção — afirmou. — Muitas vezes, a forma como o cliente interage com o serviço financeiro tem grande influência na escolha da linha de crédito.
Quanto a exemplos internacionais, Galípolo apontou que há diversas abordagens. Alguns países exigem que pessoas em situação de endividamento severo ou vulnerabilidade autorizem previamente a oferta de crédito, aumentando sua conscientização. Em Singapura, por exemplo, o Banco Central define critérios para quem pode receber cartão de crédito, garantindo maior controle e proteção ao consumidor.
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