Brasil
Motta prepara eleições para presidência da Câmara, diz Sóstenes
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira (6) que o partido ainda não está planejando as eleições para a presidência da Casa, mesmo tendo garantido uma das maiores bancadas para 2027, com 121 deputados federais.
“Ninguém está pensando nisso no PL agora. Estamos focados em eleger o Flávio“, declarou o deputado a jornalistas em Brasília.
Sóstenes explicou que considera natural e política a declaração do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), sobre a expectativa de que a direita terá maioria a partir de 2027 para escolher os presidentes das duas casas do Congresso e promover mudanças constitucionais. Contudo, ele ressaltou que essa pauta ainda não está sendo discutida.
O parlamentar ressaltou que se o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está realmente articulando estratégias para a disputa que ocorrerá somente em fevereiro do próximo ano, isso representa uma movimentação antecipada.
“Caso ele esteja fazendo isso, considero uma articulação antecipada, pois o momento é de focar na eleição presidencial. Ninguém está pensando na presidência da Câmara ou do Senado agora. Mesmo reconhecendo que o PL, como maior partido, tem direito a uma das casas, ainda não é o momento adequado para debater isso”, defendeu.
Sóstenes também comentou que conversou com o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, e garantiu que não existe nenhuma articulação em andamento.
Brasil
Redução anual de 2,5% nas populações de animais selvagens no mundo
As populações de vertebrados selvagens passaram por uma redução média de 73% ao longo dos últimos 52 anos, conforme aponta o relatório Planeta Vivo divulgado nesta quinta-feira (8).
Entre 1970 e 2022, a diversidade de mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios diminuiu em média 2,5% por ano.
O estudo foi elaborado pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) para o WWF Internacional.
De acordo com Kirsten Schuijt, diretora-geral do WWF Internacional, o relatório evidencia que os sistemas responsáveis pelo crescimento econômico aceleram uma degradação da natureza em ritmo sem precedentes.
“Parar e reverter esse quadro exigirá mudanças profundas em diversos sistemas, desde a produção de energia e alimentos até o financiamento das economias.”
O Índice Planeta Vivo (IPV), que acompanha a variação média do tamanho de 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados monitoradas ao longo de mais de cinco décadas, é a base dos dados apresentados.
Este índice refere-se à abundância dessas populações, considerando tanto grupos numerosos quanto os com poucos indivíduos.
Ecossistemas
O IPV é resultado da média de três indicadores: o Índice Marinho, que avalia a abundância de espécies marinhas; o Índice Terrestre, que contempla habitats diversos como florestas e desertos; e o Índice de Água Doce, que monitora espécies em rios e lagos.
O Índice de Água Doce apresentou a maior queda, com 85% em 52 anos, equivalente a uma redução anual média de 3,6%. Segundo os pesquisadores, as espécies desses ambientes enfrentam diversas ameaças nas bacias hidrográficas.
Por exemplo, os peixes são afetados por alterações em seus habitats, como barragens e desvios que bloqueiam rotas migratórias essenciais.
O Índice Terrestre mostrou um declínio de 69% no período analisado, com média anual de 2,3%, enquanto o Índice Marinho indicou uma diminuição de 59%, com média anual de 1,7%.
Diferenças regionais
Os pesquisadores também detectaram variações na perda das populações conforme a região geográfica:
- América Latina e Caribe: 95% de declínio;
- África: 80%;
- Europa e Ásia Central: 23%;
- América do Norte: 28%;
- Ásia e Região do Pacífico: 49%.
Andrew Terry, diretor de conservação da ZSL, explica que os dados refletem as condições de monitoramento e o momento histórico.
“Na América do Norte, os declínios intensos ocorreram antes da década de 1970, com redução da taxa nos anos seguintes.”
Novas informações
Este relatório não apresenta comparações com edições anteriores, devido à inclusão contínua de novos dados e ao aumento das populações e espécies estudadas.
Foram adicionadas informações sobre 967 populações de 295 novas espécies, além da atualização de 669 populações, em relação ao relatório de 2024.
Além disso, foram analisados indicadores relacionados ao risco de extinção e integridade da biodiversidade, reforçando o cenário global de declínio.
Impactos
A redução das populações de espécies representa ameaças à estabilidade econômica, segurança global e bem-estar humano.
“A estrutura que sustenta nossa prosperidade está se desfazendo rapidamente, aumentando a desigualdade”, enfatiza o relatório.
Estima-se que cerca de 58 trilhões de dólares do PIB mundial de 2023 dependem da natureza e são diretamente afetados por essas perdas.
Conservação e esperança
Por outro lado, o relatório destaca que existem caminhos para frear e até reverter essa tendência.
Esforços de conservação já possibilitaram a estabilização ou crescimento de metade das populações avaliadas pelo índice.
No Brasil, a população de onças-pintadas na Mata Atlântica cresceu 280% entre 2019 e 2025, graças a ações coordenadas entre governo, terceiro setor e produtores locais.
Globalmente, em 2025, a tartaruga-verde foi a primeira tartaruga marinha a ser reclassificada de Ameaçada para Pouco Preocupante, após cinco décadas de esforços em mais de 80 países.
Para a especialista em conservação do WWF-Brasil, Helga Correa, os exemplos de recuperação mostram que a perda da natureza não é inevitável e que o Brasil pode reverter suas perdas.
“Isso exige ações contínuas e em grande escala de conservação, proteção e restauração dos ecossistemas, além do combate às causas da perda da biodiversidade.”
Líderes mundiais discutirão caminhos para acelerar ações e investimentos na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17), em 19 de outubro, em Yerevan, Armênia.
Possibilidade de mudança
Como contribuição para os debates, o relatório apresenta o conceito de ponto de inflexão positivo, que descreve o momento em que um sistema entra em uma trajetória de melhora rápida e sustentável.
Esta ideia foi discutida em estudo da Universidade de Exeter, na Inglaterra.
“Embora as chances de mudar estejam diminuindo, ainda é possível. Transformar sistemas complexos na velocidade necessária é difícil, mas pontos de inflexão positivos podem acelerar essa mudança mais do que imaginamos”, conclui Daudi Sumba, diretor de conservação do WWF Internacional.
Brasil
Rebeca Andrade volta ao Mundial de ginástica artística
A campeã olímpica brasileira Rebeca Andrade vai competir novamente no Mundial de ginástica artística depois de ficar um ano afastada, período em que cuidou da sua saúde mental, segundo a confederação nacional informou nesta quarta-feira (7).
Rebeca, que tem 27 anos, está confirmada na convocação da Confederação Brasileira de Ginástica para o evento que ocorrerá entre 17 e 25 de outubro em Roterdã, nos Países Baixos.
Este Mundial será uma etapa classificatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Rebeca Andrade é a maior medalhista olímpica do Brasil, com seis medalhas obtidas em três edições das Olimpíadas: duas de ouro, três de prata e uma de bronze.
Depois de 22 meses afastada para cuidar da saúde física e mental, a estrela da ginástica nacional retornou às competições oficiais em junho, no Pan-Americano no Rio de Janeiro, onde conquistou a medalha de ouro no salto.
Em agosto, ela voltou a garantir o ouro na mesma prova no Campeonato Brasileiro.
Lesões e cirurgias no joelho entre 2015 e 2019 quase encerraram a carreira de Rebeca Andrade antes que ela se tornasse uma das maiores ginastas do planeta.
Ela estreou nas Olimpíadas do Rio 2016 e brilhou em Tóquio 2020, que foram adiados para 2021 por causa da pandemia, conquistando ouro no salto e prata no individual geral.
Em Paris 2024, Rebeca Andrade faturou ouro no solo ao superar a americana Simone Biles, além de conquistar prata no salto e no individual geral, e bronze por equipes.
Brasil
Mirassol resiste e evita vitória do Red Bull Bragantino no seu estádio
O Mirassol ficou com um jogador a menos, saiu atrás no placar, mas conseguiu buscar o empate por 1 a 1 contra o Red Bull Bragantino, na cidade de Bragança Paulista. A partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro aconteceu no estádio Cícero de Souza Marques. Apesar da desvantagem numérica desde os 27 minutos do primeiro tempo, a equipe comandada pelo técnico Rafael Guanaes conseguiu igualar o resultado. O atacante André Luis entrou no segundo tempo e marcou o gol de empate, além de ter tido um segundo gol invalidado por impedimento.
Com o empate, o Bragantino soma 37 pontos, enquanto o Mirassol chega aos 33. O time visitante mantém a sequência de quatro jogos sem derrotas, com duas vitórias e dois empates, buscando se afastar da zona de rebaixamento. Já o time da casa ficou frustrado por não conseguir vencer mesmo com um jogador a mais.
Durante a primeira etapa, o Bragantino teve mais posse de bola e criou mais oportunidades, mas esbarrou nas defesas importantes do goleiro Walter, do Mirassol. O time visitante tentou contra-atacar, porém sem muitas ameaças. Aos 27 minutos, o zagueiro João Victor foi expulso após cometer falta para impedir um ataque perigoso.
Na segunda etapa, o Bragantino abriu o placar logo aos cinco minutos: Fernando acionou Wallace Yan, que cruzou para o gol de Eduardo Sasha. Contudo, o Mirassol reagiu aos 24 minutos, com o gol de empate marcado por André Luis após um cruzamento preciso de Alesson.
Apesar de um lance de gol anulado por impedimento para André Luis aos 28 minutos, o Mirassol continuou pressionando, dificultando a reação do Bragantino, que não conseguiu retomar o controle da partida. O jogo terminou empatado, com chances para ambos os lados, incluindo um chute no travessão no fim da partida.
Na próxima rodada, o Mirassol enfrentará o Bahia na Arena Fonte Nova, em Salvador, enquanto o Bragantino receberá o Cruzeiro no estádio Cícero de Souza Marques. Ambos os jogos ocorrerão pela 30ª rodada do campeonato.
Ficha técnica
Red Bull Bragantino: Tiago Volpi; Ryan Augusto, Guzmán Rodríguez, Gustavo Marques, Juninho Capixaba (Herrera); Patrick (Isidro Pitta), Eric Ramires, Lucas Barbosa, Wallace Yan (Bruninho), Fernando; Eduardo Sasha (Vinicinho). Técnico: Vagner Mancini.
Mirassol: Walter; Igor Formiga, João Victor, Willian Machado, Reinaldo; Denilson (Wallison), Neto Moura, Edson Carioca (André Luis), Chico Kim (Gabriel), Eduardo (Alesson); Bruno Santos (Lucas Oliveira). Técnico: Rafael Guanaes.
Gols: Eduardo Sasha, cinco minutos da segunda etapa; André Luis, 24 minutos da segunda etapa.
Cartão vermelho: João Victor (Mirassol).
Árbitro: Raphael Claus (SP).
Renda: R$ 54.630,00
Público: 2.340 torcedores presentes.
Local: Estádio Cícero de Souza Marques, na cidade de Bragança Paulista, São Paulo.
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