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Brasil

Edinho conversa com Kassab e Marcos sobre segundo turno

O presidente do PT, Edinho Silva, informou nesta terça-feira (6) que manteve diálogo com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e com o líder do Republicanos, Marcos Pereira, para discutir a posição dos seus partidos no segundo turno das eleições.

De acordo com Edinho, Kassab indicou que o PSD adotará uma postura neutra, porém, deixou aberta a possibilidade de negociar com lideranças regionais do partido para buscar apoio.

O presidente do PT destacou que o Republicanos ainda não definiu seu posicionamento, mas também sinalizou abertura para conversas em nível regional. O partido tem como líder o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Edinho mencionou ainda interlocução com os partidos União Brasil, PP e Avante. Revelou que o ex-ministro do Esporte, André Fufuca (PP) — senador eleito — afirmou que, apesar do PP apoiar Flávio no segundo turno, continuará empenhado na campanha de Lula. Edinho também citou a senadora eleita Teresa Surita (MDB), que declarou apoio ao presidente da República, e informou que há conversas em andamento com o Avante.

Edinho anunciou uma reunião para o dia seguinte (7), reunindo os congressistas atuais e eleitos do PT e de partidos aliados.

Ele também afirmou que os senadores Camilo Santana, Rui Costa e Jaques Wagner deverão integrar a coordenação da campanha. Além disso, defendeu que o vice-presidente Geraldo Alckmin assuma um papel mais atuante na coordenação.

Edinho fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que ele está atuando contra uma proposta de emenda constitucional que visa acabar com a escala de trabalho 6×1. Também declarou que o sistema judiciário atual não atende aos interesses da população brasileira e necessita de reformas urgentes.

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Brasil

Primeiro piloto brasileiro a dar volta ao mundo solo de avião conta sua viagem e desafios

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Alex Frota, empresário natural de Fortaleza (CE), realizou uma jornada única ao se tornar o primeiro brasileiro a completar uma volta ao mundo pilotando sozinho um avião monomotor experimental. Foram 182 dias, 297 horas de voo, 77 mil quilômetros, passando por 33 países e cinco continentes.

A aventura começou em 15 de março e terminou em 12 de setembro deste ano, com o pouso em sua cidade natal, onde foi recebido pela família. Durante o percurso, Alex enfrentou desde o frio extremo da Groenlândia, com temperaturas de até -22 graus Celsius, até o calor intenso do Oriente Médio, chegando a mais de 50 graus Celsius. A viagem incluiu desafios técnicos, como falhas elétricas, vazamentos de combustível e problemas na estrutura da aeronave em várias etapas.

O trajeto exigiu planejamento rigoroso: mais de dois anos de estudo para definir rotas, aeroportos compatíveis para pousos e abastecimentos. O avião utilizado foi um monomotor RV-10 da Van’s Aircraft, que teve autonomia aumentada de 4 horas e meia para até 15 horas de voo devido a adaptações feitas pelo piloto.

Alex destacou a importância do apoio recebido pelas redes sociais, onde seu projeto ‘Frotas Pelo Mundo’ alcançou mais de 109 mil seguidores no Instagram, proporcionando mensagens motivadoras que foram fundamentais nos momentos de dificuldade.

Além dos desafios naturais e técnicos, a burocracia representou um obstáculo significativo, especialmente nas Filipinas, onde a liberação para continuar a viagem demorou mais de uma semana, exigindo negociações diplomáticas. A comunicação com a família também foi um aspecto cuidado, com a ajuda de uma conexão via Starlink que permitiu manter contato mesmo em áreas remotas.

Depois dessa experiência intensa, Alex afirmou que não pretende repetir a viagem, considerando-a muito complexa e desafiadora. Seu foco agora está em compartilhar suas experiências por meio de palestras pelo Brasil, abordando temas como aviação, planejamento de viagem, gerenciamento de crises e superação de obstáculos.

O próximo passo de Alex Frota é realizar o “Giro pelo Brasil”, uma série de voos e palestras em diversas cidades que já contrataram suas apresentações, promovendo sua paixão pela aviação e inspirando outros com sua história.

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Brasil

Redução anual de 2,5% nas populações de animais selvagens no mundo

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As populações de vertebrados selvagens passaram por uma redução média de 73% ao longo dos últimos 52 anos, conforme aponta o relatório Planeta Vivo divulgado nesta quinta-feira (8).

Entre 1970 e 2022, a diversidade de mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios diminuiu em média 2,5% por ano.

O estudo foi elaborado pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) para o WWF Internacional.

De acordo com Kirsten Schuijt, diretora-geral do WWF Internacional, o relatório evidencia que os sistemas responsáveis pelo crescimento econômico aceleram uma degradação da natureza em ritmo sem precedentes.

“Parar e reverter esse quadro exigirá mudanças profundas em diversos sistemas, desde a produção de energia e alimentos até o financiamento das economias.”

O Índice Planeta Vivo (IPV), que acompanha a variação média do tamanho de 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados monitoradas ao longo de mais de cinco décadas, é a base dos dados apresentados.

Este índice refere-se à abundância dessas populações, considerando tanto grupos numerosos quanto os com poucos indivíduos.

Ecossistemas

O IPV é resultado da média de três indicadores: o Índice Marinho, que avalia a abundância de espécies marinhas; o Índice Terrestre, que contempla habitats diversos como florestas e desertos; e o Índice de Água Doce, que monitora espécies em rios e lagos.

O Índice de Água Doce apresentou a maior queda, com 85% em 52 anos, equivalente a uma redução anual média de 3,6%. Segundo os pesquisadores, as espécies desses ambientes enfrentam diversas ameaças nas bacias hidrográficas.

Por exemplo, os peixes são afetados por alterações em seus habitats, como barragens e desvios que bloqueiam rotas migratórias essenciais.

O Índice Terrestre mostrou um declínio de 69% no período analisado, com média anual de 2,3%, enquanto o Índice Marinho indicou uma diminuição de 59%, com média anual de 1,7%.

Diferenças regionais

Os pesquisadores também detectaram variações na perda das populações conforme a região geográfica:

  • América Latina e Caribe: 95% de declínio;
  • África: 80%;
  • Europa e Ásia Central: 23%;
  • América do Norte: 28%;
  • Ásia e Região do Pacífico: 49%.

Andrew Terry, diretor de conservação da ZSL, explica que os dados refletem as condições de monitoramento e o momento histórico.

“Na América do Norte, os declínios intensos ocorreram antes da década de 1970, com redução da taxa nos anos seguintes.”

Novas informações

Este relatório não apresenta comparações com edições anteriores, devido à inclusão contínua de novos dados e ao aumento das populações e espécies estudadas.

Foram adicionadas informações sobre 967 populações de 295 novas espécies, além da atualização de 669 populações, em relação ao relatório de 2024.

Além disso, foram analisados indicadores relacionados ao risco de extinção e integridade da biodiversidade, reforçando o cenário global de declínio.

Impactos

A redução das populações de espécies representa ameaças à estabilidade econômica, segurança global e bem-estar humano.

“A estrutura que sustenta nossa prosperidade está se desfazendo rapidamente, aumentando a desigualdade”, enfatiza o relatório.

Estima-se que cerca de 58 trilhões de dólares do PIB mundial de 2023 dependem da natureza e são diretamente afetados por essas perdas.

Conservação e esperança

Por outro lado, o relatório destaca que existem caminhos para frear e até reverter essa tendência.

Esforços de conservação já possibilitaram a estabilização ou crescimento de metade das populações avaliadas pelo índice.

No Brasil, a população de onças-pintadas na Mata Atlântica cresceu 280% entre 2019 e 2025, graças a ações coordenadas entre governo, terceiro setor e produtores locais.

Globalmente, em 2025, a tartaruga-verde foi a primeira tartaruga marinha a ser reclassificada de Ameaçada para Pouco Preocupante, após cinco décadas de esforços em mais de 80 países.

Para a especialista em conservação do WWF-Brasil, Helga Correa, os exemplos de recuperação mostram que a perda da natureza não é inevitável e que o Brasil pode reverter suas perdas.

“Isso exige ações contínuas e em grande escala de conservação, proteção e restauração dos ecossistemas, além do combate às causas da perda da biodiversidade.”

Líderes mundiais discutirão caminhos para acelerar ações e investimentos na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17), em 19 de outubro, em Yerevan, Armênia.

Possibilidade de mudança

Como contribuição para os debates, o relatório apresenta o conceito de ponto de inflexão positivo, que descreve o momento em que um sistema entra em uma trajetória de melhora rápida e sustentável.

Esta ideia foi discutida em estudo da Universidade de Exeter, na Inglaterra.

“Embora as chances de mudar estejam diminuindo, ainda é possível. Transformar sistemas complexos na velocidade necessária é difícil, mas pontos de inflexão positivos podem acelerar essa mudança mais do que imaginamos”, conclui Daudi Sumba, diretor de conservação do WWF Internacional.

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Brasil

Rebeca Andrade volta ao Mundial de ginástica artística

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A campeã olímpica brasileira Rebeca Andrade vai competir novamente no Mundial de ginástica artística depois de ficar um ano afastada, período em que cuidou da sua saúde mental, segundo a confederação nacional informou nesta quarta-feira (7).

Rebeca, que tem 27 anos, está confirmada na convocação da Confederação Brasileira de Ginástica para o evento que ocorrerá entre 17 e 25 de outubro em Roterdã, nos Países Baixos.

Este Mundial será uma etapa classificatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Rebeca Andrade é a maior medalhista olímpica do Brasil, com seis medalhas obtidas em três edições das Olimpíadas: duas de ouro, três de prata e uma de bronze.

Depois de 22 meses afastada para cuidar da saúde física e mental, a estrela da ginástica nacional retornou às competições oficiais em junho, no Pan-Americano no Rio de Janeiro, onde conquistou a medalha de ouro no salto.

Em agosto, ela voltou a garantir o ouro na mesma prova no Campeonato Brasileiro.

Lesões e cirurgias no joelho entre 2015 e 2019 quase encerraram a carreira de Rebeca Andrade antes que ela se tornasse uma das maiores ginastas do planeta.

Ela estreou nas Olimpíadas do Rio 2016 e brilhou em Tóquio 2020, que foram adiados para 2021 por causa da pandemia, conquistando ouro no salto e prata no individual geral.

Em Paris 2024, Rebeca Andrade faturou ouro no solo ao superar a americana Simone Biles, além de conquistar prata no salto e no individual geral, e bronze por equipes.

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