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Cultura

Livro de Márcio Bastos sobre teatro e desbunde do Vivencial será lançado no MAC em Olinda

No cenário cultural do Brasil, surge uma obra importante que relata a trajetória do coletivo teatral Vivencial, um grupo que marcou época durante os anos 1970 e 1980. Em meio ao contexto da ditadura militar, esse coletivo diverso e plural reuniu pessoas de diferentes origens, orientações e condições sociais, transformando a cena artística de Pernambuco.

O escritor e jornalista Márcio Bastos apresenta sua obra “Lantejoulas no Mangue: teatro e desbunde do Vivencial”, que será lançada no Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE), em Olinda, neste sábado, dia 10, às 14h. O livro é parte da coleção “Nossas Histórias”, organizada por Renan Quinalha e publicada pela Editora Autêntica.

A publicação traz uma pesquisa detalhada e um resgate afetivo dessa experiência teatral única, que enfrentou as dificuldades daquele período através da arte disruptiva e engajada. O grupo Vivencial foi formado por homossexuais, mulheres, estudantes, analfabetos, intelectuais, pessoas trans, negros, heterossexuais e bissexuais, unindo forças para desafiar as normas sociais e políticas vigentes.

Márcio Bastos conta que sua relação com o Vivencial data de pelo menos quinze anos, inspirada inicialmente pelo livro “Transgressão em 3 Atos: nos Abismos do Vivencial” (2011), e que sua obra busca humanizar e contextualizar o coletivo em sua época, destacando conexões com a comunidade LGBTQIAPN+, cultura e política. O autor deseja que o leitor sinta a potência e a beleza desse grupo.

Entre os anos de 1974 e 1983, o Vivencial realizou cerca de trinta espetáculos, revelando talentos pouco conhecidos e chamando atenção de ícones da música nacional, como Caetano Veloso. O grupo teve origem inusitada, quando o hippie Guilherme Pontes Coelho, que almejava a vida monástica, dirigiu a primeira peça do coletivo, marcada por críticas à Igreja, ao machismo e ao racismo, além de defender a diversidade sexual.

Apesar da curta duração do grupo, sua influência permanece na cena cultural e LGBTQIAPN+ de Pernambuco, inspirando atividades artísticas e manifestando um ritmo frenético com foco na comunicação e expressão. O legado do Vivencial é celebrado como um movimento revolucionário, que via na felicidade e na arte armas para a transformação social.

Além do lançamento do livro, o evento no MAC também remete ao passado, lembrando que há 50 anos o grupo se apresentou no mesmo local com o espetáculo “7 Fôlegos”. A iniciativa reafirma a importância do espaço para as artes cênicas e homenageia essa trajetória significativa da cultura pernambucana.

Detalhes do lançamento

  • Data: Sábado, 10
  • Hora: 14h
  • Local: Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE), Rua Treze de Maio, 149, Carmo, Olinda
  • Entrada: Gratuita
  • Preço do livro: R$ 69,90 (físico), R$ 48,90 (e-book)
  • Informações adicionais: @marciobsts
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Cultura

Anne Carson recebe Nobel de Literatura

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Anne Carson, poetisa e ensaísta do Canadá, foi laureada com o Prêmio Nobel de Literatura nesta quinta-feira (8). Sua obra é reconhecida pela abordagem inovadora, que adiciona um toque contemporâneo ao misticismo presente em seus textos que exploram temas como o amor, o desejo e a angústia.

A autora, atualmente com 76 anos, foi condecorada por sua contribuição arrojada e criativa, que, ao dialogar de forma brincalhona com a tradição clássica, desenvolveu novas maneiras de expressão para a literatura atual, conforme anunciou a Academia Sueca.

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Cultura

Show Criança Esperança usa o carisma de Lázaro Ramos na 41ª edição

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Por mais de quarenta anos, o projeto Criança Esperança tem alcançado diferentes formas de transformar solidariedade em um evento televisivo marcante. Em 2026, a campanha retorna às telas no dia 12 de outubro, Dia das Crianças, combinando entretenimento e mobilização social com o tema ‘Juntos pela infância’.

O projeto não busca apenas se repetir, mas se moderniza acompanhando os tempos atuais e tentando resgatar sentimentos ligados à infância, como a imaginação, a fé e a ação para transformar uma doação em parte de uma corrente coletiva.

Cristovam Ferrara, diretor de Valor Social da Globo, afirma que ‘a infância ensina muitos aspectos positivos que muitas vezes esquecemos na vida adulta. Desejamos mobilizar estes sentimentos para criar uma corrente de solidariedade através das doações. Quando milhões de brasileiros se unem pela infância, formamos um movimento capaz de mudar vidas rapidamente.’

O ator Lázaro Ramos será o mestre de cerimônias do Show da Esperança, espetáculo que encerra a Maratona da Esperança, apostando na memória afetiva para sensibilizar o país em favor da infância. A apresentação, conduzida pela Orquestra Sinfônica Brasileira, contará com vários artistas e será uma fábula sinfônica com músicas que marcaram gerações.

Lázaro Ramos declarou estar muito feliz em participar desse projeto que fala sobre a infância e o futuro das crianças por meio de lembranças que emocionam e despertam afeto.

Com números musicais e teatralidades inspirados na literatura infantil, o espetáculo transformará uma biblioteca encantada em palco para a solidariedade, celebrando a imaginação, as memórias afetivas e o poder das histórias na formação das crianças.

Além de apresentador, Lázaro Ramos será um guardião das histórias infantis do mundo, guiando o público por uma grande jornada musical que homenageia a infância e destaca a importância de proteger as crianças, tema desta edição do Criança Esperança.

Marlova Jovchelovitch Noleto, diretora e Representante da Unesco no Brasil, destaca que o programa já mobilizou milhões de brasileiros em torno de uma causa comum e se tornou um movimento que cria oportunidades, empodera pessoas e transforma vidas, mostrando que é possível construir um futuro mais justo e inclusivo para crianças, adolescentes e jovens.

O influenciador digital Enaldinho, fenômeno na internet, também participará do evento. Ele será uma das figuras do imaginário infantil presentes na biblioteca mágica que servirá de cenário para os atos cênicos da produção.

Enaldinho compartilhou que assistiu a inúmeras edições do Criança Esperança e sempre apoiou o programa, que é parte da infância de muitos brasileiros.

Além dele, o evento contará com as participações de artistas renomados, como Sandy, Gilberto Gil, Flor Gil, Michel Teló, Gaby Amarantos, Péricles, Isabelle Drummond, Evelyn Castro, Antonio Caramelo e a Escola de Música da Rocinha.

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Cultura

Nova geração em Se Eu Fosse Você 3 mantém essência da franquia

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Alguns filmes marcam época, e Se Eu Fosse Você é um exemplo clássico. Quando Cláudio e Helena, interpretados por Tony Ramos e Glória Pires, pela primeira vez trocaram de corpos em 2006, o humor surgiu do contraste entre duas pessoas que conheciam a rotina uma da outra, mas nunca tinham vivenciado a vida pela perspectiva do parceiro.

Agora, duas décadas se passaram e a ideia retorna ao cinema. Se Eu Fosse Você 3 chega às telonas nesta quinta-feira (8), reunindo novamente Tony Ramos e Glória Pires, mas com foco na Bia (interpretada por Cleo Pires), filha do casal, que já é adulta e casada com Aquiles (vivido por Rafael Infante).

A direção ficou a cargo de Anita Barbosa, com supervisão artística de Daniel Filho e roteiro de Leandro Soares.

Essa escolha evita que o filme repita a mesma fórmula dos dois primeiros, trazendo personagens que cresceram em uma realidade diferente e enfrentam desafios próprios, enquanto Cláudio e Helena ocupam uma nova posição na dinâmica familiar.

Presença imbatível de Tony Ramos e Glória Pires

Um dos pontos fortes do filme é a presença de Tony Ramos e Glória Pires. A familiaridade imediata entre os dois personagens continua presente, e o filme sabe fazer uso disso sem repetir a fórmula exata dos anteriores.

Agora, Cláudio e Helena observam a vida adulta da filha. Eles não estão mais descobrindo como conviver um com o outro após uma situação fora do comum, mas sim enfrentando as escolhas que Bia faz.

Cleo Pires e Rafael Infante dão vida à nova geração

Bia e Aquiles carregam a responsabilidade de sustentar essa nova história, enfrentando o desafio de capturar a atenção do público após duas décadas associando a franquia aos personagens originais.

Cleo Pires interpreta uma Bia madura, com uma vida autônoma e questões que não são mais resolvidas pelos pais. Rafael Infante, como Aquiles, destaca o lado cômico das situações da trama, mas seu personagem também revela inseguranças e diferenças em relação à esposa.

A química entre os dois é própria e, quando o roteiro os coloca fora da sombra dos personagens originais, surgem alguns dos momentos mais divertidos do filme.

Memórias presentes, mas foco no presente

É natural assistir a Se Eu Fosse Você 3 e lembrar dos dois primeiros filmes. A nostalgia é cultivada com o reencontro de Tony Ramos e Glória Pires, a premissa e citações à história já conhecida pelo público. No entanto, o longa não se apoia apenas nessas lembranças para justificar sua existência.

Bia e Aquiles representam uma geração que encara relacionamentos, família e desafios pessoais de maneira distinta. Por outro lado, Cláudio e Helena trazem uma experiência diferente e precisam compreender que as estratégias que funcionaram para eles podem não servir para a filha.

Uma continuação que avança

O mérito de Se Eu Fosse Você 3 está em reconhecer que, vinte anos depois, não seria possível repetir a mesma história. Tony Ramos e Glória Pires continuam sendo o elo mais forte com os filmes anteriores, mas a nova produção foca na relação entre Bia e Aquiles, que não é uma versão jovem do casal original.

São personagens de outra época, com conflitos e formas diferentes de lidar com eles. A sequência aproveita a memória do público, mas busca seu próprio ritmo para seguir em frente.

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