Economia
Lula aumenta liderança entre eleitores pobres e beneficiários do Bolsa Família
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores cuja renda familiar é de até dois salários mínimos e também entre os beneficiários do Bolsa Família, conforme revelou pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28).
No primeiro turno, Lula cresceu de 49% para 52% entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, enquanto Flávio se manteve em 23%. A distância entre eles aumentou de 26 para 29 pontos percentuais.
Na simulação do segundo turno, Lula elevou seu percentual de 52% para 55% nesse mesmo grupo, e Flávio teve queda de 30% para 29%. Os votos brancos, nulos e os de quem afirmou que não votaria reduziram de 13% para 11%, e o número de indecisos permaneceu em 5%.
Entre os beneficiários do Bolsa Família, Lula subiu de 52% para 53% no primeiro turno, enquanto Flávio caiu de 23% para 21%. A diferença entre eles aumentou de 29 para 32 pontos percentuais, com votos brancos crescendo para 10% e indecisos mantendo-se em 5%.
No segundo turno, a preferência por Lula entre beneficiários do programa subiu de 56% para 59%, e a de Flávio diminuiu de 30% para 27%. Votos brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar passaram de 12% para 11%, enquanto os indecisos aumentaram de 2% para 3%.
As margens de erro são de quatro pontos percentuais para eleitores com renda de até dois salários mínimos e de cinco pontos entre os beneficiários do Bolsa Família, para mais ou para menos.
Esse levantamento da Quaest, realizado entre 24 e 27 de setembro, é o primeiro após a proibição das apostas esportivas anunciada por Lula na última sexta-feira (25) e ajudará a avaliar os impactos dessa medida.
A pesquisa também revelou que 52% da população acredita na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano, enquanto 32% acreditam em uma vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Entre os eleitores de Lula, 90% confiam na vitória dele, enquanto 3% apostam em Flávio. Na última pesquisa, esses números eram de 87% e 5%, respectivamente.
Já entre os apoiadores de Flávio, 72% acreditam na sua vitória e 21% acham que Lula ganhará. Na pesquisa anterior, esses índices eram de 69% para Flávio e 21% para Lula.
Foram ouvidas 2.004 pessoas com idade a partir de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06520/2026.
Economia
Saldo de empregos formais cresce 165.827 vagas em agosto
O mercado de trabalho no Brasil gerou 165.827 novas vagas formais em agosto, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na terça-feira (29).
Esse foi o segundo pior desempenho para este mês desde o início da série do Novo Caged em 2020, ficando atrás apenas de agosto de 2025, quando o saldo foi de 154.683 vagas.
O resultado superou a mediana das projeções da pesquisa Projeções Broadcast, que estimava a criação líquida de 93.486 empregos em agosto. As previsões de mercado variavam positivamente entre 55.789 e 169.980 novas vagas.
O saldo do mês reflete 2.294.563 admissões contra 2.128.736 desligamentos. Em julho, o saldo positivo foi de 55.915 vagas, já considerando ajustes na série. Em agosto de 2025, o saldo registrado foi de 154.683 vagas.
Acumulado do Ano
De janeiro a agosto de 2026, o saldo líquido de empregos formais somou 1.134.033 vagas. Este é o menor resultado para este período desde 2020, ano marcado pelo fechamento de 1.075.273 postos de trabalho em função da pandemia de covid-19.
Comparado ao mesmo intervalo de janeiro a agosto de 2025, houve queda de 25,2%, considerando que naquele período foram criadas 1.516.881 vagas.
Os cinco principais setores da economia atingiram saldo positivo no acumulado do ano: serviços (697.859), construção (200.431), indústria (170.442), agropecuária (56.024) e comércio (9.300).
O estado de São Paulo lidera a criação de empregos formais em números absolutos, com saldo positivo de 306.883 postos, seguido por Minas Gerais (123.176) e Rio de Janeiro (77.670).
Por outro lado, os estados com os menores saldos no ano são Alagoas (-3.216), Rondônia (2.397) e Roraima (2.565).
Economia
Frigorífico de Canhotinho autorizado a exportar carne bovina para a China
A unidade da Masterboi em Canhotinho, localizada no Agreste de Pernambuco, recebeu na terça-feira (29) a aprovação sanitária para enviar carne bovina ao mercado chinês. A autorização foi emitida pela Administração Geral de Alfândegas da China (GACC), órgão responsável pela regulamentação e fiscalização dos estabelecimentos estrangeiros exportadores.
Inaugurada em agosto de 2022, a planta possui capacidade para abater cerca de 800 bovinos diariamente. Com essa aprovação, a unidade pernambucana passa a integrar a rede de exportação de proteínas do grupo para a China, que antes contava apenas com a fábrica de São Geraldo do Araguaia, no estado do Pará, habilitada para esse fim.
A certificação foi concedida após cumprimento rigoroso de etapas, incluindo auditorias presenciais, envio de documentação técnica e ajustes nos processos sanitários e produtivos da fábrica.
Com a licença concedida pelo governo chinês, a pecuária e a infraestrutura industrial do Agreste de Pernambuco ganham acesso direto a um dos maiores mercados consumidores de carne do mundo, estimulando melhorias logísticas, de transporte e serviços na região.
Economia
Shopee lança site para vender no exterior para pequenas e médias empresas do Brasil
A Shopee anunciou nesta terça-feira (29) o lançamento de sua nova plataforma para vendas internacionais, direcionada a pequenas e médias empresas brasileiras.
Esse serviço possibilita que os vendedores locais vendam e enviem seus produtos para clientes na Argentina e no México.
Essa ação reforça a competição entre os principais marketplaces que atuam no Brasil e nos países vizinhos.
Disponibilidade e Expansão
Inicialmente, a plataforma foi testada com 19 mil vendedores brasileiros, que expuseram 1,4 milhão de produtos no exterior.
Atualmente, a Shopee está ampliando esse serviço para um público maior, atingindo 150 mil vendedores no Brasil.
Benefícios para Pequenas e Médias Empresas
Segundo a Shopee, a iniciativa oferece uma chance para que pequenas e médias empresas possam ingressar no comércio eletrônico latino-americano e ampliar seus negócios.
Quando um pedido é realizado de um país vizinho, o vendedor só precisa preparar o produto para a coleta, ficando a cargo da Shopee a retirada, o transporte internacional e a entrega no endereço do comprador no país de destino.
A empresa também garante suporte para o desembaraço aduaneiro e o serviço de atendimento ao cliente, sem custos adicionais para o vendedor.
Declaração da Empresa
Felipe Lima, diretor de desenvolvimento de negócios e operações de fulfillment da Shopee, destacou que a plataforma ajuda empresas a utilizar sua presença online e experiência para explorar o comércio eletrônico regional, facilitando o comércio internacional para negócios em diferentes níveis de desenvolvimento.
Parceria e Estrutura
No ano passado, a Shopee estabeleceu uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), envolvendo capacitação, conteúdo estratégico e suporte técnico para empresas interessadas em expandir para o exterior.
Fundada em 2015 em Singapura, a Shopee possui no Brasil uma rede com 26 centros de distribuição e 200 hubs logísticos para apoiar as vendas de mais de 3 milhões de vendedores brasileiros cadastrados, responsáveis por 95% das transações na plataforma.
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