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Lula aumenta contato direto com eleitores em São Paulo na reta final das eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, neste sábado, 26, adotando uma estratégia da campanha para a última semana antes do primeiro turno das eleições: intensificar o contato direto com os eleitores para garantir presença nas urnas.

Animado e atento aos detalhes, Lula caminhou pelo bairro acompanhado pela primeira-dama Janja Lula da Silva. Durante o trajeto, pediu para que o carro andasse mais devagar e solicitou aos seguranças espaço para se aproximar dos apoiadores, buscando diminuir a distância entre ele e os eleitores.

Em vários momentos, Lula também pediu para aumentar o volume do microfone, preocupado em ser ouvido por quem acompanhava a passagem. “Diga ao rapaz do som que aumentar o volume não paga imposto”, brincou.

Ele também cuidou da apresentação dos aliados, pedindo que fossem anunciados nomes presentes no evento, como o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) e as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). “Precisa citar os nomes deles”, comentou com humor.

Essa abordagem reflete uma mudança de ritmo que a equipe de campanha pretende intensificar nos dias que antecedem a votação em 4 de outubro. A avaliação dos aliados é que eventos abertos e caminhadas nas periferias ajudam a engajar melhor os eleitores já inclinados a votar em Lula do que eventos fechados.

A estratégia visa dar mais força a uma campanha que, segundo petistas, teve parte de sua agenda eleitoral ofuscada recentemente pela crise do Banco Master e pelos acontecimentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Além disso, o movimento busca diminuir o risco de abstenção em grupos com maior propensão a não votar, especialmente eleitores de baixa renda e idosos, onde Lula lidera as pesquisas.

Parlamentares aliados consideram que essa maior presença nas ruas já começou a acelerar o ritmo da campanha. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que os eventos em Recife e São Paulo indicam uma campanha mais próxima do eleitorado, ganhando força na reta final.

O coordenador da campanha em São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, concorda, destacando que a candidatura está começando a ditar o ritmo necessário nesta fase final.

Durante o trajeto, Lula comentou a “campanha do fim da bet”, referindo-se à medida provisória que proíbe as operações das casas de apostas no país.

Com voz mais firme, o presidente também ergueu a bandeira do Brasil em um gesto simbólico de defesa da soberania nacional. A equipe acompanha atentamente sua voz, pois pesquisas indicam que rouquidão excessiva pode passar uma impressão errada ao eleitorado.

Além de mobilizar seus apoiadores, Lula direcionou críticas a seu adversário Flávio Bolsonaro (PL), associando-o às investigações envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Questionou as explicações do senador sobre sua relação com Vorcaro, contrapondo essas questões às críticas que recebe.

Esses eventos ocorrem após revelações da Polícia Federal sobre diálogos e encontros entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, reforçando o debate político antes do primeiro turno.

Lula também alertou para os riscos que a vitória do adversário poderia representar para a democracia e soberania, criticando a aproximação do bolsonarismo com os Estados Unidos, buscando alcançar eleitores indecisos.

Em seu discurso improvisado, Lula destacou programas e conquistas de seu governo, contrastando com a gestão de Jair Bolsonaro, e enfatizando a diferença entre as duas administrações para conquistar votos indecisos.

Essa intensificação da agenda pública ocorre num contexto de disputa acirrada pela presidência. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 24, Lula tem 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Para o segundo turno, ambos aparecem tecnicamente empatados.

São Paulo faz parte de uma estratégia mais ampla da campanha, que planeja acelerar as viagens e focar especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste, visitando em média um estado por dia. Entre os principais alvos estão São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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Tarcísio de Freitas critica proibição das bets como oportunismo eleitoral

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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou neste sábado, 26, a proibição das bets pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma ação motivada por oportunismo eleitoral.

Apoiante da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, o governador se posicionou contrário às apostas, mas criticou o momento escolhido para a medida e pediu esclarecimentos sobre seus impactos.

“É evidente que se trata de oportunismo eleitoral. Como só agora, faltando nove dias para a eleição, surgiu esse senso de urgência? Por que só agora perceberam esse problema?”, questionou a jornalistas durante o Encontro da Habitação da Zona Leste, no Itaim Paulista, em São Paulo.

O governo de Lula oficializou a restrição às bets na noite da última sexta-feira, 25, em evento na capital paulista. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comunicou que apostadores terão até as 23h59 do dia 5 de outubro, um dia após o primeiro turno das eleições, para sacar os saldos em plataformas de jogos.

Questionado sobre se apoiaria a medida provisória relativa às bets independente do resultado das eleições presidenciais, Tarcísio rechaçou os jogos, porém não detalhou seu posicionamento em relação ao texto. Ele também levantou dúvidas sobre a possibilidade do governo utilizar recursos dos trabalhadores para ajudar clubes de futebol.

Na mesma ocasião, o governo apresentou o Desenrola 3.0, um programa no valor de R$ 15 bilhões, que integra um pacote de ações para diminuir o endividamento das famílias, anunciado às vésperas das eleições.

Ao comentar sobre os programas de renegociação de dívidas, Tarcísio ressaltou que a população brasileira não deseja depender constantemente de iniciativas como o Desenrola. Ele associou o aumento das dívidas dos brasileiros às altas taxas de juros, que atribuiu aos gastos excessivos do governo federal.

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Lula finaliza visita ao IFSP sem fazer discurso

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concluiu neste sábado, 26, sua visita ao novo campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) localizado em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, sem realizar um discurso. Durante a visita, ele conversou com os estudantes.

A atividade fazia parte da agenda oficial do governo. Lula esteve sozinho, sem a companhia de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, nem de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que concorrem ao Senado.

A legislação eleitoral vigente impede que candidatos participem da inauguração de obras públicas nos três meses que antecedem a eleição. Por isso, a ação de sábado foi caracterizada apenas como uma visita ao campus.

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Lula proíbe apostas online e movimenta política em Pernambuco

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A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de suspender as operações das casas de apostas online, por meio de uma Medida Provisória assinada na última sexta-feira (25), gerou repercussão entre os políticos pernambucanos que estão na corrida pelos principais cargos do estado.

Em um vídeo divulgado no mesmo dia da assinatura, a governadora e candidata à reeleição pelo PSD, Raquel Lyra, destacou positivamente a ação do presidente da República.

“É uma notícia excelente para Pernambuco e para o Brasil: o presidente Lula acaba de assinar uma medida provisória que encerra as atividades das apostas online no país. É muito simbólico que essa decisão tenha sido tomada no dia em que ele esteve no Recife, aqui em Pernambuco”, declarou.

A chefe do Executivo estadual aproveitou a ocasião para criticar seu principal adversário na disputa pelo governo, João Campos (PSB). Raquel acusou o ex-prefeito do Recife de favorecer a atuação dessas empresas na capital pernambucana.

“Diminuindo os impostos de 5% para 2%, ele (Campos) transformou o Recife na capital das apostas online no Brasil. É de conhecimento geral que essas apostas estão prejudicando a população, endividando muitas famílias e fortalecendo o crime organizado. Estou determinada a combater as apostas”, afirmou.

Por sua vez, durante a visita do presidente Lula a Pernambuco, na sexta-feira (25), João Campos demonstrou apoio à medida e segurou, ao lado do presidente, um cartaz pedindo o fim das apostas online.

Antes da assinatura da Medida Provisória, o candidato do PSB já havia expressado apoio à proibição das apostas no país. “Tenho total oposição a qualquer tipo de jogo de azar ou aposta, que podem causar vícios. Reafirmo meu apoio a medidas que eliminem essa atividade no Brasil”, declarou Campos durante uma sabatina na Rádio Maranata na quinta-feira (24).

Senado

O tema também foi destacado pelo deputado federal Eduardo da Fonte (PP), candidato ao Senado na chapa governista. Em comunicado enviado à imprensa, ele relembrou o Projeto de Lei nº 5.317/2026, do qual é um dos autores, que institui a Política Pública do Jogo Responsável.

A proposta pretende aumentar o controle do setor, regulamentar a publicidade e implementar ações para prevenir e tratar o vício em jogos (ludopatia) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Levamos este tema à discussão porque percebemos que as apostas deixaram de ser apenas entretenimento e se tornaram um grave problema social que impacta milhares de famílias. Apresentamos uma proposta concreta no Congresso para ampliar a fiscalização, impor limites e proteger principalmente nossas crianças e jovens. Reafirmo minha posição: se for necessário proibir as apostas para proteger as famílias brasileiras, esta medida terá meu total apoio no Senado,” afirmou o deputado.

O candidato ao Senado pela chapa da Frente Popular, Humberto Costa (PT), qualificou a Medida Provisória assinada como “mais um acerto” do presidente Lula. Em vídeo no Instagram no sábado (26), o senador ressaltou que a presença das casas de apostas vinha reduzindo o poder aquisitivo de parte da população e causando danos psicológicos.

“Como presidente da frente parlamentar contra os jogos de azar, acompanho o sofrimento de quem vê o dinheiro da feira, do aluguel e das contas desaparecer na tela do celular. São famílias inteiras em crise, e junto com a dívida, vem a doença. Na condição de médico, percebo o mal que essas plataformas causam à saúde mental das pessoas,” declarou.

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