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Economia

Inflação prevista para 2026 sobe para 4,99%, indica pesquisa Focus

A mediana do relatório Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 aumentou pela segunda semana consecutiva, passando de 4,92% para 4,99%, acima do alvo de 4,50% estabelecido pelo Banco Central.

Considerando apenas as 61 previsões atualizadas nos últimos cinco dias úteis, que são mais reativas às novidades, a mediana subiu de 4,97% para 5,08%.

Para 2027, a expectativa de inflação do mercado cresceu ligeiramente, de 4,30% para 4,31%. Um mês antes, a previsão era de 4,28%. Considerando apenas as projeções recentes, a mediana variou de 4,35% para 4,30%.

A mediana do Focus para a inflação de 2028 permaneceu em 3,80% pela nona semana consecutiva, enquanto para 2029 manteve-se em 3,50% pela 56ª semana seguida.

O Banco Central estima uma inflação de 5,2% para o IPCA em 2026 e 3,9% em 2027, conforme divulgado no comunicado da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado projeta uma inflação acumulada de 3,2% em 12 meses no primeiro trimestre de 2028, período considerado relevante para as decisões de política monetária.

Desde 2025, o regime de metas de inflação adota um intervalo contínuo baseado no IPCA acumulado em 12 meses, com uma meta central de 3% e uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Se a inflação superar esses limites por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central não atingiu a meta.

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Economia

Ouro sobe ligeiramente com lucro realizado, mas é freado pelo Fed e juros

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O ouro encerrou o dia em leve alta nesta terça-feira (29), impulsionado pela demanda dos bancos centrais e realização de lucros, após uma queda próxima a 4% na segunda-feira (28).

No entanto, os ganhos foram contidos devido às preocupações dos investidores sobre a possibilidade de aumento das taxas de juros.

Na Comex, segmento de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em dezembro subiu 0,27%, alcançando US$ 1.179,7 por onça-troy. Já a prata para o mesmo período recuou 0,92%, cotada a US$ 61,15 por onça-troy.

O metal continuou pressionado pelo receio de novas elevações nos juros, após registrar na segunda-feira a maior queda percentual desde junho.

Essa movimentação refletiu a percepção de que o aumento nos preços dos combustíveis pode levar o Federal Reserve (Fed) a elevar ainda mais as taxas de juros na próxima reunião, em outubro.

Especialistas do Erste Group destacam que, embora as aquisições de ouro pelos bancos centrais devam permanecer altas, isso dificilmente causará uma valorização significativa do metal.

“Neste cenário de grande incerteza, há mais possibilidade de aumentos nos juros nos Estados Unidos”, afirmam os analistas.

Além disso, o avanço do dólar pressionou o ouro, com a moeda norte-americana atingindo máximas em vários meses, suportada pela volatilidade do petróleo e pela alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.

Paralelamente, o jornal New York Times informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria focando sua atenção no ouro da Venezuela após impor restrições às exportações de petróleo do país. Segundo a reportagem, essa ação aproxima Washington de uma indústria associada à criminalidade, a mesma que o governo americano afirma combater ao prender Nicolás Maduro.

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Economia

Saldo de empregos formais cresce 165.827 vagas em agosto

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O mercado de trabalho no Brasil gerou 165.827 novas vagas formais em agosto, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na terça-feira (29).

Esse foi o segundo pior desempenho para este mês desde o início da série do Novo Caged em 2020, ficando atrás apenas de agosto de 2025, quando o saldo foi de 154.683 vagas.

O resultado superou a mediana das projeções da pesquisa Projeções Broadcast, que estimava a criação líquida de 93.486 empregos em agosto. As previsões de mercado variavam positivamente entre 55.789 e 169.980 novas vagas.

O saldo do mês reflete 2.294.563 admissões contra 2.128.736 desligamentos. Em julho, o saldo positivo foi de 55.915 vagas, já considerando ajustes na série. Em agosto de 2025, o saldo registrado foi de 154.683 vagas.

Acumulado do Ano

De janeiro a agosto de 2026, o saldo líquido de empregos formais somou 1.134.033 vagas. Este é o menor resultado para este período desde 2020, ano marcado pelo fechamento de 1.075.273 postos de trabalho em função da pandemia de covid-19.

Comparado ao mesmo intervalo de janeiro a agosto de 2025, houve queda de 25,2%, considerando que naquele período foram criadas 1.516.881 vagas.

Os cinco principais setores da economia atingiram saldo positivo no acumulado do ano: serviços (697.859), construção (200.431), indústria (170.442), agropecuária (56.024) e comércio (9.300).

O estado de São Paulo lidera a criação de empregos formais em números absolutos, com saldo positivo de 306.883 postos, seguido por Minas Gerais (123.176) e Rio de Janeiro (77.670).

Por outro lado, os estados com os menores saldos no ano são Alagoas (-3.216), Rondônia (2.397) e Roraima (2.565).

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Economia

Frigorífico de Canhotinho autorizado a exportar carne bovina para a China

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A unidade da Masterboi em Canhotinho, localizada no Agreste de Pernambuco, recebeu na terça-feira (29) a aprovação sanitária para enviar carne bovina ao mercado chinês. A autorização foi emitida pela Administração Geral de Alfândegas da China (GACC), órgão responsável pela regulamentação e fiscalização dos estabelecimentos estrangeiros exportadores.

Inaugurada em agosto de 2022, a planta possui capacidade para abater cerca de 800 bovinos diariamente. Com essa aprovação, a unidade pernambucana passa a integrar a rede de exportação de proteínas do grupo para a China, que antes contava apenas com a fábrica de São Geraldo do Araguaia, no estado do Pará, habilitada para esse fim.

A certificação foi concedida após cumprimento rigoroso de etapas, incluindo auditorias presenciais, envio de documentação técnica e ajustes nos processos sanitários e produtivos da fábrica.

Com a licença concedida pelo governo chinês, a pecuária e a infraestrutura industrial do Agreste de Pernambuco ganham acesso direto a um dos maiores mercados consumidores de carne do mundo, estimulando melhorias logísticas, de transporte e serviços na região.

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