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Economia

Governo diminui corte no Orçamento de 2026 para R$ 16,1 bilhões

O governo federal anunciou uma redução na contenção de recursos, bloqueando R$ 16,1 bilhões no Orçamento deste ano, conforme o relatório bimestral de avaliação financeira no quarto bimestre. No relatório anterior, o congelamento registrado foi de R$ 17,9 bilhões.

Essa nova contenção envolve tanto bloqueio de despesas para respeitar o limite do arcabouço fiscal quanto contingenciamento para atingir a meta fiscal, o que representa uma mudança em relação ao bloqueio exclusivo aplicado anteriormente.

O relatório revela uma arrecadação abaixo do esperado, exigindo cortes nas despesas para que a meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões seja cumprida, com uma folga permitida de até zero.

No relatório de julho, a projeção indicava um superávit de R$ 10,8 bilhões após deduções das despesas que não entram na meta, como parte dos precatórios. Entretanto, descontando esses valores, o déficit era estimado em R$ 52 bilhões.

Uma das maiores quedas na receita vem do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre lucros e dividendos, criado para compensar a renúncia gerada pela ampliação do IR para pessoas físicas com renda até R$ 5 mil por mês. O governo esperava arrecadar R$ 29,9 bilhões, mas a Receita Federal ajustou essa previsão para R$ 10,5 bilhões.

Além disso, no início do mês, o governo implementou uma desoneração parcial dos impostos federais sobre a gasolina e isentou a cobrança do etanol, buscando minimizar os impactos da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis no Brasil. Também foi criada uma subvenção extra de R$ 1 por litro para o diesel. Essas medidas poderão afetar o orçamento mensal em cerca de R$ 7 bilhões. Embora essa subvenção não conte para o limite de gastos devido à autorização via crédito extraordinário, ela influencia a meta fiscal.

Outro aspecto que reduz a arrecadação é a revisão da previsão oficial do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% para 2,0% neste ano, o que indica menor capacidade de recolhimento de impostos.

Por outro lado, a previsão das despesas previdenciárias mostrou-se exagerada em aproximadamente R$ 11 bilhões após a redução de processos de benefícios negados. Assim, mesmo com o aumento de 15,04% no valor do Bolsa Família, que implicará um custo adicional de R$ 5,8 bilhões, o governo conseguiu diminuir o bloqueio das verbas.

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Economia

Produção florestal bate recorde de 47,9 bilhões em 2025

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As florestas no Brasil geraram uma receita econômica de R$ 47,9 bilhões em 2025, atingindo o maior valor registrado até agora, com um crescimento de 6,7% comparado ao ano anterior.

Esses números englobam florestas tanto nativas quanto cultivadas, segundo a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada na quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo considera a silvicultura, que é a produção oriunda de áreas cultivadas, e o extrativismo, relativo às florestas naturais.

Os valores são em moeda corrente do ano da pesquisa, sem ajuste pela inflação.

Silvicultura em crescimento

A silvicultura teve um aumento de 8,6% de 2024 para 2025, somando R$ 41 bilhões. Por outro lado, a extração vegetal diminuiu 3,1%, alcançando R$ 6,9 bilhões.

Na década de 1990, silvicultura e extrativismo alternavam-se como os principais responsáveis pela produção florestal, mas desde então a produção das áreas plantadas cresceu significativamente, representando 85,6% do valor em 2025, enquanto o extrativismo corresponde a 14,4%.

O IBGE destaca que de 2019 até 2025 o valor econômico da silvicultura aumentou 165%, atribuído ao avanço tecnológico.

Em 2025, as florestas cultivadas cobriram 10,4 milhões de hectares, equivalente quase ao tamanho do estado de Pernambuco.

Eucalipto e celulose

Dessa área, 78,6% é de eucalipto, uma árvore que cresce rápido, usada principalmente na indústria de celulose, matéria-prima para produção de papel.

A alta produtividade coloca o Brasil como maior produtor e exportador mundial de celulose desde 2022, ultrapassando o Canadá.

O IBGE explica que fatores como o clima favorável, solo adequado e práticas sustentáveis contribuem para a competitividade internacional do país.

Em 2025, a produção de celulose chegou a 22,2 milhões de toneladas, 12,7% superior ao ano anterior.

Influência do mercado chinês

Em valores, a celulose gerou US$ 10,2 bilhões, uma redução de 3,9% em doze meses. Por ser uma commodity negociada internacionalmente, o preço da celulose depende do mercado global.

O IBGE aponta que a queda nos preços se deve ao excesso de oferta, desaceleração do consumo na China e variações cambiais, como a valorização do real.

Celulose foi o oitavo produto de exportação do Brasil em 2025, atrás de petróleo, soja e minério de ferro.

Municipalidades em destaque

Quase 4.900 municípios apresentaram produção florestal no ano passado. Dois Lagoas, Município de 145 mil habitantes em Mato Grosso do Sul, lidera com R$ 1,8 bilhão, mais que triplicando em relação a 2024.

Na cidade, operam fábricas das empresas Suzano, líder mundial do setor, e Eldorado.

Em termos regionais, Minas Gerais destaca-se com R$ 9,2 bilhões na silvicultura, representando 22,5% do total nacional e sendo o maior produtor de carvão vegetal com 84,6% de participação nacional.

Produtos alimentícios

A pesquisa indicou que produtos alimentícios geraram R$ 2,2 bilhões na produção.

O açaí representou metade deste valor, com uma produção de 251 mil toneladas, sendo dois terços concentrados no Pará.

A erva-mate obteve a segunda posição entre produtos não madeireiros, com R$ 562,3 milhões em produção, com 88,4% do valor vindo do Paraná.

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Economia

Banco Central avalia integração do Pix com sistema europeu de pagamentos

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O Banco Central do Brasil (BC) e o Banco Central Europeu (BCE) iniciaram uma fase para analisar a possibilidade de conectar o Pix ao TIPs, a plataforma instantânea de pagamentos da Europa. O BC informou que serão avaliados aspectos técnicos, operacionais, jurídicos e comerciais envolvidos na conexão dessas duas infraestruturas públicas de pagamentos.

De acordo com o BC, considerando os fluxos econômicos e financeiros entre o Brasil e a zona do euro, essa conexão entre Pix e TIPS pode facilitar transações internacionais mais rápidas, eficientes e com custos reduzidos entre as duas regiões.

“Essa iniciativa faz parte do plano de evolução do Pix e dos esforços do BC para conectar o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos a plataformas semelhantes multilaterais e de outras regiões”, destacou o Banco Central em comunicado.

Conforme o BC, essas conexões poderão viabilizar envio de remessas internacionais e compras com a liberação dos fundos na moeda local em poucos segundos.

Mais amplamente, a integração de sistemas de pagamentos instantâneos tem potencial para diminuir custos, aumentar a rapidez, ampliar o acesso e aprimorar a transparência nas transações internacionais, alinhada com as metas do Plano de Ação do G20 para o aprimoramento dos pagamentos transfronteiriços.

O BC explicou que o TIPS é uma infraestrutura europeia destinada à liquidação imediata em moedas emitidas por bancos centrais, atualmente operando com euro, coroa sueca e coroa dinamarquesa, com planos de expansão para outras moedas dentro do Espaço Econômico Europeu.

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Economia

Banco Central prevê IPCA de 3,1% em 12 meses até 1º trimestre de 2029

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Banco Central atualizou no Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira, 24, a expectativa para a inflação futura. A instituição projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado em 12 meses, ficará acima da meta central (3%) em 3,1%, pelo menos até o primeiro trimestre de 2029, último período disponível para previsão.

No cenário de referência, a inflação acumulada em 12 meses será de 4,4% no terceiro trimestre de 2026, alcançando 5,2% ao final do ano.

O Banco Central também projeta inflação acumulada em 12 meses de 4,9% no primeiro trimestre de 2027, 4,5% no segundo e terceiro trimestres, encerrando o ano em 3,9%.

Em seguida, a inflação acumulada deve atingir 3,2% no primeiro trimestre de 2028, considerado o horizonte relevante da política monetária, e permanecer em 3,1% no segundo, terceiro trimestres e no final do ano.

Para o primeiro trimestre de 2029, último dado estimado disponível, o IPCA está previsto em 3,1%.

Nas divisões por categorias, o Banco Central espera que a inflação dos preços livres em 12 meses seja de 5,2% no fim de 2026, 4,1% no final de 2027 e 3,0% em 2028. Para preços administrados, a expectativa é de alta de 5,3%, 3,5% e 3,4%, respectivamente, nesses mesmos períodos.

As projeções para os anos completos de 2026, 2027 e para o primeiro trimestre de 2028 já haviam sido apresentadas no comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária ocorrido em setembro.

Comparado ao relatório anterior, a previsão para o horizonte relevante manteve-se estável, porém a trajetória geral da inflação foi ajustada para valores mais altos.

Para o horizonte relevante, o Banco Central destacou que pressões altistas vêm da expectativa de um hiato do produto maior e do aumento nas expectativas de inflação.

Por outro lado, elementos que trazem pressões baixistas incluem a persistência das surpresas negativas na inflação entre junho e agosto, além da forte reversão da alta dos preços do petróleo no curto prazo.

Para períodos mais próximos, os fatores de alta já mencionados são somados a impactos mais intensos do clima e à elevação do preço do petróleo no curto prazo.

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