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Delator do Master ganhou 570 vezes na loteria e fez transações suspeitas
Antonio Carlos Freixo Jr, delator e alvo do Ministério Público e da polícia por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a empresários do setor de combustíveis, ganhou 570 vezes na loteria e realizou movimentações financeiras envolvendo uma empresa relacionada a desvios em diretoria do Corinthians.
O Ministério Público destaca essas operações para evidenciar que Antonio Freixo atuava na lavagem de dinheiro de vários clientes, incluindo empresários do setor de combustíveis e o Banco Master, conforme consta de seu acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Entre as movimentações destacadas, estão prêmios de casas de apostas e lotéricas, com ganhos que somam R$ 176 milhões entre janeiro de 2020 e junho de 2025, segundo documento do Ministério Público para autorizar buscas nos endereços do empresário.
Promotores do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo afirmam que foi identificada uma rede organizada para lavagem financeira fraudulenta por meio de prêmios e apostas, possivelmente para lavar dinheiro dos clientes de Freixo.
Uma das transações que chamou atenção foi um pagamento de R$ 940 mil feito por uma empresa controlada por Freixo à Wave, companhia que tem sido vinculada a suspeitas de lavagem de dinheiro em diferentes investigações.
A empresa Wave foi citada em investigação envolvendo desvios no contrato entre a casa de apostas Vai de Bet e o Corinthians, apontada pelo Ministério Público de São Paulo em denúncia contra ex-dirigentes do clube. A Wave é registrada em nome de um motoboy, embora movimente milhões de reais.
Entre as transferências suspeitas envolvendo a Wave, há operações relacionadas a um empresário do futebol mencionado na delação de Antonio Vinicius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), morto em 2024.
Conhecido como “mineiro”, Antonio Freixo reconheceu seu papel como um dos operadores do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na geração de dinheiro vivo para transações do dono do Banco Master. Sua empresa, Entre Investimentos, foi liquidada pelo Banco Central em março após ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no banco de Vorcaro. O acordo de delação também revela repasses feitos a pedido de Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, que aborda o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na operação Crédito Oculto, terceira fase da Operação Carbono Oculto, Freixo é investigado por conexões com negócios de Roberto Augusto Leme, conhecido como Beto Louco, e Mouhamad Murad, o Primo, proprietários da Copape e Aster, distribuidoras de combustíveis suspeitas de integrarem um esquema bilionário de sonegação de impostos. Um dos empreendimentos da dupla envolvia parceria com um traficante internacional, o que os liga ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
As buscas realizadas em 24 de abril foram autorizadas pelo juiz Sandro Nogueira de Barros Leite, da 2.ª Vara Criminal de Catanduva, abrangendo ações em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal. A investigação se baseia em evidências obtidas na primeira fase da Operação Carbono Oculto, incluindo contratos, documentos, mensagens e áudios apreendidos em dispositivos dos suspeitos.
Notícias
Flávio Bolsonaro retorna dos Estados Unidos no jato de Vorcaro usado por Moraes
O senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ e candidato à Presidência da República, viajou da Flórida, Estados Unidos, para Brasília em 19 de janeiro de 2025, utilizando um avião que tinha como cotista o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Este jato foi o mesmo utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme reportado pela revista piauí.
O avião utilizado é um Legacy 650, registrado como PP-NLR. Em agosto de 2025, o jornal O Globo divulgou um vídeo mostrando o desembarque do ministro Alexandre de Moraes após um voo para o Rio de Janeiro neste mesmo jato.
Flávio Bolsonaro compartilhou esse vídeo nas redes sociais para criticar o ministro, alegando que Alexandre de Moraes teria contribuído para a reentrada do ex-presidente Lula na cena política e que teria influenciado negativamente o funcionamento do Estado, ao afirmar: “Ele sentou na cadeira, aparelhou o Estado inteiro e a sua máfia implodiu a democracia sob o falso pretexto de protegê-la“.
Até o momento, o candidato não se pronunciou sobre sua viagem no mesmo jato que o ministro.
Flávio Bolsonaro viajou acompanhado por familiares e pelo advogado Willer Tomaz, que é seu amigo e está sob investigação por supostas ligações com fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A revelação da viagem de Flávio e Willer em janeiro foi feita pelo jornal O Globo na semana anterior. Em 23 de janeiro de 2025, a revista piauí confirmou que o avião utilizado era o mesmo associado ao ministro Alexandre de Moraes, fato que motivou as críticas do senador ao ministro e à relação entre ele e Daniel Vorcaro.
A apuração feita pela revista envolveu cruzamento de registros de tráfego aéreo com dados de pousos e decolagens em Brasília.
A aeronave é operada pela empresa Prime You, uma das três proprietárias da cota Fraction 024, que detém formalmente o avião. A Prime You ingressou na sociedade em 2024, meses antes da viagem do senador. Segundo a empresa, Daniel Vorcaro foi sócio entre 2021 e setembro de 2025. Os outros sócios do avião são Willer Tomaz e Laércio Cosentino, fundador da TOTVS.
Em nota enviada à revista, Willer Tomaz afirmou que a administração da aeronave e a organização da utilização cabiam à Prime You. Ele disse que só tomou conhecimento da cota adquirida por Vorcaro em 2025, após o que rompeu seu contrato. Além disso, negou ter realizado negócios com Daniel Vorcaro.
Flávio Bolsonaro possui um histórico de viagens em aeronaves pertencentes a empresários, como foi divulgado pelo jornal Estadão. Em 1º de abril de 2025, viajou ao Rio de Janeiro acompanhado da esposa e duas filhas em aviões ligados a Willer Tomaz. Em 30 de abril do mesmo ano, embarcou para a Flórida em uma aeronave registrada em nome de uma empresa dos proprietários da União Química, laboratório químico-farmacêutico sediado em São Paulo.
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Flávio Bolsonaro responde sobre voo em jato ligado a Vorcaro e esclarece que aeronave era de Willer Tomaz
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) minimizou a viagem realizada de Flórida (EUA) até Brasília, em 19 de janeiro de 2025, utilizando um jato que contava entre os cotistas o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Esse mesmo avião foi usado em outra ocasião pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme esclarecido por Flávio, a aeronave pertence ao advogado Willer Tomaz. Ele não mencionou que o avião também pertence a Vorcaro.
“Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagine se fosse agora, eu teria viajado no avião do Alexandre de Moraes”, postou o candidato em seu perfil no X (antigo Twitter).
A aeronave, um Legacy 650 de prefixo PP-NLR, foi usada por Flávio Bolsonaro acompanhado de familiares e do advogado Willer Tomaz, que é seu amigo. Willer é investigado por possíveis ligações com fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A revelação da viagem feita por Flávio e Willer em janeiro do ano anterior foi publicada pelo jornal O Globo recentemente. Mais tarde, a revista piauí apontou tratar-se do mesmo jato usado por Alexandre de Moraes, fato que provocou críticas do senador à relação do ministro com Vorcaro.
O jato era operado pela empresa Prime You, uma das três sócias da Fraction 024, responsável formalmente pelo avião. A empresa Prime ingressou na sociedade em 2024, meses antes da viagem de Flávio. Entre os sócios da Prime estava Daniel Vorcaro de 2021 até setembro de 2025. Os outros sócios do jato eram Willer Tomaz e Laércio Cosentino, fundador da TOTVS.
A amizade entre Flávio e Willer
Flávio já afirmou possuir uma amizade verdadeira com Willer e alegou que qualquer tentativa de investigar irregularidades a partir dessa relação pessoal é infundada. Eles, por exemplo, viajaram juntos a um safári na África do Sul em 2025.
A parceria entre Flávio e Willer também se manifestou em outras situações. Documentos e relatos revelados em 3 de abril indicam que Flávio fez pelo menos duas viagens em 2025 usando jatos emprestados por empresários. Em 1º de maio, ele viajou com a esposa e Willer para a Flórida, em um avião executivo de longo alcance cedido por um empresário. Em outra ocasião, ele foi ao Rio de Janeiro em um avião que pertence ao próprio Willer Tomaz. Durante a campanha deste ano, Flávio também se hospedou em um apartamento pertencente a uma empresa do advogado.
Mundo
Papa pede ação contra mudança climática por justiça social
Papa Leão XIV lançou um apelo nesta quinta-feira (24) para que se priorize a prevenção na luta contra as mudanças climáticas, ressaltando que o tema vai além de uma questão ambiental, representando também uma preocupação de justiça social e solidariedade entre os povos.
Ele destacou que as ondas de calor e os desastres naturais, que têm se tornado mais frequentes e intensos, afetam especialmente os mais pobres, as comunidades com menos recursos para se adaptar e aqueles que vivem diretamente da terra, das florestas e dos oceanos.
Segundo o pontífice, essa questão envolve valores essenciais como justiça, dignidade humana e solidariedade entre gerações e povos.
Leão XIV frequentemente exorta os governos a adotarem medidas mais decisivas para enfrentar a mudança climática. Ele enfatizou que não podemos esperar que tragédias aconteçam para agir; é preciso substituir respostas emergenciais por estratégias preventivas, focando na preparação e adotando uma perspectiva ampla e responsável para o futuro da humanidade.
O líder dos cerca de 1,4 bilhão de católicos também chamou atenção para o impacto ambiental associado ao uso crescente de tecnologias de inteligência artificial (IA), que demandam grandes quantidades de energia e água, contribuindo significativamente para as emissões de dióxido de carbono.
Em seu discurso, ele também alertou sobre os perigos ligados ao desenvolvimento tecnológico sem regulamentação adequada, especialmente em relação à IA, apontando que essa tecnologia pode ser usada para vigilância, manipulação e discriminação.
Além disso, destacou que o avanço de capacidades cibernéticas avançadas e armas autônomas, se utilizados sem controle humano e garantias rigorosas, podem criar novos riscos para a segurança e a paz global.
Papa Leão XIV defende uma postura equilibrada e consciente na ciência, promovendo responsabilidade e clareza nas inovações tecnológicas.
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