Cultura
Filme de terror social de Ricardo Alves Jr. estreia no Festival de San Sebastián
O mal não é uma força sobrenatural e pode se manifestar em pessoas próximas, até mesmo naquela que oferecem ajuda. Essa é a ideia central de “A Professora de Francês”, um filme de terror social dirigido pelo brasileiro Ricardo Alves Jr., que teve sua estreia no Festival de Cinema de San Sebastián.
“É um filme de terror social: o mal não é sobrenatural nem algo distante, está muito perto, ao nosso lado” e “pode destruir você”, explica o diretor em entrevista coletiva na cidade espanhola.
“A Professora de Francês”, concorrente ao prêmio de Melhor Filme Latino-americano, narra a história de Graça, interpretada por Grace Passô, uma mulher progressista, universitária, professora de francês e lésbica, conforme relata o cineasta.
Com o pai adoentado, Graça retorna à casa da infância localizada em um bairro de Belo Horizonte. No início, os vizinhos se mostram bastante acolhedores, mas logo se revela que fazem parte de uma seita. O que começava como uma relação amigável rapidamente se transforma em um pesadelo.
Os membros conservadores da seita querem impor a Graça o que eles consideram seu lugar, que seria apenas o de mãe, destaca o diretor.
Para Ricardo, o filme funciona como uma alegoria dos recentes acontecimentos políticos no Brasil, especialmente sob o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022).
O ex-presidente está preso desde 2025, após ser condenado por tentar um golpe de Estado depois de perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
Noite de medo
O projeto começou a tomar forma em 2016, coincidindo com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, evento classificado pelo cineasta como um “golpe parlamentar”, que marcou a ascensão do então deputado Bolsonaro.
“Aquela foi uma noite de muito medo para todos”, recorda. A partir dali, houve um forte ressurgimento dos conservadores, que desejam que tudo volte a um passado que eles consideram melhor.
Segundo o diretor, o problema desses conservadores é que eles querem suprimir aqueles que discordam. “Quando Bolsonaro assumiu, perseguiu artistas, direitos indígenas e direitos humanos. O filme trata dessa luta, dessa questão: como sobreviver a isso”, complementa.
A religião tem papel importante no longa, traçando um paralelo entre a seita fictícia e a crescente influência política de grupos religiosos no Brasil.
“No Brasil, infelizmente, há uma tradição de misturar política, Estado e religião, uma característica da extrema direita brasileira”, afirma.
Ele enfatiza que sua crítica não é dirigida à fé religiosa, mas ao uso da religião como ferramenta política para exercer poder.
Artista de espírito ‘punk’
Além de Grace Passô, o elenco conta com a atriz e cantora francesa Jehnny Beth, escolhida pelo diretor para interpretar Clara, noiva de Graça, atraído por sua veia musical.
“Quando conheci Jehnny e descobri que, além de atriz, ela é uma cantora com uma forte atitude punk, achei que ela seria perfeita para Clara”, explica.
Após transformar suas inquietações políticas em matéria para um filme de gênero, Ricardo espera que, em algum momento, sua obra seja vista apenas como um conto de terror, uma ficção pura sem vínculo com a realidade atual.
“A Professora de Francês” compete na seção Horizontes Latinos, ao lado de outras onze produções de países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Paraguai.
O Festival Internacional de Cinema de San Sebastián encerra-se no sábado (26), com a cerimônia de premiação.
Cultura
Vanessa Lopes estreia como cantora e recebe apoio dos familiares e namorado
Vanessa Lopes, ex-participante do BBB, influenciadora e dançarina, realizou seu primeiro show como cantora durante o Prêmio Jovem Brasileiro, promovido pelo Portal R7.
“Este é o começo de um sonho que tenho cultivado por muitos anos, em silêncio. Foram diversas etapas até chegar nesse momento, e meu coração está muito feliz por finalmente compartilhar tudo isso com vocês”, escreveu Vanessa em uma rede social na noite de sexta-feira, acompanhada de vídeos dos bastidores da apresentação.
No X, onde um trecho da performance circulou, Vanessa recebeu várias críticas. “Além de cantora, ela é uma excepcional dançarina”, comentou um usuário. Outro observou: “Admiro a coragem de cantar sem playback.” Um terceiro opinou: “Ela se entregou na performance, mas a parte vocal foi cansativa; talvez se estivesse parada cantasse melhor, ou se parasse de cantar e só fizesse a performance, também melhoraria.”
“Entrei para avaliar, mas apesar das desafinações, gostei dela, tem presença de palco”, destacou uma jovem. “Não tinha um técnico de som para auxiliar?”, questionou outro.
Vanessa aproveitou o evento para lançar seu single “Emocionado”. Ela já tinha lançado outro, intitulado “Sequência”.
No Instagram, Vanessa recebeu incentivo dos seus pais e do namorado, o cantor Lucas Mamede. “É incrível ver você conquistando tudo o que merece, minha princesa! Seus olhos brilham como estrelas”, escreveu o músico.
“Ela nasceu para brilhar”, comentou a mãe, Liziane Ramalho. “Como pai, acompanho de perto o empenho dela. Há muita energia, profissionalismo e atenção a cada detalhe no que faz. Nada disso é por acaso. Filha, sinto um imenso orgulho de você, da sua dedicação e da pessoa que você é. É uma alegria ver você vivendo essa nova fase! Te amo.”, declarou o pai, Alisson Ramalho.
Cultura
Festival de Samba em Olinda reúne grandes nomes no fim de semana
Entre os versos famosos de Dorival Caymmi, “Quem não gosta de samba bom sujeito não é” pode não ser uma verdade absoluta, mas muitos dos ícones do samba concordam plenamente.
Luiz Carlos, vocalista do Raça Negra, expressou sua aprovação em uma entrevista exclusiva ao jornal Folha de Pernambuco, afirmando que:
“O samba é uma música que acolhe todos. Quem aprecia samba entende que ele vai além de um estilo musical. É uma forma de narrar a vida.”
E é exatamente isso que o festival Samba Recife 2026 tem mostrado, reunindo talentos locais e nacionais em uma edição que acontecerá neste sábado (26) e domingo (27), na Área Externa do Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda.
Com quatro palcos e mais de 30 artistas de diversas gerações como Belo, Fabinho, Péricles, Pixote, Suel, Thiaguinho, Tiee, Tony Salles, Art Popular, Délcio Luiz, Leandro Sapucahy, Molejo, Alexandre Pires, Ferrugem, Sorriso Maroto, Thiago Soares, Turma do Pagode, Yan e Zeca Pagodinho, o evento promete muita música e alegria.
O evento conta ainda com dois Palcos Externos: Palco Samba 90 e Palco Pernambuco, sendo organizado pela Festa Cheia, que conquistou o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Recife e de Pernambuco.
“A equipe da Festa Cheia trata este compromisso com dedicação, planejamento e responsabilidade. Nosso objetivo é garantir que tudo ocorra com segurança, organização e respeito ao público”, destaca Bela Acioli, produtora do Samba Recife.
Entre os veteranos, o grupo Raça Negra é referência no samba e pagode romântico, com mais de quarenta anos de história. Seu início com a música “Caroline”, do álbum lançado em 1991, marcou o começo de uma trajetória de sucesso reconhecida nacionalmente.
“Começamos sem imaginar até onde chegaríamos. Hoje, ver famílias inteiras cantando nossas canções, pais passando para filhos e até jovens nascidos depois do início do Raça Negra cantando nossos sucessos é um verdadeiro presente”, afirma o fundador do grupo.
Durante o evento, eles estarão se apresentando no Palco Externo no domingo, ao lado de artistas como Zeca Pagodinho, Alexandre Pires e Ferrugem. Luiz Carlos ressalta que a longevidade do grupo vai além dos anos de estrada:
“O importante é continuar tendo motivação para subir ao palco e encontrar o público com carinho. O Samba Recife é justamente esse encontro que mostra que nossa música ultrapassou gerações.”
Ele também aponta que seu grupo, querido pela geração 40+, consegue atrair também o público mais jovem:
“A música evolui porque o mundo muda. A forma de produzir, os arranjos e as tecnologias se transformaram, mas o sentimento permanece atemporal.”
Assim, os grandes sucessos do Raça Negra mantêm sua essência, popularizando o samba e o pagode romântico com uma identidade própria que conversa com diversas gerações.
“Sempre buscamos acompanhar nosso tempo sem deixar de ser quem somos, permitindo que cada geração crie sua conexão única com nossas músicas”, conclui.
Informações do Evento
- Quando: sábado (26), a partir das 17h; domingo (27), a partir das 15h
- Onde: Área Externa do Pernambuco Centro de Convenções, em Olinda
- Ingressos: a partir de R$ 150 no Bilheteria Digital
- Instagram Oficial: @sambarecifeoficial
Cultura
Reality da TV Brasil conta a história da guitarrista Lui Rabello
A nova edição do reality musical Duelo de Guitarras, exibida pela TV Brasil, traz a trajetória da baiana Lui Rabello durante o programa deste sábado (26), às 13h30. Com seu jeito tranquilo, a talentosa guitarrista conquistou os colegas e fez novas amizades entre os competidores.
Lui Rabello, que passou 16 anos na banda Altas Horas do programa de TV com o mesmo nome, compartilha suas ideias musicais e recebe o carinho de seus companheiros no reality do canal público.
Durante a competição, a guitarrista enfrentou Lucas Moscardini na bossa nova e jazz logo na primeira fase. Também realizou um solo com Roger Oliveira no baião na fase inicial. Na semifinal, Lui Rabello escolheu o xote para enfrentar novamente Lucas Moscardini, que optou pelo blues.
Lui Rabello expressa: “É um desafio estar aqui com vocês” e fala com moderação sobre competir com tantos jovens. “Quero deixar a minha marca nesta participação”, afirma.
Ela declara que ficou contente em interagir com os jovens competidores. “Sabia que era um risco entrar no reality, tocando com pessoas muito mais novas, mas estou aprendendo e eles me dão muita energia, me tirando da zona de conforto”, completa a baiana.
Sobre as orientações e ensaios, ela comenta que não houve muito tempo para mudanças, mas buscou aprimorar suas habilidades. “Defendi o que conhecia melhor e procurei melhorar”, explica ao justificar sua escolha por ritmos nos quais se sente segura.
Detalhando sua estratégia para a apresentação, Lui Rabello diz que pretende usar uma melodia nordestina combinada com uma escala interessante. “Não busco conforto, tento me adaptar e imprimir meu estilo, lembrando o recôncavo baiano e incluindo elementos do sertão”, conta, citando que sua guitarra terá poucos toques, melódica e fácil de lembrar.
A guitarrista destaca sua coragem: “Não tenho medo e espero mostrar minha melhor versão”. Ela valoriza a acolhida dos colegas: “Esses jovens poderiam não me respeitar, mas foram muito carinho comigo e com minha história”.
Sobre sua abordagem no duelo, ela afirma gostar de inovar. “É uma linha tênue entre aplicar técnica e tocar com emoção. Gosto de sentir o ambiente para escolher a escala certa, evitando ser previsível e procurando surpreender. Sou da Bahia, tem que ter suingue”, afirma.
Sobre o programa
Com 16 episódios, o reality Duelo de Guitarras apresenta seis artistas que tocam diferentes estilos em busca do prêmio na guitarra elétrica. Criado pelo produtor Julio Carvana e dirigido por Marcio Vianna, o programa é apresentado pelo guitarrista e entusiasta Dimi.
Os jurados são os renomados guitarristas Navalha Carrera e João Gaspar, que atuam como mentores dos participantes e avaliam técnica, precisão, emoção e criatividade durante as disputas.
Concorrentes
- Pedro Hills – roqueiro clássico fã dos grupos dos anos 60 e 70, toca em banda com o irmão.
- Roger Oliveira – carioca do subúrbio com versatilidade nos ritmos, começou na igreja.
- Gabi Terra – capixaba com trabalho autoral forte e sonoridades experimentais.
- André Sampaio – ex-guitarrista da banda Ponto de Equilíbrio, experiente em ritmos africanos.
- Lui Rabello – baiana veterana de 16 anos na Banda Altas Horas, ágil em improvisações.
- Lucas Moscardini – metaleiro moderno capaz de tocar muitas notas precisas e emocionantes.
Dinâmica do reality
Os seis vivem juntos em uma casa com estúdio para ensaios e criações, participando de workshops com profissionais experientes.
Eliminados continuam na casa apoiando os finalistas e mostrando seu talento em jams e ensaios descontraídos.
Mais que uma competição, Duelo de Guitarras é uma experiência artística que ensina ao público sobre estilos musicais e o instrumento em linguagem simples e acessível.
Os artistas também reformaram uma guitarra antiga, demonstrando uma habilidade extra que foi mostrada no programa.
Além disso, eles tiveram a oportunidade de tocar com o veterano Victor Biglione, resultado em solos emocionantes.
Para tornar o reality mais divertido, desafios inesperados como tocar sem palheta ou com poucas cordas testam a criatividade e improvisação dos guitarristas.
Assim, o programa oferece uma jornada musical rica em aprendizado e entretenimento para participantes e espectadores.
Valorização da produção independente
Duelo de Guitarras é exibido semanalmente desde julho pela TV Brasil, que apoia e fomenta a produção independente nacional e novos talentos do audiovisual.
Transmissão
O programa pode ser assistido ao vivo pela TV aberta, por assinatura ou parabólica, e no TV Brasil Play via site e aplicativo para Android e iOS. Também está disponível na WebTV do canal público.
Duelo de Guitarras – 13º episódio: sábado, 26/9, às 13h30, e reprise domingo, 27/9, à meia-noite, na TV Brasil.
-
Cidades2 meses atrásLula Autoriza Curso Gratuito de Pilotagem de Drones para Comunidades do Rio
-
Cultura1 mês atrásLista dos Vencedores do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026
-
Brasil8 meses atrásHinge busca crescer no Brasil focando em relacionamentos sérios
-
Economia8 meses atrás36 Empresas Ligadas ao Setor Imobiliário Estão Sob Investigação por Empréstimos Suspeitos no Banco Master
-
Cultura2 meses atrásVírus Carinhoso Lança Novo Álbum Inspirado na Memória e Ancestralidade
-
Destaque2 meses atrásPolícia apreende mais de 50 kg de drogas em casa usada pelo tráfico em Petrolina
-
Economia8 meses atrásPetrobras corta preço da gasolina e pode aliviar inflação no curto prazo
-
Destaque2 meses atrásPM apreende drogas, armas e munições no Recife, Olinda e Agreste
