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Fachin lida com dilema sobre casos do Master durante crise no STF

Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta um dilema para decidir o futuro das investigações ligadas ao Master e às fraudes no INSS. Esses casos chegaram até ele em meio a uma crise interna entre os ministros da Corte. Ao centralizar esses processos na presidência, sem assumir formalmente as relatorias, Fachin começou a receber pedidos das defesas, buscando uma solução que não aprofunde os conflitos já existentes.

A situação se complicou com o pedido do ministro André Mendonça para acessar o inquérito das fake news, que está sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes. Esse pedido força Fachin a tomar uma decisão difícil em um novo ponto sensível da disputa entre os dois ministros.

Até o momento, Fachin ainda não definiu o destino das investigações que eram de competência de Mendonça. A ausência de uma decisão clara já está causando efeitos práticos, já que os processos estão sob a presidência e advogados passaram a encaminhar ao presidente do STF diversos pedidos relacionados aos casos, inclusive sobre a liberdade dos investigados.

Uma possível solução seria que o presidente assumisse a relatoria dos processos, o que permitiria desbloquear a análise dos pedidos e concentrar a condução das investigações nas suas mãos. Contudo, isso poderia retirar o controle que Mendonça exerce sobre os casos, o que pode gerar um novo conflito interno.

Outra alternativa seria devolver os processos ou ao menos as solicitações urgentes para Mendonça. Nesse caso, Fachin teria que lidar com a contradição de manter o ministro no comando enquanto a própria Corte discute questionamentos sobre sua atuação.

Existe ainda o debate sobre redistribuição dos processos, o que demandaria definir quais casos seriam afetados e qual critério justificaria a mudança de relatoria.

O pedido de acesso ao inquérito das fake news por Mendonça complica ainda mais o impasse. Esse processo, aberto em 2019 e atualmente sob a relatoria de Moraes, tem sido utilizado como base para investigações conduzidas pelo ministro.

Fachin precisará decidir se autoriza o acesso solicitado. Permitir a consulta pode ajudar Mendonça em sua defesa e nos questionamentos à atuação de Moraes. Por outro lado, negar o acesso pode gerar nova disputa sobre as informações disponíveis para Mendonça.

Ao ponderar cada passo, Fachin busca uma saída para uma crise que vai além de um processo específico.

Desde que o conflito veio à tona, o presidente tem conversado individualmente com ministros para ouvir opiniões sobre como conduzir os casos.

Como divulgado por O GLOBO, a gestão de Fachin tem sido criticada internamente no STF. Ministros de diversos grupos pedem que o presidente trabalhe com mais diálogo e articulação para encontrar uma solução à crise.

A opinião predominante é que decisões tomadas sem um consenso prévio dentro do tribunal aumentaram as diferenças e dificultaram a criação de um acordo capaz de unir as várias alas da Corte.

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Cidades

Lula oculta João Campos nas redes sociais após evento em Recife

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Nesta sexta-feira (25), o presidente Lula (PT) visitou Pernambuco para participar de um ato político ao lado de João Campos (PSB), Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT). O que chama atenção é que o evento foi mais caracterizado como um ato de Lula do que dos seus aliados. Até agora, não houve nenhuma postagem mencionando o candidato ao…

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Mundo

Leão XIV alerta sobre perigos da IA em Paris

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O papa Leão XIV fez um alerta nesta sexta-feira (25) sobre o perigo da humanidade ser perdida em um “mundo dominado por máquinas” impulsionado pela inteligência artificial. Essa foi a primeira data de sua visita à França, onde foi calorosamente recebido por multidões e milhares de jovens.

Aproximadamente 300.000 pessoas, conforme estimativas preliminares divulgadas pelo Vaticano, encheram as ruas de Paris, a Cidade Luz, durante a primeira visita papal desde a de Bento XVI em 2008.

“Lá vem ele!”, gritou uma pessoa enquanto o papamóvel percorria a multidão sob um céu azul e limpo. “Olha, é o papa, isso é impressionante”, disse outra.

Terry Spytek, estadunidense de 83 anos, viajou dos Estados Unidos para ver seu compatriota por poucos segundos, mas acreditou que valeu a pena. “Sinto isso no meu coração. Estou muito emocionada, mesmo que tenha sido uma visão rápida”, acrescentou.

Cerca de 80.000 jovens entre 17 e 35 anos esperavam o pontífice no famoso Stade de France, ao norte de Paris, uma faixa etária que chama atenção do Leão XIV devido ao aumento dos batismos nesse grupo, apesar da diminuição geral da prática religiosa.

“Nesta era em que todos estão voltados para si mesmos, ele nos lembra de olhar para o próximo. Essa mensagem é muito significativa para mim”, disse Coralie Cece, uma enfermeira de 33 anos, que tirou um dia de folga para ouvir o papa “pessoalmente”.

Logo ao chegar na França, um país laico, foi recebido pelo presidente Emmanuel Macron e sua esposa, Brigitte, vestida de preto. O líder espiritual dos 1,4 bilhão de católicos do mundo aproveitou para lançar suas primeiras mensagens.

Diante de autoridades e diplomatas no Palácio do Eliseu, ele pediu para “formar as mentes com um discernimento ético capaz de reconhecer o que é moralmente correto”, de modo que o avanço tecnológico sirva à dignidade humana.

Em maio, o sumo pontífice já havia dedicado sua primeira encíclica, “Magnifica Humanitas”, à inteligência artificial, uma tecnologia que ele instou a “desarmar” para “evitar que domine o que é humano”.

Na véspera, o presidente americano Donald Trump disse em sua plataforma Truth Social que deseja manter a IA “exatamente como está”, em resposta aos pedidos de regulamentação após encontro com seu colega chinês, Xi Jinping, em Washington.

No seu discurso, Leão XIV condenou “manipulação genética, barriga de aluguel, compra de órgãos” e “a prática da morte deliberada”, defendendo o “direito à vida” como base dos direitos humanos, numa crítica velada ao governo francês.

A França foi o primeiro país a assegurar na Constituição a “liberdade garantida” ao aborto em 2023 e, em julho, aprovou o direito à eutanásia e ao suicídio assistido em certos casos.

Com a eleição presidencial francesa se aproximando, decisiva para a União Europeia, o papa afirmou que “uma laicidade justa não significa excluir a religião do espaço público”, e defendeu um diálogo “urgente” entre pessoas de diferentes culturas e religiões.

Além de visitar a sede da Unesco, Leão XIV participou de uma oração vespertina na catedral de Notre-Dame, tornando-se o primeiro papa a inspecionar sua reconstrução após o incêndio devastador de 2019, celebrando sua beleza.

Seu antecessor, papa Francisco — que visitou a França em três ocasiões, porém nunca Paris — não esteve presente na reabertura desta obra-prima da arte gótica no fim de 2024, ao contrário do então presidente eleito Donald Trump e do bilionário Elon Musk.

A visita de quatro dias, em três etapas (Paris, Lourdes e Metz), mobiliza um grande contingente de 15.000 policiais e gendarmes, e terá um custo estimado de 27 milhões de euros (aproximadamente R$ 156 milhões).

O ponto alto será a missa ao ar livre no sábado, na famosa Champs-Élysées, que poderá reunir até 600.000 fiéis.

Depois, o papa seguirá para Lourdes, um local de peregrinação para cristãos de todo o mundo, onde terá um encontro privado com vítimas de abusos sexuais na Igreja no domingo.

Leão XIV encerrará a visita na segunda-feira em Metz, proferindo um discurso sobre paz e a União Europeia.

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Cultura

Paolla Oliveira recebe festa na Imperatriz Leopoldinense

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Paolla Oliveira inicia sua nova etapa no carnaval carioca. A atriz foi celebrada com uma grande festa na quadra da Imperatriz Leopoldinense, em Ramos, na zona norte do Rio de Janeiro, onde assumirá o papel de rainha de bateria para o carnaval de 2027.

A comemoração, realizada na última quinta-feira, dia 24, contou com a presença dos componentes da escola, incluindo membros da diretoria, musas, baianas e ritmistas. Em fotos publicadas nas redes sociais, Paolla aparece sorrindo, sendo cumprimentada com abraços e aplausos durante a visita.

A bateria também comemorou a chegada da nova rainha com uma canção: “Nossa rainha já está aqui”. “Estou aqui, Imperatriz Leopoldinense!”, expressou a atriz na legenda da publicação.

Esta visita marca o começo da participação de Paolla Oliveira na agremiação. Ela assume o cargo depois de oito anos como rainha de bateria na escola de samba Grande Rio, função exercida entre 2017 e 2025.

Após a saída de Paolla, a Grande Rio teve Virginia Fonseca como rainha de bateria no carnaval de 2026. Para 2027, a escola optou pela cantora Anitta para preencher a posição.

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