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Economia

BNDES recebe R$ 12 bilhões em pedidos de crédito do Plano Brasil Soberano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comunicou que recebeu R$ 12 bilhões em solicitações de crédito vinculadas ao Plano Brasil Soberano, distribuídas em 245 operações desde o início da iniciativa, há uma semana. O programa dispõe de um orçamento total de R$ 22,6 bilhões, sendo R$ 13,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões de recursos próprios do banco.

Até o momento, foram aprovados R$ 2,2 bilhões dos valores solicitados. Deste montante, R$ 814 milhões foram destinados para empresas do grupo 1 e seus fornecedores, segmento que compreende companhias impactadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Para o grupo 2, que inclui empresas de setores industriais essenciais como têxtil, químico, farmacêutico, minerais estratégicos e fertilizantes, o BNDES aprovou R$ 843 milhões. Dentre este valor, R$ 735 milhões foram destinados a empresas do setor de fertilizantes, que já possuem R$ 1,7 bilhão em solicitações de crédito.

No grupo 3, que abrange empresas exportadoras e fornecedores direcionados a países do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã), o banco aprovou R$ 512 milhões em créditos.

“As tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos e a instabilidade na região do Oriente Médio exigiram uma medida do Estado brasileiro para garantir que as empresas nacionais possam manter produção, investimentos e exportações. Neste cenário geopolítico, o Plano Brasil Soberano desempenha o papel de auxiliar as empresas brasileiras a conservar seus negócios, diversificar mercados exportadores e ampliar a capacidade produtiva”, declarou em nota o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

As linhas de crédito contemplam capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de máquinas e equipamentos, além de projetos de investimento, englobando iniciativas para ampliar a capacidade produtiva, inovação tecnológica e adaptação de processos e produtos.

O acesso ao crédito está dividido em três grupos, segundo as regras estabelecidas na Portaria Interministerial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Ministério da Fazenda (MDIC/MF) nº 171/2026 e suas alterações.

No grupo 1, são elegíveis as empresas e seus fornecedores afetados pelas tarifas norte-americanas, desde que as exportações para o mercado dos EUA representem 1% ou mais do faturamento bruto entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025.

O grupo 2 abrange organizações classificadas em setores de média a alta intensidade tecnológica, conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), incluindo áreas estratégicas.

No grupo 3, as empresas aptas a solicitar o crédito são aquelas que possuem faturamento bruto de exportações de 1% ou mais no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, com a elegibilidade verificada pela plataforma do BNDES por meio de autenticação GOV.BR e certificado digital.

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Economia

Tesouro Direto registra recorde em agosto com R$ 15 bilhões investidos

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As aplicações no Tesouro Direto atingiram R$ 15 bilhões em agosto, marcando o maior valor já registrado desde o início do programa. Durante esse mês, foram efetuadas aproximadamente 1,32 milhão de transações.

Os resgates e vencimentos totalizaram R$ 17,22 bilhões, gerando uma captação líquida negativa de R$ 2,21 bilhões, quando o governo devolve mais fundos aos investidores do que recebe em novas aplicações.

Esse resultado foi influenciado principalmente pelos vencimentos dos títulos Tesouro IPCA+ 2026, que somaram R$ 11,3 bilhões, e dos títulos Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, com R$ 1,5 bilhão.

Os papéis atrelados à taxa Selic foram os preferidos dos investidores, representando R$ 7 bilhões (46,9% do total) em vendas, seguidos por títulos indexados à inflação com R$ 5,5 bilhões (36,3%) e títulos prefixados, que somaram R$ 2,5 bilhões (16,7%).

Nas recompras antecipadas, os títulos vinculados à Selic também dominaram, totalizando R$ 3 bilhões (67,4% do total). Os índices de preços responderam por pouco mais de R$ 1 bilhão (22,9%) e os prefixados representaram R$ 423,6 milhões (9,7%).

Quanto ao prazo dos investimentos, a maior parte ocorreu em títulos com vencimento entre um e cinco anos, que representaram 45,2% das vendas. Os títulos com vencimento entre cinco e dez anos somaram 43,2%, enquanto os com prazo superior a dez anos corresponderam a 11,7% do total.

A maioria das aplicações foi de até R$ 1 mil, correspondendo a 55,7% das operações realizadas no mês. O valor médio de aplicação foi de R$ 11.366,43.

Estoque

O estoque total do Tesouro Direto fechou agosto em R$ 272 bilhões, apresentando estabilidade em comparação ao mês anterior, que registrou R$ 272,3 bilhões, e crescimento de 43% em relação a agosto de 2025, quando o estoque era de R$ 190,2 bilhões.

Os títulos atrelados à inflação continuam representando a maior parte da carteira, com um estoque de R$ 128 bilhões, equivalente a 47,1% do total.

Em seguida, estão os títulos vinculados à Selic, com R$ 106,9 bilhões (39,3%), e os prefixados com R$ 37,1 bilhões (13,6%).

Do total, R$ 20,2 bilhões (7,4%) vencem em até um ano, R$ 131,4 bilhões (48,3%) têm vencimento entre um e cinco anos, e R$ 120,5 bilhões (44,3%) acabam em um prazo superior a cinco anos.

Investidores

O número de investidores ativos no programa chegou a 3,83 milhões em agosto, com um aumento de 23.962 investidores em relação ao mês anterior. Frente a agosto do ano anterior, o número cresceu 21,7%.

O total de investidores cadastrados atingiu 36,44 milhões, com 315.217 novos participantes durante o mês. Em 12 meses, o aumento foi de 9,6%.

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Economia

Bets buscam Justiça para reaver investimentos no Brasil

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As plataformas de apostas esportivas por cota fixa, conhecidas como bets, planejam recorrer ao Judiciário caso o governo federal determine a proibição da atividade, conforme previsto para anúncio no fim da tarde desta sexta-feira, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com Carlos Lima, presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), organização que representa as casas de aposta no país, o setor buscará na Justiça a restituição das outorgas pagas e o ressarcimento dos investimentos realizados pelas empresas.

O governo federal arrecadou R$ 2,5 bilhões em taxas fixas das empresas de apostas esportivas desde o início da regulamentação até meados de 2026. Cada empresa paga uma outorga de R$ 30 milhões, e a licença tem validade de cinco anos.

Segundo Carlos Lima, a proibição total ou parcial das apostas gera um “grave sinal de insegurança jurídica” para os investidores que confiaram nas normas estabelecidas pelo Brasil.

Ele completa: “O governo dispõe de outras alternativas para enfrentar os problemas ligados ao jogo compulsivo, e estamos dispostos a colaborar na elaboração dessas medidas”.

O Brasil conta com 84 bets licenciadas para operar no país, administrando 193 marcas ativas, conforme dados do primeiro semestre do ano compilados pela consultoria brmkt.co, com base em informações oficiais do mercado regulamentado, como o Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), do Ministério da Fazenda.

A Betano, marca global da Kaizen Gaming, empresa com sede em Malta, no Mar Mediterrâneo ao sul da Itália, expressou apreensão com os recentes acontecimentos no governo federal.

“A Betano está acompanhando atentamente a situação atual no país e tomará as providências adequadas no momento oportuno”, afirmou a empresa em nota.

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Economia

Sindicatos da Caixa pedem fim da greve e retomada das negociações

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Confederações sindicais que representam empregados da Caixa Econômica Federal estão a favor de voltar a negociar e acabar com a greve antes do julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), previsto para a próxima segunda-feira.

A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Juvandia Moreira, expressou desapontamento com a decisão da Caixa de recorrer ao dissídio, destacando que isso não ocorria desde 2004.

— Valorizamos o diálogo, fazemos isso há 30 anos e esperamos conseguir um acordo até segunda-feira — afirmou Juvandia.

Associada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Contraf é a principal entidade representativa do setor financeiro no Brasil, englobando 8 federações e 104 sindicatos.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), Lorenço Prado, declarou que a greve já se estende por tempo considerável.

A paralisação nacional teve início em 10 de setembro, embora em alguns estados tenha começado dois dias antes. Ele também defende um acordo antes do julgamento do dissídio. Uma audiência entre as partes está marcada para este sábado. A Contec é vinculada à União Geral dos Trabalhadores (UGT).

— São 18 dias de greve, o movimento já dura bastante. Acreditamos que um acordo é possível — comentou Prado.

Apesar de a greve continuar conforme decisão dos trabalhadores nesta semana, os líderes sindicais não têm expectativas positivas e por isso reforçam a importância do diálogo.

Um dos principais pontos de divergência na negociação com a Caixa é o plano de saúde. Segundo Juvandia, há um déficit estimado em R$ 749 milhões para este ano e a direção do banco tenta transferir boa parte deste custo para os empregados, que rejeitam a proposta.

Ela mencionou ainda que os trabalhadores estão insatisfeitos com algumas medidas implementadas pela direção do banco ao longo do ano, tomadas sem consulta aos sindicatos.

Entre essas ações estão mudanças nas regras de pagamento de bônus por metas e venda de produtos, adoção de atendimento híbrido, tanto presencial quanto digital, com limite de tempo de cinco minutos para resposta ao cliente, além de aumento nas contribuições ao plano de saúde.

A sindicalista acredita que o acordo será possível desde que a Caixa apresente uma proposta melhor para o plano de saúde. Os trabalhadores defendem que o banco arque com 70% dos custos e os empregados com 30%.

Nesta sexta-feira, o ministro Maurício Godinho Delgado, do TST, acatou parcialmente o pedido da Caixa e determinou que a liderança da greve mantenha pelo menos 60% dos funcionários em atividade por agência, seja de forma presencial ou remota.

A multa por descumprimento da decisão foi estabelecida em R$ 100 mil por dia. As confederações já foram notificadas.

Essa medida atende parcialmente à solicitação da empresa, que pedia a manutenção de 80% do pessoal ativo, diante do impacto direto em serviços essenciais, como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais.

O ministro rejeitou o pedido para proibir qualquer atividade dos trabalhadores que possa prejudicar o acesso às agências, ressaltando que a legislação exige que a greve ocorra de forma pacífica e que não há evidências de desvios ou abusos no movimento.

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