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Durigan esclarece apoio do PT ao arcabouço fiscal no plano de reeleição de Lula

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que as dúvidas sobre o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) ao arcabouço fiscal, que foi implementado na gestão do ex-ministro Fernando Haddad, foram dissipadas pelo plano de reeleição do presidente Lula.

“Se ainda restava alguma incerteza quanto ao comprometimento do PT com as regras fiscais deste governo, essa dúvida se desfaz quando analisamos o programa de governo do presidente Lula, que afirma claramente a manutenção do arcabouço fiscal, com aprimoramentos focados na eficiência dos gastos públicos, especialmente nos sociais”, afirmou Durigan em entrevista à CNN Brasil.

Ele reforçou que é essencial valorizar o crescimento econômico, que está acima das projeções do mercado, além da inflação e do desemprego em níveis historicamente baixos.

Durigan também ressaltou que o país registrou superávit comercial nos últimos anos e adotou uma política liberal para ampliar o acesso a novos mercados sob o atual governo. “Quero dizer, muitas vezes para meus colegas da esquerda, que não dá para ignorar que o desemprego está em níveis baixos, a inflação controlada, o crescimento do país é positivo, houve resultados favoráveis na balança comercial, a desigualdade foi reduzida e o Brasil saiu do mapa da fome, embora a política econômica ainda apresente desafios.”

Ele ainda desafiou antigos membros do governo Jair Bolsonaro e atuais integrantes da chapa de Flávio a apontarem avanços comparáveis feitos no governo Bolsonaro. “Não estamos aqui para discutir assuntos sem importância. Observem o que foi realizado no terceiro mandato do presidente Lula e no governo Bolsonaro. Em termos de políticas sociais e de desenvolvimento, não há comparação. Quando mencionam produtividade, nada do governo Bolsonaro se equipara, ou chega perto, do impacto da reforma tributária em ganhos de produtividade.”

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Brasil

Manaus enfrenta poluição grave por fumaça de queimadas

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A qualidade do ar em Manaus atingiu níveis críticos, levando a Defesa Civil a emitir alertas de saúde nesta sexta-feira (9). A prefeitura informou que a intensa fumaça na cidade nos últimos dias é causada pelas queimadas em municípios no interior do Amazonas.

Na manhã, a concentração de material particulado fino (MP2,5), uma substância nociva à saúde humana, chegou a 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³).

Valores superiores a 160 µg/m³ são classificados como muito ruins para a qualidade do ar, tendo sido registrado um pico de 200,0 µg/m³ às 22h de quinta-feira (8).

Esses dados foram obtidos pela Defesa Civil de Manaus através da PurpleAir, uma empresa global que monitora a qualidade do ar em tempo real por meio de sensores espalhados mundialmente; a capital amazonense possui 10 sensores instalados.

O alerta reforça cuidados especiais para grupos mais vulneráveis, incluindo idosos, gestantes, crianças e pessoas com problemas respiratórios. Orienta-se aumentar a hidratação, utilizar máscaras do tipo PFF2, evitar exercícios físicos e acompanhar as atualizações oficiais.

A poluição pode causar tosse, dificuldade para respirar, irritação ocular e agravar doenças respiratórias.

A Prefeitura declarou que intensificou ações de fiscalização, prevenção e combate às queimadas urbanas, além de continuar monitorando a qualidade do ar e oferecendo suporte à população.

Suspensão das aulas

A rede municipal de ensino suspendeu as aulas nesta sexta-feira, assim como as atividades presenciais nas sedes administrativas do Executivo Municipal, mantendo apenas os serviços essenciais, como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) suspendeu todas as atividades presenciais e recomendou que as tarefas acadêmicas sejam feitas de maneira remota, visando proteger a comunidade estudantil e funcional diante da grave poluição do ar.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal do Amazonas (IFAM) adotaram medidas similares, suspendendo aulas e atividades acadêmicas presenciais, realizando atividades administrativas remotamente.

Problema constante

Pesquisadores da UEA monitoram que, nos últimos dias, a qualidade do ar no estado vem registrando índices elevados de poluição. Os dados estão disponíveis na plataforma Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental).

Desde quarta-feira (7), os níveis de MP2,5 têm frequentemente ultrapassado 100 µg/m³, com um pico de 344,5 µg/m³ às 2h da madrugada desta sexta-feira.

O Índice de Qualidade do Ar (IQAr), adotado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), classifica a poluição por material particulado fino em cinco níveis:

  • 0 a 15 µg/m³: boa
  • 15 a 50 µg/m³: moderada
  • 50 a 75 µg/m³: ruim
  • 75 a 125 µg/m³: muito ruim
  • 125 a 300 µg/m³: péssima
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Brasil

Alcolumbre anuncia ao lado de Cleitinho que votará PEC para acabar com a jornada 6×1 na próxima semana

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comunicou nesta sexta-feira (9) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina o regime de trabalho 6×1 será votada na próxima semana. De acordo com Alcolumbre, a votação ocorrerá entre terça (13) e quinta-feira (15).

A declaração foi realizada em vídeo ao lado do senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos). No vídeo, Davi Alcolumbre elogia a participação de Cleitinho, que, mesmo não fazendo parte da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apoia a aprovação da diminuição da jornada de trabalho.

“A proposta estará na agenda para apreciação do plenário do Senado Federal entre terça e quinta-feira, conforme seu desejo, Cleitinho“, afirmou Alcolumbre.

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Brasil

Entenda quem são os investigados no inquérito das fake news que Fachin quer encerrar

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Aberto há sete anos e meio por iniciativa própria, o inquérito sobre notícias falsas pode estar próximo do seu encerramento. Nesta sexta-feira (9), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, mencionou em despacho que está revisando os documentos para decidir pelo arquivamento da investigação.

Fachin assumiu a responsabilidade pelo inquérito após uma crise interna envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça relacionada às investigações do Banco Master.

O inquérito foi iniciado pelo ministro Dias Toffoli sem aprovação do Ministério Público. Na época, Toffoli era presidente do STF e escolheu o próprio Moraes como relator do caso em março de 2019, visando investigar ataques direcionados a ministros e seus familiares.

A decisão veio após uma reportagem da revista Crusoé que divulgou um documento da Lava Jato em que o empresário Marcelo Odebrecht mencionava Dias Toffoli.

Com o passar do tempo, o inquérito passou a investigar apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tentavam enfraquecer a autoridade do Supremo, além de ser usado pelo relator Moraes contra opositores pessoais.

Mendonça está entre os acusados de crimes supostos contra o próprio relator do inquérito. Também estão na lista o Partido da Causa Operária, fiscalizado após críticas públicas a ministros da Corte, assim como os youtubers Allan dos Santos e Bernardo Kuster, além da ex-ativista pelos direitos das mulheres Sara Winter.

Em janeiro deste ano, Moraes determinou a abertura de uma nova investigação sigilosa para apurar o vazamento de dados fiscais de magistrados e familiares, envolvendo servidores da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Essa decisão foi tomada após denúncias que revelaram negócios entre o escritório da esposa de Moraes e o Banco Master, além de relações envolvendo Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro num resort no Paraná.

Além das funções duplas por parte do relator, o inquérito tem sido criticado pelo risco de abusos devido à ampliação constante do seu escopo sempre que novos investigados surgem.

Um exemplo recente foi a busca autorizada contra o blogueiro Luís Pablo Conceição Almeida, que publicou informações sobre uso de carro funcional do Tribunal de Justiça do Maranhão pelo ministro Flávio Dino. O caso tramitou originalmente com o advogado Cristiano Zanin, que o enviou ao relator Moraes por semelhança com o inquérito das fake news.

Durante a tramitação, ações fora do padrão foram justificadas pelos excessos e ameaças autoritárias de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. É o caso do ex-deputado federal Daniel Silveira, preso por Moraes após gravar vídeo incitando agressão e até homicídio contra membros do STF.

A nova fase da investigação

No novo processo contra André Mendonça, ele é acusado de parcialidade e favorecimento político na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Moraes afirma que Mendonça usurpou funções de órgãos de investigação e comprometeu a cadeia de custódia, prejudicando a coleta de provas.

O ministro também alega condução irregular em negociações de possível colaboração premiada e direcionamento das investigações contra si mesmo e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por motivos pessoais.

A medida de Moraes veio após divulgação de relatório da Polícia Federal que mostrou sua ligação e da esposa, advogada Viviane Barci de Moraes, com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, acusado de fraudes milionárias contra o sistema financeiro.

Além disso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi implicado, com mensagens e telefonemas trocados com Vorcaro através de intermediários, demonstrando relações próximas e aceitando convites pagos pelo Banco Master.

A decisão de tornar o relatório público foi tomada por Mendonça após o jornal Estado revelar seu conteúdo ainda sob sigilo.

Dentre os fatos, estão a participação direta de Moraes em minuta de contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de sua esposa, além de mensagens em que Vorcaro considerava deixar o país e pedia intervenção de Moraes junto a autoridades da Polícia Federal.

Como presidente do STF, Edson Fachin solicitou posicionamentos do relator Moraes, de Mendonça, da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República em um prazo de cinco dias.

Mendonça pediu que o plenário decida os próximos passos diante dos fatos apresentados.

Para amenizar a crise no STF, o presidente da Corte anulou liminares de Mendonça e Flávio Dino e assumiu responsabilidade pelo inquérito das fake news.

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