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Corinthians hesita com oferta da Fatal Model e espera decisão da Esportes da Sorte

O Corinthians encara com hesitação a proposta de R$ 120 milhões do site de acompanhantes Fatal Model para ser o novo patrocinador máster do time. Atualmente, esse espaço pertence à Esportes da Sorte, uma casa de apostas cuja operação foi suspensa após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar, na sexta-feira (25), uma Medida Provisória que proíbe o funcionamento das casas de apostas no Brasil.

Até a manhã dessa segunda-feira (28), o Corinthians ainda não havia respondido à oferta da Fatal Model. A diretoria do clube quer manter uma boa relação com a Esportes da Sorte e ainda está avaliando as possíveis ações diante da suspensão das apostas. Uma alternativa considerada é congelar o contrato atual enquanto o Congresso Nacional analisa a questão, processo que pode levar até 120 dias.

Qualquer decisão a curto prazo, como um patrocínio temporário durante a vigência da Medida Provisória, depende de um acordo entre o Corinthians e a Esportes da Sorte. O contrato entre o clube e a casa de apostas foi renovado em fevereiro de 2024 e é válido até 2029, com pagamento anual previsto de R$ 150 milhões ao clube.

Com uma dívida que alcança R$ 2,8 bilhões, o Corinthians enfrenta um cenário difícil sem o apoio da Esportes da Sorte, que é responsável por mais da metade da receita estimada com patrocínios no orçamento. O clube também está com salários de agosto atrasados e débitos com jogadores referentes a direitos de imagem e bonificações.

A Fatal Model faz parte do Grupo Atlas, que também controla a Fatal Fans, plataforma de conteúdo adulto por assinatura que tem contrato de patrocínio de R$ 22 milhões com o Corinthians até o final de 2027. Essa marca aparece no calção do time masculino, na parte traseira do uniforme de basquete e na barra inferior da camisa do futsal.

O uniforme do time feminino não traz essa publicidade, pois esse espaço é usado para ações da campanha “Respeita as Mina”, iniciativa do clube criada em 2018 para combater o machismo, o assédio e incentivar a igualdade de gênero.

Antes de fechar o acordo, a negociação com a Fatal Fans demorou semanas e quase foi cancelada devido à repercussão negativa entre parte dos torcedores. A diretoria organizou uma reunião com lideranças do elenco feminino, diversos setores do clube e representantes de coletivos ligados à instituição, que demonstraram compreensão sobre a situação.

Na ocasião, o valor da proposta, bastante acima do mercado, foi decisivo para fechar o acordo. A situação atual com a Fatal Model é semelhante, mas alguns dirigentes acreditam que o público não aceitaria a presença da marca na posição mais visível do uniforme masculino.

Além da proposta de patrocínio para o Corinthians, a Fatal Model comunicou que também fez uma oferta de R$ 100 milhões ao Flamengo para 12 meses. O clube carioca, que tem contrato de R$ 266 milhões com a Betano até 2028, negou essa oferta oficialmente.

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Youtuber Davy Jones nega autorização para uso de voz e imagem em vídeo de campanha de Zema

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Youtuber Davy Jones divulgou um vídeo neste domingo (27) onde afirma que não permitiu o uso de sua voz e imagem em um personagem animado que foi lançado na campanha eleitoral de Romeu Zema (Novo), candidato à presidência.

“Quero esclarecer para quem ficou em dúvida: um candidato político usou minha imagem e voz em um vídeo de campanha. Eu, de forma alguma, autorizei isso. Já encaminhei para meus advogados”, explicou Jones.

“O vídeo nem está mais no perfil do candidato, mas é claro que ele já circulou bastante. Eu nunca autorizei qualquer uso meu para qualquer partido político”, completou.

O Estadão tentou contato com a equipe de Romeu Zema sobre o posicionamento de Davy Jones em relação ao vídeo durante o domingo à noite (27), sem obter resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para declarações.

Descrição do vídeo de campanha a que Davy Jones se refere

O youtuber cita uma animação que simula um jogo de corrida no estilo kart, onde Zema aparece pilotando com uma faixa presidencial enquanto outros personagens políticos são retratados de forma humorística.

Produzido aparentemente com inteligência artificial, o vídeo apresenta personagens com textura que lembra bonecos de tecido. Inclusive, há um ‘react’ com voz e visual muito semelhantes aos de Davy Jones.

Na animação, o personagem fala frases como: “Olha só, eu fui o primeiro a jogar. Mas já me avisaram que não posso contar nada, tá? Mas que se dane! Corrida ‘Chega de Intocáveis’. O gráfico não está bom, mas o que importa é a diversão” e “Quatro pistas. Onze juízes. 24 indivíduos intocáveis. Nenhum freio constitucional”.

Entre os personagens jogáveis estão Zema e seu vice, Eduardo Girão, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, sua esposa, Janja da Silva, seu filho, Lulinha, e o banqueiro Daniel Vorcaro.

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Brasil

Estadão e Band vão organizar debate do segundo turno presidencial em 11 de outubro

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Estadão e o Grupo Bandeirantes agendaram para 11 de outubro um debate referente ao segundo turno das eleições presidenciais do Brasil. O evento terá início previsto para as 20 horas, sendo realizado no primeiro domingo após a votação do primeiro turno.

O público poderá acompanhar o debate ao vivo tanto pelo site e aplicativo do Estadão quanto pela emissora Band. Além disso, a iniciativa conta com a participação conjunta de emissoras como Cultura, Gazeta e Jovem Pan, além do canal YouTube.

Conforme previsto, caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos no domingo, dia 4, os dois que receberem maiores números de votos serão convidados para o debate, onde apresentarão suas propostas para governar o Brasil até 5 de janeiro de 2031.

Segundo Rodolfo Schneider, diretor de conteúdo da Band, “mais uma vez nosso grupo de emissoras se une para apresentar aos brasileiros o primeiro debate do segundo turno, marcando uma tradição de reunir os partidos para discutir no horário nobre, garantindo amplo tempo para o confronto de ideias”.

De acordo com Eurípedes Alcântara, diretor de jornalismo do Estadão, “a parceria visa proporcionar aos eleitores a oportunidade de acompanhar, pouco após o primeiro turno, a apresentação das ideias dos candidatos que disputarão a presidência do país, reforçando o compromisso com a democracia e jornalismo de qualidade”.

Com a eleição se aproximando, uma pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 39% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 34%.

Em seguida, aparecem outras candidaturas como Augusto Cury (Avante), com 4%, empatado com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Renan Santos (Missão) detém 3%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) tem 1%. Os demais candidatos não pontuaram, com indecisos somando 5% e votos brancos ou nulos alcançando 10%.

Resumo do debate do primeiro turno

O confronto entre os candidatos à presidência no primeiro turno foi marcado pela ausência do presidente Lula e de Flávio Bolsonaro, que receberam críticas dos demais concorrentes.

Ainda assim, o debate promovido pela Band e pelo Estadão foi o único televisado nas eleições de 2026 até o momento.

No evento, Renan Santos chegou exibindo fraldas com os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro, e Ronaldo Caiado aproveitou para criticar os adversários, abordando temas como escândalos financeiros e fraudes.

Tanto o presidente Lula quanto Flávio Bolsonaro foram alvo de acusações envolvendo fraudes e lobistas durante o debate. Além disso, Romeu Zema cancelou sua participação, justificando que o evento perdeu propósito sem a presença dos dois lideres das pesquisas.

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Brasil

Gravadora avisa Renan Santos sobre uso não autorizado de música de Cazuza e Frejat

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Warner Chapell, uma gravadora, enviou uma notificação oficial para a campanha presidencial de Renan Santos (Missão) por usar sem permissão a música Bete Balanço, criada por Cazuza e Frejat, em anúncios eleitorais nas redes sociais.

De acordo com a gravadora, a campanha do partido Missão utilizou a música sem a devida autorização, o que é contrário às regras eleitorais brasileiras. A legislação exige autorização prévia do detentor dos direitos autorais para o uso de músicas em propaganda eleitoral.

Até o momento da publicação, a equipe de Renan Santos não havia se manifestado sobre o assunto. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Recentemente, Renan lançou um jingle chamado “Vote na Onça”, que faz uma paródia da canção original. A letra do jingle diz: “O teu futuro é glorioso/Eu vejo gana, prendeu, matou/ Nesse país escandaloso, que a máfia anestesiou./Se a juventude encanta/Vote na onça, meu amor/Aperta o 14, agora/”, onde a onça é o símbolo do partido.

Na notificação datada de 22 de setembro, a Warner Chapell identificou quatro posts em páginas relacionadas ao candidato usando a música sem autorização. Em uma dessas postagens, o Instagram já removeu a trilha sonora.

Segundo a gravadora, “o uso de obras artísticas ou a criação de paródias para jingles de campanha requerem autorização explícita do autor ou titular dos direitos autorais”.

A empresa pediu que a campanha responda em até 48 horas após receber a notificação, sob o risco de tomar medidas legais para interromper e cobrar indenização pelo uso não autorizado.

Segundo uma pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro, Renan Santos detém 3% das intenções de voto no primeiro turno. Está atrás de Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), que aparecem com 4%, e de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula, com 34% e 39%, respectivamente.

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