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Cultura

Caixa Cultural lança temporada de peças e oficinas para crianças da companhia Pia Fraus nesta sexta

A partir desta sexta-feira (23), a Caixa Cultural Recife, situada na Avenida Alfredo Lisboa, será o palco do projeto Pia Fraus e os Bichos Brasileiros, trazido pela companhia paulista Pia Fraus, com ingressos acessíveis, custando entre R$ 5 e R$ 10.

A programação, que vai até 1º de fevereiro, inclui os espetáculos Bichos do Brasil e Círculo das Baleias, além de uma oficina gratuita para a criação de bonecos recicláveis, ampliando a oferta de experiências culturais e educativas para crianças e suas famílias.

Essa temporada faz parte do calendário cultural da cidade de Recife e oferece ainda bate-papo com o elenco, bem como sessões com acessibilidade em Libras. A iniciativa é promovida pela CAIXA Cultural, com o apoio da CAIXA e do Governo Federal.

Bichos do Brasil

Em Bichos do Brasil, o público é conduzido a uma experiência poética sobre a fauna brasileira, com bonecos, música e dança. A montagem valoriza o imaginário popular e os mitos ligados aos animais do país, utilizando materiais naturais na criação dos personagens.

Círculo das Baleias

Círculo das Baleias narra a jornada de Jujuba, uma baleia jubarte, que atravessa os oceanos em uma história que trata do ciclo de vida da espécie e destaca a importância da conservação ambiental.

Vanessa Silva, produtora executiva e atriz da companhia, destaca que “São obras que abordam temas urgentes como meio ambiente e biodiversidade, através do olhar sensível da infância.”

A programação inclui uma oficina gratuita para a criação de bonecos recicláveis, reforçando o caráter educativo do projeto e incentivando a criatividade e a consciência ecológica das crianças.

Vanessa Silva completa: “As oficinas aproximam o público do processo artístico e ampliam o contato com formas criativas sustentáveis.”

Cia Pia Fraus

A Pia Fraus é um grupo brasileiro de teatro de bonecos fundado em 1984 e localizado na cidade de São Paulo. Com mais de 42 anos de atividade, a companhia desenvolveu um estilo próprio que mescla teatro de animação, dança, música, artes visuais e máscaras.

O grupo já criou 28 peças e realizou apresentações em 25 países, construindo um repertório que conversa com diversas culturas e faixas etárias. Em todas as suas produções, busca promover o acesso à cultura e educação por meio da arte.

Programação

  • Bichos do Brasil
    • Sexta-feira (23/01), às 15h
    • Sábado (24/01), às 11h e 15h
    • Domingo (25/01), às 11h
  • Círculo das Baleias
    • Sexta-feira (30/01), às 15h
    • Sábado (31/01), às 11h e 15h
    • Domingo (01/02), às 11h

Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia), podendo ser retirados uma hora antes de cada apresentação na bilheteria do teatro ou pelo site da CAIXA Cultural Recife.

Oficina gratuita de bonecos recicláveis

Será realizada no domingo (25/01), às 15h, na Sala de Oficina 1 da CAIXA Cultural Recife. As inscrições serão divulgadas posteriormente e a oficina tem 25 vagas disponíveis para crianças a partir de 5 anos.

Ações adicionais

  • Bate-papo com o elenco após as apresentações dos dias 23 e 30 de janeiro
  • Sessão com acessibilidade em Libras no dia 31 de janeiro, às 15h

Classificação indicativa: Livre

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Cultura

Lucas Barros, influenciador de Pernambuco, lança seu primeiro livro sobre abandono e morte

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Ariano Suassuna chamava a morte de Caetana, retratada por ele ora como “moça”, ora como “onça”. Inspirado talvez por essa memória cultural nordestina, o pernambucano Lucas Barros batizou seu protagonista de “Amanhã Eu Morri Sozinho” como Caetano.

O romance aborda temas urgentes como abandono paternal, gordofobia e homofobia, mas a morte permeia toda a narrativa. Publicado pela Editora Intrínseca, o livro será lançado no Recife na terça-feira (4), às 19h, na Livraria Leitura do Shopping RioMar, com bate-papo e sessão de autógrafos.

“Escrever sobre a morte foi inevitável, pois é o maior mistério da humanidade para mim. Embora tenha lido muitos livros sobre o tema, não encontrei nenhum que tentasse aproximar a morte de nós, talvez para disfarçar o medo dela”, conta Lucas Barros em entrevista à Folha de Pernambuco.

Memórias e ficção

Nas 256 páginas, acompanhamos a vida de Caetano, um garoto do interior de Pernambuco criado só pela mãe. A ausência do pai impacta várias áreas de sua vida, enquanto ele aprende sobre seu corpo e descobre sua sexualidade.

O livro não é autobiográfico, mas Lucas admite ter usado memórias pessoais. “É difícil separar completamente o autor da obra, pois nossas vivências influenciam sempre o que escrevemos”, reflete o escritor. A conexão mais forte com seu personagem está no cenário:

“A primeira parte se passa em Garanhuns, minha cidade natal, que moldou muito minha identidade. Revivi lembranças da escola, transformando-as em ficção ao extremo”, explica.

Romance LGBTQIAPN+

O mercado literário brasileiro está em alta com romances LGBTQIAPN+ para jovens adultos. Lucas Barros afirma que seu livro também trata de relacionamentos homoafetivos, mas de maneira diferente dos títulos populares:

“Acho importante esse crescimento, mas muitas vezes essas obras não exploram as nuances das relações LGBTQIAPN+. Quero mostrar a complexidade de duas pessoas em um relacionamento, não só a sexualidade. Minha intenção é provocar mais que isso.”

Do digital para o papel

Formado em Comunicação Social pela UFPE, Lucas Barros era já um entusiasta da literatura antes de se tornar escritor. Com mais de 500 mil seguidores no Instagram, TikTok e YouTube, ele produz conteúdo literário há cerca de seis anos.

Acostumado a entrevistar autores, ele agora experimenta o outro lado. Em julho, participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Rio de Janeiro, falando sobre seu livro.

“Apesar do contato com meus seguidores, ser autor é diferente. O escritor parece mais distante, mas tem o poder de tocar lugares íntimos através do livro, mais do que um post no Instagram”, comenta.

Informações do lançamento

Livro: Amanhã Eu Morri Sozinho, de Lucas Barros

Data: terça-feira (4), às 19h

Local: Livraria Leitura do Shopping RioMar – Av. República do Líbano, Pina, Recife

Entrada: gratuita

Contato: (81) 98219-3196

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Cultura

Mário Hélio assume vaga na Academia Paraibana de Letras

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O escritor e jornalista Mário Hélio assumiu na última sexta-feira (31) seu posto como membro da Academia Paraibana de Letras, marcando mais de quarenta anos dedicados à literatura, jornalismo cultural, história e antropologia. Ele agora ocupa a Cadeira nº 15, anteriormente de Francisco Pereira da Silva Júnior. A cerimônia foi no Centro Cultural São Francisco, em João Pessoa.

Eleito em abril, Mário Hélio ingressa na principal instituição literária da Paraíba após uma carreira de destaque nacional. Com grande parte de seu trabalho realizado em Pernambuco, mantém forte ligação com a cultura paraibana, tema central em seu recente livro “Mosaico Paraibano”, uma coletânea de ensaios sobre escritores, artistas e personalidades que ajudaram a formar a identidade cultural da Paraíba. Este livro foi lançado na própria Academia pouco antes de sua eleição, fortalecendo seus laços com a instituição.

Trajetória

Nascido em 1965 em Sapé, na Zona da Mata paraibana, Mário Hélio iniciou sua carreira literária cedo. Com menos de 20 anos, ganhou o Prêmio Literário Cidade do Recife de poesia, que resultou na publicação de seu primeiro livro, Livrório/Opus Zero, em 1995. Desde então, sua obra abrange poesia, ensaio, crítica literária e de arte, biografia, história cultural e antropologia.

Formado em Comunicação Social, mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em Antropologia pela Universidade de Salamanca, Mário Hélio também atua como professor, pesquisador e editor, dedicando-se especialmente às relações entre literatura, memória, religiosidade e cultura popular.

Na imprensa cultural, é uma referência importante, tendo colaborado na criação e fortalecimento de publicações renomadas como as revistas Massangana, Continente e Pernambuco, reconhecidas pela qualidade editorial e cobertura cultural.

Desempenhou cargos na administração pública cultural, incluindo diretor de Cultura da Fundaj e atualmente é superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Cepe, que lidera políticas públicas de edição e difusão do livro no Nordeste.

Seu trabalho intelectual inclui dezenas de publicações que transitam entre história e literatura. Obras de destaque incluem O Recife melhor do que Paris, um poema-retrato do Recife dos anos 80/90; Brasil Profundo, Espanha Negra, pesquisa sobre manifestações religiosas; Cícero Dias – Uma vida pela pintura; e A História Íntima de Gilberto Freyre, estudo profundo sobre o sociólogo.

Inclui também estudos sobre escritores como João Cabral de Melo Neto, entre outros artistas e intelectuais brasileiros, sempre com rigor documental e linguagem acessível, sendo um divulgador importante da história cultural brasileira. Participa de instituições nacionais e internacionais dedicadas à literatura, pesquisa e memória cultural.

Em 2023, foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras, tornando-se um dos poucos escritores a integrar simultaneamente academias literárias de estados diferentes.

A eleição e posse foram vistas como reconhecimento de uma carreira multifacetada. Recebido pelo acadêmico Francisco de Sales Gaudêncio, da Cadeira nº 18 da APL, Mário Hélio representa a ligação entre tradições literárias da Paraíba e Pernambuco, que ao longo do século XX compartilharam projetos, revistas e movimentos culturais que construíram o Nordeste como polo intelectual nacional.

Discursos na Cerimônia

Durante a cerimônia, os discursos enfatizaram a literatura como meio de preservar e construir memória. No discurso de acolhida, Sales Gaudêncio destacou a trajetória de Mário Hélio que transcende a literatura, envolvendo pesquisa, jornalismo e preservação cultural.

Enfatizou o retorno do novo membro à Paraíba como um reencontro com suas raízes e a importância da Academia Paraibana de Letras: “Entrar nesta Casa é receber uma herança e assumir um compromisso. Cada cadeira conta uma história, cada patrono representa uma tradição e cada acadêmico integra uma comunidade que vai além do presente. Aqui convivem vivos e mortos; os escritores e aqueles que deixaram de escrever, mas continuam falando por meio de suas obras.”

Mário Hélio, por sua vez, desviou o foco da homenagem pessoal para uma reflexão sobre o tempo, símbolos e a responsabilidade coletiva ao entrar na academia: “Ao ser eleito, o novo integrante deve aceitar as responsabilidades em prol do coletivo. Sem isso, ingressar numa academia seria apenas uma confirmação de egos.”

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Cultura

Roberto Carvalho, viúvo de Rita Lee, aparece com Lilibeth Monteiro, ex de Collor

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Roberto de Carvalho, viúvo da renomada cantora Rita Lee, compartilhou uma nova imagem ao lado de Lilibeth Monteiro. Recentemente, ambos participaram de uma celebração organizada por Lucinha Araújo, conhecida socialite e mãe do cantor Cazuza. A festa teve lugar no Palácio da Cidade, localizado no Rio de Janeiro, na noite do último sábado.

Embora ainda não tenham confirmado oficialmente qualquer relacionamento amoroso, diversas fotos, comentários e interações recentes em suas redes sociais despertaram suposições sobre um possível romance entre eles.

Em uma das publicações de Roberto, feitas há cerca de um mês, que mostrava um encontro em Paris, Lilibeth comentou de maneira carinhosa: “está muito gato”, fortalecendo ainda mais os rumores.

Se vier a ser oficializado, esse seria o primeiro relacionamento confirmado por Roberto de Carvalho desde o falecimento de Rita Lee, ocorrido em 2023.

Quem é Lilibeth Monteiro

Lilibeth Monteiro atua como vice-presidente do grupo Monteiro Aranha e tem um histórico de casamentos relevantes. Ela foi esposa do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello entre 1975 e o início da década de 1980, antes dele assumir o cargo presidencial em 1990.

Além disso, Lilibeth contraiu matrimônio com o banqueiro Aldo Floris, o cineasta Euclydes Marinho e o modelo Walter Rosa.

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