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Caiado diz que votar em Lula ou Flávio Bolsonaro é como apostar em algo perdido

O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, do PSD, comparou nesta quarta-feira, 23, a escolha entre Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, a uma aposta perdida. Segundo ele, votar em qualquer um dos dois seria como ‘jogar no tigrinho’, significando que a pessoa já teria perdido ao fazer essa escolha. Essa declaração foi dada durante um debate realizado pela revista Veja.

“Votar nesses dois é como jogar no tigrinho. Isso quer dizer que você já está derrotado”, afirmou Caiado.

Ele incentivou o eleitor a considerar outras opções além desses dois concorrentes e advertiu que, caso não avance para o segundo turno, a disputa entre Lula e Flávio poderia se revelar uma verdadeira ‘roleta russa’, um risco que afetaria tanto o eleitor quanto toda a população brasileira.

“No entanto, essa roleta pode acabar trazendo consequências para o eleitor e para o povo brasileiro”, declarou.

Caiado também usou sua trajetória pessoal para solicitar votos. Ele destacou que é necessária uma história de vida com dignidade para promover mudanças no país. “Pesquise sobre minha trajetória. Veja se há algo duvidoso na minha vida. É com exemplo de vida que podemos transformar a nação”, disse ele.

Durante o debate, apenas Caiado e Romeu Zema estavam presentes entre os seis convidados. O escritor Augusto Cury (Avante) teve que cancelar sua participação para viajar a Belo Horizonte, onde compareceu ao velório do empresário Bruno Avelar. Já Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Renan Santos (Missão) não participaram do evento.

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STF condena Eduardo Bolsonaro por caluniar deputada Tábata Amaral

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por sete votos a três, sentenciar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de prisão, além de uma multa de R$ 80 mil, devido à calúnia contra a deputada Tábata Amaral (PSB-SP).

O julgamento ocorreu em plenário virtual e, no final, prevaleceu a opinião do relator, ministro Alexandre de Moraes.

O episódio refere-se a publicações nas redes sociais feitas por Eduardo em outubro de 2021, nas quais ele alegava que Tábata teria ligações com o empresário Jorge Paulo Lehmann, sócio de uma marca de produtos de higiene, ao defender um programa de distribuição de absorventes.

Alexandre de Moraes aceitou os argumentos dos defensores da deputada, concluindo que as declarações de Eduardo, feitas enquanto ainda exercia mandato parlamentar, excederam o limite do debate político e, portanto, não estavam amparadas pela imunidade parlamentar, pois atentaram contra a honra de Tábata.

O relator foi acompanhado pelos ministros Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Os votos contrários à condenação foram dos ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, que optaram pela absolvição.

Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, onde afirma ter buscado refúgio diante do que chama de “perseguição” judicial no Brasil. O ex-deputado recebeu um greencard, que é a permissão para residência, concedido pelo governo norte-americano. Por excesso de faltas, ele foi cassado pela Câmara dos Deputados.

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Boato sobre Nossa Senhora Aparecida repercute com 181 mil comentários em 20 horas

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Um boato envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, circulou nas redes sociais afirmando erroneamente que ele apoiaria a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A desinformação causou um grande movimento com 180.857 comentários em apenas 20 horas, conforme levantamento da Vox Radar, empresa especializada em monitoramento das redes sociais.

Este tema foi mencionado por 139.677 perfis, gerando cerca de 902 mil curtidas, segundo dados da Vox Radar. A pesquisa foi solicitada pela CNN. Flávio Bolsonaro negou veementemente qualquer apoio à proposta falsamente atribuída a ele.

Ao analisar os primeiros comentários, eles surgiram na noite da quinta-feira (24), e em cinco horas iniciais, 92% das publicações acreditavam no boato, demonstrando uma reação de defesa à santa: "ninguém mexe com Nossa Senhora", destacou a Vox Radar.

O volume de menções aumentou significativamente na manhã da sexta-feira (25), atingindo um pico de 33.643 comentários em uma única hora, por volta das 14h.

A origem da notícia falsa remonta a um projeto legislativo de 2007, de autoria do então deputado e pastor da Assembleia de Deus, Victorio Galli, que sugeria substituir o título "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos". O projeto foi arquivado em 2008. Victorio Galli atuou como assessor especial da Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro em 2019. Vale mencionar que a GloboNews divulgou essa informação equivocada e posteriormente emitiu pedido de desculpas.

Duas temáticas dominaram as discussões: a alegação de "fake news do PT" associada ao erro da Globo (46.827 menções) e a fé ligada ao voto católico (47.104), revelou a Vox Radar. Tecnicamente, estes grupos quase não se cruzaram: aqueles que denunciavam uma notícia falsa contestavam o boato, enquanto os que falavam de fé tendiam a acreditar nele. O projeto de lei citado apareceu em apenas 4.401 comentários.

Sobre as posturas, 36% dos comentários desmentiam ou não acreditavam na informação falsa, enquanto 26% afirmavam crer no boato e o replicavam. A posição referente ao boato refletiu claramente as divisões políticas:

  • Na direita, 72% dos comentários desmentiram o boato, pouco mais de cem acreditaram;
  • Na esquerda, 65% acreditaram na informação e 136 desmentiram;
  • Entre os usuários sem identificação política, 44.712 comentários foram feitos, dos quais 32% acreditavam no boato, 9% desmentiam e 33% permaneceram neutros;
  • Entre usuários declaradamente católicos, 47% acreditaram no boato e 14% o desmentiram.

A Vox Radar ressaltou que, em volume, a direita predominou, mas a esquerda alcançou maior repercussão. Comentários desmentindo o boato foram mais numerosos (1,4 vezes mais), porém os que acreditavam somaram 2,2 vezes mais curtidas.

Apesar da correção da GloboNews e dos desmentidos do próprio Flávio Bolsonaro, estes tiveram alcance restrito às suas bolhas. O público católico foi o que menos foi impactado pelas correções. Para esses, ficou a associação entre a santa e o nome do senador, mais do que uma acusação objetiva contra ele.

Em termos eleitorais, o boato causou certa pressão, mas seu impacto foi limitado. Predominou entre eleitores sem alinhamento político e católicos, alcançando muitas curtidas, inclusive em postagens da imprensa. O candidato tentou conter os danos com vídeos, entrevistas e apresentação de notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral a nove dias da eleição. Contudo, o maior risco parece estar no eleitor católico neutro, que se questiona se continuará seu apoio ao senador.

Flávio Bolsonaro repudiou o boato em duas ocasiões: "É mentira que apoiei projeto para retirar Aparecida como padroeira do Brasil. Respeito todas as religiões. Jamais vou interferir na forma como a Igreja Católica conduz sua fé. Isso não é papel do Estado, diferente do que faz Lula."

Na sexta-feira à noite, o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, ordenou a remoção imediata de publicações sobre a narrativa falsa nas plataformas Meta, X, TikTok e YouTube. Em sua decisão, ele ressaltou que é notoriamente falso que Flávio Nantes Bolsonaro ou sua família tenham articulado, promovido ou apoiado a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

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Cidades

Lideranças dos engenhos de Ipojuca apoiam Rosa Amorim para deputada federal

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Lideranças de aproximadamente 17 engenhos na região de Ipojuca manifestaram sua preferência por Rosa Amorim como candidata a deputada federal. As comunidades mencionadas incluem Gaipió, Queluz, Soledade, Canoas, Alagados, Cachoeira, Curral, Salgado, Fortaleza, Engenho de Vida e Osasuna, entre outras seis localidades adicionais. De acordo com os representantes locais, Rosa Amorim é vista como a melhor alternativa para defender os interesses do campo no parlamento federal.

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