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Brasil pode ter lavanderias comunitárias públicas em breve; entenda como vai funcionar

Rogério Bonfim/Prefeitura de Santos/ Reprodução

Termina na quarta-feira da próxima semana, 15, o prazo para os municípios, estados e o Distrito Federal apresentarem propostas para instalar e colocar em funcionamento lavanderias públicas de uso comunitário, com o financiamento do Ministério das Mulheres.

Ao financiar obras e equipamentos para lavanderias públicas, o MMulheres quer cidades e estados promovendo nesses locais atividades formativas nas temáticas de economia feminista e divisão sexual do trabalho, com a mobilização de mulheres e homens.

A intenção das atividades formativas é provocar reflexão. “Nós queremos conversar sobre a divisão do trabalho entre homens e mulheres”, afirma Rosane da Silva, secretaria nacional de Autonomia Econômica do Ministério das Mulheres.

“Será que uma família não seria muito mais feliz se todos que vivem naquela família pudesse compartilhar o trabalho? Assim, uma pessoa lava, outra faz a comida, outra organiza a casa, e aí todo mundo termina o trabalho no mesmo tempo e todo mundo vai poder ter o seu tempo livre para fazer o que quiser”, recomenda.

Como vai funcionar?

Rosane da Silva ressalta que as lavanderias a serem financiadas são diferentes de outros projetos existentes no país como os de cooperativas de mulheres que utilizam os equipamentos e com isso têm meios para prestar serviço de lavadeira e aumentar a renda.

O propósito da atual iniciativa é diminuir o trabalho doméstico, em geral realizado pelas mulheres.

As lavanderias funcionarão como as lojas privadas comuns, onde a cliente ou o cliente deixa a roupa para lavar e busca depois. “A ideia é que deixem as roupas na lavanderia. Terá equipe para receber e cuidar dessas roupas. Depois as mulheres vão lá e vão pegar essa roupa limpa sem nenhum custo”, assinala a secretária. O serviço será comunitário, “os homens também vão poder usar o espaço”, acrescenta.

Edital

A iniciativa é um projeto-piloto. Nesta primeira edição, o MMulheres calcula atender até seis entes federativos firmando convênio após a seleção de propostas. Conforme o edital, o valor mínimo de repasse é de R$ 450 mil e o máximo, R$ 650 mil. Além das atividades formativas, as cidades e estados contratantes deverão dispor dos locais para as lavanderias, fazer a manutenção das unidades, contratar pessoal e fornecer os produtos para lavar as roupas.

Para este ano, o Orçamento Geral da União (OGU) de 2023 previu R$ 2,6 milhões para os convênios das lavanderias. Rosane da Silva, lembra que os valores do OGU “foram definidos pelo governo anterior”.

Ela tem expectativa de lançar um novo edital mais robusto no segundo semestre de 2024. “A gente acredita que vai ter bastante demanda e isso vai nos possibilitar, inclusive, fazer um debate interno no governo, em especial com a área de orçamento, para conseguir mais recursos e em 2024 poder abrir um novo edital”.

Prefeituras com políticas para mulheres

O edital exige que as cidades e estados que se candidatem a receber os recursos das lavanderias públicas tenham em sua estrutura administrativa um “Organismo de Política para Mulheres”, como secretarias ou outras denominações correlatas (sub secretaria, coordenadoria, superintendência, diretoria ou gerência), que sejam responsáveis pela execução e gestão das políticas públicas para as mulheres. Também deve estar em funcionamento regular o conselho estadual, municipal ou distrital da Mulher.

O Ministério das Mulheres também publicou edital para apoiar projetos de organizações da sociedade civil para a formação de mulheres sobre autonomia econômica e cuidado. A perspectiva é incentivar redes de multiplicadoras. As propostas devem ser apresentadas até o dia 24 de novembro, prevê o edital.

Brasil

Tragédia: Avó, mãe e filha colombianas morrem em acidente de helicóptero

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De acordo com uma nota publicada no Instagram, o Sistema Alerta Rio confirmou que as três turistas colombianas, pertencentes à mesma família, que faleceram na queda de um helicóptero neste sábado (8), no Rio de Janeiro, eram avó, mãe e filha. O piloto da aeronave também não sobreviveu ao acidente. O local da queda está situado em uma região de mata íngreme, com acesso bastante difícil.

As vítimas estavam participando de um passeio aéreo panorâmico na modalidade “doors off”, um tipo de voo em que o helicóptero voa sem as portas.

O passeio foi realizado através da empresa Voos Rio Panorâmico (VRP). Conforme o recibo de pagamento, as turistas desembolsaram R$ 2.550 pelo trajeto.

A duração estimada do passeio era de aproximadamente 20 minutos e incluía uma vista aérea de pontos turísticos da cidade, entre eles a Floresta da Tijuca, onde ocorreu o acidente.

A empresa oferece diversas opções de voos panorâmicos pelo Rio de Janeiro, com passeios que podem durar até uma hora e custar mais de R$ 1.300 por pessoa.

O helicóptero envolvido na queda era um modelo Robinson R44, com prefixo PP-MFS, que caiu em uma área de mata fechada e de difícil acesso.

As autoridades competentes estão conduzindo investigações para apurar as causas e circunstâncias do acidente.

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Vítimas do Acidente de Helicóptero na Vista Chinesa no Rio

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Quatro pessoas perderam a vida após a queda de um helicóptero em uma região de mata próxima à Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no último sábado. Entre as vítimas estava o piloto Alessandro Rocha, que possuía 20 anos de experiência atuando como instrutor de ultraleves e helicópteros.

As demais vítimas eram três turistas colombianas que estavam visitando o Rio: Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique. Todas morreram carbonizadas no acidente.

Nas redes sociais, Alessandro se apresentava como comandante e realçava sua experiência de mais de duas décadas na aviação. Ele frequentemente compartilhava fotos relacionadas à sua rotina de voo e suas atividades como piloto.

Casado e pai, ele também mencionava sua família e sua fé em seu perfil pessoal. Alessandro foi batizado na Igreja de Nova Vida de Olaria, na Zona Norte do Rio, e se definia como uma pessoa “temente a Deus”.

As informações sobre as três passageiras ainda são preliminares. Elas eram colombianas e estavam fazendo turismo na cidade do Rio de Janeiro.

A retirada dos corpos será realizada por uma trilha no Parque da Cidade, conforme detalhou o ICMBio.

Essa rota foi escolhida para facilitar a operação dos bombeiros, pois é uma área em descida e mais próxima do local do acidente. Apesar da trilha ser estreita, sua proximidade com o ponto da queda deve ajudar as equipes de resgate.

O helicóptero envolvido era um modelo Robinson R44, com a matrícula PP-MFS, operado pela Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda. A companhia oferece voos turísticos panorâmicos sobre os principais pontos turísticos do Rio.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que a aeronave estava com a documentação regular, com certificado de aeronavegabilidade válido até 5 de junho de 2027, sem quaisquer gravames, e autorizada para realizar voos panorâmicos.

O Corpo de Bombeiros confirmou o falecimento das quatro pessoas envolvidas. A operação de resgate contou com aproximadamente 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais, incluindo o 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente, do Alto da Boa Vista; o Grupamento Operacional do Comando-Geral, do Centro; o Grupamento de Operações Aéreas; e o 11º Grupamento de Bombeiro Militar, de Vila Isabel.

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Prefeito pede pausa temporária nos voos panorâmicos no Rio para reforço da fiscalização pela Anac

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O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que adote providências após a queda de um helicóptero que resultou em quatro mortes na área da Vista Chinesa, neste sábado.

A proposta inclui a possível suspensão dos voos panorâmicos por um período entre uma a duas semanas, ou pelo tempo necessário para que a agência realize uma fiscalização mais rigorosa de helipontos, aeronaves e suas manutenções.

Cavaliere destacou que o pedido surge em decorrência de mais de um acidente aéreo registrado na cidade em aproximadamente um mês e meio. No incidente recente, quatro pessoas perderam a vida após o helicóptero cair em uma região de mata na Vista Chinesa.

O prefeito enfatizou que cabe à Anac a decisão sobre as medidas a serem implementadas.

“A Anac precisa decidir e agir. Como prefeito, reforço que essa responsabilidade é da agência federal. Estamos alertando para não deixar esse problema passar em branco, pois é mais um acidente aéreo no Rio de Janeiro num curto espaço de tempo. O que a Prefeitura está solicitando à Anac é que tome as medidas necessárias”, declarou Eduardo Cavaliere.

Ele esteve no local do acidente para acompanhar os trabalhos das equipes de resgate e informou que contatou o presidente da Anac, além de encaminhar uma notificação formal da Prefeitura para que providências sobre os voos na cidade sejam tomadas.

“Essa situação não pode ser encarada como normal. Mantive contato direto com o presidente da Anac e imediatamente enviamos um comunicado oficial da Prefeitura do Rio solicitando ações para garantir a segurança dos voos na cidade”, afirmou Cavaliere.

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