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Ataque com bomba acontece após posse do novo presidente da Colômbia

Um dia após o conservador Abelardo de la Espriella assumir a presidência da Colômbia, foi registrado um atentado com explosivos no sudoeste do país, marcando o primeiro episódio dessa natureza em seu governo. A informação foi confirmada pelo exército colombiano no sábado, dia 8.

Abelardo de la Espriella tomou posse na cidade de Cali, situada no sudeste, na última sexta-feira, dia 7. Durante a cerimônia, ele destacou sua estratégia de segurança, alertando os grupos ilegais que precisam escolher entre obedecer à lei ou enfrentar a ação das forças públicas.

O atentado aconteceu no pedágio de Mandiva, na rodovia Panamericana, principal estrada do sudoeste colombiano. Dois vigilantes que atuavam na proteção do local sofreram ferimentos leves. Segundo um dos vigias, a explosão foi causada por um veículo abandonado, cujo condutor fugiu em uma motocicleta.

Informações iniciais das forças armadas apontam que o ataque foi cometido pelas facções Dagoberto Ramos e Jaime Martínez, pertencentes às dissidências da antiga guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que não aceitou o acordo de paz firmado há dez anos. Enquanto isso, o exército permanece no local com o apoio de cães farejadores, inspecionando a área para garantir que não existam outros explosivos.

A ministra dos Transportes, Elsa Noguera, repudiou o ataque e assegurou nas redes sociais que a Colômbia não aceitará a violência nem permitirá a destruição das infraestruturas que conectam as regiões do país. Ela afirmou que as equipes estão trabalhando para normalizar o tráfego no local afetado.

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Esporte

Lorrane Oliveira e Caio Souza conquistam ouro no Brasileiro de Ginástica

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Os vencedores do Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística foram revelados neste sábado (8), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF).

A carioca Lorrane Oliveira (Flamengo) garantiu a medalha de ouro nas barras assimétricas com a nota de 13.700 pontos.

A colega de clube Flávia Saraiva (13.466) ficou com a prata e a paulista Sophia Weisberg (13.400), do Pinheiros, completou o pódio com o bronze.

A competição se encerra neste domingo (9) com as finais masculinas (salto, paralelas e barra) e femininas (trave e solo).

“Estou muito feliz, estava parada por causa de uma lesão no ombro. Só tenho a agradecer à minha equipe, trabalhei duro e a cada dia progredi, o que resultou na medalha”, afirmou Lorrane em entrevista à emissora Sportv.

No salto feminino, a campeã foi Nicole Bello (Flamengo), que alcançou 13.300 pontos na primeira tentativa.

Logo depois, realizou um salto ainda mais complexo, somando 13.200 pontos. As ginastas do Grêmio Náutico União, Francine Oliveira (12.799) e Clara Stecca (12.783), conquistaram a prata e o bronze respectivamente.

Pódios masculinos

No masculino, o destaque do dia ficou por conta do ginasta Caio Souza (Minas Tênis Clube – MTC), que surpreendeu a plateia com uma difícil sequência nas argolas.

Nascido em Volta Redonda (RJ), Caio confirmou o favoritismo e conquistou o ouro com 13.600 pontos. O segundo lugar foi para Juliano Oliva (13.200), do Grêmio Náutico União, seguido por Gustavo Pereira (12.733), também do MTC, que levou o bronze.

Na final do solo, Yuri Guimarães, da Associação de Ginástica Di Thiene de Pais (Agith), tornou-se tricampeão brasileiro ao atingir 13.700 pontos, 200 a mais que João Perdigão (Pinheiros), que ficou com a prata. O bronze ficou para o ginasta Tomas Florencio (13.300), do Agith.

Na disputa do cavalo, o vencedor foi Johnny Oshiro (Agith), que fechou sua apresentação com pontuação de 13.600, destacando-se pelo alto grau de dificuldade nos movimentos.

Os ginastas Diogo Rodrigos (Pinheiros) e Vitaliy Guimarães (MTC) empataram com 13.330 pontos e dividiram o segundo lugar.

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Notícias

Novo pede cassação de Lula e Alckmin por suposto abuso eleitoral no carnaval

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O Partido Novo apresentou neste sábado, dia 8, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma ação solicitando a cassação dos registros de candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por alegado abuso de poder econômico e uso inadequado dos meios de comunicação. A legenda também pleiteia que ambos sejam declarados inelegíveis por um período de oito anos.

A denúncia tem como base o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

Com o enredo dedicado a Lula, a agremiação mostrou a trajetória política do presidente. A petição foi protocolada no mesmo dia em que a chapa de Lula e Alckmin foi registrada na Justiça Eleitoral.

O Partido Novo alega que o desfile serviu como uma peça de propaganda eleitoral, custeada com aproximadamente R$ 9,65 milhões em recursos públicos, incluindo valores repassados pela prefeitura de Niterói (R$ 4 milhões), prefeitura do Rio de Janeiro (R$ 2,15 milhões), governo estadual (R$ 2,5 milhões) e Embratur (R$ 1 milhão).

Segundo o partido, os acordos que garantiram esses repasses foram firmados após o anúncio oficial do tema do desfile, em julho de 2025.

Os advogados do Novo destacam ainda elementos que indicariam finalidade eleitoral, como referências a programas dos governos Lula, críticas a adversários políticos e a transmissão do espetáculo pela televisão aberta e plataformas digitais.

Durante a apresentação, uma das alas, intitulada “Família em conserva”, trouxe menções à família do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao agronegócio e ao bloco conservador no Congresso, o que gerou reação negativa em grupos evangélicos. Após o carnaval, a Acadêmicos de Niterói foi rebaixada.

A ação protocolada é uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), prevista na legislação para apurar condutas que possam comprometer a legitimidade das eleições, como abuso de poder econômico ou político e uso indevido dos meios de comunicação.

O relator do processo será o ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral eleitoral, que avaliará a petição e poderá determinar a notificação de Lula e Alckmin para que apresentem defesa.

Se o caso avançar, poderá abrir uma nova linha de investigação sobre o financiamento e a organização do desfile. O Novo solicita o depoimento de três testemunhas e a solicitação de documentos da Presidência da República, Embratur, Riotur, Liga Independente das Escolas de Samba, entre outras instituições.

Após a coleta de provas e o parecer do Ministério Público Eleitoral, o mérito será julgado pelo plenário do TSE.

Para uma eventual condenação, o tribunal deve reconhecer não apenas a ocorrência das irregularidades alegadas, mas também que estas tiveram gravidade suficiente para prejudicar a legitimidade e a equidade da disputa eleitoral.

A legislação permite que ações desse tipo sejam julgadas mesmo depois da proclamação do resultado. Caso o TSE considere o pedido procedente, pode cassar os registros das candidaturas antes da eleição ou os diplomas, caso a chapa seja eleita, além de tornar os envolvidos inelegíveis por oito anos.

Anteriormente, o Novo já havia recorrido ao TSE para tentar impedir o desfile. Em 12 de fevereiro, o tribunal rejeitou por unanimidade o pedido liminar, indicando que não seria possível antecipar a constatação de abuso de poder nem impedir o evento antes de sua realização.

Neste julgamento, a então presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, destacou que eventuais ilícitos eleitorais poderiam ser avaliados posteriormente, após o desfile e com a produção de provas.

Agora, o Novo busca justamente dar início a essa fase, já que o evento ocorreu e as candidaturas estão formalizadas.

Após o desfile, o PL, partido do também candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, apresentou outra ação no TSE, solicitando investigação sobre o financiamento público da homenagem e apontando indícios de abuso de poder político e econômico.

Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a participação de servidores públicos no desfile, após representação de parlamentares do Novo. A apuração busca esclarecer se funcionários da Presidência foram mobilizados para apoiar Lula e Janja, assim como eventuais gastos públicos com diárias, passagens, hospedagem e horas extras.

O processo no TCU, relatado pelo ministro Augusto Nardes, foi associado a outra investigação sobre os repasses da Embratur à escola Acadêmicos de Niterói.

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Esporte

Rayssa Leal machuca o pé no treino, mas vai competir no SLS Takeover

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Rayssa Leal teve uma queda durante o treinamento para o SLS Rio Takeover, neste sábado, no Maracanãzinho, e saiu mancando da área de prova.

A skatista lesionou o pé direito, porém esse acidente não irá impedir sua participação no evento marcado para domingo.

Após a queda, a brasileira foi até os vestiários e depois retornou para o local da competição. Apesar do desconforto, chegou a demonstrar alegria e dançou na área de prova.

Está previsto que Rayssa passe por uma avaliação médica antes da disputa.

Este incidente ocorreu durante a preparação para um torneio muito importante para a atleta. O Rio de Janeiro foi o local de sua estreia em uma etapa da SLS, em 2019. Agora, aos 18 anos, ela retorna para competir novamente no Maracanãzinho.

“Poucas pessoas sabem, mas participei da SLS pela primeira vez no Rio de Janeiro, em 2019. Foi uma experiência muito significativa. Estou feliz por voltar e competir de novo, agora mais amadurecida. Estou crescendo e me tornando uma jovem adulta”, declarou Rayssa antes do evento.

A brasileira também ressaltou a chance de competir em um palco tradicional. “Sei que o Maracanãzinho é um local histórico. É uma oportunidade incrível que o skate está tendo. Espero que possamos cada vez mais usar essas arenas e levar nosso esporte a lugares importantes”, afirmou.

Rayssa chega ao evento como uma das grandes estrelas da competição feminina. Com duas medalhas olímpicas e quatro títulos no Super Crown, ela venceu a etapa inicial da temporada da SLS, em Sydney. No Rio, seus adversários serão Gabriela Mazetto, Funa Nakayama, Momiji Nishiya, Aoi Uemura e Daniela Terol.

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