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Apagão em SP: Enel diz que energia foi restabelecida para 98,57% dos consumidores; faltam 30 mil

(Marcelo Carmargo/Agência Brasil)

A Enel São Paulo informou por volta das 22h desta terça-feira, 7 que restava normalizar o fornecimento de energia para cerca de 30.200 clientes que foram impactados pelo vendaval na última sexta-feira, 3, o que representa 1,43% do total de consumidores afetados.

A companhia afirma que está atuando com mais de 3 mil técnicos nas ruas e que “têm trabalhado de forma incansável para reconstruir trechos inteiros da rede elétrica, garantindo a energia para todos”.

Resposta pública

A Câmara Municipal de São Paulo abriu a Sessão Plenária desta terça-feira, 7, para os vereadores fazerem comunicado e a falta de energia elétrica na capital paulista provocada pelos eventos climáticos da última sexta-feira, 3, foi o principal assunto tratado.

Segundo portal de notícias da Câmara de SP, o Plenário deve votar nesta quarta-feira, 8, a criação de uma CPI para investigar o serviço prestado pela concessionária de energia Enel na cidade. O documento que pede a abertura da Comissão foi protocolado pelo vereador João Jorge (PSDB), que criticou o trabalho feito pela concessionária.

Enterramento de fios
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) negou que apresentará proposta de cobrança aos moradores para bancar o enterramento de fios da rede elétrica em São Paulo. Na última sexta-feira, 3, um temporal provocou a queda de centenas de árvores na cidade, derrubando o fornecimento de energia elétrica em grande parte da capital – mais de 2 milhões de endereços chegaram a ficar sem luz.

“Em hipótese alguma teremos taxa em São Paulo. O contribuinte já paga um valor na sua conta de energia. Vamos usar parte desse recurso para fazer enterramento de fios. Se alguém quiser apresentar um projeto na sua região, a Prefeitura está disposta a contribuir para agilizar o enterramento de fios na cidade”, disse o prefeito em entrevista à GloboNews na tarde desta terça-feira, 7.

O que aconteceu em São Paulo na sexta-feira?

As fortes chuvas e rajadas de vento que atingiram grande parte do Estado de São Paulo na sexta-feira (3) também deixaram ao menos sete mortos. Em Osasco, na Grande São Paulo, duas árvores caíram sobre um muro na Avenida Luiz Rink, atingindo um veículo e matando uma pessoa que estava no interior do automóvel, de acordo com a Defesa Civil.

Na capital paulista, funcionários da limpeza, agentes das subprefeituras e equipes de iluminação pública e de reparos em semáforos continuam nas ruas para restabelecer a normalidade na capital paulista.

Distribuidoras de energia vão ressarcir os moradores após apagão?

Mais de cinco dias depois do temporal que causou apagão em São Paulo, ao menos 30 mil imóveis seguem sem luz nesta quarta-feira, 8. Após uma reunião de cerca de três horas no Palácio dos Bandeirantes, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou que as concessionárias vão estudar opções para ressarcimento de moradores e de melhoria nos canais de atendimento à população. Além disso, será montado um grupo de trabalho no âmbito da Aneel (agência federal) para acompanhar as ações e adequar os serviços a eventos extremos.

Mais cedo, o governador paulista havia acenado com “um TAC (termo de ajustamento de conduta) para que a gente possa facilitar a vida desse cidadão (prejudicado pelo apagão), porque não seria razoável que esse cidadão entre num caminho ordinário de atendimento e acabe não tendo resposta”, disse. À noite, não detalhou o que pode ser feito. “Não adianta pensar no que passou”, disse. Segundo ele, eventos extremos serão cada vez mais recorrentes, “estão aí e vieram para ficar”. E salientou a importância de se criar planos de contingência para evitar novas crises.

Conforme Tarcísio, o “grande vilão” da crise foi a quantidade de árvores, que, por falta de manejo adequado, caíram na rede aérea. “Um plano de manejo arbóreo é uma das soluções mais baratas e efetivas para lidar com o problema”, disse. Um projeto será enviado para Assembleia Legislativa para lidar com a questão, adiantou. Antes, ele evitou culpar a Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na capital paulista, pela falta de luz em diversos bairros.

Mas propôs alterações no modelo de contrato firmado entre empresas do setor e a União, ente detentor do poder concedente e que firma tais acordos. “Foi um fato extraordinário. Agora, eu acho que algumas medidas deixaram de ser tomadas ao longo do tempo. O contrato eventualmente não tem as servidões que deveria ter. A gente precisa olhar para trás para ver como estabelecer a normalidade o mais rápido possível e olhar para frente para garantir que isso não aconteça novamente”, afirmou, após participar de um painel do BTG Pactual Macro Day com governadores.

Na conta da distribuidora ficou, porém, o problema de comunicação. Segundo o governador, o contato com a empresa precisa ser mais “azeitado”. Tarcísio afirmou que durante encontro com as distribuidoras esse foi um ponto de discussão. O dirigente afirmou que há esforço por parte das concessionárias de investir em redes de comunicação e torná-las mais inteligentes.

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Tragédia: Avó, mãe e filha colombianas morrem em acidente de helicóptero

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De acordo com uma nota publicada no Instagram, o Sistema Alerta Rio confirmou que as três turistas colombianas, pertencentes à mesma família, que faleceram na queda de um helicóptero neste sábado (8), no Rio de Janeiro, eram avó, mãe e filha. O piloto da aeronave também não sobreviveu ao acidente. O local da queda está situado em uma região de mata íngreme, com acesso bastante difícil.

As vítimas estavam participando de um passeio aéreo panorâmico na modalidade “doors off”, um tipo de voo em que o helicóptero voa sem as portas.

O passeio foi realizado através da empresa Voos Rio Panorâmico (VRP). Conforme o recibo de pagamento, as turistas desembolsaram R$ 2.550 pelo trajeto.

A duração estimada do passeio era de aproximadamente 20 minutos e incluía uma vista aérea de pontos turísticos da cidade, entre eles a Floresta da Tijuca, onde ocorreu o acidente.

A empresa oferece diversas opções de voos panorâmicos pelo Rio de Janeiro, com passeios que podem durar até uma hora e custar mais de R$ 1.300 por pessoa.

O helicóptero envolvido na queda era um modelo Robinson R44, com prefixo PP-MFS, que caiu em uma área de mata fechada e de difícil acesso.

As autoridades competentes estão conduzindo investigações para apurar as causas e circunstâncias do acidente.

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Vítimas do Acidente de Helicóptero na Vista Chinesa no Rio

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Quatro pessoas perderam a vida após a queda de um helicóptero em uma região de mata próxima à Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no último sábado. Entre as vítimas estava o piloto Alessandro Rocha, que possuía 20 anos de experiência atuando como instrutor de ultraleves e helicópteros.

As demais vítimas eram três turistas colombianas que estavam visitando o Rio: Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique. Todas morreram carbonizadas no acidente.

Nas redes sociais, Alessandro se apresentava como comandante e realçava sua experiência de mais de duas décadas na aviação. Ele frequentemente compartilhava fotos relacionadas à sua rotina de voo e suas atividades como piloto.

Casado e pai, ele também mencionava sua família e sua fé em seu perfil pessoal. Alessandro foi batizado na Igreja de Nova Vida de Olaria, na Zona Norte do Rio, e se definia como uma pessoa “temente a Deus”.

As informações sobre as três passageiras ainda são preliminares. Elas eram colombianas e estavam fazendo turismo na cidade do Rio de Janeiro.

A retirada dos corpos será realizada por uma trilha no Parque da Cidade, conforme detalhou o ICMBio.

Essa rota foi escolhida para facilitar a operação dos bombeiros, pois é uma área em descida e mais próxima do local do acidente. Apesar da trilha ser estreita, sua proximidade com o ponto da queda deve ajudar as equipes de resgate.

O helicóptero envolvido era um modelo Robinson R44, com a matrícula PP-MFS, operado pela Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda. A companhia oferece voos turísticos panorâmicos sobre os principais pontos turísticos do Rio.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que a aeronave estava com a documentação regular, com certificado de aeronavegabilidade válido até 5 de junho de 2027, sem quaisquer gravames, e autorizada para realizar voos panorâmicos.

O Corpo de Bombeiros confirmou o falecimento das quatro pessoas envolvidas. A operação de resgate contou com aproximadamente 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais, incluindo o 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente, do Alto da Boa Vista; o Grupamento Operacional do Comando-Geral, do Centro; o Grupamento de Operações Aéreas; e o 11º Grupamento de Bombeiro Militar, de Vila Isabel.

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Prefeito pede pausa temporária nos voos panorâmicos no Rio para reforço da fiscalização pela Anac

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O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que adote providências após a queda de um helicóptero que resultou em quatro mortes na área da Vista Chinesa, neste sábado.

A proposta inclui a possível suspensão dos voos panorâmicos por um período entre uma a duas semanas, ou pelo tempo necessário para que a agência realize uma fiscalização mais rigorosa de helipontos, aeronaves e suas manutenções.

Cavaliere destacou que o pedido surge em decorrência de mais de um acidente aéreo registrado na cidade em aproximadamente um mês e meio. No incidente recente, quatro pessoas perderam a vida após o helicóptero cair em uma região de mata na Vista Chinesa.

O prefeito enfatizou que cabe à Anac a decisão sobre as medidas a serem implementadas.

“A Anac precisa decidir e agir. Como prefeito, reforço que essa responsabilidade é da agência federal. Estamos alertando para não deixar esse problema passar em branco, pois é mais um acidente aéreo no Rio de Janeiro num curto espaço de tempo. O que a Prefeitura está solicitando à Anac é que tome as medidas necessárias”, declarou Eduardo Cavaliere.

Ele esteve no local do acidente para acompanhar os trabalhos das equipes de resgate e informou que contatou o presidente da Anac, além de encaminhar uma notificação formal da Prefeitura para que providências sobre os voos na cidade sejam tomadas.

“Essa situação não pode ser encarada como normal. Mantive contato direto com o presidente da Anac e imediatamente enviamos um comunicado oficial da Prefeitura do Rio solicitando ações para garantir a segurança dos voos na cidade”, afirmou Cavaliere.

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