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Economia

Banco Central ajusta déficit em conta corrente para 2025, passando de US$ 66,7 bi para US$ 67,4 bi

Banco Central anunciou nesta segunda-feira, dia 28, que revisou os números referentes às contas correntes de 2025 e ao acumulado do ano até julho. Segundo a entidade, o déficit nas transações do ano anterior foi de US$ 67,4 bilhões, valor que representa um aumento de US$ 700 milhões em relação ao déficit anteriormente registrado, que era de US$ 66,7 bilhões.

Uma das maiores alterações ocorreu na conta de serviços, cuja deficiência ampliou-se em US$ 1,6 bilhão, passando de um déficit de US$ 50,6 bilhões para US$ 52,2 bilhões. Já a renda primária apresentou uma redução do déficit em US$ 900 milhões, diminuindo de US$ 81,3 bilhões para US$ 80,4 bilhões.

Embora as transações correntes tenham apresentado piora, o Banco Central identificou um aumento no volume de investimentos estrangeiros diretos no Brasil durante o ano anterior, que passou de US$ 77,7 bilhões para US$ 85 bilhões, um acréscimo de US$ 7,4 bilhões.

Além disso, o déficit em transações correntes como porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 aumentou de 2,93% para 2,96%, enquanto a relação entre os investimentos estrangeiros diretos e o PIB subiu para 3,73%, acima dos 3,41% divulgados anteriormente.

Dados de 2026 até julho

O Banco Central também atualizou as estatísticas do setor externo referentes a 2026. O déficit acumulado em transações correntes entre janeiro e julho elevou-se de US$ 36,0 bilhões para US$ 38,5 bilhões, enquanto os investimentos estrangeiros diretos líquidos no país aumentaram de US$ 54,4 bilhões para US$ 57,0 bilhões.

Para o mesmo intervalo, houve revisão nos seguintes dados: o superávit da balança comercial de bens diminuiu de US$ 43,2 bilhões para US$ 42,1 bilhões; o déficit nos serviços aumentou de US$ 32,7 bilhões para US$ 33,5 bilhões; e o déficit na renda primária subiu de US$ 49,6 bilhões para US$ 49,9 bilhões. A conta financeira permaneceu negativa e passou de US$ 38,4 bilhões para US$ 40,5 bilhões.

O declínio no superávit da balança comercial de bens foi atribuído ao ajuste nas estatísticas realizadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O déficit acumulado em 12 meses até julho foi revisado para baixo, de US$ 62,9 bilhões para US$ 61,8 bilhões, assim como a entrada de investimentos estrangeiros diretos no período, que foi ajustada de US$ 88,4 bilhões para US$ 86,8 bilhões.

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Economia

Governo pede bloqueio de 5,2 mil sites e 2 mil perfis após proibição das apostas

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O governo do presidente Lula declarou nesta terça-feira que realizou um pedido para bloquear 5.209 sites de apostas e cerca de 2 mil perfis em redes sociais logo após a proibição das apostas no Brasil.

Durante uma coletiva no Ministério da Justiça, foi divulgado um relatório sobre as ações para combater apostas ilegais, iniciadas na última sexta-feira, data em que entrou em vigor a medida provisória (MP) proibindo jogos de aposta de quota fixa e jogos online no país.

Os ministérios da Justiça e da Fazenda informaram que, neste curto período, houve solicitação de bloqueio dos sites à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As ordens foram enviadas entre segunda e terça-feira, e os sites devem estar fora do ar até o fim do dia, conforme informado pelo diretor Octavio Penna.

“Assim que recebemos as ordens notificamos os provedores no mesmo dia. Em geral, o bloqueio é efetivado em seis a oito horas”, afirmou Octavio Penna em entrevista.

Sites que estavam regularizados antes da proibição só terão bloqueio efetivado a partir de 6 de outubro, data final para os apostadores retirarem seus fundos.

No campo das redes sociais, foram removidos 1.923 perfis no Instagram e 390 páginas no Facebook que promoviam apostas de forma irregular. Além disso, foram identificados mais de um milhão de membros em canais ilegais de apostas no Telegram.

A fiscalização identificou 63 pessoas jurídicas envolvidas em recebimentos de valores oriundos dessas apostas ilegais. O Banco Central foi acionado para rastrear as transações financeiras, e 63 processos foram abertos na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

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Economia

Ouro sobe ligeiramente com lucro realizado, mas é freado pelo Fed e juros

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O ouro encerrou o dia em leve alta nesta terça-feira (29), impulsionado pela demanda dos bancos centrais e realização de lucros, após uma queda próxima a 4% na segunda-feira (28).

No entanto, os ganhos foram contidos devido às preocupações dos investidores sobre a possibilidade de aumento das taxas de juros.

Na Comex, segmento de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em dezembro subiu 0,27%, alcançando US$ 1.179,7 por onça-troy. Já a prata para o mesmo período recuou 0,92%, cotada a US$ 61,15 por onça-troy.

O metal continuou pressionado pelo receio de novas elevações nos juros, após registrar na segunda-feira a maior queda percentual desde junho.

Essa movimentação refletiu a percepção de que o aumento nos preços dos combustíveis pode levar o Federal Reserve (Fed) a elevar ainda mais as taxas de juros na próxima reunião, em outubro.

Especialistas do Erste Group destacam que, embora as aquisições de ouro pelos bancos centrais devam permanecer altas, isso dificilmente causará uma valorização significativa do metal.

“Neste cenário de grande incerteza, há mais possibilidade de aumentos nos juros nos Estados Unidos”, afirmam os analistas.

Além disso, o avanço do dólar pressionou o ouro, com a moeda norte-americana atingindo máximas em vários meses, suportada pela volatilidade do petróleo e pela alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.

Paralelamente, o jornal New York Times informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria focando sua atenção no ouro da Venezuela após impor restrições às exportações de petróleo do país. Segundo a reportagem, essa ação aproxima Washington de uma indústria associada à criminalidade, a mesma que o governo americano afirma combater ao prender Nicolás Maduro.

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Economia

Saldo de empregos formais cresce 165.827 vagas em agosto

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O mercado de trabalho no Brasil gerou 165.827 novas vagas formais em agosto, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na terça-feira (29).

Esse foi o segundo pior desempenho para este mês desde o início da série do Novo Caged em 2020, ficando atrás apenas de agosto de 2025, quando o saldo foi de 154.683 vagas.

O resultado superou a mediana das projeções da pesquisa Projeções Broadcast, que estimava a criação líquida de 93.486 empregos em agosto. As previsões de mercado variavam positivamente entre 55.789 e 169.980 novas vagas.

O saldo do mês reflete 2.294.563 admissões contra 2.128.736 desligamentos. Em julho, o saldo positivo foi de 55.915 vagas, já considerando ajustes na série. Em agosto de 2025, o saldo registrado foi de 154.683 vagas.

Acumulado do Ano

De janeiro a agosto de 2026, o saldo líquido de empregos formais somou 1.134.033 vagas. Este é o menor resultado para este período desde 2020, ano marcado pelo fechamento de 1.075.273 postos de trabalho em função da pandemia de covid-19.

Comparado ao mesmo intervalo de janeiro a agosto de 2025, houve queda de 25,2%, considerando que naquele período foram criadas 1.516.881 vagas.

Os cinco principais setores da economia atingiram saldo positivo no acumulado do ano: serviços (697.859), construção (200.431), indústria (170.442), agropecuária (56.024) e comércio (9.300).

O estado de São Paulo lidera a criação de empregos formais em números absolutos, com saldo positivo de 306.883 postos, seguido por Minas Gerais (123.176) e Rio de Janeiro (77.670).

Por outro lado, os estados com os menores saldos no ano são Alagoas (-3.216), Rondônia (2.397) e Roraima (2.565).

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