Mundo
Amazon apoia construção de grande usina a gás para dados nos EUA
A Amazon anunciou nesta sexta-feira (7) que está financiando a construção de uma grande usina privada de energia a gás no Texas. Essa usina pode se tornar a maior fonte única de emissão de gases causadores do efeito estufa nos Estados Unidos.
O projeto, chamado GW Ranch, gerará eletricidade especificamente para centros de dados de grande porte, funcionando de forma independente da rede elétrica principal. Essa abordagem tem se tornado comum entre as grandes empresas de tecnologia para suprir rapidamente a demanda crescente por energia gerada pelo avanço da inteligência artificial (IA).
Documentos indicam que a usina terá 35 turbinas e uma capacidade de geração de 7,65 gigawatts. A instalação será localizada no condado de Pecos, Texas, próximo à fronteira com o México, e está autorizada a liberar mais de 30 milhões de toneladas métricas de gases de efeito estufa por ano, o que é mais do que qualquer outra fonte nos EUA.
A Amazon explicou que, ao produzir sua própria energia, pretende evitar o aumento dos custos para os consumidores americanos, cujas contas de luz têm subido devido aos investimentos das concessionárias para suportar a expansão da IA.
Um porta-voz da Amazon declarou: “Nosso novo campus de centros de dados no condado de Pecos é um exemplo claro: ele emprega uma nova geração de energia local que não aumentará os custos de eletricidade para as famílias do Texas e foi projetado para se conectar à rede elétrica assim que as condições permitirem”.
Embora as usinas movidas a gás sejam menos contaminantes que as usinas de carvão, elas ainda são fontes relevantes de gases responsáveis pelo aquecimento global. A extração de gás natural também causa vazamentos de metano, um gás com alto potencial para o efeito estufa.
Além disso, essas usinas liberam gases tóxicos e partículas finas, que podem causar sérios riscos à saúde pública.
Mundo
Acordo de defesa entre Turquia, Arábia Saudita e Paquistão não visa Irã, diz ministro
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, declarou no sábado, dia 8, que o pacto assinado na sexta-feira, envolvendo Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, não é direcionado contra o Irã ou qualquer outro país. Ele destacou que o acordo representa um avanço significativo para a estabilidade na região.
O acordo foi firmado pelos principais líderes: o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, na cidade sagrada de Meca. A aliança estipula que um ataque a qualquer um dos três países será considerado um ataque a todos.
Denominado “Acordo Conjunto de Defesa de Meca”, o pacto une a Arábia Saudita, conhecida por sua riqueza em petróleo, o Paquistão, que dispõe de armas nucleares, e a Turquia, que possui o segundo maior exército da Otan e uma indústria de defesa em rápida expansão.
O acordo fortalece a cooperação e a dissuasão em um momento de crescente instabilidade regional, especialmente devido às ameaças advindas do conflito no Irã. Em entrevista à agência Anadolu, Hakan Fidan enfatizou que nenhum país é visto como inimigo, a menos que tome ações hostis contra o grupo.
Ele esclareceu que não há cláusulas escritas definindo ameaças comuns e que qualquer país que mantenha relações pacíficas não será alvo do acordo. A cláusula de defesa mútua do pacto se assemelha ao artigo 5 da Otan, em que um ataque a um membro é considerado um ataque a todos.
Quando consultado sobre o funcionamento do mecanismo, Fidan explicou que o país atacado deve formalmente solicitar auxílio, e a resposta dos outros membros pode variar desde compartilhamento de informações até apoio logístico e implantação de tropas, dependendo da ameaça enfrentada.
Ele ressaltou que o acordo possui múltiplas camadas que se ajustam conforme a gravidade da ameaça e informou que outras nações demonstraram interesse em aderir. Também mencionou que o Egito deve participar em uma fase futura, sendo considerado um parceiro natural.
Fonte: Associated Press
Mundo
Novo aparelho da OpenAI terá formato de rosquinha e custará mais de US$ 300
A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, está desenvolvendo um novo aparelho com design inovador e funções únicas. Este dispositivo, previsto para ser lançado em 2027, terá o formato de uma rosquinha e custará acima de US$ 300 (aproximadamente R$ 1.650).
O equipamento é uma caixa de som inteligente sem tela, com peças móveis que dão uma sensação de personalidade ao gadget. Seu formato circular foi escolhido para facilitar o transporte dentro de casa, podendo ser segurado com uma única mão.
Este novo produto representa uma tentativa da OpenAI de criar uma categoria inédita no mercado, oferecendo uma experiência diferente das caixas de som inteligentes tradicionais, dominadas por empresas como Amazon e Google.
Além disso, o design sofisticado e o uso de materiais nobres, como metal de alta qualidade, ressaltam a colaboração com o estúdio LoveFrom, do renomado designer Jony Ive. Este designer, famoso por seu trabalho em produtos da Apple, traz uma estética premium ao dispositivo, que deverá custar entre US$ 300 e US$ 400, posicionando-o entre os produtos de áudio e dispositivos móveis mais acessíveis.
O aparelho funcionará com bateria, permitindo uso em diferentes ambientes e posições: na mão, sobre um móvel ou bancada. Equipado com alto-falantes, microfones e luzes indicativas, o dispositivo reconhecerá comandos de voz e interagirá com o usuário de forma natural, aprendendo e adaptando-se com o tempo.
Um sistema de câmeras e sensores também ajudará o gadget a compreender o ambiente ao redor, proporcionando respostas intuitivas e aprofundadas.
A OpenAI pretende, no futuro, expandir sua linha de dispositivos inteligentes, mirando uma participação maior no mercado de tecnologia doméstica centrada em inteligência artificial.
Apesar de uma recente disputa judicial com a Apple envolvendo questões de propriedade intelectual, a OpenAI afirma que está desenvolvendo algo completamente novo e que não utiliza tecnologia da Apple.
O lançamento oficial do dispositivo está planejado para este ano, com disponibilidade para o público em 2027, demonstrando o foco da empresa em avançar suas soluções de IA para o uso cotidiano de forma inovadora.
Mundo
Menino autista de 9 anos é encontrado por drone após desaparecer em floresta nos EUA
Um menino de nove anos, autista e não verbal, foi resgatado graças ao uso de um drone após desaparecer de sua residência e adentrar uma área de mata em Arvada, no Colorado, Estados Unidos. A criança conseguiu sair de um quintal cercado na sexta-feira (31) e foi descoberta entre as árvores, próximo ao riacho Ralston, poucas horas após a família informar seu desaparecimento.
Conforme relato da KDVR, o menino deixou o imóvel por volta das 19h45. O drone, equipado com tecnologia de imagem térmica, iniciou a busca aérea na região poucos minutos depois do alerta. As imagens captaram a criança descalça saindo da cobertura das árvores, atravessando uma ponte pequena e se aproximando de um policial, a quem cumprimentou com um toque de mão (“high-five”).
Drone facilitou localização em área de difícil acesso
O policial David Snelling ressaltou que o uso do drone possibilitou achar o menino em uma área que ainda não havia sido explorada pelas equipes em terra.
— Um local que não teria sido visto pelos policiais que estivessem apenas patrulhando as ruas — comentou Snelling à KDVR.
De acordo com os pais, mesmo com o quintal totalmente cercado, o menino encontrou uma passagem que o levou até a floresta. O pai da criança chegou ao local logo após o resgate.
Capacitação policial para melhor atendimento
A polícia de Arvada realiza treinamentos específicos para capacitar os agentes no atendimento a pessoas autistas. Para o capelão Kevin Shive, que participou da preparação, essa qualificação foi fundamental no decorrer da ocorrência.
— Eles estavam mais preparados para lidar de modo adequado com uma situação que requeria essa formação especializada — afirmou Shive à KDVR.
Uso crescente de drones em buscas nos EUA
Nos Estados Unidos, o emprego de drones para localizar crianças autistas tem aumentado. Em abril, um equipamento similar ajudou a encontrar um menino de 12 anos nas proximidades do rio Animas, também no estado do Colorado. Casos recentes semelhantes ocorreram no Texas e em Wisconsin.
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