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Aliados dizem que Flávio não buscou orientação jurídica antes de divulgar carta de Bolsonaro
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmam que o pré-candidato não consultou sua equipe jurídica antes de divulgar a carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A iniciativa de redigir e divulgar o comunicado partiu do próprio ex-presidente, que queria encerrar as disputas em torno de sua sucessão, inclusive os conflitos na família.
A divulgação da carta levou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a suspender por 90 dias as visitas de Flávio ao pai durante a campanha do primeiro turno. O ministro entendeu que o senador usou o direito de visita para obter um documento destinado apenas à divulgação nas redes sociais, violando a proibição de Bolsonaro de usar plataformas digitais.
Moraes pediu que a defesa informe, em 48 horas, se Bolsonaro sabia que a carta seria publicada e encaminhou o caso ao procurador-geral eleitoral para investigar propaganda eleitoral antecipada.
Antes da divulgação da carta em uma live, Flávio visitou o pai na prisão domiciliar, como faz normalmente em Brasília. Ao sair, ele leu e transmitiu o texto integralmente. O senador tem acesso livre por ser filho e advogado constituído do ex-presidente.
Fontes próximas ao senador dizem que Bolsonaro escreveu a carta por estar incomodado com os conflitos relacionados à sua sucessão, especialmente entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Os aliados de Flávio afirmam que ele não imaginava que a divulgação do texto pudesse prejudicar o pai, encarando a iniciativa como um gesto de apoio à candidatura e por isso não consultou advogados.
Na carta, Bolsonaro pede que seus apoiadores deixem de lado as diferenças e se unam em torno da candidatura presidencial do filho, apresentando-o como seu porta-voz e a melhor opção para combater corrupção, violência e pobreza no Brasil.
Após a leitura, Flávio disse que a carta era um recado para que os aliados se comprometessem com a campanha e apoiassem sua candidatura.
A equipe jurídica do senador classificou a decisão do ministro como ilegal, afirmando que viola direitos garantidos pela Lei de Execução Penal e pelo Estatuto da Advocacia, como o direito de visitas e comunicação entre advogado e cliente.
Os advogados afirmam que vão buscar vias legais para reverter a suspensão das visitas.
Nos bastidores da campanha, a decisão dividiu opiniões: um grupo vê que a suspensão prejudica o aconselhamento político do pai, enquanto outro acredita que Flávio pode conduzir a campanha com mais autonomia e intensificar ações pelo país, cumprindo o prazo até outubro, quando termina a suspensão.
Há ainda quem veja um possível benefício político ao reforçar a narrativa de perseguição judicial e mobilizar eleitores em favor de Flávio.
Entretanto, a decisão limita o papel de porta-voz do senador e cria risco de acusação por propaganda eleitoral antecipada.
Aliados questionam os motivos da decisão, citando precedentes envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e cartas anteriores divulgadas por Bolsonaro e Michelle Bolsonaro sem consequências similares.
Brasil
Concursos públicos são permitidos durante período eleitoral
O calendário eleitoral começou a ser cumprido no Brasil com a oficialização dos primeiros candidatos em convenções partidárias. Mesmo em ano de eleições, a legislação do país permite a realização de concursos públicos. Até o fim de 2026, há dois certames com edital publicado e outros cinco com banca definida.
O concurso da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) está com inscrições abertas até o dia 6 de agosto no site da Fundação Getulio Vargas.
Os interessados em pleitear uma vaga para a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores (ABGF) podem se inscrever até 6 de agosto no site da Fundação Carlos Chagas.
Existem também concursos com banca definida, porém sem edital publicado, para Petrobras, Indústrias Nucleares do Brasil, Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Federal de Contabilidade e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).
Legislação
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a realização de concursos públicos em ano eleitoral é autorizada. As restrições legais são aplicáveis apenas às nomeações e ao provimento de cargos durante o período eleitoral.
“A execução de concursos públicos em ano eleitoral é totalmente permitida e não sofre nenhuma limitação. Entretanto, a legislação impõe restrições ao provimento de cargos dentro do período de campanha eleitoral”, explica o TSE em seu site.
“Nos três meses que antecedem as eleições até a posse dos eleitos, com algumas exceções, os governantes não poderão convocar aprovados em concursos para ocupar cargos públicos”, complementa o tribunal.
Estudos
Portanto, o ano eleitoral ou o período das campanhas políticas não devem desencorajar aqueles que desejam ingressar no serviço público.
“A necessidade está clara, existe previsão orçamentária e já há uma estrutura preparada para efetivar esses processos. Assim, não pode haver desânimo. Este é justamente o momento oportuno”, avalia Eduardo Cambuy, coordenador do Gran Concursos.
Ele sugere que os estudos comecem pelas disciplinas básicas, que são fundamentais para diversos concursos e possuem maior relevância em cada área. “Por isso, essas matérias precisam ser valorizadas para que o candidato otimize seu tempo.”
Notícias
Pesquisa BTG/Nexus mostra empate técnico entre Lula e Flávio no 2º turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro em uma possível disputa de segundo turno nas eleições presidenciais de outubro, conforme pesquisa realizada pelo BTG/Nexus e divulgada na segunda-feira, dia 3.
Segundo o levantamento, Lula tem 46% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 45%. Os eleitores que declaram voto em branco, nulo ou nenhum dos candidatos somam 8%, e 2% disseram não saber em quem votar. Na pesquisa anterior, feita em 27 de julho, Lula tinha 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro, também com empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No cenário contra Ronaldo Caiado (PSD), o empate técnico permanece, com Lula alcançando 46% e o ex-governador de Goiás marcando 42%. Os votos brancos, nulos ou nenhum totalizam 10% e 3% dos eleitores não sabem em quem votar. Em 27 de julho, na mesma simulação, o presidente liderava com 45% contra 43% de Caiado.
Contra o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) em um eventual segundo turno, Lula venceria por 46% a 40%. Os votos brancos, nulos ou nenhum somam 10%, e 3% dos entrevistados estão indecisos. Na pesquisa anterior, os números foram 46% para Lula e 42% para Zema.
Se o opositor for o ativista Renan Santos (Missão), Lula seria reeleito com 47% dos votos contra 37% do adversário. Brancos, nulos ou nenhum totalizam 13%, com 3% de indecisos. Na pesquisa passada, Lula liderava por 47% a 39%.
A pesquisa, realizada pela Nexus, entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-02874/2026.
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Flávio Bolsonaro promete aceitar resultado da eleição e pede mais transparência nas urnas
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, declarou que respeitará o resultado da eleição deste ano. A afirmação foi feita em entrevista ao programa “Canal Livre”, transmitido neste domingo pela TV Band.
Ele afirmou: “Eu vou aceitar o resultado da eleição. Vou participar seguindo essas regras, e estou confiante que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), diferente do que foi em 2022, será imparcial e tomará todas as medidas para garantir uma eleição mais segura e transparente, pois o maior interessado na normalidade do processo eleitoral é o próprio TSE.”
No mês anterior, Flávio mencionou informações incorretas sobre as urnas eletrônicas brasileiras, solicitando a diplomatas estrangeiros que enviem o máximo possível de observadores para o pleito de outubro. O senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível devido a encontros em que criticou o sistema eleitoral, citou dados falsos vinculados a uma empresa venezuelana aparecida em documentos da CIA divulgados pela administração Trump recentemente.
Durante a entrevista, Flávio pediu maior transparência ao TSE em relação aos equipamentos utilizados para votação.
Ele explicou: “Tenho solicitado que o TSE implemente mais camadas de transparência” após ser informado que a empresa venezuelana nunca fabricou urnas usadas no Brasil. O senador complementou: “Apenas peço mais níveis de segurança para as urnas eletrônicas.”
Flávio Bolsonaro considerou sua candidatura como uma forma de protesto contra o que classificou como perseguição ao seu pai. Ele também falou sobre a indefinição da candidata a vice em sua chapa.
Ele comentou: “Continuamos conversando. Temos até 5 de agosto para definir. Todos sabem da minha preferência por escolher uma mulher capaz e que contribua positivamente para a chapa.”
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